sexta-feira, 29 de março de 2013

Fenícios resumo (com questões)



Os fenícios foram responsáveis pela formação de uma rica civilização que ocupou uma faixa do litoral mediterrâneo que adentrava o território asiático até as montanhas do atual Líbano. 

Origem


A origem dos fenícios ainda é desconhecida. Segundo o historiador grego Heródoto (484 a.c - 430 a.c) eles teriam vindo do Oceano Índico. Já os estudiosos modernos discordam e acreditam que 5000 anos eles teria migrado da região entre o Mar Morto e o Mar Vermelho. 

Os documentos originais dos próprios fenícios não deixam pistas, pois falavam apenas do endereço para o qual haviam mudado e, como aquela região era conhecida na antiguidade como Canaã, eles se autodenominaram Cananeus.


Economia fenícia

No início de sua trajetória, a exemplo de outros povos da Antiguidade, os fenícios desenvolveram uma economia exclusivamente voltada à agricultura. Contudo, graças ao seu posicionamento geográfico, acabou viabilizando o contato comercial com várias caravanas nômades.

A expansão comercial foi responsável pela organização de vários centros urbanos independentes, entre os quais destacamos Arad, Biblos, Ugarit, Tiro e Sídon. Em cada uma dessas cidades, observamos a presença de um monarca escolhido pela decisão dos grandes comerciantes e proprietários de terra do local. Dessa forma, podemos afirmar que o cenário político fenício era eminentemente plutocrático, ou seja, controlado pelas parcelas mais ricas da população.

O desenvolvimento do comércio entre os fenícios aconteceu primordialmente através da realização de trocas de mercadorias. Com o passar do tempo, a expansão das atividades privilegiaram a fabricação de moedas que facilitaram a realização de negócios. Sob tal aspecto, devemos ainda destacar a grande complexidade do artesanato entre os fenícios. Madeiras, tapetes, pedras, marfim, vidro e metais eram alguns dos produtos que atraíam a atenção dos habilidosos artesãos fenícios.

Fenícios, povos dedicados ao comércio marítimo.

Fenícios, povos dedicados ao comércio marítimo.


Outra interessante contribuição advinda do comércio entre os fenícios foi a elaboração de um dos mais antigos alfabetos de toda História. Por meio de um específico conjunto de símbolos, os fenícios puderam empreender a regulação de suas atividades comerciais e expandir as possibilidades de comunicação entre as pessoas. Séculos mais tarde, a civilização greco-romana foi diretamente influenciada pelo sistema inaugurado pelos fenícios.

Estrutura Social e Política da fenícia

A Fenícia era formada por um conjunto de cidades-Estado autônomas. Cada cidade tinha um governo independentes, exercido pelos membros da classe aristocrática, composta por ricos comerciantes, armadores e artesãos. De modo geral, o chefe do governo era um rei, cuja função transmitia-se por hereditariedade. Mas a autoridade do rei não era absoluta. Ele a exercia em sintonia com a elite aristocrática da qual saiam os membros de um conselho de anciãos e de magistrados, conhecidos como sufetas. 

Freqüentemente, as cidades fenícias entravam em guerra, disputando entre si novos mercados para seus produtos. Algumas dessas cidades pagavam tributos a povos estrangeiros, para receber, em troca, segurança e tranqüilidade contra os seus rivais do comércio. 

Nenhuma cidade fenícia era suficientemente poderosa para impor completamente dominação sobre as demais. No entanto, podemos identificar, em períodos diferentes, cidades mais importantes do que outras. 

Desde meados do III milênio a.C., Biblos destacava-se pelo seu movimentado porto comercial, tendo estabelecido relações de comércio com Chipre, Egito e Creta. Por volta da metade do II milênio a.C., Sidon conquistou grande prestígio marítimo e comercial, tornando-se famosa pela exportação de tecidos de púrpura, perfumes, jóias e vasos. Finalmente, do século X ao século VIII a.C., Tiro alcançou a preponderância econômica da Fenícia, comerciando com diversas localidades do Mediterrâneo. Deve-se à cidade de Tiro a fundação da importante colônia de Cartago, no norte da África. 

Na maioria das cidades fenícias a posição social dos indivíduos estava diretamente ligada à sua condição econômica e ao papel que desempenhavam. A classe dominante era composta pelos empresários (comerciantes marítimos  donos das oficinas de artesanato, negociantes de escravos) e pelos funcionàrios e sacerdotes a serviço do poder real. Vinha, a seguir, uma classe composta pelos trabalhadores livres (artesãos, pescadores, camponeses, marinheiros) e pelos pequenos proprietários de comércio. A parcela social mais oprimida era composta pelos escravos domésticos e marinheiros pobres. 

No século VIII a.C., as cidades fenícias foram submetidas pelos assírios. Em 586 a.C., foram conquistadas pelos novos babilônios, com exceção da cidade de Tiro. Somente em 332 a.C., Alexandre Magno, da Macedônia, conquistou plenamente a Fenícia. 

A organização social 

Como o comércio era a atividade econômica mais importante, a sociedade fenícia dividia-se de acordo com a riqueza. Veja no quadro abaixo. 

Os sacerdotes, funcionários e mercadores controlavam a administração das cidades-estados e o comércio exterior. Os trabalhadores livres eram pequenos comerciantes, artesãos, marinheiros, pescadores e camponeses. Os escravos eram pouco numerosos, sendo utilizados em serviços domésticos.


Religião fenícia

Na esfera religiosa, os fenícios ficaram conhecidos pelo seu amplo interesse nas práticas animistas, ou seja, a adoração às árvores, montanhas e demais manifestações da natureza. A Grande Mãe e Baal (o deus protetor) eram as duas mais prestigiadas divindades do universo religioso fenício. Geralmente, os rituais eram executados ao ar livre e incluíam a realização de sacrifícios, sendo que alguns destes contavam com a oferenda de seres humanos.


Como a Fenícia foi composta por diversas cidades-estado ( Arad, Biblos, Tiro, Sídon) em cada uma destas cidades os deuses recebiam nomes diferentes, embora fossem comuns à toda civilização fenícia.


Alfabeto fenício


Em função dos diversos contatos comerciais que mantinham com diferentes povos, os fenícios sentiram necessidade de um meio prático para facilitar a comunicação. Pressionados por essa necessidade, os fenícios desenvolveram uma das mais fabulosas invenções da história humana: o alfabeto 

O alfabeto fenício era composto por 22 sinais, sendo, mais tarde, aperfeiçoado pelos gregos, que lhe acrescentaram outras letras. O alfabeto grego deu origem ao alfabeto latino, que é o mais utilizado atualmente


Explorações fenícias


Viagens  e colonizações que os comerciantes fenícios realizaram durante o primeiro milênio antes de Cristo. Parece que os navegantes fenícios foram os primeiros que se serviram da Estrela Polar para orientar suas viagens, o que lhes permitiu aventurar-se fora do mar Mediterrâneo. A partir das cidades-estado de Tiro, Sidon e Biblos, ampliaram seu comércio de cristais e tecidos tingidos de púrpura até o Mediterrâneo ocidental, em cuja colonização precederam os gregos. Fundaram as cidades de Gades, atual Cádiz, e Cartago. Por volta do ano 600 a.C., segundo Heródoto, o faraó egípcio Nekó os encarregou de circunavegar a África: a expedição demorou três anos para percorrer os 36.600 km do litoral africano. 

Depois da conquista de Tiro por Nabucodonosor no ano 573 a.C., os fenícios estabeleceram a nova capital em Cartago. Conseguiram controlar a passagem pelo estreito de Gibraltar e descobriram as ilhas da Madeira, Canárias e Açores. No século V a.C. cruzaram o canal da Mancha e chegaram à Cornualha. Hanon fundou seis colônias na costa atlântica da África e explorou o Senegal, os rios de Gâmbia e a costa sul até a Serra Leoa ou Camarões.


A Dominação

                Durante quatorze séculos, a partir de 2600 a.c, o Egito dominou a fenícia, cobrou pirâmides de taxas e impôs sua cultura e valores religiosos sobre os fenícios. Porém, era dos portos da Fenícia que seguia todo o cedro que os egípcios precisavam, então eles tiveram como barganhar e obtiveram  a garantia de negociar com quem bem entendessem. 
                Lá pelo séc. VIII a.C. os hititas também passaram a dominar os fenícios, e para não haver discórdia entre os hititas e os egípcios, os fenícios fizeram com que as suas cidades dividissem o seu apoio. Mais tarde ocorreu a invasão dos indo-europeus (os povos do mar) e isso provocou a queda do império hitita e o retraimento dos egípcios. Então os fenícios puderam sentir o gostinho da liberdade, o que não durou muito tempo. Logo foram dominados pelos assírios, que desejavam uma saída para o mar. Em 612 a.C. , os babilônios foram dominados pelos persas. Mais tarde foi a vez do comando dos gregos e,  em seguida,  dos romanos. 
                Por onde os fenícios da cidade de Tiro passavam, construíam aldeias que amis pareciam grandes mercados. Até um ponto em que alcançaram a região da atual Espanha e, em 1100 a.C. fundaram cidade portuária de Gadir, na Costa Atlântica (hoje, Cádiz). Forma para lá extrair a prata, que era abundante na região e tinha consumidores fiéis no oriente, que pagariam por ela, qualquer preço. Passado algum tempo, Gadir se tornou o centro econômico mais importante da região e monopolizou o comércio desde o norte da Argélia e a ilha de Ibiza, até além do litoral atlântico de Marrocos. 
                Eles sempre aproveitavam oportunidades para lucrar. As embarcações fenícias possuíam casco arredondado, o que aumentavam o espaço interno e permitia maior volume de carga. Inventaram os trirremes, barcos que possuíam 3 fileiras superpostas de remos, que poderia seguir com velocidade independente da condição dos ventos. Já as embarcações de guerra possuíam um espigão metálico para por a pique os navios inimigos. No entanto, não utilizavam da força, esse artifício era sim, para afugentar os piratas que tentassem roubá-los.


Decadência

 Entraram em decadência depois da conquista de Tiro pelos romanos em 332 a.C.  Depois disso, o seu maior império,  Cartago, foi destruído em 146 a.C. Nessa época, eles já nem falavam sua língua de origem e sim,  uma mistura  de grego e aramaico. 

Fonte: mundovestibular.com.br
  


Exercícios sobre os fenícios

1)  (MAUÁ - LINS) Qual foi a contribuição da civilização fenícia para a cultura e a tecnologia das civilizações orientais?

2)  (OSEC) Os fenícios dedicavam-se primordialmente ao comércio marítimo porque:

a) era grande seu excedente agrícola;
b) sua organização militar lhes garantia o domínio dos mares;
c) sua localização geográfica os induzia a isso;
d) sua organização política era fortemente centralizada;
e) sua atividade militar lhes proporcionava numerosos escravos para atuar nas galeras como remadores.

3) 
I. As cidades-Estado fenícias são consideradas a mais progressista forma de organização do Estado 
existente na Antigüidade Oriental.

II. A religião fenícia foi monoteísta, a exemplo dos hebreus.

III. A grande contribuição dos fenícios para as civilizações posteriores foi a invenção do alfabeto 
fonético, criado por interesses comerciais.   

a) I, II e III estão corretas.
b) I, II e III estão incorretas.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas I e III estão corretas.
e) Apenas II e III estão corretas.

4) Os povos fenícios dedicavam-se:

a) à agricultura
b) à pecuária
c) à navegação marítima 
d) à ciência
e) à pesca

5)  São cidades fenícias, exceto:

a) Larsa 
b) Biblos
c) Sidon
d) Tiro
e) Ugarit

6) Relaciona-se aos fenícios na Antiguidade, EXCETO:

a) o comércio como principal atividade econômica.
b) a invenção do alfabeto fonético.
c) a organização política em cidades-Estado.
d) o estabelecimento de colônias no Mediterrâneo.
e) o dualismo religioso, baseado no culto aos deuses Ahriman e Aura Mazda.

7) Das alternativas abaixo, a que melhor caracteriza a sociedade fenícia é:

a) a existência de um Estado centralizado e o monoteísmo;
b) o monoteísmo e a agricultura;
c) o comércio e o politeísmo;
d) as Cidades-estados e o monoteísmo;
e) a agricultura e a forma de Estado centralizado.

8) Os fenícios, povo de origem semita que se fixou e desenvolveu as suas cidades numa faixa de 200 quilômetros situada entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano, conheceram o apogeu da sua influência a partir de 1400 a.C. (destruição de Cnossos em Creta). 
Entre as afirmações que se seguem, escolha aquela que caracteriza de maneira correta esse povo. 

a) Viviam num sistema político teocrático. 
b) Suas principais atividades econômicas eram agrícolas. 
c) Praticavam uma religião maniqueísta. 
d) Eram especializados no comércio marítimo. 
e) Seu alfabeto foi elaborado a partir do alfabeto grego.


9) Os fenícios, na Antiguidade, foram conhecidos, sobretudo, por suas atividades ligadas:

a) à propagação do monoteísmo.
b) ao comércio marítimo.
c) ao expansionismo militarista.
d) à criatividade científica.
e) à agricultura intensiva. 

 
Gabarito:

1) Do ponto de vista cultural, foi a invenção do alfabeto (escrita fonética); do ponto de vista tecnológico, foi o desenvolvimento da construção naval.
2) C   3) D   4) C   5) A   6) E   7) C   8) D   9) B

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mesopotâmia resumo (com questões)

Mesopotâmia

 Mesopotâmia era uma região que se localizava entre os rios Tigre e Eufrates no continente asiático, onde atualmente encontra-se o Iraque.  Este fato deu origem ao seu nome, que significa “terra entre rios”. A Mesopotâmia fazia parte de uma grande região conhecida como “Crescente Fértil”, pois era a região mais fértil do mundo antigo, juntamente com Egito, Palestina, Fenícia dentre outras civilizações que se desenvolveram as margens de rios.

A região da Mesopotâmia era dividia em Alta Mesopotâmia ao norte e Baixa Mesopotâmia ao Sul. A Alta Mesopotâmia era uma região com poucos recursos, por isso, os povos que habitavam esta região tinham como principal atividade o saque de mercadorias. A região da Baixa Mesopotâmia ao sul possuíam muitos recursos, o que facilitou o desenvolvimento da agricultura, a principal atividade desta região.


A principal atividade econômica dos povos da Mesopotâmia era a agricultura, sendo os principais produtos o trigo, cevada, centeio, gergelim. A pecuária também era praticada na criação de bois, cavalos, porcos, carneiros. Outras atividades como o artesanato, pesca, caça, comercio, também eram realizados.

A religião na Mesopotâmia era politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses, o Rei alem de chefe absoluto, também era considerado o representante de Deus na terra, formando assim uma Teocracia.


Já na cultura, principalmente no campo científico, os mesopotâmicos tiveram destaque no papel do desenvolvimento da escrita com a criação de um sistema de caracteres cuneiformes, criando assim a escrita cuneiforme.

Com o grande processo das atividades comerciais, a álgebra teve também um grande desenvolvimento com as operações matemáticas e o sistema de pesos e medidas.

Em meio a todas essas inovações, podemos citar também o grande interesse na astronomia, que permitiu a distinção de estrela e planeta e o desenvolvimento de um calendário lunar com doze meses de duração.

Podemos citar também o ramo da arte e da arquitetura, onde os mesopotâmicos ficaram conhecidos pela construção de grandes e belíssimos palácios e templos que ficaram conhecidos como zigurates (leia também: Jardins Suspensos).

As esculturas mesopotâmicas eram muito simples, com rostos poucos expressivos, porém com uma riqueza quase minimalista de detalhes quando se referia a corpos.

Já nas pinturas, os temas que tinham maior interesse eram o cotidiano, o religioso e o militar, que assim recebiam um maior destaque.

Outro objeto artístico que é preciso dar importância é a cerâmica onde criaram vários utensílios e foram responsáveis também no registro de documentos escritos.

Varias civilizações surgiram na Mesopotâmia, como os Sumérios, Acádios, Babilônios, Assírios, que possuíam algumas características semelhantes, entretanto, a região era frequentemente palco de varias invasões e guerras.
 :

Sumérios


Zigurate

Desenvolveram um importante sistema de canalização dos rios para melhor armazenar a água para sua comunidade. Também criaram a escrita cuneiforme, registrando os detalhes de seus cotidianos através de placas de argila, e os zigurates, construções piramidais que serviam de armazenamento de produtos agrícolas e de prática religiosa. As cidades-Estado de Nipur, Lagash, Uruk e Ur datam da época dos sumérios.

A região foi governada durante aproximadamente 1800 anos por assírios, acadianos e amoritas. Além disso, existiram governos intermediários dos cassitas, mitanis e hititas. Os hititas tiveram origem indo-européia, enquanto os mitanis constituíram povos de cultura originada dos Sumérios. A organização política era administrada por estas três dinastias reais que dominaram a Mesopotâmia.

O desenvolvimento científico dos sumérios era muito grande: desenvolveram ciências matemáticas, de uso prático para as mais variadas aplicações naquele período. Tinham também vasto conhecimento sobre ervas medicinais, com propriedades benéficas para a cura de muitos males de saúde da população. Os sumérios interessavam-se pelos astros e a observação do céu era sistematizada de acordo com as possibilidades científicas da época.

No campo da religião os deuses eram representados de maneira hierárquica e eram homenageados por intermédio de rituais de sacrifício, esses rituais eram realizados em grandes templos considerados locais sagrados. Os deuses eram tidos como seres responsáveis pelas forças da natureza, como a terra, a água, o céu, o fogo, etc. Os registros de esculturas e pinturas representavam os deuses antropomórficos (com semelhança de homens).

Acádios

Tribo de nômades que vieram do deserto da Síria, os acádios chegaram à Mesopotâmia por volta de 2550 a.C., enquanto este território estava dominado pelos sumérios.

Entretanto, a guerra entre os sumérios para a permanência no poder acabou dando espaço para que a conquista acadiana da Mesopotâmia tivesse êxito. Mas esses dois povos, de culturas similares, acabariam se unificando para formar o I Império Mesopotâmico.



As cidades-Estado foram unidas pela primeira vez pelo soberano Lugal-zage-si, de Uruk, por volta de 2375 a.C. Quase um século depois, o imperador Sargão I, que comandava a cidade de Acádia, conquistou a maioria do território outrora ocupado pelos sumérios, chegando a cobrir todo o Mar Mediterrâneo e a Anatólia. A partir da margem esquerda do rio Eufrates, entre Sippar e Kish (onde hoje localiza-se o Iraque), os acádios conquistaram a Mesopotâmia meridional e Elam, criando os estados de Isin, Larsa e Babilônia. O centro hegemônico acádio seria a cidade de Akad.

Apesar disso, as cidades-Estado sumerianas ainda eram dominadas pelos mesmos governantes, com a rígida condição de que pagassem os tributos exigidos pelos acadianos. Por seu extenso domínio, Sargão I chegou a ser reconhecido como “soberano dos quatro cantos da terra”, ou seja, rei do mundo inteiro.

Sob a liderança de Sargão I, os acádios criaram um Estado centralizado, nos moldes sumérios, e avançaram nas táticas militares através da mobilidade pelo deserto, com armamentos leves como o venábulo (lança) para elevar a resistência de seus guerreiros. Na religião, a crença politeísta permitiu que novos deuses fossem cultivados, incluindo o próprio rei.

O desenvolvimento da escrita cuneiforme pelos sumérios possibilitou o registro da primeira língua semítica da Antiguidade: a língua acadiana, que já chegou a ser usada como língua internacional por todo o Oriente Médio. Inclusive, o Código Hamurábi, escrito pelo monarca amorita de mesmo nome e conhecido como o primeiro código penal que se tem registro, foi elaborado em acadiano.

Por volta de 2150 a.C., os constantes ataques dos guti, povos asiáticos da região montanhosa da Armênia, acabariam com o domínio acádio, que já estava abalado com as revoltas internas após a fraqueza política que se instaurou com a morte do Imperador Sargão I.



Jardins Suspensos da Babilônia (pintura de Martin Heemskerck)

Babilônios


Criaram os primeiros códigos de lei para controlar a sociedade, como as Leis de Talião (leia: Código de Hamurábi , formuladas pelo Imperador Hamurábi  que previam castigos severos aos criminosos de acordo com a gravidade de seus delitos. Por volta do século VII a.C., o Imperador Nabucodonosor II, que formava o Segundo Império Babilônico, ordenou que fossem construídos dois templos que serviriam de grande reverência arquitetônica: os Jardins Suspensos e a Torre de Babel.

Assírios


Os assírios, assim como grande parte dos povos do antigo Oriente Médio, era um povo de guerreiros rudes e camponeses, possuíam a justiça baseada no código estabelecido no século XVIII a.C., pelo rei Hamurábi da Babilônia.

A Assíria constituía-se basicamente como uma nação de servos que eram presos à terra que cultivavam. Eram praticamente escravos, pois podiam ser vendidos junto com a propriedade e deviam obediência à vila mais próxima. A vila estava sujeita à cidade pela obrigatoriedade de pagamento de impostos, participação nos festivais religiosos e obediência às normas administrativas. As cidades, dentre as quais destacavam-se Assur, Nínive e Nimrod, ficavam subordinadas à autoridade do rei.

O rei da Assíria detinha poder absoluto sobre todas as dimensões do governo (econômico, político, religioso e militar), embora fosse tido como homem acreditava-se que ele era um enviado dos deuses. Em virtude dessa crença o monarca ficava distanciado dos demais mortais e apenas o superintendente do palácio podia vê-lo regularmente. Ao príncipe herdeiro apenas era permitida uma audiência com o rei se houvessem presságios favoráveis e os demais só podiam estar na presença do rei com os olhos vendados.

O rei empenhava-se em deixar os deuses satisfeitos e por isso era submetido periodicamente a árduos rituais, como jejuar e ficar isolado de todos durante uma semana em uma cabana. Por vezes, haviam sinal que eram interpretados como se os deuses estivessem terrivelmente descontentes. O pior sinal que podia ocorrer era um eclipse, pois quando ocorria eram considerado um presságio da morte do monarca. Quando isso ocorria o rei abdicava do trono por certo tempo e um suplente ficava em seu lugar, assumindo a responsabilidade por aquilo que irritou os deuses. Após cem dias, o rei retornava ao poder e o seu substituto era executado, sob a justificativa de dar aos deuses a morte do rei predita pelo eclipse.

A violência militar assíria tinha legitimidade por meio da religião: a conquista de territórios e riquezas era a missão divina dos reis. Os assírios eram extremamente agressivos e se vangloriavam de suas práticas sangrentas, tinham no terror e na atrocidade seus instrumentos de política externa. Um soberano assírio chamado Salmanasar I (1274 a 1245 a.C.), levou como escravos cerca de 14 mil soldados inimigos derrotados, porém para assegurar-se de que seriam dóceis tratou de cegá-los.


Além destescaldeus e amoritas, dentre outros, também constituíram a sociedade mesopotâmica. Eles eram povos politeístas (acreditavam em vários deuses) e tinham uma ligação religiosa com a natureza.

Os povos da Mesopotâmia também desenvolveram a economia através da agricultura e dos pequenos comércios de caravanas, com base em uma política centralizada por um rei ou imperador.

Por volta do século VI a.C., o Império Persa se fortaleceu sob comando do Imperador Ciro II, que não poupou esforços para tomar o poder dos babilônios, que tinham pleno domínio da Mesopotâmia. A conquista dos persas acabou com as primeiras formas de dinâmica culturais que marcaram a sociedade de origem mesopotâmica, uma das pioneiras da Antiguidade.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia/mesopotamia/

Exercícios sobre a Mesopotâmia

1) Era o povo conhecido como neobabilônicos:

a) Assírios
b) Caldeus 
c) Fenícios
d) Hebreus 
e) Árabes

2) Assinale a afirmação que se refere ao código de Hamurábi:

a) A função da pena é sujeitar o condenado a um castigo equivalente ao dano por ele praticado. 
b) A pena dada não era prisão, mas as quantidades de chibatadas dadas conforme a gravidade do crime.
c) O condenado era preso em um calabouço até o fim de sua vida comendo pão e água somente.
d) Havia apenas duas leis que levava o condenado a morte, roubar e matar.
e) Todos deviam respeito ao rei e caso descumprisse era condenado à morte.

3) Assinale a alternativa que não corresponde à economia da mesopotâmia:

a) Cultivo de Cevada
b) Criação de Gado
c) Cultivo de Trigo e tâmara
d) Oficinas de artesãos 
e) Cultivo de flores e especiarias 

4) (UFSM-RS) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humanidade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de:

a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas.
b) ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais.
c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessário para o crescimento socioeconômico.
d) possuir uma área agricultável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates.
e) abrigar um sistema hidrográfico ideal para a locomoção de pessoas e apropriado para desenvolvimento comercial.
5) (UFRN) As sociedades que, na Antiguidade, habitavam os vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates tinham em comum o fato de:

a) terem desenvolvido um intenso comércio marítimo, que favoreceu a constituição de grandes civilizações hidráulicas.
b) serem povos orientais que formaram diversas cidades-estado, as quais organizavam e controlavam a produção de cereais.
c) haverem possibilitado a formação do Estado a partir da produção de excedentes, da necessidade de controle hidráulico e da diferenciação social.
d) possuírem, baseados na prestação de serviço dos camponeses, imensos exércitos que viabilizaram a formação de grandes impérios milenares.

6) (UFC-CE) Leia com atenção as afirmativas a seguir sobre as condições sociais, políticas e econômicas da Mesopotâmia.

I – As condições ecológicas explicam por que a agricultura de irrigação era praticada através de uma organização individualista.

II – Na economia da Baixa Mesopotâmia, a fome e as crises de subsistência eram frequentes, causadas pela irregularidade das cheias e também das guerras.

III – Na Suméria, os templos e ziggurats foram construídos graças à riqueza que os sacerdotes administravam à custa do trabalho de grande parte da população.

IV – A presença dos rios Tigre e Eufrates possibilitou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária e também a formação do primeiro reino unificado da história.

Sobre as alternativas anteriores, é correto afirmar:

a) I e II são verdadeiras.
b) II e IV são verdadeiras.
c) I e IV são verdadeiras.
d) I e III são verdadeiras.
e) II e III são verdadeiras. 

7) (CEFET-CE) Explique o que foi o Código de Hamurábi.

8) (UFCSPA/RS) A Mesopotâmia atual situa-se no Oriente Médio entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome vem do grego (meso=meio e potamos=água) e significa “terra entre rios”. A fertilidade desta região, localizada em meio a montanhas e desertos, deve-se à presença dos rios.
Sobre a civilização mesopotâmia, na Antiguidade Oriental, analisar os itens abaixo:
I – A estrutura social baseava-se na existência de uma pequena elite, controladora de uma vasta população que estava submetida ao trabalho compulsório, característica de um governo despótico, de fundamento teocrático, que domina todos os grupos sociais.
II – O Estado era responsável pelas obras hidráulicas necessárias para a sobrevivência da população, bem como pela cobrança de impostos e pela administração de estoques de alimentos.
III – Na religião mesopotâmia, o governante era representado e compreendido por seus súditos mais como uma divindade viva do que como um representante dos deuses.
IV – Em termos políticos, a Mesopotâmia caracterizou-se por ter, na instituição monárquica, personificada no governante, o seu principal fator de unidade.
Está(ão) CORRETO(S):

a) Somente o item I.
b) Somente os itens I e II.
c) Somente os itens I, III e IV.
d) Somente os itens II e IV.
e) Todos os itens.

9) (FEPAR/PR) Foi capital dos Assírios:

a) Ur;
b) Nínive;
c) Lagash;
d) Babilônia;
e) Agadé.

10)  A Mesopotâmia, estreita faixa de terras, foi assim denominada pelos gregos por estar entre os rios:

a) Assur e Lagash;
b) Tigre e Eufrates;
c) Nilo e Eridu;
d) Jordão e Kish;
e) Tibre e Akkad.

11) Localizada entre dois grandes rios, lá reinaram na Antiguidade Assurbanipal e Nabucodonosor. A Torre de Babel, os Jardins Suspensos da Babilônia e o herói mítico Gilgamesh são algumas conhecidas referências das manifestações artístico-culturais dos povos que habitavam essa região.
O texto diz respeito à antiga civilização que se desenvolveu na região que hoje corresponde ao território:

a) da Etiópia;
b) do Egito;
c) da Turquia;
d) do Iraque;
e) de Madagascar.

12) (UPE) As sociedades da Antiguidade Oriental tiveram práticas sociais com influências marcantes das religiões e inventaram outras formas de conhecer o mundo. Na Mesopotâmia, ocorreu/ocorreram:

a) o predomínio de castas sacerdotais poderosas, mas que criticavam o poder existente e combatiam as superstições;
b) expressões artísticas pouco originais, direcionadas só para admiração dos deuses e das forças da natureza;
c) o uso da escrita cuneiforme, a descoberta do uso da raiz quadrada e a crença na ação de espíritos malígnos causadores de doenças;
d) a crença em deuses antropomórficos, oniscientes e eternos que não eram adorados em templos;
e) uma arte direcionada para consagração dos feitos militares e não preocupada com a construção de uma arquitetura grandiosa.

13) (FUVEST) A escrita cuneiforme dos mesopotâmios, utilizada principalmente em seus documentos religiosos e civis, era:

a) semelhante em seu desenho à escrita dos egípcios;
b) composta exclusivamente de sinais lineares e traços verticais;
c) uma representação figurada evocando a coisa ou o ser;
d) baseada em agrupamentos de letras formando sílabas;
e) uma tentativa de representar os fonemas por meio de sinais.

14) (PUC) Os sumérios são necessariamente lembrados quando se estuda:
a) a evolução econômica da civilização fenícia;
b) a base religiosa das civilizações iranianas;
c) o caráter religioso da astronomia caldaica;
d) a base cultural da civilização mesopotâmica;
e) n.d.a.

15) (FATEC) O primeiro exército organizado do mundo, com recrutamento obrigatório e que se tornou uma força permanente após o reinado de Teglafalasar III (745 - 728 a. C.), foi uma criação dos:
a) babilônios
b) caldeus
c) acadios
d) sumérios
e) assírios
16) (Fatec) O Iraque, recentemente em guerra com os EUA e Inglaterra, já foi palco de uma grande civilização na Antiguidade, a Mesopotâmia. 
Desta civilização, inserida na área do Crescente Fértil, é correto afirmar: 
a) teve em Senaqueribe seu mais importante rei, que além de transformar a Babilônia num dos principais centros urbanos, elaborou o 1º código de leis completo, assentado nas antigas tradições sumerianas. 
b) durante o governo de Nabucodonosor foram realizadas grandes construções públicas, merecendo destaque os "Jardins Suspensos da Babilônia", considerados uma das maravilhas do Mundo Antigo. 
c) Nabopalassar, que substituiu Nabucodonosor, não conseguiu manter o império, que foi conquistado por Ciro, o Grande, da Pérsia. 
d) Assurbanípal, rei dos Assírios, depois de dominar a Caldeia, mudou a capital do império para a cidade de Ur. 
e) com Hamurábi, os sumerianos, vindos do planalto do Irã, fixaram-se na Caldéia e fundaram diversas cidades autônomas, como Ur, Nínive e Babilônia. 

17) (Fuvest) A partir do III milênio a. C. desenvolveram-se, nos vales dos grandes rios do Oriente Próximo, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, estados teocráticos, fortemente organizados e centralizados e com extensa burocracia. Uma explicação para seu surgimento é 

a) a revolta dos camponeses e a insurreição dos artesãos nas cidades, que só puderam ser contidas pela imposição dos governos autoritários. 
b) a necessidade de coordenar o trabalho de grandes contingentes humanos, para realizar obras de irrigação. 
c) a influência das grandes civilizações do Extremo Oriente, que chegou ao Oriente Próximo através das caravanas de seda. 
d) a expansão das religiões monoteístas, que fundamentavam o caráter divino da realeza e o poder absoluto do monarca. 
e) a introdução de instrumentos de ferro e a conseqüente revolução tecnológica, que transformou a agricultura dos vales e levou à centralização do poder. 

18) (UFRN) As sociedades que, na Antiguidade  habitavam os vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates tinham em comum o fato de: 

a) terem desenvolvido um intenso comércio marítimo, que favoreceu a constituição de grandes civilizações hidráulicas. 
b) serem povos orientais que formaram diversas cidades-estado, as quais organizavam e controlavam a produção de cereais. 
c) haverem possibilitado a formação do Estado a partir da produção de excedentes, da necessidade de controle hidráulico e da diferenciação social. 
d) possuírem, baseados na prestação de serviço dos camponeses, imensos exércitos que viabilizaram a formação de grandes impérios milenares. 

19) (UFSM) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humanidade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de 

a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas. 
b) ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais. 
c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessário para o crescimento socioeconômico. 
d) possuir uma área agriculturável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates. 
e) abrigar um sistema hidrográfico ideal para locomoção de pessoas e apropriado para desenvolvimento comercial. 

20)  Dentre as construções na Mesopotâmia destacaram-se os zigurates e:

a) As grandes pirâmides
b) Torre de babel 
c) Templo Mesopotâmico
d) Pirâmide Mesopotâmica
e) O muro das lamentações

Gabarito:

1) B   2) A  3) E  4) D  5) C  6) E  7) é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C, pelo rei Hamurábi da primeira dinastia babilônica. O código é baseado na lei de talião, “olho por olho, dente por dente”.   8) B  9) B  10) B  11) D  12) C  13) C  14) D 15) E  16) B  17) B
18) C  19) D  20) B




sábado, 23 de março de 2013

Número de oxidação resumo (com questões)


Número de oxidação

Número de oxidação (nox) é um número associado à carga de um elemento numa molécula ou num íon.
O nox de um elemento sob forma de um íon monoatômico é igual à carga desse íon, portanto é igual à eletrovalência do elemento nesse íon. Exemplos:

O2-: Nox = -2
Cl-: Nox = -1
Na+: Nox = +1
Fe2+: Nox = +2
Al3+: Nox = +3
O nox de um elemento numa molécula e num íon composto é a carga que teria o átomo desse elemento supondo que os elétrons das ligações covalentes e dativas se transferissem totalmente do átomo menos eletronegativo para o mais eletronegativo, como se fosse uma ligação iônica.
Elementos com nox fixo em seus compostos
metais alcalinos (+1)
metais alcalino-terroso (+2)
alumínio (+3)
prata (+1)
zinco (+2)
O oxigênio é o mais eletronegativo de todos os elementos, exceto o flúor. O oxigênio tem nox negativo em todos os seus compostos, exceto quando ligado ao flúor.
Na grande maioria de seus compostos, o oxigênio tem nox = -2. Nos peróxidos (grupo -O-O-) o oxigênio tem nox = -1.
O hidrogênio é menos eletronegativo que todos os não-metais e semimetais; por isso, quando ligado a esses elementos, tem nox positivo e sempre igual a +1.
O hidrogênio é mais eletronegativo que os metais; por isso, quando ligado a esses elementos, tem nox negativo e sempre igual a -1.

 Superóxidos: -1/2

K2O4   NOX O = - 1/2
A soma dos nox de todos os átomos de:
Uma molécula é igual a zero.
Um íon composto é igual à carga do íon.
O nox de qualquer elemento sob forma de substância simples é igual a zero.
Ex:  O2, Ca, Al, He, etc.
O nox máximo de um elemento é igual ao número do grupo onde está o elemento na Tabela Periódica, com exceção dos elementos do Grupo VIIIB.
O nox mínimo é igual a (número do grupo - 8),no caso de o elemento ser um não-metal ou um semimetal.

Observação: Essa última regra é a mais importante, pois por meio dela é possível verificar se os Nox dos elementos estão corretos.
Veja agora como usar essas informações para determinar o Nox dos átomos de vários compostos:
  • H3PO4:
  • O Nox do H é +1 e do O é -2;
  • Esse composto é molecular, portanto, a soma dos Nox dará igual a zero;
  • Para determinar o Nox do fósforo (P) realizamos a seguinte conta:
H3                 P          O4
3 . (+1)  + x +  4 . (-2) = 0
3 + x -8 = 0
x = +8 – 3
x = +5
  • Al2(SO4)3:
  • O Nox de Al é igual a +3;
  • O Nox do O é igual a -2;
  • A soma dos Nox é igual a zero.
Al2            (S)3             (O4)3
2 . (+3)  + 3. x +  4 . 3. (-2) = 0
6 + 3. x - 24 = 0
3. x = +24 – 6
X = 18/3
x = +6
  • Cr2O72-
  • O Nox do O é igual a -2;
  • Esse caso constitui um agrupamento iônico com carga total igual a -2, portanto, a soma dos Nox dos átomos constituintes não deve ser igual a zero, mais sim igual a essa carga.
Cr2          O72-


2. x + 7. (-2) = -2
2. x -14 = - 2
2. x = -2 +14
x = 12/2
x = 6
Nox e valência - O nox de um elemento na forma de um íon monoatômico é igual à sua eletrovalência. O nox de um elemento na forma de molécula ou de íon composto não é obrigatoriamente igual à sua valência. A valência, nesses casos, é dada pelo número de ligações covalentes e dativas. Cada ligação covalente conta como uma unidade de valência, e cada ligação dativa, como duas unidades de valência.

Exemplos:


HCl
Hidrogenio se enquadra na regra 1 -> nox +1
O cloro se enquadra na regra 6 -> nox -1
1 – 1 = 0 (regra 8)

HClO
Hidrogênio -> nox +1
Cl -> não há regra que se aplica
Oxigênio -> nox -2
nox H + nox Cl + nox O = 0 , logo 1 + x + (-2) = 0, logo o NOX do Cloro será +1
OBSERVAÇÃO: um átomo que não se encaixe as regras (como o Cloro), não precisa ter o mesmo NOX em todas as moléculas. Acima notamos que no HCl, ele tem NOX = -1 , e no HClO, tem nox +1

CaCO3
Neste caso, precisamos multiplicar o nox, das regras, pelo numero de átomos do elemento na molécula.
NOX oxigênio = -2 . 3 (porque são 3 átomos de oxigênio!)
NOX Ca = alcalino terroso = +2
Para descobrir o NOX do Carbono:
(-2 . 3) + 2 + X = 0
-6 + 2 + X = 0
Logo o NOX do carbono será +4


Moléculas orgânicas polares e apolares


A capacidade que as ligações possuem de atrair cargas elétricas se define como Polaridade, esta assume caráter diferente dependendo da ligação onde se faz presente.
Em relação à ligação iônica e covalente, qual delas seria polar ou apolar?

Os compostos iônicos são carregados de cargas elétricas: cátions e ânions, que são chamados de polos positivos e negativos respectivamente. Estes são representados pelos sinais δ+ e δ-. As substâncias iônicas reagem com outros compostos em razão da presença destes polos que tornam a ligação instável. Exemplo: a ligação iônica dos átomos de Cloro e Sódio dá origem ao composto cloreto de sódio (Na+Cl-), popularmente conhecido como sal de cozinha.

Resumindo: Toda ligação iônica é uma ligação polar.

Já os compostos covalentes se classificam na maioria como apolares.

Mas lembre-se: não significa que todo composto covalente é apolar. Os polos estão associados à eletronegatividade, se a ligação covalente for entre átomos de mesma eletronegatividade a ligação será apolar, porque não ocorre formação de polos.

Exemplo: o composto covalente C3H8 (Propano) é apolar, vejamos por que:

      H    H     H
      │     │    │
H ─ C ─ C ─ C ─ H
      │     │    │
      H     H     H 
Observe que a ligação ocorre entre elementos iguais, portanto possuem mesma escala de eletronegatividade.


Exercícios

1) Calcule o número de oxidação da substância MgSiO3


Resolução:

Mg Si O3
+2 +x -2

podemos afirmar o Nox do magnésio ,porque este pertence a família IIA, o que lhe confere Nox = +2
e o Nox do oxigênio vale = - 2
Assim devemos encontrar o valor do Nox do silício

Mg Si O3
+2 +x -2


+2 +x -6 = 0 ( moléculas neutras tem Nox = 0 )

para resolver o exercício temos que resolver a equação de 1. Grau

+2 +x -6 = 0
+x – 4 = 0
+x = 4

o Nox do silício nesta molécula vale +4.

2) (Puccamp – SP) Descobertas recentes da Medicina indicam a eficiência do óxido nítrico (NO) no tratamento de determinado tipo de pneumonia. Sendo facilmente oxidado pelo oxigênio e NO2, quando preparado em laboratório, o ácido nítrico deve ser recolhido em meio que não contenha O2. Os números de oxidação do nitrogênio no NO e NO2 são, respectivamente:


a) + 3 e + 6.
b) + 2 e + 4.
c) + 2 e + 2.
d) zero e + 4.
e) zero e + 2.

Resolução:


Alternativa “b”
Lembre-se que a soma dos Nox na substância deve dar igual a zero e que o Nox do oxigênio é -2. Assim, temos:
3) Determine os números de oxidação para cada elemento das espécies químicas abaixo:

a)      HBr

b)      ClO4-

c)      H2O2

d)     NaCl

e)      MnBr2

f)       Na2S2O3

Resolução:


a)      HBr

         H = +1 ; Br = -1

b)      ClO4-

         Cl = +7 ; O = -2

c)      H2O2

          H =+1;  O = -1

d)      NaCl

         Na = +1;  Cl = -1

e)     MnBr2

         Mn = +2;  Br = -1

f)      Na2S2O3

        Na = +1; S = +2; O = -2

4) O enxofre é um sólido amarelo encontrado livre na natureza em regiões onde ocorrem fenômenos vulcânicos. As suas variedades alotrópicas são o rômbico e o monoclínico. Esse elemento participa de várias substâncias e íons, tais como: S8, H2S, SO2, H2SO4, H2SO3, SO3, SO42- e Al2(SO4)3.

Determine os Nox do enxofre em cada uma dessas espécies químicas.

Resolução:


S8: Nox = 0

H2S: Nox = -2

SO2: Nox = +4

H2SO4: Nox = +6

H2SO3: Nox = +4

SO3: Nox = +6

SO42-: Nox = +6

Al2(SO4)3: Nox = +6

5) (Uerj 2008) O nitrogênio atmosférico, para ser utilizado pelas plantas na síntese de substâncias orgânicas nitrogenadas, é inicialmente transformado em compostos inorgânicos, por ação de bactérias existentes no solo. 
No composto inorgânico oxigenado principalmente absorvido pelas raízes das plantas, o número de oxidação do nitrogênio corresponde a:

a) 0
b) + 1
c) + 2
d) + 5

6) (Pucrs 2003) O número de oxidação do átomo de carbono nas estruturas CH4, HCHO e CO32- é, respectivamente,

a) +4      0   -4
b)  -4      0  +4
c)   0    +4   -4
d)  -4    -4     0
e) +4   +4   -4

7) (Ufrs 2007) No ânion tetraborato, B4O72-, o número de oxidação do boro é igual a

a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 5.
e) 7.

8)  (Unesp 2008) O nitrogênio pode existir na natureza em vários estados de oxidação. Em sistemas aquáticos, os compostos que predominam e que são importantes para a qualidade da água apresentam o nitrogênio com números de oxidação -3, 0, +3 ou +5. Assinale a alternativa que apresenta as espécies contendo nitrogênio com os respectivos números de oxidação, na ordem descrita no texto.

a) NH3, N2, NO2-, NO3-.
b) NO2-, NO3-, NH3, N2.
c) NO3-, NH3, N2, NO2-.
d) NO2-, NH3, N2, NO3-.
e) NH3, N2, NO3-, NO2-.

9) (Ufsm 2004) As usinas hidroelétricas, que utilizam a água acumulada em represas para fazer funcionar suas turbinas, são responsáveis pela perturbação no ciclo natural das cheias e secas dos rios, pela inundação de áreas de terra cada vez maiores, pela retenção de nutrientes que, se não fosse esse uso, estariam distribuídos mais ou menos uniformemente, ao longo dos rios.
A queima de carvão mineral para a geração do vapor d'água que move as turbinas das usinas termoelétricas lança, na atmosfera, além de dióxido de carbono, grandes quantidades de enxofre e óxidos nitrogenados, gases que formam a chuva ácida. As usinas nucleares causam impacto ambiental mesmo na ausência de acidentes, porque retiram a água do mar ou dos rios para resfriar os núcleos de seus geradores, devolvendo-a a uma temperatura bem mais alta. Esse aquecimento afeta os organismos aquáticos, pois o aumento da temperatura deixa a água pobre em oxigênio pela diminuição da solubilidade.
Com a diminuição do pH, não há mais proteção da ferragem. No processo de oxidação do ferro, há expansão de volume e conseqüente fragmentação do concreto.
As equações que podem representar a formação da ferrugem pela ação do CO2 e da água são:
1) Fe+CO2+H2 FeCO3+H2
2) FeCO3+CO2+H2 Fe(HCO3)2
3) 4Fe(HCO3)2+O2  2(Fe2O3 . 2 H2O)+8CO2
número de oxidação do ferro nos compostos Fe(HCO3)2 e Fe2O3 . 2 H2O é, respectivamente,
a) +1 e +2
b) +1 e +3
c) +2 e +2
d) +2 e +3
e) +3 e +3

10) (Puc-rio 2003) Indique o número de oxidação de cada elemento nos respectivos compostos, relacionando as colunas:

I) Ca em CaCO3
II) Cl em HCl
III) Na em Na2SO4
IV) N em HNO3
V) O em O2
(     ) -1
(     )   0
(     ) +1
(     ) +2
(     ) +5

Marque a opção que corresponde à seqüência correta de cima para baixo
a) II, V, III, I, IV.
b) II, V, III, IV, I.
c) III, IV, II, I, V.
d) V, II, I, III, IV.
e) V, III, II, I, IV.

11)  (UFPB 2008) Nos feldspatos alcalinos, os átomos de oxigênio possuem estado de oxidação –2. Assim, é correto afirmar que, no feldspato de fórmula KAlSi3O8, os elementos K, Al e Si possuem, respectivamente, os seguintes estados de oxidação:


a) +1, +3,+4

b) +2, +3, -3

c) -2, +2, +3

d) +1, -3, +4
e) +1, +3, +2

12) (UFPB 2008) No Sulfato de cálcio (CaSO4), os átomos de oxigênio apresentam estado de oxidação –2 e o Ca, estado de oxidação +2. A partir dessas informações, é correto afirmar:

a) O íon Ca+2 possui configuração eletrônica 1s22s22p63s23p2
b) O íon Ca+2 possui 20 prótons e 20 elétrons.
c) O íon O–2 possui 8 prótons e 6 elétrons.
d) O íon O–2 possui configuração eletrônica 1s22s22p4.
e) Os elétrons mais energéticos do O–2 possuem números quânticos, principal e secundário, iguais a 2 e 1, respectivamente.

13) (MACKENZIE-SP) sabendo que o cloro pertence à família dos halogênios, a substância na qual o cloro apresenta número de oxidação máximo é:

a)  Cl2O5.
b)  HCl.
c) Cl2O.
d) HClO4.
e)  Cl2.

14) O processo em que um átomo cede elétron a outro é denominado transformação de oxidorredução  que pode ser identificada na situação seguinte:

a) Envelhecimento do ouro.
b) Formação de ferrugem.
c) Conservação de alimentos.
d) Dissolução de comprimidos efervescentes.
e) Reação de neutralização entre um ácido e uma base de Arrhenius.

15) O elemento X reage com o elemento Z, conforme o processo:
Z3–  +  X  Z1–  + X2–
     Nesse processo:

a) Z ganha elétrons de X.
b) X ganha elétrons de Z.
c) X e Z cedem elétrons.
d) X e Z perdem elétrons.
e) X e Z cedem e ganham elétrons, respectivamente.

16) Na reação de oxi-redução H2S + I→ S + 2HI, as variações dos números de oxidação do enxofre e do iodo são, respectivamente:

a) +2 para zero e zero para +1.
b) zero para +2 e +1 para zero.
c) zero para -2 e -1 para zero.
d) zero para -1 e -1 para zero.
e) –2 para zero e zero para -1.

17)  Assinale a alternativa cuja equação química não representa uma reação de oxi-redução:

a) N2 + H2 → 2NH3.
b) Cl2 + NaI → NaCl + I2.
c) Fe + HCl → FeCl2 + H2.
d) C2H6O + O2 → CO2 + H2O.
e) Na2O + HCl → NaCl + H2O.

18) NH3, H2O e CH4 são, respectivamente, moléculas

a) polar, polar, apolar.
b) polar, polar, polar.
c) apolar, apolar, polar.
d) polar, apolar, apolar.
e) apolar, apolar, apolar.

19) O aumento de diferença de eletronegatividade entre os elementos ocasiona a seguinte ordem no caráter das ligações

a) covalente polar, covalente apolar, iônica.
b) iônica, covalente polar, covalente apolar.
c) covalente apolar, iônica, covalente polar.
d) covalente apolar, covalente polar, iônica.
e) iônica, covalente apolar, covalente polar.

20) A ligação C - H é praticamente apolar devido a uma pequena diferença de eletronegatividade entre os átomos. Nessas condições, é apolar a molécula

a) 3HC-CH2-OH
b) 3HC-CH2-NH2
c) 3HC-CH2-Cl
d) 3HC-O-CH3
e) 3HC-CH3

Gabarito:

5) D   6) B   7) B   8) A   9) D   10) A   11) A   12) E   13) D   14) B   15) B   16) E   17) E   18) A
19) D   20) E


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