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sábado, 18 de janeiro de 2014

Telescópio descobre fábrica de poeira em supernova

Supernova 1987A

Uma equipe de astrônomos detectou pela primeira vez os restos de uma supernova transbordando uma poeira recém-formada. A descoberta poderá, no futuro, explicar como muitas galáxias se formaram após o Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.

A equipe internacional de astrônomos usou o radiotelescópio Alma, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), para observar pela primeira vez a fábrica de poeira. O instrumento fica no deserto do Atacama, no Chile.

O Alma conseguiu observar restos brilhantes da Supernova 1987A. Ela fica na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea.

A descoberta é um passo importante na compreensão da evolução das galáxias e pode explicar porque elas parecem foscas e repletas de poeira. Isso porque as galáxias podem ser locais repletos de poeira. E as supernovas são a principal candidata no fornecimento dessa poeira.

O problema é que os pesquisadores têm sofrido na tentativa de encontrar evidências diretas da capacidade das supernovas em formar poeira. Por isso, a ciência não pode explicar a enorme quantidade de poeira detectada nas galáxias jovens e distantes.

Mas as novas observações do Alma começam, no entanto, a mudar a história. Se boa quantidade dessa poeira percorrer o difícil trajeto até o espaço interestelar, a ciência conseguirá explicar como muitas galáxias se formaram após o Big Bang.

Segundo Mikako Matsuura, da University College London, as galáxias muito primordiais – que sugiram pouco tempo depois do Big Bang – são repletas de poeira. E esta poeira desempenha um papel importante na evolução das galáxias.

“Hoje sabemos que a poeira pode ser criada de várias maneiras, mas no Universo primordial a maior parte deve ter tido origem nas supernovas. E agora temos finalmente uma evidência direta que apoia esta teoria”, disse em comunicado do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

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