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terça-feira, 30 de maio de 2017

Instagram é considerada a pior rede social para saúde mental dos jovens, segundo pesquisa

Instagram foi considerada a pior rede social no que concerne seu impacto sobre a saúde mental dos jovens, segundo uma pesquisa do Reino Unido.
Na enquete, 1.479 pessoas com idades entre 14 e 24 anos avaliaram aplicativos populares em quesitos como ansiedade, depressão, solidão, bullying e imagem corporal.
Organizações de saúde mental pediram às empresas que mantém os aplicativos a aumentar a segurança dos usuários.
Em resposta, o Instagram disse que uma de suas maiores prioridades é manter a plataforma como um lugar "seguro e solidário" para os jovens.
O estudo, da Sociedade Real para Saúde Pública (RSPH, na sigla em inglês) na Grã-Bretanha, sugere que as plataformas avisem, através de um pop-up, toda vez que houver uso excessivamente intenso das redes sociais, e que identifiquem usuários com problemas de saúde mental.
O Instagram diz que oferece ferramentas e informações sobre como lidar com bullying e avisa os usuários sobre conteúdos específicos de algumas páginas.
A pesquisa afirmou que "as redes sociais podem estar alimentando uma crise de saúde mental" entre jovens.
No entanto, ela também pode ser usada para o bem, segundo o estudo. O Instagram, por exemplo, teve um efeito positivo em termos de autoexpressão e autoidentidade, segundo a pesquisa.
Cerca de 90% dos jovens usam redes sociais - mais do que qualquer outra faixa etária -, o que os torna especialmente vulneráveis a seus efeitos, apesar de não estar exatamente claro quais seriam estes no momento.

'Depressão profunda'

Isla é uma jovem de 20 e poucos anos. Ela ficou "viciada" em redes sociais durante a adolescência quando estava passando por um momento difícil de sua vida.
"As comunidades online me fizeram sentir incluída, como se a minha existência valesse a pena", diz. "Mas eu comecei a negligenciar minhas amizades na 'vida real' e passava todo o meu tempo online conversando com meus amigos lá".
"Eu passei por uma depressão profunda quando tinha 16 anos, ela durou meses e foi terrível. Durante esse período, as redes sociais me fizeram sentir pior, eu constantemente me comparava com outras pessoas e isso fazia eu me sentir mal", conta a jovem.
"Quando eu tinha 19 anos, tive outro episódio de depressão profunda. Eu entrava nas redes sociais, via meus amigos fazendo várias coisas e me odiava por não conseguir fazê-las ou me sentia mal por não ser uma pessoa tão boa quanto eles".
As redes sociais também tiveram um efeito positivo na vida de Isla. "Eu bloguei muito sobre saúde mental, sou bem aberta em relação a isso e tive boas conversas com as pessoas sobre o assunto."
"Eu acho que me dá uma plataforma pra falar sobre isso. Conversar com as pessoas é algo imperativo para a minha saúde. Eu ainda sou amiga de pessoas que conheci na internet há cinco, seis anos e até encontrei algumas delas pessoalmente", diz.
A pesquisa online fez uma série de perguntas sobre o impacto das redes YouTube, Instagram, Snapchat, Facebook e Twitter em termos de saúde e bem-estar. Os participantes da pesquisa deveriam avaliar cada plataforma em 14 tópicos relacionados aos temas.
Com base nessas avaliações, o YouTube foi a rede com o impacto mais positivo em termos de saúde mental, seguido por Twitter e Facebook. Snapchat e Instagram tiveram as piores pontuações.

'Faroeste'

"É interessante ver Instagram e Snapchat nas piores posições para saúde mental e bem-estar - ambas as plataformas são bastante focadas em imagem e parecem causar sentimentos de inadequação e ansiedade nos jovens", diz Shirley Cramer, executiva-chefe da RSPH.
Com base nessas descobertas, especialistas em saúde pública estão pedindo para que as plataformas de redes sociais introduzam uma série de checagens e medidas para melhorar a saúde mental, incluindo:
  • Avisos de que as pessoas estão fazendo uso excessivo das redes sociais (apoiada por 70% dos jovens que participaram da pesquisa);
  • A identificação, por parte das plataformas, de usuários com problemas de saúde mental (pelo conteúdo de postagens) seguida de "indicações discretas sobre como eles podem conseguir apoio";
  • Sinalização de quando as fotos foram digitalmente manipuladas - por exemplo, marcas de roupa, celebridades e outras organizações publicitárias poderiam utilizar um pequeno ícone nas fotos alteradas digitalmente.
Tom Madders, da organização de saúde mental YoungMinds, disse que as recomendações podem ajudar muitos jovens. "Aumentar a segurança nas redes sociais é um passo importante que pedimos para Instagram e outras redes tomarem", disse.
"Mas também é importante reconhecer que simplesmente 'proteger' jovens de alguns conteúdos jamais será a solução total".
Ele disse que os jovens precisam entender os riscos de como eles se comportam na internet e devem aprender como reagir a "conteúdos nocivos que escapam dos filtros".
Michelle Napchan, chefe das políticas do Instagram, disse que "manter a solidariedade e segurança do Instagram como um local onde as pessoas se sintam à vontade para se expressar é a nossa maior prioridade - especialmente em relação aos jovens".
"Todos os dias, pessoas em todas as partes do mundo usam o Instagram para compartilhar sua própria jornada de saúde mental e conseguir apoio no Instagram quando e onde eles precisarem".
"É por isso que trabalhamos em parceria com especialistas para dar às pessoas as informações e ferramentas que elas precisam para usar o aplicativo, inclusive sobre como denunciar conteúdo, conseguir apoio para um amigo que lhes preocupa ou contatar diretamente um especialista para pedir conselhos sobre como lidar com um problema".

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Cientistas decifram cor de dinossauro que viveu cerca de 120 milhões de anos atrás

Guiados por pequenas estruturas preservadas em pele fossilizada, cientistas decifraram a cor e o padrão camuflado de um pequeno dinossauro com um bico semelhante ao de um papagaio e cerdas na cauda que rondou as florestas densas da China cerca de 120 milhões de anos atrás.
O psitacossauro era essencialmente marrom, mas mais claro na parte de baixo da barriga e da cauda, um padrão chamado de contrassombreado que pode ter ajudado o bípede de 1,5 metro de comprimento herbívoro a passar despercebido de predadores famintos, disseram os cientistas nesta quinta-feira.
Ele também tinha um rosto fortemente pigmentado e patas traseiras listradas na parte interna e reticuladas e salpicadas de manchas na parte externa.
 Fóssil de psitacossauro  (Foto: Jakob Vinther/University of Bristol and Bob Nicholls/Handout via REUTERS)Fóssil de psitacossauro (Foto: Jakob Vinther/University of Bristol and Bob Nicholls/Handout via REUTERS)
O padrão de cor leva a crer que o psitacosauro viveu em um ambiente de floresta com luz difusa filtrada por uma cobertura densa de árvores, segundo os pesquisadores, que criaram um modelo em tamanho real e totalmente colorido baseados em suas descobertas.
"Nosso modelo dá a entender que ele era super, super fofo. Acho que eles teriam dado animais de estimação fantásticos. Parecem um pouco com o E.T.", disse o paleobiólogo molecular Jakob Vinther, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, referindo-se ao alienígena amigável do filme "E.T. – O Extraterrestre", de 1982.
Existem centenas de fósseis individuais do psitacosauro, que significa "lagarto papagaio" e é um dos dinossauros estudados mais minuciosamente. Ele tinha o tamanho aproximado de um cão labrador retriever, e provavelmente era uma refeição comum para predadores do período Cretáceo como o Yutyrannus, primo do Tiranossauro Rex que tinha 9 metros de comprimento.

domingo, 20 de setembro de 2015

Inteligência artificial: máquinas que pensam devem surgir 'até 2050'

Especialistas acreditam que a inteligência das máquinas se equiparará à de humanos até 2050, graças a uma nova era na sua capacidade de aprendizado.
Computadores já estão começando a assimilar informações a partir de dados coletados, da mesma forma que crianças aprendem com o mundo ao seu redor.
Isso significa que estamos criando máquinas que podem ensinar a si mesmas a participar de jogos de computador – e ser muito boas neles – e também a se comunicar simulando a fala humana, como acontece com os smartphones e seus sistemas de assistentes virtuais.
Fei-Fei Li, professora da Universidade de Stanford e diretora do laboratório de visão computacional da instituição, passou os últimos 15 anos ensinando computadores a enxergar.
Seu objetivo é criar olhos eletrônicos para robôs e máquinas e torná-los capazes de entender o ambiente em que estão.
Metade da capacidade cerebral de um humano é usada no processamento visual, algo que fazemos sem um grande esforço aparente.
"Ninguém diz para uma criança como enxergar. Ela aprende isso por meio de experiências e exemplos do mundo real", disse Li em sua palestra na conferência TED neste ano.
"Se você pensar, os olhos de uma criança são como um par de câmeras biológicas que tiram fotografias a cada 200 milissegundos, o tempo médio dos movimentos oculares. Então, aos 3 anos de idade, uma criança teria centenas de milhões de fotos. Isso é um grande treinamento."
Ela decidiu ensinar computadores da mesma forma. "Em vez de só me concentrar em criar em algoritmos cada vez melhores, minha ideia é dar aos algoritmos o treinamento que crianças recebem por meio de experiências, quantitativamente e qualitativamente."

Treinamento

Foto: TEDImage copyrightTED
Image captionCientista de Stanford, Fei-Fei Li busca ensinar máquinas como enxergar
Em 2007, Li e um colega de profissão deram início a uma tarefa desafiadora: filtrar e identificar 1 bilhão de imagens obtidas na internet para que sirvam de exemplos do que é o mundo real para um computador.
Eles pensavam que, se uma máquina visse imagens suficientes de uma determinada coisa, como um gato, por exemplo, seria capaz de reconhecer isso na vida real.
Eles pediram ajuda em plataformas de colaboração online e contaram com o apoio de 50 mil pessoas de 167 países. No fim, tinham a ImageNet, uma base dados de 15 milhões de imagens relativas a 22 mil tipos de objetos, organizada de acordo com seus nomes em inglês.
Isso se tornou um recurso valioso usado por cientistas ao redor do mundo que buscam conferir aos computadores uma forma de visão.
Todos os anos, a Universidade de Stanford realiza uma competição, convidando empresas como Google, Microsoft e a chinesa Baidu, para testar a performance de seus sistemas com base na ImageNet.
Nos últimos anos, estes sistemas tornaram-se especialmente bons em reconhecer imagens, com uma margem de erro média de 5%.
Para ensinar computadores a reconhecer imagens, Li e sua equipe usaram redes neurais, nome dado a programas de computadores feitos a partir de células artificiais que funcionam de forma muito semelhante à de um cérebro humano.
Uma rede neural dedicada a interpretar imagens pode ter desde algumas centenas a até milhões destes neurônios artificiais, dispostos em camadas.
Cada camada reconhece diferentes elementos de uma imagem. Uma aprende que uma imagem é feita de pixels. Outra reconhece cores. Uma terceira determina seu formato e assim por diante.
Ao chegar à camada superior – e as redes neurais hoje têm até 30 camadas –, esta rede é capaz de ter uma boa noção do que se trata a imagem.
Foto: StanfordImage copyrightUniversidade de Stanford
Image captionPesquisa em Stanford criou programa capaz de identificar imagens com grande precisão
Em Stanford, uma máquina assim agora escreve legendas precisas para vários tipos de imagens, apesar de ainda cometer erros, como, por exemplo, dizer que uma foto de um bebê segurando uma escova de dente foi identificada como "um menino segurando um taco de beisebol".
Apesar de uma década de trabalho duro, disse Li, esta máquina ainda tem a inteligência de uma criança de 3 anos. E, ao contrário desta criança, ela não é capaz de compreender contextos.
"Até agora, ensinamos um computador a ver objetivamente ou a nos contar uma história simples quando vê uma imagem", afirmou Li.
Mas, quando pede para que a máquina avalie uma imagem de seu filho em uma festa de família, o computador simplesmente diz se tratar de um "menino de pé ao lado de um bolo".
"O computador não vê que é um bolo especial que é servido apenas na época da Páscoa", explicou Li.
Este é o próximo passo de sua pesquisa no laboratório: fazer com que máquinas entendam uma cena por completo, além de comportamentos humanos e as relações entre diferentes objetos.
A meta final é criar robôs que "enxergam" para que auxiliem em cirurgias, buscas e resgates e que, no fim das contas, promovam melhorias em nossas vidas, segundo Li.

Progresso

Foto: APImage copyrightAP
Image captionNos anos 1950, Alan Turing já especulava sobre máquinas pensantes
O complexo trabalho realizado em Stanford tem como base o lento progresso obtido nesta área nos últimos 60 anos.
Em 1950, o cientista da computação britânico Alan Turing já especulava sobre o surgimento de uma máquina pensante, e o termo "inteligência artificial" foi cunhado em 1956 pelo cientista John McCarthy.
Após alguns avanços significativos nos anos 1950 e 1960, quando foram criados laboratórios de inteligência artificial em Stanford e no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), ficou claro que a tarefa de criar uma máquina assim seria mais difícil do que se pensava.
Veio então o chamado "inverno da inteligência artificial", um período sem grandes descobertas nesta área e com uma forte redução no financiamento de suas pesquisas.
Mas, nos anos 1990, a comunidade dedicada à inteligência artificial deixou de lado uma abordagem baseada na lógica, que envolvia criar regras para orientar um computador como agir, para uma abordagem estatística, usando bases de dados e pedindo para a máquina analisá-los e resolver problemas por conta própria.
Foto: SPLImage copyrightScience Photo Library
Image captionCientistas estão ensinando máquinas a como agir como humanos
Nos anos 2000, um processamento de dados mais veloz e a grande oferta de dados criaram um ponto de inflexão para a inteligência artificial, fazendo com que esta tecnologia esteja presenta em muitos dos serviços que usamos hoje.
Ela permite que a Amazon recomende livros, o Netflix indique filmes e o Google ofereça resultados de buscas mais relevantes. Algoritmos passaram a estarem presentes nas negociações feitas em Wall Street, indo às vezes longe demais, como em 2010, quando um algoritmo foi apontado como culpado por uma perda de bilhões de dólares na Bolsa Nova York.
Também serviu de base para os assistentes virtuais de smartphones, como a Siri, da Apple, o Now, do Google, e a Cortana, da Microsoft.
Neste momento, máquinas assim estão aprendendo em vez de pensar. É alvo de controvérsia se é possível programar uma máquina para pensar, já que a complexa natureza do pensamento humano tem intrigado cientistas e filósofos há séculos.
E ainda assim restarão elementos da mente humana, como sonhar acordado, por exemplo, que máquinas nunca serão capazes de replicar.
Ainda assim, a habilidade destes computadores vem melhorando, e a maioria das pessoas concorda que a inteligência artificial está entrando em sua era de ouro e só se tornará mais eficiente aqui daqui em diante.

domingo, 24 de maio de 2015

Tecnologias podem ajudar a melhorar poder de concentração

 Foto: Shutterstock

Antes de você começar a ler esse artigo, uma pergunta: você está realmente prestando atenção?

Provavelmente não, especialmente se você estiver lendo isso no escritório.

Pesquisas indicam que estamos tendo cada vez mais dificuldade em nos desligarmos de estímulos externos e internos. E a culpa é da tecnologia.

A professora Gloria Mark, do Departamento de Informática da University of California, em Irvine, nos Estados Unidos, disse que e-mail, mídias sociais, notificações e várias outras distrações digitais estão destruindo nossa capacidade de focar a atenção em tarefas individuais.

"Em 2004, monitoramos trabalhadores do setor de informação com cronômetros e medimos cada ação (que faziam)", disse Mark.

"Eles mudavam seu foco de atenção, em média, a cada três minutos. Em 2012, observamos que o tempo gasto na tela de um computador antes de que os trabalhadores transferissem seu foco para outra tela era 1 minuto e 15 segundos".

"No verão de 2014, a média foi 59,5 segundos", disse a especialista.

'Fluxo' 
Acadêmicos e cientistas estão cada vez mais interessados nos efeitos da tecnologia sobre o ambiente de trabalho.

Há relativamente poucos estudos a respeito do impacto sobre o trabalho de sites como Twitter e Facebook ou de games como o Candy Crush - que buscam, deliberadamente, manter usuários em conexão constante.

Antropólogos culturais como a professora Natasha Dow Schull, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), destacam o trabalho de Mihaly Csikszentmihalyi, que há várias décadas criou o conceito de flow (em tradução livre, fluxo).

Czikszentmihalyi identificou várias características típicas do estado onde a pessoa está concentrada em algo - explicou Schull.

"Tem a ver com uma sensação de controle, de podermos escolher se somos atraídos por algo envolvente, que não vai além de nossa capacidade nem nos deixa confusos e frustrados porque não sabemos como fazer (essa atividade)", explicou Schull à BBC.

"Para obter fluxo, sua atividade precisa se adequar à sua habilidade. Mas descobri, no meu próprio trabalho, que o fluxo não depende apenas de mim e é preciso reconhecer que ele pode ser afetado pelo ambiente"

Soluções 
O conceito de fluxo forma a base de um serviço de áudio streaming chamado Focus@will.

O serviço busca se fundir ao ruído ambiente de forma tão perfeita que o usuário deixa de notar sua presença, porém, sua mente é mantida em um estado prolongado de fluxo.

Fundado por Will Henshall - ex-integrante da banda de dance music angloamericana Londonbeat - o serviço remixa música de vários tipos e tempos.

A maior parte das faixas começa com uma introdução instrumental básica, mas depois é completamente modificada.

"Descobrimos que não são apenas os vocais. Instrumentos que soam como a voz humana também podem distrair muito (a atenção de quem ouve)", disse Henshall.

"Um bom exemplo é o violoncello, além de saxofones, fagotes, sons sintetizados e guitarras elétricas." Henshall disse ter identificado cerca de 40 outros elementos que, segundo ele, afetam a mente de forma não consciente.

E é por isso que ouvir suas canções favoritas não ajuda sua concentração. Você vai reconhecê-las e, mesmo que momentaneamente, perder sua concentração, explicou.

Segundo os responsáveis pelo Focus@will, dois terços das pessoas podem se beneficiar do serviço - o restante não sente qualquer efeito.

Há várias opções de canais. O Uptempo, por exemplo, para quem gosta de batidas rápidas. O Alpha Chill, mais relaxante. Também há opções para quem busca, por exemplo, o clima de um café bar ou sons de bateria.

Para pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o serviço oferece o canal ADHD (sigla inglesa para Attention Deficit Hyperactivity Disorder) Type 1. Cerca de 4% dos membros ouvem apenas esse canal. Mas para quem não têm o transtorno, esse canal é quase insuportável.

Pesquisas feitas pelo próprio serviço indicam que a metade dos usuários consegue se concentrar por cerca de uma hora sem interrupção. Cerca de 20% conseguem ficar concentrados durante até duas horas.

Os algoritmos do site oferecem uma seleção pessoal de música, baseada em respostas a algumas questões iniciais e também de acordo com a quantidade de tempo que o usuário passa ouvindo as transmissões. Ele também se adapta, ao longo do tempo, segundo o padrão de uso do usuário.

Henshall sugere que o uso de mesas de trabalho acopladas a esteiras para caminhar em combinação com o áudio streaming talvez melhore a concentração de algumas pessoas.

Caminhadas no Escritório 
O presidente de uma fábrica de esteiras para caminhar, a Lifespan Fitness, disse à BBC que há cada vez mais estudos demonstrando que caminhar no mesmo lugar pode trazer benefícios para a mente.

"Um estudo canadense recente revelou uma conexão entre mesas acoplacas a esteiras para caminhar e melhorias na memória e na concentração", disse Peter Schenk.

"Outro estudo investigou a relação entre mesas com esteira e detalhismo. E um estudo da University of Minnesota que acabou se tornando um importante ponto de referência demonstrou a conexão entre a mesa com esteira e aumentos na produtividade", ele acrescentou.

Algumas técnicas para melhorar a concentração chegaram ao mercado há alguns anos.

Entre elas, a chamada Técnica Pomodoro, criada pelo italiano Francesco Cirillo na década de 80. Seu objetivo permitir um uso eficiente do tempo aliado a concentração máxima.

A pessoa programa um relógio com alarme para tocar dentro de 25 minutos. Cada período de 25 minutos equivale a um pomodoro (em italiano, tomate). É possível que sejam necessários vários pomodoros para que um projeto seja terminado, mas cada pomodoro deve ser completado sem interruções ou distrações. Entre um pomodoro e outro, a pessoa pode fazer uma pausa de 5 minutos.

A ideia é aumentar a concentração, alcançar um objetivo em estágios e completar o trabalho, evitando que a tarefa se torne pesada demais.

Outro recurso disponível hoje são uma série de Apps que evitam distrações, como FocusMask, OneFocus, Concentrate, B-social e SelfControl. Elas funcionam ao bloqueiar, temporariamente, websites e outras Apps.

Pesquisadores estão esperançosos de que, apesar do impacto negativo da tecnologia sobre nossa capacidade de concentração, experimentos com serviços, softwares e outros aparelhos criados para melhorar nossa atenção tragam resultados positivos.

domingo, 10 de maio de 2015

Mini computador cabe no bolso, funciona como smartphone e custa menos de R$ 30; confira

Uma nova proposta de computador surpreendeu os amantes por tecnologia. Menor que uma banana, o CHIP alega ser o primeiro computador de US$ 9 do mundo (cerca de R$ 27). O pequeno dispositivo pode navegar na internet, rodar jogos, executar músicas e operar programas de escritório, assim como nossos desktops usuais.
CHIP, o computador de US$ 9.
(Foto: Divulgação/Next Thing)
O CHIP pode ser conectado a qualquer monitor, tanto usando cabo VGA quanto HDMI. Para utilizá-lo, basta ligar a tela e o dispositivo de entrada. O mini computador roda sistema operacional próprio, de código aberto, baseado em Debian GNU/Linux.
A familiaridade da interface gráfica deve ajudar na adaptação, já que ele se assemelha com Windows e Linux. A navegação pela web é feita via Wi-Fi, havendo ainda conectividade Bluetooth 4.0.
CHIP é menor que uma banana.(Foto: Divulgação/Next Thing)
O CHIP suporta sensor de câmera e tela de LCD de forma nativa, vindo instalado com programas open source como GIMP, LibreOffice e VLC. Ele vem equipado com processador de 1 GHz, 512 MB de RAM e 4 GB de armazenamento.
O eletrônico está sendo vendido por meio de crowdfunding no Kickstarter. Com 29 dias para terminar, a campanha já arrecadou quase o triplo do pedido - as contribuições passam dos US$ 147 mil (R$ 440 mil), apesar de o objetivo ter sido de US$ 50 mil (R$ 150 mil).
Interface do sistema operacional do CHIP.
(Foto: Divulgação/Next Thing)
O pacote básico, de US$ 9, inclui um CHIP e um cabo conetor. Ele começará a ser entregue em dezembro e, para o Brasil, há uma taxa de envio de US$ 20 (R$ 60). Os apoiadores têm opções de US$ 24 (R$ 70), US$ 49 (R$ 150), US$ 98 (R$ 300), US$ 150 (R$ 550) e US$ 489 (R$ 1460), cada um com diferentes recomepensas.
A companhia criou ainda o PocketCHIP, componente que transforma o CHIP em um computador portátil. Ele possui tela touch de 4,3 polegadas (470 x 272 pixels), teclado QWERTY e bateria com autonomia de 5 horas. Basta encaixar o CHIP dentro da carcaça e ir para qualquer lugar. Quando quiser usá-lo como desktop, é só tirar e conectá-lo ao monitor habitual.

Para a Microsoft, Windows 10 será a “a última versão do Windows”

A Microsoft revelou nesta semana que o Windows 10 deve ser “a última versão” na história do sistema operacional. A declaração veio de um desenvolvedor e evangelista da empresa, Jerry Nixon, que participou nesta semana de uma apresentação na Ignite, conferência da empresa para desenvolvedores realizada entre os dias 4 e 8 de maio.

“Neste exato momento estamos lançando o Windows 10, e como o Windows 10 é a última versão do Windows, ainda estamos trabalhando nele”, disse o especialista, remetendo a algo que já havia sido mencionado em janeiro deste ano. Segundo o The Verge, Nixon explicava que o desenvolvimento do sistema acontecia junto com o lançamento do Windows 8.1, feito no ano passado. É algo incomum, mas que já indicava o caminho que a MS tomaria com o novo SO – que finalmente será oferecido como um serviço.

A ideia, porém, não é acabar com updates e correções de falhas, e nem mesmo deixar o sistema esquecido. É algo bem longe disso, na verdade: como já apontavam os rumores sobre o Redstone, os planos envolvem lançar grandes atualizações em determinados períodos do ano, todas rodando sobre o mesmo Windows 10. E elas não serão as únicas, visto que outros patches menores devem sair mensalmente, assim como já ocorre hoje.

Essas pequenas melhorias devem ser aplicadas regularmente a funções e componentes específicos do sistema, que passou a ser mais dividido. Como o Verge explica, o menu Iniciar e os aplicativos que já vêm instalados – ou que são desenvolvidos pela MS, como o Office – funcionam agora de forma separada do núcleo do sistema, o que facilita a chegada e a instalação de atualizações. Traçando um paralelo, talvez não seja muito diferente do que o Google faz hoje com o Android, por exemplo: um serviço (no caso, o Google Play Services) fica responsável por trazer esses updates menores, mas não gerencia o sistema.

A Microsoft confirmou à reportagem do site que a ideia é realmente tornar o Windows um serviço, entregando atualizações de forma contínua. O comunicado enviado ao site, porém, não diz nada sobre eventuais mudanças no nome do sistema e nem sobre futuros lançamentos – que podem sim acabar acontecendo, mas com bem menos pompa do que hoje.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Número de softwares maliciosos disparou em 2014

O número de "ransomwares", programas maliciosos que assumem o controle de computadores, tablets e smartphones, além de retirar dinheiro do usuário, aumentou 113% no mundo em 2014, segundo o relatório anual da empresa de segurança Symantec.
A variante deste programa lucrativo, o "cryptolocker", que retém os dados pessoais, provocou 45 vezes mais vítimas que em 2013.
"A cibercriminalidade voltou a crescer em 2014, com 317 milhões de programas maliciosos novos em nível mundial, ou seja, quase um milhão por dia", afirmou Laurent Heslault, especialista em segurança cibernética da Symantec e Norton.
O número de dias que os técnicos precisam para detectar e corrigir as falhas que permitem os ataques também disparou: 59, em média, contra apenas quatro em 2013. A demora deu mais tempo aos hackers para aproveitar as falhas.
O relatório da Symantec aponta uma mudança de tática dos criminosos cibernéticos, que entram nas redes das grandes empresas e conseguem passar despercebidos.
"Muitos [hackers] são capazes de fazer com que as empresas provoquem a auto-infecção por meio de cavalos de Troia quando atualizam os programas. Esperam pacientemente que seus alvos façam os downloads das atualizações infectadas, obtendo assim um acesso livre à rede da empresa", afirmou Heslault.
"Não precisam forçar a porta da rede se a chave está ao alcance da mão", completou. De acordo com o relatório, Estados Unidos, China e Índia são os países nos quais a cibercriminalidade é mais ativa.

sábado, 24 de janeiro de 2015

O que se deve fazer quando o celular se molha?

Há muitas situações em que você pode acabar molhando seu celular. Pode ser que o aparelho caia do seu bolso na privada, você se molhe em uma tempestade ou entre na piscina com ele.
Mas isso não é o fim do mundo (nem de suas fotos, arquivos, vídeos e agenda de contatos), ainda que especialistas considerem improvável que o celular volte a funcionar plenamente.
Vale dizer que é possível prevenir que o contato com água danifique o celular - por exemplo, colocando o aparelho em uma bolsa plástica ou passando nele um material conhecido como Liquipel, que torna o telefone resistente a água.
Mas, se você não tomou essas precauções, seguem algumas ideias sobre o que fazer quando o celular se molha:
1. Tire-o da água o mais rápido possível
Especialistas recomendam aplicar essas dicas também aos tablets
Esse é o primeiro impulso de qualquer dono de celular - e é preciso segui-lo.
Também é preciso secar o aparelho com o que estiver à mão: papel, toalha, camiseta ou pano.
Usuário pode tentar algumas estratégias para diminuir danos de água (Foto: Thinkstock/BBC)Usuário pode tentar algumas estratégias para diminuir
danos de água (Foto: Thinkstock/BBC)
2. Não religue o aparelho
Esse é o segundo impulso mais comum nessa hora, mas é preciso ter cuidado. Se o celular desligou, o pior que se pode fazer é religá-lo, pois isso pode gerar um curto-circuito.
Caso o celular não tenha delisgado ao se molhar, faça isso.
3. Tire a bateria e o cartão SIM
Para evitar que os circuitos elétricos do aparelho entrem em funcionamento é bom retirar sua bateria (e qualquer capa de proteção que esteja no celular).
Uma vez feito isso, seque seu interior com um guardanapo com muito cuidado.
Há celulares que não permitem que o usuário retire sua bateria, como alguns modelos da Nokia e o iPhone. Nesse caso, desligá-los é suficiente.
Também é recomendável tirar o cartão SIM e secá-lo.
4. Retire a água
Sem usar agressividade demais, é uma boa ideia tirar a água do aparelho batendo-o de leve contra uma superfície.
Também vale assoprar e puxar as gotas de água que se encontram em seu interior com um aspirador.
Feito isso, há algumas opções sobre o que fazer em seguida.
5. Coloque o aparelho no arroz
Arroz cru pode absorver umidade (Foto: Thinkstock/BBC)Arroz cru pode absorver umidade do celular (Foto: Thinkstock/BBC)
É recomendado colocar o celular em um pote com arroz
Coloque o celular em um recipiente seco, que pode ser um pote de vidro ou de plástico e cubra o aparelho com arroz cru.
Feche o pote e o coloque em um lugar seco, onde bata um pouco de sol.
Depois de 24 horas, retire o celular do pote e tente ligá-lo.
Essa técnica foi aprovada em muitos testes que podem ser conferidos na internet - e a lógica por trás dela é que o arroz absorve a umidade que ficou no aparelho.
6. Coloque-o sob o sol
Se não tiver arroz à mão, outra opção é colocar o celular sob o sol, sobre um guardanapo.
Não deixe o aparelho assim por muito tempo, porque isso pode gerar um superaquecimento e danificar a tela.
Para evitar esse problema, use também um ventilador para ajudar a secá-lo.
Areia usada em caixas de fezes para gatos pode ajudar (Foto: Thinkstock/BBC)Areia usada em caixas de fezes para gatos pode
ajudar (Foto: Thinkstock/BBC)
7. Use outro produto que absorve umidade
Alguns blogs recomendam usar outros produtos no lugar do arroz para absorver a umidade do aparelho.
Entre eles, cuscuz, pacotes de gel de sílica e areia usada nas caixas de fezes para gatos (limpa, é claro).
Quando achar que a umidade já foi suficientemente absorvida, tente religar o aparelho.
Pode não funcionar: isso depende de quanto o celular se molhou, e acima de tudo, de quais chips e circuitos dentro do aparelho foram afetados.
Não se trata de uma ciência exata, mas de um último recurso para salvar o telefone. Mas, ao menos, você tentou.