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sábado, 1 de abril de 2017

Cientistas descobriram espécie de tiranossauro que tinha rosto muito sensível

Os cientistas descobriram uma nova espécie de tiranossauro que viveu há 75 milhões de anos nas planícies onde agora é o estado norte-americano de Montana, e nos deram uma nova perspectiva sobre como os rostos dos tiranossauros eram, incluindo o icônico tiranossauro rex.
 Acontece que eles eram muito mais sensíveis do que se acreditava, e eles carregavam os mesmos nervos que fazem alguns seres humanos espirrarem quando olhamos para a luz do Sol. O recém-descoberto predador foi chamado Daspletosaurus horneri. Ele tinha aproximadamente 9 metros de comprimento, 2,2 metros de altura.
 Por um lado, seguiu uma forma incomum de evolução chamada anagênese – quando uma espécie mais velha gradualmente se torna extinta, transformando-se em uma nova espécie. Usando datação radiométrica, uma equipe liderada por Thomas Carr, da Carthage College em Wisconsin, nos Estados Unidos, estabeleceu que antes de D. horneri surgir e começar a aterrorizar suas presas – dinossauros menores, incluindo terópodes e hadrossauros – seu parente mais velho era uma espécie separada, D. torosusQuando consideramos as idades geológicas das duas espécies, a evolução do Daspletosaurus nos dá uma indicação de como lentamente a evolução pode atuar em grandes dinossauros, que neste caso aconteceu ao longo de um período de 2,3 milhões de anos“, disse Carr.

Este caminho evolutivo torna o novo tiranossauro especial, embora não seja o único. Os pesquisadores apontam que a anagênese também foi encontrada em algumas outras espécies de dinossauros. Não só o espécime revelou caminhos evolutivos incomuns: também foi permitido aos pesquisadores reconstruir o rosto de D. horneri com tanta precisão, que literalmente mudou a face dos tiranossauros como se conhecia.

Composto por dois crânios e esqueletos completos, um maxilar inferior parcial e uma dispersão de outros ossos, o registro fóssil disponível para reconstruir D. horneri foi praticamente o sonho de um paleontólogo. A equipe foi capaz de modelar a face do novo tiranossauro com detalhes incríveis, incluindo as grandes escamas planas ao redor da boca, remendos de pele grossa, chifres na frente de seus olhos e um focinho altamente sensível.

É loucura que esse detalhe da face tenha sido colhido das superfícies ósseas, mas, como explica Michael Greshko na revista National Geographic, “o osso vivo é moldado pelas matrizes de músculos, nervos e vasos sanguíneos que constantemente batem contra ele e o nutrem“.

Todos estes tecidos deixam uma impressão no osso fossilizado, que dá então sugestões aos investigadores sobre como a criatura há muito extinta seria fisicamente. Ainda assim, para reunir o retrato do predador, os pesquisadores tiveram que ir além de seu campo de estudo e comparar seus achados com a anatomia dos parentes vivos mais próximos dos dinossauros – pássaros e crocodilos.

Eles encontraram uma teia complexa de nervos faciais, surpreendentemente semelhante ao que pode ser encontrado embaixo da pele dos crocodilos hoje. Os pesquisadores sugerem que ter um focinho supersensível teria sido útil para os antigos predadores para pegar ovos e tiranossauros bebê. Eles podem até ter esfregado os narizes juntos como uma espécie preliminar.
Nosso achado de uma rede sensorial complexa é especialmente interessante porque é derivado do nervo trigêmeo“, diz um dos membros da equipe, o anatomista Jayc Sedlmayr da Escola de Medicina de Nova Orleans. Ele tem uma história evolucionária extraordinária de se transformar em seis sentidos diferentes em diferentes espécies de vertebrados”, completou.

O nervo trigêmeo no rosto do tiranossauro é o mesmo que coleta informações sensoriais através de bigodes em muitos animais, e também faz com que algumas pessoas espirrem sob a luz do Sol. De certa forma, os componentes faciais do nervo trigêmeo destes dinossauros espelham os dos seres humanos“, disse Sedlmayr.

Ele traz de volta a sensação de nossos músculos faciais, permitindo-nos refinar e coordenar as exposições emocionais e sociais tão importantes para a comunicação humana.”, completou.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Conheça os locíferos um grupo de animais multicelulares que podem sobreviver sem oxigênio

Bactérias podem viver sem oxigênio, mas e os animais multicelulares? Que tipo de animal seria capaz desta proeza? A resposta para estas perguntas encontra-se a 3.500 metros de profundidade, no mar Mediterrâneo.
São os loricíferos, espécies de invertebrados marinhos de cerca de 1mm que possuem cabeça, boca, sistema digestivo, uma carapaça e, sim, vivem em um ambiente totalmente sem oxigênio.
A descoberta desses pequenos animais se deu em 2010, por pesquisadores da Universidade Politécnica de Marche, da Itália. Liderados por Roberto Danovaro, os cientistas encontraram, a 200 km da costa ocidental da ilha de Creta, na bacia do Atalante, um ambiente com altas concentrações de sal, rica em sulfeto de hidrogênio e absolutamente sem oxigênio.
30.jan.2017 - Os loricíferos podem viver em ambientes totalmente desprovidos de oxigênio

Como os animais foram descobertos?

Para provar que aqueles pequenos animais que se encontravam ali, em um local tão inóspito, estavam vivos –e não eram apenas sedimentos de animais mortos que "caíam" de partes mais superficiais do oceano--, os pesquisadores depositaram na bacia moléculas fluorescentes que "grudam" apenas em células vivas, além de utilizarem um corante que reage apenas na presença de enzimas ativas.
O resultado foi que o corante e as moléculas reagiram com os loricíferos, mas não com os restos mortos de animais microscópicos da bacia.
Os resultados desta pesquisa, que durou uma década e contou com três expedições às profundezas do Mediterrâneo, foram publicados na revista BMC Biology em 2010. Um ano depois, liderados por Joan Bernhard, pesquisadores do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, dos Estados Unidos, no entanto, contestaram o resultado deste primeiro estudo sobre os loricíferos.
Lionel Cironneau/AP
É no Mediterrâneo que vivem os loricíferos
Este estudo, publicado na mesma revista em 2015, mostra que foram encontrados, na mesma bacia de Atalante, loricíferos vivendo em ambiente com níveis normais de oxigênio. Para os pesquisadores, os cadáveres desta espécie de animal poderiam se deslocar para o fundo do mar, onde não há oxigênio, sendo, posteriormente, habitados por bactérias. Estas poderiam ter incorporado os biomarcadores --m moléculas fluorescentes-- nos corpos dos loricíferos, enganando os cientistas italianos e fazendo-os acreditar que eles estavam vivos.
Mas Roberto Danovaro e sua equipe da Universidade Politécnica de Marche não se convencerem desta conclusão dos colegas norte-americanos e, em junho de 2016, resolveram voltar à bacia do Atalante. O argumento dos cientistas italianos era de que a equipe dos EUA não coletou amostras de lama das áreas da bacia que estão permanentemente sem oxigênio e, por isso, não poderiam ter certeza de que os animais não poderiam viver lá.

Animais não têm células para oxigênio

Eles afirmaram também que, se os loricíferos realmente estivessem mortos e habitados por bactérias, isso teria sido óbvio quando foram examinados ao microscópio. Além disso, nenhuma bactéria foi vista vivendo dentro dos animais e o corante usado para manchar o tecido vivo manchou todas as partes dos corpos dos loricíferos, e não apenas as partes onde as bactérias provavelmente colonizariam um animal morto.
Por fim, os italianos ainda provaram que animais estavam presentes em diferentes camadas dentro da lama.
Para viver em um ambiente desprovido de oxigênio, os pesquisadores explicam que aos loricíferos, em sua evolução, até mesmo dispensaram as mitocôndrias, estruturas que ajudam os animais a usar oxigênio na respiração.
Em seu lugar, possuem hidrogenossomas, um componente celular que produz energia a partir de reações enzimáticas, que se desenvolveram em animais que habitavam o planeta antes do oxigênio atmosférico predominar.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Conheça o mundo mágico dos caracóis

Estes singulares amiguinhos, que aparentam ter uma vida lenta e chata, na realidade vivem em um mundo cheio de magia, emoções, curiosidades e beleza. Isso é o que nos ensina o fotógrafo Ucraniano Vycheslav Mishenko, reconhecido por suas geniais fotos do pequeno mundo da natureza, já que fotografou desde formigas, ate borboletas e libélulas que ousaram perfeitamente para a câmera de Mishenko. No entanto, as mais famosas são estas espetaculares imagens de caracóis em todo tipo de situações e aventuras.

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sexta-feira, 4 de março de 2016

Cientistas monitoram ovos raros de 'dragões' na Eslovênia

Uma caverna visitada por um milhão de turistas todos os anos, um anfíbio pouco estudado colocou ovos que estão causando grande expectativa.
O proteus nada como uma enguia e pode passar dez anos sem comida
O proteus nada como uma enguia e pode passar dez anos sem comida
Foto: Dragan Arrigler / BBCBrasil.com
Acredita-se que o Proteus anguinus, o proteus, uma salamandra cega encontrado em rios de cavernas nos Bálcãs, viva por mais de cem anos, mas se reproduza apenas um ou duas vezes por década.
Uma fêmea em um aquário da caverna Postojna, na Eslovênia, colocou entre 50 e 60 ovos - e três estão mostrando sinais de crescimento.
O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro. Há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões.
Ninguém sabe quantos filhotes irão sair dos ovos e nem sequer quanto tempo isso vai levar.
"No momento, parece que há três bons candidatos", diz à BBC Saso Weldt, um biólogo que trabalha na caverna.
Ele e seus colegas tiraram fotos com exposição muito alta na escura caverna para reunir indícios de que os pequenos ovos estão se desenvolvendo.
"Ela começou a colocar ovos em 30 de janeiro. Ela ainda está colocando um ou dois ovos por dia, e eles precisam de cerca de 120 dias até o animal nascer."
Cerca de 60 ovos foram colocados
Cerca de 60 ovos foram colocados
Foto: Iztok Medja/Postojnska jama / BBCBrasil.com
Estima-se que levará pelo menos quatro meses até que os ovos comecem a vingar
Estima-se que levará pelo menos quatro meses até que os ovos comecem a vingar
Foto: Iztok Medja/Postojnska jama / BBCBrasil.com

'Extraordinário'

Essa estimativa por alto, explica ele, é baseada no conhecimento adquirido com uma colônia dos anfíbios estabelecida na década de 1950 em um laboratório subterrâneo nos Pirineus franceses para estudar aspectos da vida biológica em cavernas.
Mas lá eles vivem um uma água uma pouco mais quente, com temperatura de 11º C.
"Na nossa caverna é um pouco mais frio, 9º C, então tudo vai durar mais."
É uma oportunidade única de observar o enigmático proteus se reproduzindo na mesma caverna onde morou por milhões de anos.
"É muito significativo porque não há muitos dados sobre a reprodução deste grupo de animais", disse Dusan Jelic, pesquisadora do programa Edge da Sociedade Zoológica de Londres que estuda proteus mergulhando em cavernas na Croácia.
Visitantes podem ver a fêmea por uma câmera infravermelha
Visitantes podem ver a fêmea por uma câmera infravermelha
Foto: Iztok Medja/Postojnska jama / BBCBrasil.com
Se os filhotes saírem do ovo e se desenvolverem com saúde, seria algo "maravilhoso", segundo Jelic.
"Na natureza, nunca achamos ovos ou larvas. Eles estão provavelmente escondidos em localidades específicas dentro do sistema das cavernas", afirma.
Postojna tem um sistema de cavernas desse tipo, com sua própria população de proteus selvagens. Mas esses ovos, especificamente, foram colocados em um aquário da movimentada área aberta para visitantes da caverna.
"Isso é muito legal - é extraordinário", diz Primoz Gnezda, outro biólogo que trabalha na caverna Postojna. "Mas também estamos com medo de que algo dê errado, porque os ovos são muito sensíveis."
Como os únicos vertebrados de caverna da Europa, o proteus está muito adaptado a seu reino subterrâneo e protegido: cavernas criadas à medida que a água abre caminho entre rochas solúveis.
"Por 200 milhões de anos eles estavam em um ambiente que não mudou", disse Jelic.
Como consequência, os animais - e principalmente seus ovos - estão muito vulneráveis a mudanças na qualidade da água e temperatura. Mesmo as mudanças das estações mal são percebidas no subsolo.

Dragões bebês

O proteus não enxerga e tem guelras salientes
O proteus não enxerga e tem guelras salientes
Foto: SPL / BBCBrasil.com
Na Eslovênia eles também são chamados de 'peixes humanos' por causa da palidez
Na Eslovênia eles também são chamados de 'peixes humanos' por causa da palidez
Foto: SPL / BBCBrasil.com
Em 2013, outro proteus de Postojna colocou ovos, mas nenhum deles vingou e muitos foram comidos por outros proteus do tanque.
Desta vez, precauções foram tomadas. Todos os animais, exceto a mãe, foram removidos e o aquário está protegido da luz. Oxigênio extra está sendo adicionado de forma artificial.
"Agora cabe a eles", diz Weldt.
Uma câmera infravermelha transmite imagens a uma tela próxima para que a equipe da caverna, assim como os turistas, possam ver o que acontece.
Quase não há movimento, mas às vezes a fêmea proteus se mexe para checar os ovos, colocar mais um ou se proteger de anfípodes - crustáceos pequenos e famintos que ela não pode ver, mas que detecta usando órgãos eletrossensíveis em seu focinho.
O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro; há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões
O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro; há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões
Foto: Iztok Medja/Postojnska jama / BBCBrasil.com
Nas últimas semanas, a "mãe dragão" do Postojna virou uma celebridade e, agora, leva uma grande expectativa em seus pequenos ombros.
Mas o peso também é sentido pelos biólogos da caverna.


"É um desafio e uma responsabilidade", diz Weldt. "Estou animada."

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os insetos e aracnídeos maiores e mais assustadores que existem

Tem medo de insetos ou aranhas? Se você achava aquelas baratas, besouros, ou moscas que aparecem na sua casa nojentos, espere até conhecer os 16 maiores e mais assustadores insetos e aracnídeos que existem. Nem todos fazem mal para nós, mas nem por isso teríamos coragem de colocar as mãos em um deles. Reunimos informações e imagens de 16 deles em uma lista, bem como onde eles são encontrados. Pegue seu inseticida confira!

1. Cerambicídeo-gigante (besouro-titã) – Colômbia, Guiana Francesa e Brasil
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As larvas desses insetos rastejantes monstruosos até agora nunca foram localizadas. Pesquisadores acreditam que eles permanecem dentro do tronco de árvores por anos antes de saírem para conhecer o mundo real lá fora.
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2. Abelha japonesa gigante – Japão

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Imagem: Flickr/ onezilla
Em japonês, o “abelha japonesa gigante” é conhecida como susumebachi, que literalmente significa “abelha pardal gigante”, e são chamadas de pardais porque são realmente grandes, chegam a atingir 5 vezes o tamanho das abelhas comuns que conhecemos. Além de serem enormes e repugnantes, elas pulverizam veneno nos olhos de suas vítimas. Ah, apenas para o seu conhecimento, esse veneno possui feromônios que alertam o restante da colmeia para caçá-lo, além disso elas podem voar até 50 quilômetros por dia atrás de você para te caçar.
As suzumebachis muitas vezes invadem as colmeias de abelhas para coletar larva para seus filhotes. Parece difícil para você? Não para as suzumebachis. Apenas uma vespa vai até a colmeia, para sinalizar e chamar os amigos e, em seguida, é hora de festejar baby! Trinta suzumebachispodem rasgar milhares de abelhas ao meio como se estivessem brincando no parque.

3. Aranha-golias – Brasil, Guiana, Suriname e Venezuela
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É uma espécie de tarântula e é considerada o maior aracnídeo do mundo em massa corporal. É bastante conhecida por criadores de aranhas, chamando-lhes a atenção pelo seu tamanho (que chega a incríveis 30 cm ou até um pouco mais). É uma espécie que só deve ser manipulada por pessoas com experiência, pois apresenta um comportamento muito agressivo.
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4. Besouro elefante – Caribe e América do Sul
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O Besouro elefante é um dos maiores insetos conhecidos. O tamanho do besouro elefante varia entre 7 e 12 cm. Na sua dieta, besouros elefantes se alimentam da seiva de árvores e de frutos amadurecidos caídos (ainda bem!).
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5. Louva-a-deus chinês – Mundo todo
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Estes insetos foram originalmente trazidos para as Américas para controlar outras pragas que estavam fora do controle, já que são grandes caçadores. Mas não se preocupe, eles não vão tentar nos comer.
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6. Gafanhoto gigante de pernas longas – Malásia
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Eles se parecem com folhas e tem pernas em formas de varetas, mas são maiores do que a mão de um adulto. São assustadores só de olhar, mas fique tranquilo, eles se alimentam apenas de plantas.
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7. Borboleta rainha alexandra – Papua-Nova Guiné
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A espécie foi nomeada em 1907 pelo barão Lionel Walter Rothschild, em honra à rainha Alexandra, esposa de Eduardo VII do Reino Unido. É comumente descrita como sendo a maior espécie de borboleta do mundo, cujas fêmeas alcançam facilmente mais de 27 centímetros de envergadura.
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8. Besouro-golias – África
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O besouro-golias chega a atingir 15 cm de comprimento, sendo um dos maiores representantes da ordem dos coleópteros. Os insetos apresentam hábitos diurnos e alimenta-se de pólen.
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O animal mais feio do mundo

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O peixe-gota habita as águas profundas das costas da Austrália e Tasmânia, e é raramente visto por seres humanos. Ele tem a capacidade de suportar a pressão alta das profundezas do mar porque seu corpo é uma massa gelatinosa que tem uma densidade um pouco menor que a água. Isto dá a ele a capacidade de flutuar sem usar muita energia. E por falar em feio, o peixe-gota foi eleito, numa iniciativa da Ugly Animals Preservation Society, em 2013, como o “animal mais feio do mundo”.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Terrível caracol é considerado o animal mais venenoso do planeta

Seu veneno é um coquetel de moléculas peptídicas neurotóxicas

Vamos admitir, as conchas dos caracóis marinhos são verdadeiras obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso!

Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas.

Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida).

Umas das grandes vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opióide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante.

Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.
O caracol-do-cone possui um “dente” formado por quitina possuindo aspecto de um arpão cheio de microfarpas. O veneno é injetado de modo absolutamente rápido e não existe nenhuma espécie de antídoto para quem for “picado”. Foto: Reprodução/WikipédiaCommons
É importante salientar que esse veneno pode ser retirado de todos os caracóis do gênero Conus. O gene responsável pela fabricação do veneno parece ter sofrido uma mutação ao longo das gerações o que proporciona ao animal produzir suas toxinas rapidamente e com uma variedade espantosa de moléculas.
O veneno pode ser retirado dos caracóis mortos ou com o caracol vivo. O grande problema de se retirar sua glândula após a morte é que dentro dela possui uma infinidade de milhares de compostos que muitas vezes não são usados pelo caracol para matar a presa e isso dificuldade a isolação dos principais princípios ativos. Já a retirada do veneno do caracol vivo também é complicado porque não é fácil lidar com um animal grande, extremamente perigoso e que não libera as toxinas facilmente.
A ação de suas neurotoxinas nos faz pensar que suas vítimas (moluscos e peixes) não sintam dor. Como a inserção do veneno na presa é de forma rápida, paralisando-o eficazmente e, logo em seguida, a ação poderosa de seus analgésicos entram em ação, a presa poderá ser engolida e se sentir nas nuvens por estar sob ação alucinógena e analgésica. 

Conheça o Colugo: o mamífero planador

Por muito tempo, os colugos eram facilmente relacionados aos lêmures, porém, agora os cientistas os classificam como parentes precoces dos primatas.

Colugo
Os colugos são extremamente tímidos, e vivem nas florestas tropicais do sudeste da Ásia. Eles têm aproximadamente o tamanho do gambá, vivem no alto das árvores, agarrando-se firmemente à casca da mesma durante todo o dia. A pele do colugo o ajuda a se misturar com a casca da árvore, em um efeito camuflagem, tornando-o invisível aos olhos de predadores durante o dia. Eles chegam a ter de 35 a 40 cm de comprimento e a pesar 1 ou 2 kg.

Colugo
Quando quer, o colugo pode planar, ele abre uma espécie de membrana que têm entre as pernas e se solta da árvore onde se encontra, assim planando até outras árvores. A membrana que ele possui, funciona entre a parte da escápula e as pernas traseiras, bem semelhante ao esquilo voador. Porém, a membrana do colugo é bem mais extensa que a de qualquer outro animal com essa capacidade, até mesmo que a de morcegos.

Colugo
colugo é um animal primitivo, praticamente inalterado desde os dias em que pequenos mamíferos andavam ao lado de Tiranossauros desenfreados. Muito se sabe sobre a vida noturna dos colugos, embora tenham sido observados comendo folhas e frutos, por isso, são considerados herbívoros, às vezes, onívoros.

Colugo
Embora os colugos tenham placenta, eles criam os bebês como todos os marsupiais, porém, sem qualquer bolsa. Os bebês colugos nascem bem pequenos e indefesos, por isso, ficam na barriga da mãe por até seis meses, até que eles estejam desenvolvidos o suficiente para viver por conta própria.


Apesar de serem coloquialmente conhecidos como “lêmures voadores”, os colugos não tem nada em comum com os nossos amiguinhos peludos de Madagascar. A teoria que se sustenta, é que todos os colugos, musaranhos e primatas, divergiram quase ao mesmo tempo, a partir de um ancestral em comum. Esta divisão evolutiva viria a acontecer cerca de 86 milhões de anos atrás, no Cretáceo Superior.

Colugo
Os principais predadores dos colugos são as águias, mas, hoje em dia, sua principal ameaça é a caça para comércio e a destruição de seu habitat natural. A população local, sem muitas opções financeiras, caçam ocolugo por sua carne. Apesar de ser ilegal caça-lo, essas leis têm pouco peso na floresta tropical.

A destruição de seu habitat é a maior preocupação. As florestas tropicais do sudeste da Ásia estão ameaçadas por todos os lados, a partir de diferentes formas de invasão humana. O comércio do óleo de palma por exemplo, é uma ameaça para o colugo, que sem seu habitat não conseguiria sobreviver, pois não se adaptaria a outras condições ambientais.