Se tem algo raro de se encontrar no Universo, é uma esfera perfeita. Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam "esmagados" nos pólos. Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora. A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço. "Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol", disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto. Passo de tartaruga Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos. O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros. Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.
Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites: "A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo", disse Gizon à BBC. "Mas, ao girar mais devagar, deforma menos", acrescentou. Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas. Campo magnético O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela. Também existe o campo magnético. "Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação", diz o especialista. "É por isso que também atribuímos sua forma à presença do campo magnético". "Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade", relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances . Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos. "Este trabalho é um primeiro passo no estudo de formas estelares com a asterosismologia", conclui.
O Cinturão de Kuiper é uma região do nosso sistema solar, situado um pouco além de Plutão e inicialmente teorizado pelo astrônomo holandês Gerard Kuiper no ano de 1951. Em 1950, Jan Hendrik Oort criou a teoria de que os cometas de longo período (que duram mais de 200 anos) teriam sua origem em um local distante 30.000 AU (astronomical unit, ou, unidade astronômica, 1 AU = 149.597.870 km (distancia da terra ao sol) a 60.000 AU do sol em uma região que ficou conhecida como Nuvem de Oort. Seriam mais de um trilhão de objetos, dos mais variados tamanhos. Baseados na teoria de Oort, os astrônomos pensaram que os cometas de curto período (menos de 200 anos) seriam, então, cometas de longo período que tiveram suas órbitas modificadas pela influência da gravidade de algum planeta. Mas, em 1951, Gerard Peter Kuiper, propôs que, na verdade, os cometas de curto período seriam originários mesmo de uma região parecida com a nuvem de Oort, porém bem mais perto, com seu início próximo a órbita de netuno a 30 AU do sol até 100 AU, e que, esta região teria sua elíptica no mesmo plano das órbitas dos planetas do sistema solar (diferentemente da Nuvem de Ort que tem o plano inclinado quase perpendicularmente ao plano da órbita dos planetas). Nos anos 1980, por meio de simulações computacionais, foi previsto que poderia ser formada realmente uma espécie de depósito de asteroides em uma região além de Netuno, comprovando, dessa forma, a teoria proposta por Kuiper. Esses asteroides seriam formados por restos de corpos celestes que não conseguiram aglomerar-se em torno de um novo planeta no nosso sistema.
Em 1992, finalmente, foi descoberto um objeto com um diâmetro de 240 km que estava localizado na distância prevista por Gerard Kuiper e que recebeu o nome de 1992QB1. Assim, logo depois, outros corpos com características semelhantes foram encontrados na região e, com isso, a existência do Cinturão de Kuiper foi definitivamente comprovada. Os objetos pertencentes ao Cinturão de Kuiper são classificados como objetos transnetunianos, ou seja, que se localizam além de Netuno, o último planeta do sistema solar. Netuno, aliás, é o grande responsável, segundo as teorias atuais, pela formação desse conjunto de asteroides, em razão da influência que ele exerce em suas órbitas.
Em 2002 o Hubble participou da descoberta do "Quaoar", apontado então como o maior objeto do Sistema Solar descoberto desde Plutão, em 1930. Sua descoberta foi feita pelo Observatório Palomar e confirmada pelo Hubble. O seu diâmetro foi estimado em 1.280 Km e sua órbita, com período de 288 anos está toda contida no Cinturão de Kuiper.
Já foram descobertos seis objetos do Cinturão de Kuiper com diâmetro superior a 1.000 Km. O "record" do Quaoar de maior objeto do Sistema Solar descoberto depois de Plutão já foi quebrado duas vezes.
Em fevereiro de 2004 foi anunciada a descoberta de outro membro do Cinturão de Kuiper; o 2004DW. A sua descoberta foi feita pela mesma equipe que descobriu o Quaoar, usando o telescópio "Samuel Oschim" do Observatório Palomar. O seu diâmetro, ainda não tão bem determinado como o do Quaoar, foi estimado em 1600Km e a sua órbita, também inteiramente contida no Cinturão de Kuiper, é bem próxima da órbita de Plutão.
Poucos dias depois, em março de 2004, foi anunciada a descoberta de um objeto ainda maior; o Sedna. O seu diâmetro ainda não está bem determinado, podendo ultrapassar os 2.000 Km (atualmente o valor mais aceito é de 1.800 Km); existem evidências de uma pequena lua orbitando-o.
Embora tenha sido descoberto no Cinturão de Kuiper, o Sedna tem órbita muito elíptica, indo além do limite superior considerado dessa região. O seu período foi estimado em 10.500 anos. Mesmo estando perto de seu perihélio (que alcançará daqui 72 anos) ele é o objeto mais distante já visto no Sistema Solar.
Também o Sedna foi visto a primeira vez pela mesma equipe de descobridores do Quaoar e 2004DW, a partir do Observatório Palomar, em novembro de 2003. A sua confirmação foi feita pelos telescópios espaciais "Spitzer" e "Hubble" e anunciada pela NASA dia 15 de março passado.
Novos Planetas?
Seriam o Sedna, o 2004DW, o Quaoar, etc. planetas recém descobertos?
Se esses objetos fossem descobertos na época do descobrimento de Plutão, certamente eles seriam considerados planetas. Se Plutão fosse descoberto hoje, certamente ele seria considerado apenas mais um objeto transnetuniano (o maior objeto até hoje descoberto do Cinturão de Kuiper).
Segundo a definição atualmente mais aceita pelos astrônomos, planeta é um objeto cuja massa é maior que a massa somada de todos os outros objetos com órbitas próximas à sua.
A Terra é um planeta, pois a sua massa é muito superior às massas somadas da Lua e demais cometas, asteróides e meteoróides que nos visitam. Os objetos do Cinturão de Kuiper não são planetas pois todos eles têm massa muito inferior a metade da massa de todo o Cinturão. O mesmo raciocínio é válido para os objetos da pretensa Nuvem de Oort.
Imagine a estação espacial bélica Estrela da Morte, do filme Star Wars , sendo usada para proteger a Terra de asteroides que se aproximam. Esse é o conceito que está sendo desenvolvido por pesquisadores norte-americanos que acreditam ter encontrado uma maneira de usar um feixe de laser de alta potência para desviar rochas espaciais que estão indo em direção a Terra. As informações são do site do jornal The Telegraph . A ideia tem sido desenvolvida há anos, mas a equipe da Universidade da Califórnia afirmou que os testes de laboratório mostraram que o De-Star – ou Sistema de Energia Dirigida por Segmentação de Asteroides e exploração – pode realmente funcionar. Eles projetam colocar a nave não tripulada em órbita ao primeiro sinal de um desastre iminente. O laser de alta potência teria como alvo um asteroide, fazendo parte da rocha vaporizar em um processo conhecido como sublimação. Essa ejeção de gás criaria uma força suficiente para alterar o curso da rocha. Um dos autores do projeto, Qicheng Zhang, falou como seria o seu uso “De um modo geral, a tecnologia está disponível hoje. O principal desafio com a construção da nave é a escala necessária para ser eficaz”, disse. Eles testaram a técnica em terra, explodindo um pedaço de basalto – uma rocha ígnea semelhante em composição a alguns asteroides. A equipe descobriu que ao brilhar, ela começou a perder massa. Travis Brashears, um estudante que já trabalhou com o grupo, disse no ano passado que “o que acontece é um processo chamado sublimação ou vaporização, que transforma um sólido ou líquido em um gás”. “Esse gás faz com que uma nuvem plume – ejeção de massa – o que gera um igual e outra oposta reação ou impulso – e é isso o que medimos”, disse. Eles estimam que poderiam usar um laser de 10kW – menos poderoso do que alguns usados pelos militares dos EUA, por exemplo – para desviar um grande asteroide de 100m ao longo de um período de 30 anos. Ao mesmo tempo, os cientistas estão trabalhando em uma versão menor que poderia voar ao lado de asteroides, atuando como uma última linha de defesa.
Ao longo da noite deste domingo e da madrugada de segunda-feira, grande parte do mundo, incluindo o continente americano, terá a oportunidade de desfrutar do espetáculo raro de um eclipse total da Lua junto e do evento da superlua.
O eclipse total deve deixar a Lua completamente nas sombras, pois a Terra fica entre ela e o Sol. Já a superlua acontece quando a Lua cheia ou nova se encontra em seu ponto mais próximo da Terra.
Para os entusiastas de astronomia esses eventos serão belos. Mas, para a agência espacial americana, a Nasa, será motivo de preocupação.
Os cientistas temem que a falta de luz solar devido ao eclipse deixe sem energia uma de suas naves mais importantes, a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), cuja missão é explorar e monitorar o satélite natural da Terra.
"Duas coisas acontecem durante um eclipse: fica muito frio e não há luz para carregar as baterias (da nave). Com o eclipse, a nave vai ficar sem luz direta do Sol por cerca de três horas", disse à BBC o cientista da Nasa Noah Petro.
Apesar do temor da Nasa, a agência espacial americana já passou, com êxito, por outros três eclipses lunares nos últimos 17 meses.
"Sempre é estressante quando o eclipse está se aproximando, mas seguimos os mesmos procedimentos e não tivemos nenhum problema", afirmou Dawn Myers, do centro de voos espaciais Goddard, que faz parte da Nasa.
Lua vermelha
O eclipse total deve durar mais de uma hora. A Lua também ficará com uma cor avermelhada pois sua superfície estará iluminada por raios tênues que refletem da atmosfera terrestre.
O que gera a preocupação na Nasa é que tecnologias semelhantes às da LRO enfrentaram dificuldades durante eclipses passados. No entanto, a LRO foi projetada especificamente com esses problemas em mente.
"Normalmente a LRO recarrega as baterias com a luz do sol, então quando temos um eclipse, ficamos muito cautelosos em relação à nave", disse Noah Petro.
Mas o cientista lembra que a Nasa tem experiência em eventos como este e, desta vez, vai tomar algumas precauções.
Image captionNoah Petro afirma que o procedimento será parecido com o que fazemos com o celular quando a bateria está a 20%
"Vamos preaquecer a nave e desligar todos os instrumentos, exceto um para manter a nave segura", afirmou. "Como no celular, toda vez que recebo o alerta de que tenho 20% (de bateria restante), posso desligar o wi-fi ou certos aplicativos (para economizar energia)."
"Prevemos que tudo ocorrerá normalmente. Estaremos preparados e prontos para enfrentar (o eclipse). Vamos observar os níveis das baterias e estamos prontos para agir se algo não sair conforme o previsto. Vamos garantir que (a nave) saia do eclipse em boa forma", disse.
O próximo eclipse lunar total deve ocorrer em 2018 e um eclipse lunar e superlua simultâneos só devem ocorrer em 2033.
E, apesar de o fenômeno ser chamado de superlua, não será vista uma diferença tão extraordinária.
"Não é como a diferença entre um homem comum e o Super-Homem. É uma Lua ligeiramente maior, em vez de superlua", disse Alan MacRobert, um dos editores da revista especializada em astronomia Sky & Telescope.
De concreto, será vista uma Lua 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que a Lua cheia normal.
É cada vez mais rara a chance de se observar um céu verdadeiramente estrelado a partir do nosso planeta. Conforme a população humana se torna mais e mais urbanizada, as luzes artificiais ofuscam a visão de estrelas e outros corpos celestes.
"Cerca de 60% da humanidade vive hoje sob céus poluídos de luzes, insuficientemente escuros para que se possa enxergar a Via Láctea", explica Babak Tafreshi, diretor da The World at Night, grupo internacional que organiza exposições de fotografias de astronomia.
Para John Barentine, da ONG americana International Night-Sky Association (IDA), a ausência de contato frequente com um céu estrelado atinge o homem em vários aspectos. "A visão noturna do firmamento inspirou a arte, a literatura e a música desde os primórdios da civilização. Ser impedido de ter essa experiência é ser privado de algo essencial para a humanidade", diz.
Alguns dos céus estrelados mais impressionantes do mundo podem ser vistos de lugares remotos e de difícil acesso, enquanto outros são tão populares que abrigam observatórios famosos e atraem astroturistas. Conheça dez desses locais:
1. Deserto do Saara
Estendendo-se por uma área de 9 milhões de quilômetros quadrados – ou 10% do continente africano –, o Saara é o maior deserto quente do mundo.
O clima extremo e o isolamento de seu interior em relação ao resto da civilização fazem com este seja um dos lugares com uma das vistas mais espetaculares de um céu estrelado em todo o planeta.
2. Namíbia
Image copyrightBROKER AlamyImage captionParque Nacional de Namib-Naukluft, no Deserto do Namibe
A Namíbia abriga uma bem-sucedida e crescente indústria de astroturismo. O clima extremamente seco do Deserto do Namibe e os céus absolutamente cristalinos do país são perfeitos para a observação de estrelas e planetas.
O deserto possui inúmeras "estações de telescópios". "A paisagem ali é ideal e é possível ter uma visão de 360 graus do horizonte", explica Tafreshi.
3. Rub al-Khali, Península Arábica
Image copyrightage fotostock AlamyImage captionVista do céu desde o deserto de Rub al-Khali, em Omã
O Rub al-Khali ("quarteirão vazio", em tradução literal), localizado no sudeste da Península Arábica, é um dos maiores desertos contíguos do mundo.
Cobrindo uma área de 650 mil quilômetros quadrados, tem a vantagem de não ter praticamente nenhum morador – como seu próprio nome sugere.
4. Deserto do Atacama, Chile
Image copyrightstuart thomson AlamyImage captionNo Chile, há vários observatórios, como o de San Pedro do Atacama
Céus limpos e claros se impõem sobre a maior parte do Deserto do Atacama, afirma Tafreshi.
Trata-se do deserto mais árido do mundo, localizado entre o Chile e partes do Peru, da Bolívia e da Argentina. Abriga vários observatórios astronômicos.
"O Atacama bate muitas outras localidades porque está em uma grande altitude e porque seus céus estão limpos por muitas noites ao ano", afirma Barentine.
5. La Palma, Ilhas Canárias, Espanha
Image copyrightSPLImage captionVia Láctea vista de La Palma, uma das ilhas Canárias, na Espanha
A ilha vulcânica de La Palma, parte do arquipélago das Canárias, é um destino popular entre astroturistas por causa de seu impressionante céu limpo.
Em 2002, a ilha foi designada uma Reserva da Biosfera da Unesco.
6. Himalaias, Nepal
Image copyrightVisal Chattopadhyay AlamyImage captionNascer da Lua entre os Himalaias, no Nepal
Para Tafreshi, os céus cristalinos dos vilarejos e das trilhas do Himalaias estão entre os mais belos do mundo.
A cordilheira localizada na Ásia é a mais alta do planeta e inclui o Monte Everest, o mais alto pico da Terra, com 8.850 metros de altitude.
7. Vulcões do Havaí, Estados Unidos
Image copyrightCurved Light USA AlamyImage captionAnoitecer no vulcão de Kilauea, no Havaí, e vista da Via Láctea
Os vulcões altos do arquipélago do Havaí abrigam vários observatórios famosos.
Os montes Mauna Kea e Mauna Loa, ambos com mais de 4 mil metros de altura, estão entre os mais apreciados para a observação de céus estrelados.
Image copyrightZUMA Press Inc. AlamyImage captionA Via Láctea observada desde uma torre de caixa d'água em Laverton, na Austrália
Fotografias por satélite da região oeste do Outback australiano (interior desértico do país) revelam a escuridão absoluta do local.
"Os vários parques nacionais dali estão entre os lugares favoritos para a observação de estrelas", diz Tafreshi. "E o céu do hemisfério Sul é ainda mais cativante que o do hemisfério Norte porque ali a Via Láctea surge em uma área bem central."
9. Alpes
Image copyrightGeorgP AlamyImage captionNa região do Tirol, na Áustria, o isolamento ajuda a observar céus como este
Segundo Tafreshi, o último reduto para se admirar um céu noturno natural na Europa Ocidental são os Alpes.
Isso porque as regiões mais altas dessas montanhas ainda têm sua natureza preservada e abrigam menos habitantes.
"Um dos meus pontos favoritos é a região do Tirol, na Áustria, onde é fácil ver a noite cristalina."
10. Wyoming, Estados Unidos
Image copyrightAlamyImage captionO Estado de Wyoming tem muitas reservas naturais e baixa densidade demográfica
"Há inúmeros lugares maravilhosamente escuros no oeste americano", afirma Barentine.
"Muitos deles são parques nacionais ou áreas naturais preservadas e protegidas. Esses lugares, aliás, são ótimos para observar autênticos céus estrelados por causa de sua grande distância das cidades e da falta de iluminação artificial", explica.
O Estado de Wyoming, com uma densidade demográfica baixa, abriga o Parque Nacional de Yellowstone, e é um dos preferidos de quem curte astronomia.
O universo não se resume a nossa Via-Láctea, e disso já estamos cansados de saber. Mas o que será que andam descobrindo a respeito de nossas vizinhas? E das mais distantes?
Uma coisa é certeza, somos meros grãos de areia em meio a um deserto, metaforicamente, se formos parar para pensarmos na grandeza que o universo é, e na gama de descobertas que o permeiam e que constatam ainda mais que esse tamanho e essa diversidade ainda estão cheios de mistérios.
Abaixo iremos contar pra vocês uma descoberta preocupante, pelo menos pros possíveis ETs que devem viver por lá sim. Quer saber? Então fique de olho que logo abaixo você vai entender. Confira:
Astrônomos da Universidade de Durham, localizada no Reino Unido, descobriram cinco buracos negros de tamanhos colossais no centro de galáxias distantes. Segundo os pesquisadores, essa nova descoberta, reforça a teoria de que existe a probabilidade de existir milhares de outros buracos semelhantes a esses no restante do universo.
Os buracos segundo a Sociedade Astronômica Real, considerados supermaciços, ou seja, são mais luminosos e mais ativos do que se imaginava, emitindo incidentemente uma grande quantidade de raio-x.
A descoberta só foi possibilitada pelo satélite NuSTAR, da Nasa, que basicamente é um telescópio espacial de raio-X com a funcionalidade voltada exatamente para buscar os buracos negros das demais galáxias. O satélite mirou em nove áreas de grande incidência de raio-x supermaciços, sendo então constatado em cinco dessas direções, a presença de buracos negros.
Estima-se que os buracos negros descobertos, sejam bem maiores, a nível de potencialidade em milhões de vezes, do que o nosso conhecido “sol” por exemplo, agora pense no baita estrago que esses meninos fariam se começarem a engolir essas galáxias do centro para fora?
Isso gera um efeito em cadeia já que os buracos negros se alimentam de qualquer tipo de massa, até mesmo da própria luz, aumentando seu tamanho progressivamente.
Já pensou?
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Para observar as mudanças no cérebro que podem ocorrer com os astronautas a caminho do Planeta Vermelho, pesquisadores expuseram ratos a partículas carregadas, como os encontrados em raios cósmicos galácticos. E, infelizmente, verificou-se que a exposição à radiação espacial pode colocar os astronautas em risco relacionado a problemas cognitivos, como a perda da capacidade de resolver problemas. O trabalho foi publicado na Science Advances desta semana.
Sem a magnetosfera protetora do Planeta Terra, partículas altamente energéticas carregadas de raios cósmicos galácticos – os restos das últimas explosões de supernovas -, sem dúvida, bombardearão e irão penetrar em qualquer nave espacial que estará indo para Marte. Para descobrir o que acontece com o cérebro durante uma viagem interplanetária, uma equipe liderada por Charles Limoli da Universidade da Califórnia, em Irvine , colocaram ratos no caminho de um único feixe de radiação de alta energia – totalmente ionizado a partir de oxigênio e titânio no Laboratório de Radiação Espacial da NASA no Brookhaven National Laboratory.
Este é um dos tipos mais perigosos de radiação espacial que você esperaria em uma viagem com mais de 860 dias. A equipe também colocou os ratos a uma dose de radiação que é equivalente a cerca de seis viagens.
O remanescente da supernova IC 443, também conhecida como a Nebulosa da Medusa. os remanescentes de supernovas produzem raios cósmicos / Foto NASA / DOE / Fermi LAT, NOAO / AURA / NSF, JPL-Caltech / UCLA
Os ratos foram geneticamente modificados para terem neurônios brilhantes. Assim, a equipe foi capaz de ver mudanças em seus cérebros. Seis semanas após a sua exposição à radiação, os ratos irradiados tiveram menos sinapses dendríticas – as ramificações que saem dos neurônios e transmitem os sinais eletroquímicos. As partículas carregadas quebraram as ramificações da direita. A perda foi previamente ligado à doença de Alzheimer.
Para ver como esta perturbação na cognição de transmissão de sinal foi afetado, a equipe realizou testes de aprendizagem e memória nos ratos no laboratório. Eles colocaram os roedores em uma caixa cheia de brinquedos, e, em seguida, depois de um tempo, os dois trocaram os brinquedos invertendo sua ordem. Em comparação com os ratos controlados, os ratos “dublês de astronautas” não eram tão curiosos em situações novas e inesperadas, ficando totalmente confusos.
Nos seres humanos, essas mudanças neurais podem prejudicar o raciocínio espacial e a capacidade de recordar informações. “Esta não é uma notícia positiva para os astronautas que estão treinando para uma missão de ida e volta para Marte pela NASA”, relata Limoli em um comunicado à imprensa .
No entanto, esta investigação não significa que as missões tripuladas para Marte serão impossíveis. O aumento da blindagem em naves espaciais e dos capacetes podem proteger o cérebro do astronauta, e Limoli e outros pesquisadores estão trabalhando em compostos de drogas que poderiam eliminar os radicais livres, a fim de proteger a neurotransmissão.
Para celebrar o Dia da Terra neste 22 de abril, a Nasa convocou os internautas a postarem fotos de seu lugar preferido no planeta. "Existem (até agora) 1.800 planetas conhecidos além de nosso Sistema Solar, mas, entre todos eles, não há nenhum lugar como a Terra", diz o texto da campanha da agência espacial americana.
O internauta pode postar fotos ou vídeos em redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram ou Vine com a hashtag #NoPlaceLikeHome (algo como "não há lugar como a nossa casa").
A Nasa também tem postado nas últimas duas semanas fotos da Terra feitas por satélites, espaçonaves e pelos cientistas em missões espaciais. "Enquanto a vista do espaço pode ser inspiradora, nossos satélites não veem o mundo como você vê, o que faz do seu canto da Terra um lugar especial, o que o torna a sua casa", publicou a Nasa.
Imagem publicada pelo astronauta Reid Wisemen, a bordo da Estação Espacial Internacional no dia 2 de setembro de 2014 (Foto: NASA/Reid Wiseman)
Consciência ambiental O Dia da Terra é um evento internacional que começou a ser comemorado em 1970 com o objetivo de chamar a atenção para campanhas de proteção ambiental. Atualmente, as ações relacionadas à data são lideradas pela organização "Earth Day Network"
A data também foi lembrada, nesta quarta-feira, pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon. "Hoje, neste Dia da Terra, peço que cada um de nós esteja atento aos impactos que nossas escolhas têm neste planeta, e o que esses impactos significam para futuras gerações."
Considerado no passado como um planeta, depois um asteroide e agora um planeta-anão com algumas características de lua, os cientistas ainda estão intrigados por Ceres - este corpo celeste que só agora começa a ser mais bem conhecido.
Novas observações dessa misteriosa bola de rocha e gelo - de 950 km de diâmetro, orbitando ao redor do Sol entre Marte e Júpiter - acrescentaram mais ingredientes ao enigma, informaram os pesquisadores nesta segunda-feira.
A sonda Dawn (Aurora), uma missão de US$ 473 milhões da agência espacial americana (Nasa) que desde 6 março orbita ao redor de Ceres, obteve informações adicionais sobre dois intrigantes pontos brilhantes na superfície do protoplaneta. Eles já especificaram que um é muito diferente do outro.
Enquanto o ponto 1 é muito mais frio do seu entorno imediato, o ponto 5 não é, informou a equipe de cientistas da Dawn presente em Viena, no marco da Assembleia Geral da União Europeia de Geociências, organização que reúne estudantes de ciências da Terra e do espaço.
"O que podemos dizer é que um dos pontos brilhantes parece comportar-se de maneira muito diferente. Isso é tudo o que podemos dizer agora", afirmou Federico Tosi, que estuda o Ceres a partir de dados enviados pela sonda.
Os pontos 1 e 5 fazem parte das dezenas de pontos brilhantes vistos em fotografias tiradas pela Dawn em que eles aparecem como luzes sobre uma superfície cinzenta.
Descoberto em 1801 pelo astrônomo siciliano Giuseppe Piazzi, Ceres se move no cinturão de asteroides a cerca de 9,9 bilhões de quilômetros do Sol, cumprindo uma órbita completa a cada 4,61 anos terrestres.
A equipe da sonda Dawn foi capaz de reunir imagens de Ceres tiradas com diferentes comprimentos de onda de luz, explicou Tosi à imprensa.
Uma das imagens que corresponde ao que o olho humano vê mostra Ceres como uma esfera "marrom escura" com dois pontos claramente visíveis.
No entanto, nas imagens térmicas, o ponto 1 é visto como uma mancha escura em uma esfera vermelha, indicando que "é mais frio do que o resto da superfície observada na mesma hora do dia de Ceres, sob as mesmas condições de iluminação Solar", disse Tosi.
A "grande surpresa", acrescentou ele, é que o ponto 5 desaparece na imagem térmica.
"O que é certo é que existem pontos brilhantes na superfície de Ceres, que pelo menos do ponto de vista térmico parecem se comportar de maneira diferente", acrescentou.
Teorias que explicam o que são esses pontos variam de seria gelo até "minerais hidratados", ou seja, a água que não está na forma de gelo puro, mas absorvida por minerais.
Menos crateras do que se esperava
Imagem da Nasa mostra superfície do planeta Ceres em março deste ano (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
A presença de gelo seria difícil de explicar porque Ceres está em uma área não muito longe o suficiente do Sol para permitir a formação de "gelo estável" na superfície, explicou Tosi, membro do Instituto Nacional de Astrofísica, em Roma.
Outro aspecto intrigante são as diferenças entre Ceres e seu vizinho Vesta, um asteroide estudado pela Dawn em 2011 e 2012. Vesta é brilhante e reflete grande parte da luz solar, enquanto Ceres é escuro.
A equipe também observou menos crateras na superfície de Ceres, diferentemente do que já havia sido encontrado em Vesta.
"Quando comparamos o tamanho das crateras de Ceres com as de Vesta, foi um número bem menor do que estávamos antecipando", contou Christopher Russell, principal cientista da missão Dawn.
Outras marcas presentes na superfície, no entanto, sugerem que Ceres "teve uma história violenta em matéria de colisão", segundo Martin Hoffman, do Instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar.
As coisas vão ficar mais claras nos próximos meses na medida em que a sonda Dawn - que durante semanas permaneceu lado escuro da Ceres - for se aproximando da superfície para observar sua composição e temperatura.
Os pesquisadores esperam que a missão, em seguida, forneça informações valiosas sobre a formação do nosso Sistema Solar, da qual Ceres parece ser, aparentemente, uma relíquia.