segunda-feira, 7 de abril de 2014

Eugênio de Castro - Biografia e obras


Eugénio de Castro e Almeida

Eugênio de Castro e Almeida nasceu em Coimbra, em 1869. Formado em letras, ingressou na carreira diplomática, mas logo desistiu dela e passou a exercer o magistério. Viveu algum tempo em Paris, onde entrou em contato com o Simbolismo francês.

En 1890 aparece o livro de poemas Oaristos, dando inicio ao simbolismo em Portugal. En 1895, fundou junto com Jay Manuel da Silva , a revista 'Art', da qual foi diretor entre 1895 e 1896. Depois trabalhou no diario "O Dia". 

De volta a Portugal, dirigiu o grupo da revista Os insubmissos. Morreu em sua cidade natal no dia 17 de agosto de 1944, no auge da fama.


Foi homenageado em Coimbra através da atribuição do seu nome a uma escola da cidade - o Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro.

Fases de sua obra
A obra de Eugênio de Castro foi dividida em duas fases:

Primeira fase

Conhecida por ser a fase simbolista, que corresponde à sua produção poética até o fim do século XIX. Usou rimas novas e raras, novas métricas, sinestesias, aliteração e vocabulário rico e musical.

Segunda fase

É a chamada fase neoclássica, correspondendo aos poemas escritos no século XX. O poeta está mais voltado à Antiguidade Clássica e ao passado de Portugal. É uma fase em que está um pouco saudoso.

Obras de Eugênio de Castro

"Cristallizações da Morte" (1884) 
"Canções d´Abril" (1884) 
"Jesus de Nazareth" (1885) 
"Per umbram" (1887) 
"Horas tristes" (1888) 
"Oaristos" (1890) 
"Horas" (1891) 
"Sylva" (1894) 
"Interlunio" (1894) 
"Belkiss" (1984) 
"Tiresias" (1895) 
"Sagramor" (1895) 
"Salomé e outros poemas" (1896) 
"A Nereide de Harlem" (1896) 
"O Rei Galaor" (1897) 
"Saudades do Céo" (1899) 
"Constança" (1900) 
"Depois de Ceifa" (1901) 
"Poesias escolhidas" (1902) 
"O melhor retrato de João de Deus" (1906) 
"A sombra do Quadrante" (1906) 
"O Annel de Polycrates" (1907) 
"A Fonte do Satyro e outros poemas" (1908) 
"Poesias de Goethe" (1909) 
"O Filho Prodigo" (1910) 
"O cavaleiro das maos irresistiveis" (1916) 
"Camafeus Romanos" (1921) 
"Canções desta negra vida" (1922) 
"A mantilha de medronhos. Impressões e recordações de Espanha" (1923)

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