
Matt Cain comentou que estava em seu primeiro dia de férias no verão, sentado em um bar e bebendo com os amigos.
Ele pensou que teria férias inesquecíveis na Espanha, até que começou a se sentir mal. Percebeu que seu estômago estava vibrando e seu coração começou a acelerar. Seu corpo superaqueceu e a transpiração era abundante. Era um ataque cardíaco!
Ele foi levado ao hospital. No caminho, costumava a dizer para não se preocuparem porque aquilo ocorria o tempo todo. Matt desmaiava, constantemente, desde os seus 7 anos de idade. Ao longo de três décadas ele teve que aprender a lidar com a situação que tornou-se parte de sua vida.
Matt sabia que se fosse submetido a situações de estresse como claustrofobia, desidratação, cansaço ou ficar em locais muito quentes, poderia ser o gatilho para uma nova crise cardíaca.
Ele foi escalado para ser o editor de um canal de TV na Grã-Bretanha e começou a tomar beta-bloqueadores para controlar sua ansiedade e não desmaiar na frente das câmeras. Para querer manter seu emprego, tornou-se viciado nos medicamentos.
Após consultar vários médicos, ouviu todas as explicações possíveis: falta de ferro, ritmo cardíaco lento, pressão arterial baixa, epilepsia, problemas psicológicos, etc. Os médicos pareceriam não entrar em um consenso sobre o que de fato provocava o problema. Alguns sugeriram que era puramente ataques de pânico que levavam a um estímulo fisiológico.
Epilepsia foi descartada depois que começou a tomar os medicamentos para a doença e nenhum efeito surtiu. Ele possui síncope assistólica mediada autonomicamente. Boa parte dos médicos sequer ouviu falar no problema, o que levou mais de 30 anos para ser corretamente diagnosticado.
Mark foi levado a uma cardiologista que disse que existem inúmeras pessoas como ele e lhe apresentou um grupo chamado STAR (Syncope Trust and Reflex-Anoxic Seizures) onde os portadores do problema se reúnem. Ele foi internado para receber um marca-passo.
O aparelho mostrou que em um único mês, seu coração parou mais de 817 vezes. Ele não percebia porque o marca-passo o ajudava a estabilizar a situação crônica de seu coração, permitindo-lhe ter uma melhor qualidade de vida.
Hoje, completamente recuperado e corretamente diagnosticado, ele sente-se pleno para realizar suas atividades profissionais, já que as crises praticamente não ocorreram mais.
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