
Rafael Alberti foi um poeta espanhol. Nasceu em El Puerto de Santa María, Cádis, no dia 16 de dezembro de 1902. Foi membro da chamada "geração de 27", recebeu em 1925 o prêmio Nacional de Literatura espanhol por seu primeiro livro, Marinero en la Tierra, ao qual se seguiram as obras La amante (1926) e El Alba del Alhehí (1927), que se inseriam na corrente neopopularista. Sob a influência, ao mesmo tempo, das vanguardas literárias e da moda gongórica, escreveu Cal y Canto (1928).
A convergência entre o surrealismo e o neo-romantismo expressa-se na sua escrita em obras como Sobre los Ángeles (1929), um dos seus livros mais importantes, e Sermones y Moradas (1930). Em 1931, filiou-se no Partido Comunista e assumiu a condição de escritor político, convencido de que a arte devia ser utilizada como uma arma de combate. Com a sua mulher, María Teresa León, exerceu um papel ativo durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), depois da qual partiu para o exílio na França, Argentina e, desde 1963, Itália. Em 1941, publicou Entre el Clavel y la Espada, obra em que procurou uma harmonia entre a vocação poética e o empenho ideológico. Da sua abundante produção no exílio, destacam-se A la Pintura (1948) e o emocionante conjunto de evocações Retornos de lo Vivo Lejano (1952). Em 1947, começaram a ser publicadas as suas memórias, La Arboleda Perdida, num total de cinco volumes. Em 1977, voltou à Espanha e em 1983 recebeu o Prêmio Cervantes.
Morreu em El Puerto de Santa María, no dia 28 de outubro de 1999.
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