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sábado, 28 de novembro de 2015

Ministério da Saúde atesta relação do zika com microcefalia

Exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos

O Ministério da Saúde confirmou neste sábado (28) que existe relação entre o vírus zika e os casos de microcefalia na região Nordeste do país. Segundo nota divulgada pela pasta, exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos.

O resultado enviado pelo Instituto Evandro Chagas revelou, segundo o ministério, “uma situação inédita na pesquisa científica mundial”. O governo assegurou que vai dar continuidade às investigações para descobrir quais as formas de transmissão, como o vírus atua no organismo e qual período de maior vulnerabilidade para a gestante. “Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez”, complementou.

Nesta sexta-feira (27), o instituto de pesquisa notificou o governo sobre outros dois óbitos relacionados ao vírus zika. As análises indicaram que o vírus pode ter contribuído para agravar estes casos. “Esta foi a primeira ligação de morte relacionada ao vírus zika no mundo, o que demostra uma semelhança com a dengue”.

O primeiro caso confirmado foi o de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, no Maranhão, e o segundo é de uma menina de 16 anos, no Pará, que morreu no final de outubro, depois de relatar sintomas semelhantes ao de dengue, como dor de cabeça e náuseas.

Diante dessa declaração a expectativa é que sejam redobradas ações nacionais para combater o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya. “O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização”, alertou.

 Agência Brasil

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

As quatro armas secretas que Hitler construiu para a II Guerra Mundial

O ditador alemão, Adolf Hitler, procurou servir-se das mais avançadas inovações tecnológicas para combater o exército aliado. O blogue Business Insider deu a conhecer quatro armas secretas construídas por Hitler, com vista à vitória na II Guerra Mundial. Nem todas foram usadas, mas as quatro eram armas inovadoras, de que até agora ainda pouco se sabia.
Duas delas eram aviões mais avançados que a maioria dos que vinham sendo utilizados à data. Um deles foi o bombardeiro Horton Ho 229, que se afirma ter sido o primeiro avião, detido por um exército, a conseguir fugir à deteção dos radares. Porém, os problemas técnicos que regularmente tinha levaram a que não chegasse a ser usado em combate.
O outro foi um avião chamado Messerschmitt Me 183 Komet. Este pulverizou todos os recordes de velocidade aérea da altura: podia voar a mais de mil quilómetros por hora, uma velocidade muito superior à dos aviões americanos dessa época, que atingiam, no máximo, os 710 quilómetros/hora. Porém, foi essa mesma velocidade a tornar o avião um veículo difícil de ser comandado em pleno combate.
Nas invenções que os alemães fabricaram propositadamente para utilizar a II Guerra contam-se ainda uma mina dirigida por controlo remoto, chamada Goliath, capaz de conter até 100 quilos de explosivos – só para os combates foram fabricadas mais de cinco mil unidades.
E uma bomba que, sendo dirigida por rádio, podia ser lançada a mais de 20 mil metros de altura, chamada Fritz-X. Porém, o peso excessivo da Fritz-X (que pesava mais de 1500 quilos) fez com que na altura se fabricassem poucas unidades, já que eram poucos os aviões com capacidade para as transportar.
Se nem todas estas armas, até agora pouco conhecidas do grande público, foram importantes para o desenrolar dos combates, elas não deixam de ser mais um exemplo da forma como o ditador alemão se pretendia servir das mais recentes inovações tecnológicas para alcançar a vitória na II Guerra Mundial.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Novo vírus gigante é descoberto no solo gelado da Sibéria

Ele foi batizado "Mollivirus sibericum" porque ele é todo mole e foi encontrado na Sibéria. é um novo tipo de vírus gigante, com mais de 30.000 anos, encontrado nos solos gelados em permanência nesta região do mundo e que os pesquisadores foram capazes de acordar.
Esta descoberta feita por uma equipe franco-russa mostra que os vírus gigantes "não são incomuns e são muito diversificados", disse à AFP Jean-Michel Claverie, um dos coordenadores do estudo sobre este novo vírus publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (PNAS).
Com o Mollivirus, vai para quatro o número de famílias de vírus gigantes identificados desde 2003, incluindo dois já encontrados no permafrost, disse Claverie, professor de medicina na Universidade de Aix- Marseille e diretor do Laboratório de Genômica e informações estruturais de Marselha.
Segundo ele, isso deve levantar questões sobre o risco potencial que alguns desses vírus gigantes têm de acordar um dia, caso o ser humano comece a agitar porões muito profundas do Ártico em busca de minerais valiosos ou óleo.
Os vírus gigantes, que têm um diâmetro maior do que 0,5 mícron (0,5 milésimo de um milímetro) são facilmente visíveis com um microscópio óptico simples, ao contrário dos outros vírus. Eles podem ser facilmente confundidos com bactérias.
Os investigadores ressuscitam o vírus em laboratório usando amebas (organismos unicelulares) como as células hospedeiras. Eles verificam antes que não são patogênicos para o homem ou um rato.
No ano passado, a equipe, que também inclui Chantal Abergel do CNRS, já havia conseguido reavivar um outro tipo de vírus gigante mantido na mesma amostra de permafrost e o batizou de Pithovirus.
O mundo científico, que durante muito tempo pensou que os vírus eram necessariamente muito pequenos e compostos apenas por um punhado de genes, descobriu em 2003 com surpresa os primeiros vírus gigantes, com mais de mil genes que receberam o nome de "Mimivírus" (família de megavírus).
Uma outra família de vírus gigantes, os Pandoravírus, com 2.500 genes, foi descrita na revista Science em 2013.
- "Precauções" a tomar -
O "Mollivirus sibericum", descoberto no permafrost recolhido por equipes russas no extremo nordeste siberiano, possui mais de 500 genes. Ele parece um escudo de 0,6 mícrons de comprimento.
Para se multiplicar, ele precisa do núcleo da célula-hóspede, o que não acontece com o Mimivírus ou o Pithovírus, que se contentam apenas com o citoplasma da célula.
A análise do DNA contido na amostra de pergelisol permitiu confirmar a presença do genoma intacto do Mollivírus, embora numa concentração extremamente fraca.
"Algumas partículas virais ainda infectadas podem ser suficientes, na presença do hospedeiro sensível, ao ressurgimento de vírus potencialmente patogênicos nas regiões árticas cada vez mais exploradas por seus recursos minerais e petrolíferos, cuja acessibilidade e exploração industrial são facilitadas pelas mudanças climáticas", explicou o CNRS em comunicado.
O aquecimento global libera cada vez mais gelo polar no mar, o que permite chegar à Sibéria oriental e do norte por caminhos marítimos que não existiam antes.
"Se não tomarmos cuidado e industrializarmos estes lugares sem tomarmos precauções, corremos o risco de acordar um vírus como o da varíola, que pensávamos ter erradicado", ressaltou Claverie.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Quer melhorar sua memória? Então comece a pensar mais em sexo

O sexo é uma condição extremamente natural ao ser humano, e igualmente natural é pensar sobre o assunto, ainda que isso possa ser encarado como um tabu por muitas pessoas. Se você está entre os que se sentem culpados pelos pensamentos mais apimentados, saiba que eles podem fazer bem à sua memória.
A relação entre uma coisa e outra foi elaborada por Ed Cooke, especialista em questões de memória e autor do livro “Remember, Remember: Learn the Stuff you Thought you Never Could”, que dá dicas de aprendizagem e memorização.
De acordo com o autor, a dica para se lembrar de uma informação importante é simplesmente pensar em situações sexualmente estimulantes. Segundo Cooke, relacionar uma fantasia sexual com alguma informação banal facilita o processo de memorização.

Mentalizando

A explicação para isso é o fato de que pensamentos sexuais tendem a ser carregados emocionalmente e, consequentemente, são memoráveis. “Nudez, coisas consideradas tabus, pessoas extremamente atraentes, coisas que nos intrigam: elas vão chamar sua atenção no mundo, e memórias que têm esses elementos vão ficar guardadas”, explicou o especialista.
A ideia é usar a carga emocional evocada por determinados pensamentos e imagens, de modo que você consiga se lembrar de uma informação importante que, sem esse peso emocional, seria esquecida facilmente. E se você está achando essa lógica estranha, saiba que essa não é apenas uma teoria defendida por Cooke.
De acordo com o pesquisador Dr. James McGaugh, diretor do Centro de Neurobiologia de Aprendizado e Memória da Universidade da Califórnia, apenas um pouquinho de excitação emocional é suficiente para que nos lembremos de alguma informação. E aí, é ou não é uma bela maneira de manter a memória em dia?

domingo, 18 de janeiro de 2015

Sedentarismo mata duas vezes mais que a obesidade, diz pesquisa

Um estudo realizado na Universidade de Cambridge acaba de colocar em atenção todos aqueles que não praticam nenhum tipo de exercício físico.

Publicado no American Journal of Clinical Nutrition, a pesquisa concluir que a falta de exercício pode estar matando o dobro de pessoas se comparada à obesidade.

O estudo, que durou 12 anos e incluiu mais de 300 mil pessoas na Europa, registrou cerca de 676 mil mortes por ano por inatividade, contra 337 mil por conta de excesso de peso.

reprodução

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sexo casual pode causar depressão e ansiedade, diz estudo

Uma pesquisa mostrou que o sexo casual, com vários parceiros ou parceiras diferentes, pode trazer riscos para a saúde mental. Além dos perigos tradicionais, como o risco de se contrair uma doença sexualmente transmissível, o sexo casual também pode causar depressão e ansiedade.

O estudo foi feito com estudantes heterossexuais, adultos e universitários, com idades entre 18 e 25 anos, de 30 instituições de ensino dos Estados Unidos. A pesquisa sobre comportamentos de risco mostrou uma conexão entre o sexo casual e o ajustamento psicológico desses jovens.

A maior proporção de homens (18,6%), em comparação com as mulheres (7,4%), relataram ter tido relações sexuais ocasionais. Nesse contexto, os pesquisadores indicaram que o sexo casual foi negativamente associado com bem-estar e positivamente associado com a aflição psicológica.

Para os estudantes universitários adultos, a prática de sexo casual poderia elevar o risco de resultados psicológicos negativos. Nesse aspecto, o conceito de "sexo casual" foi relacionado a experiências sexuais fora de um relacionamento sério.

Embora os encontros sexuais casuais estejam associados com aumento do risco de consequências negativas para a saúde física, como a infecção sexualmente transmissível ou o HIV, existiam também evidências negativas dessa prática sobre os resultados socioemocionais.

Segundo a pesquisa, os níveis de auto-estima foram significativamente menores entre os estudantes universitários que relataram envolvimento em uma experiência sexual com um estranho. Assim, os resultados da intimidade física casual mostrou sequelas emocionais que poderiam ser definitivas.

O estudo também apontou que, em geral, as mulheres têm atitudes mais negativas em relação ao sexo casual do que os homens. Comparadas aos homens, as mulheres relatam mais sentimentos de culpa e arrependimento, e menos prazer no ato sexual quando se envolvem com estranhos.



Fonte: Tandfonline.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Maioria dos tipos de câncer começa por acaso, afirma pesquisa americana

Um estudo de cientistas americanos ganhou destaque, nesta sexta-feira (2), no mundo todo.
Os pesquisadores dizem que a causa da maioria dos tipos de câncer começa por acaso, e independe do estilo de vida das pessoas.
Os genes que a gente herdou e os hábitos durante a vida. Esses dois fatores não são suficientes para responder à pergunta: o que leva uma pessoa a ter câncer?
Um estudo da Universidade Johns Hopkings, nos Estados Unidos, publicado nesta sexta-feira (2) na prestigiada revista científica Science, diz que dois terços dos casos de câncer são resultado de uma loteria no processo de divisão das células-tronco.
Os cientistas explicam que elas estão em constante renovação no nosso corpo. E quanto mais se dividem, maior o risco de ocorrer uma mutação, um defeito genético aleatório que leva à doença.
Depois de cruzar o número de divisões das células com o risco da população desenvolver câncer em 31 órgãos diferentes, os pesquisadores concluíram: na maioria das vezes, é pura falta de sorte. Como nos casos de câncer nos ossos, no esôfago, no pâncreas e alguns tipos de leucemia, que é o câncer do sangue e da medula óssea.
Saber que nem sempre é possível prevenir o câncer pode ajudar a diminuir o sofrimento de muitos pacientes que se sentem culpados pela doença. Mas os cientistas lembram que muitos tipos de câncer estão sim associados a maus hábitos, e que é preciso evitá-los.
Beber muito, ficar muito tempo exposto ao sol e fumar aumentam os riscos de desenvolver câncer de colo e do reto, de pele, e de pulmão. Um em cada cinco casos de câncer de pulmão é provocado pelo cigarro. O câncer pode ser determinado por um jogo de dados nas nossas células mas quem leva a vida de forma saudável tem um risco menor.
Edward Benz, presidente do centro de câncer da Universidade de Harvard, diz que a pesquisa tem resultados interessantes, mas que precisam ser comprovados em populações específicas.
“O lado bom do estudo é reforçar a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura, e da prevenção. Ninguém deve abrir mão de levar uma vida saudável”, diz.
Uma mensagem que a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica reforça. “Você não está isento de ter uma doença como o câncer, porque para ter uma doença como essa basta você estar vivo e ter células. Agora, em nenhuma circunstância, ‘eu corro todo dia, tenho uma alimentação saudável. Nada disso adianta?’. Claro que adianta. Estilo de vida também contribui para essa situação”, afirma Evanius Garcia Wiermann, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Dente de leite pode ajudar no tratamento do Alzheimer



A polpa do dente de leite possui células-tronco que, quando retiradas para pesquisa, podem melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que sofrem de doenças degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.  O estudo e a utilização desse material podem, ainda, prolongar a vida de doentes terminais. 

“A polpa do dente de leite possui uma grande concentração celular além de ser mais fácil de conseguir, uma vez que os dentes de leite caem naturalmente de todas as crianças”, diz Márcia Marques, responsável pelo Laboratório de Pesquisa Básica do Departamento de Dentística da FOUSP. Outra vantagem dessas células é que elas são mais jovens e proliferativas, ou seja, crescem mais rápido e conseguem se transformar em vários tipos de outras células, que funcionam como reparadoras de tecidos, como o muscular e o nervoso. 

Mas os dentes permanentes também também têm sua utilidade. “Aqui no laboratório usamos para pesquisas os dois tipos de dentes. O problema com os dentes permanentes é que, algumas vezes, no decorrer de sua vida, eles passaram por lesões ou inflamações e, quando isso acontece, a qualidade de suas células já não é mais tão boa”, diz a especialista. 

Como fazer a coleta

Segundo Márcia, o ideal é que a extração do dente de leite seja acompanhada por um profissional. “Nós que já trabalhamos com isso estamos mais aptos a fazer essa coleta que não é tão simples, pois, depois de extraído, o dente deve ser bem limpo e armazenado corretamente. O cuidado deve ser tanto que às vezes até em laboratório pode não dar certo e aí acabarmos perdendo o material”, diz a especialista. 

Márcia explica que a pressa e a urgência para armazenar o dente da forma certa ocorre porque os pesquisadores precisam das células vivas. “Quando o dente está na boca, ele possui um tecido vivo que estava sendo mantido por causa da circulação de sangue. Uma vez que ele cai, essa circulação cessa e ele tende a morrer. Por isso é tão necessário que esse armazenamento seja feito da maneira correta e rápido para que se mantenha vivo esse tecido até que a gente consiga congelá-lo ou utilizá-lo”, diz a especialista. 


Se essa extração não puder ser feita no consultório, Márcia recomenda que, assim que o dente cair, os pais o armazene em um pote com soro fisiológico, saliva ou leite e corra para o consultório. “É fundamental que o dente permaneça o tempo todo umedecido”, diz Márcia. 

domingo, 27 de julho de 2014

Os bebês treinam mentalmente a fala meses antes de começarem a falar



Sabe-se que, até mais ou menos aos oito meses de idade, os bebés prestam igualmente atenção aos sons de todas as línguas que ouvem. Mas, por volta dos 12 meses, passam a reconhecer claramente a sua língua materna – ou seja, aquela que é, normalmente, a mais falada à sua volta – em detrimento de qualquer outra. Ainda não se sabe bem como é que esta transição da percepção da fala se opera, mas agora uma equipa de cientistas nos Estados Unidos descobriu o que consideram ser uma base biológica dessa radical transformação.

Segundo eles, mesmo quando os bebés ainda são incapazes de articular qualquer palavra, o seu cérebro já está a tentar imitar, mentalmente, os sons que eles ouvem. E assim fazendo, está a construir, em silêncio, as bases neuronais motoras que irão possibilitar a locução pelo bebé, a partir do segundo ano de vida, das palavras da sua língua mãe. Os resultados foram publicados na edição desta semana da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O que Patricia Kuhl, da Universidade de Washington (em Seattle), e colegas essencialmente mostraram é que as palavras que os bebés com sete meses de idade ouvem à sua volta estimulam as áreas motoras do cérebro que estão encarregadas de coordenar e planificar os movimentos que irão permitir, uns meses depois, a articulação efectiva da fala.

Os cientistas analisaram a actividade cerebral de 57 bebés, respectivamente com sete meses e 11 a 12 meses de idade. Para isso, sentaram-nos debaixo de um aparelho parecido “com um secador de cabelo à moda antiga” – mas que é de facto um capacete high-tech que mede a actividade cerebral através de uma técnica não invasiva dita de magnetoencefalografia, totalmente inócua para os bebés, lê-se no mesmo documento. Os bebés ouviam sílabas derivadas do inglês ou do espanhol, como “da” e “ta”, enquanto os cientistas registavam a resposta do cérebro dos bebés a esses sons.

Mais precisamente, a equipa registou uma activação neuronal numa área auditiva do córtex chamada "giro temporal superior" bem como em duas outras áreas – a área de Broca e o cerebelo – que se sabe serem responsáveis pela planificação dos movimentos necessários para articular as palavras. E constataram que, aos sete meses, todas essas áreas se activavam com igual intensidade fosse qual fosse a língua que os bebés ouviam.

“A maioria dos bebés de sete meses consegue palrar, mas apenas irá pronunciar as primeiras palavras a seguir ao primeiro aniversário”, diz Kuhl, citada em comunicado da sua universidade. “O facto de termos detectado uma activação cerebral em áreas cerebrais motoras numa altura em que os bebés estão simplesmente a ouvir os outros a falar é significativo, porque quer dizer que o cérebro do bebé tenta, logo de início, responder verbalmente. E também sugere que o cérebro dos bebés de sete meses já está a tentar descobrir os movimentos certos para produzir palavras.”

Já nos bebés com 11-12 meses, esse padrão de activação alterava-se: as áreas auditivas passavam a responder mais fortemente à língua materna do que à língua estrangeira, enquanto as áreas motoras passavam a responder mais fortemente à língua estrangeira do que à língua materna. Para os cientistas, isso não só confirma que, nesta fase do seu desenvolvimento, os bebés já adquiriram uma experiência auditiva suficiente para distinguirem a língua materna das outras, como também sugere que já é preciso um maior esforço por parte das suas áreas cerebrais motoras para descobrirem como articular os sons da língua estrangeira do que para articular as palavras da sua própria língua. A transição da percepção da fala apanhada ao vivo e em directo, por assim dizer.

“A experiência da língua [ouvida durante os primeiros meses de vida] serviria assim para reforçar o conhecimento da língua nativa, tanto perceptual como motor. Ao fim do primeiro ano, (…) tornar-se-ia portanto mais difícil e menos eficiente gerar modelos [motores] internos para uma língua estrangeira”, escrevem os cientistas.

Os resultados têm várias implicações sociais, segundo os autores. Por um lado, mostram que é preciso falar “a sério” com os bebés, mesmo sabendo que não percebem o que estamos a dizer-lhes, porque esse é precisamente o “catalisador” da sua aprendizagem da língua, a chave que lhes vai permitir gerar os tais “modelos cerebrais internos” para mais tarde conseguirem falar essa língua.

Por outro, sugerem que a forma como os pais costumam falar com os seus filhos recém-nascidos, articulando muito bem e esticando as vogais de forma exagerada (“oooohhh, meu liiiindoooo bebéééééé”) – e que nada tem a ver com dizer palavras que não fazem sentido – poderá ajudar os bebés na construção desses modelos motores cerebrais logo nos primeiros meses de vida. “Essa forma de falar dos pais é muito exagerada e é possível que, quando os bebés a ouvem, o seu cérebro consiga modelar mais facilmente os movimentos necessários à fala”, diz Kuhl.

sábado, 26 de julho de 2014

Comer frutas e vegetais não faz emagrecer, diz estudo

Consenso que frutas e vegetais fazem bem para a saúde, mas um novo estudo mostra que o simples fato de consumí-los não causa grandes efeitos quando o assunto é emagrecimento. Com informações do site do jornal britânico Daily Mail.

De acordo com a pesquisa, publicada no American Journal of Clinic Nutrition, comer mais alimentos frescos não conduz necessariamente à perda de peso, especialmente se eles não substituírem alimentos calóricos. Os especialistas afirmam que o hábito de consumir mais frutas e vegetais deve vir acompanhado de outras mudanças no estilo de vida, como mais atividade física, para surtir algum efeito no peso.

Para chegar a estas conclusões, pesquisadores da University of Alabama, em Birmingham, analisaram estudos anteriores envolvendo o consumo de frutas e vegetais e o ganho de peso. Enquanto alguns confirmaram os benefícios à saúde das cinco porções diárias, não houve evidências suficientes para provar que isso possa promover a eliminação de quilos. 

Kathryn Kaiser, uma das pesquisadoras, disse ao NY Daily News que a recomendação sobre frutas e verduras muitas vezes é mal interpretada. “Em um contexto geral de uma dieta saudável, a redução de energia é um caminho, então para reduzir o peso você precisa reduzir a ingestão calórica”, apontou.

Ela acrescentou que as pessoas acreditam que o consumo de alimentos com muita fibra irá substituir as opções menos saudáveis. “Mas nossos resultados mostram que o efeito parece não estar presente entre as pessoas simplesmente instruídas a aumentar a ingestão de frutas e legumes”, finaliza. 

Circuncisão masculina pode reduzir risco de HIV em mulheres

Pesquisas anteriores já apontavam que a circuncisão masculina diminui o risco dos homens contraírem o HIV. No entanto, um novo estudo constatou que a medida pode beneficiar também as mulheres, ainda que indiretamente, pela mesma razão. A conclusão foi apresentada na 20ª Conferência Internacional sobre Aids, em Melbourne, na Austrália. Os dados são da agência AFP. 

A razão para que a circuncisão masculina diminua as chances da infecção por HIV é que, durante o procedimento, são removidas as células do prepúcio, que são particularmente vulneráveis à penetração do vírus. Três ensaios, realizados na África do Sul, Quênia e Uganda, mostraram que os riscos de contrair Aids diminui entre 50% e 60% entre os homens. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda a prática em 14 países subsaarianos, que lutam contra as altas taxas de HIV. 

Para avaliar os impactos na saúde feminina, cientistas contaram com a participação de 2.452 mulheres, com idade entre 15 e 29 anos, que vivem em Orange Farm, na África do Sul, onde o primeiro dos ensaios com homens foi realizado em 2002. O sangue delas foi analisado em 2007, 2010 e 2012, e todas responderam questões sobre comportamento sexual.

Durante este período, a prevalência da circuncisão entre os homens na comunidade aumentou de 12% para 53%. Mais de 30% das voluntárias relataram ter relações sexuais só com parceiros circuncidados e elas mostraram risco 15% inferior de serem infectadas em comparação com as que também tiveram parceiros não-circuncidados.

“A redução do risco é pequena, mas é um começo”, disse o investigador Kevin Jean, da Agência Nacional da França para Pesquisa da Aids. Futuros trabalhos pretendem mostrar se essa proteção melhora ao longo do tempo à medida que mais homens da comunidade se tornarem circuncidados. Outra boa notícia é que, a partir das perguntas sobre comportamento sexual, os cientistas descobriram que os homens não eram suscetíveis a se envolverem em relações sexuais desprotegidas após a circuncisão. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Videogame pode melhorar atenção, aprendizado e coordenação motora

O videogame está presente na vida de crianças e adultos e, apesar de parecer uma simples atividade de entretenimento, pode também trazer benefícios para a saúde.

Antigamente, os jogos eram limitados e exigiam menos dos jogadores; porém, com o passar do tempo, eles foram se aperfeiçoando e hoje exigem habilidade, movimentos maiores e harmonia corporal, como explicaram o médico do esporte Gustavo Magliocca e a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta sexta-feira (11).

Por isso, atualmente, o videogame pode melhorar a coordenação motora, o aprendizado e a atenção de quem joga. Além disso, existem ainda jogos que permitem que a pessoa dance ou faça exercícios físicos - nesse caso, a atividade proposta pelo jogo faz a pessoa mexer todo o corpo e gastar calorias de uma maneira divertida.

No caso da coordenação motora, o médico do esporte Gustavo Magliocca explica que os jogos de antigamente desenvolviam apenas os membros superiores, mas como agora o videogame já exige movimentos do corpo todo, desenvolve também a coordenação geral. Além de melhorar a atenção, os especialistas explicaram também que jogar pode aumentar os reflexos, melhorar a memória e até o equilíbrio.

Em algumas escolas, inclusive, o videogame é usado como uma ferramenta de aprendizado. Porém, até mesmo em casa é possível aprender jogando, como foi o caso do professor de inglês e tradutor Bruno Beltran Seixas, mostrado na reportagem da Natália Ariede (veja no vídeo ao lado).
Viciado em videogame, ele percebeu que aprendeu inglês por causa dos jogos e começou a se interessar mais pelo idioma até começar a dar aulas, onde também usa os jogos com os alunos. Segundo a pediatra Ana Escobar, o videogame facilita o aprendizado porque envolve motivação e competição.

Há ainda a possibilidade de usar os jogos na reabilitação terapêutica - na prática, o jogo faz com que o paciente que sofreu um trauma, AVC ou parada cardíaca, por exemplo, melhore seu desempenho e tenha resultados maiores em curto prazo, como mostrou a reportagem da Natália Ariede (confira no vídeo ao lado).

De acordo com o médico do esporte Gustavo Magliocca, isso acontece porque participar do jogo provoca uma descarga de adrenalina, os músculos ficam ativos e o paciente consegue suportar melhor a dor e chegar mais perto do seu limite. Se ele vence no jogo, por exemplo, entra a ação da serotonina, hormônio que promove a sensação de bem-estar e prazer, o que pode ajudar na recuperação e tratamento.

Apesar de todos esses benefícios, vale lembrar que jogar videogame o dia inteiro não é o ideal. De acordo com a pediatra Ana Escobar, dosar o tempo é importante - a recomendação, para evitar que vire um vício, é jogar duas horas por dia.

É preciso ainda tomar alguns cuidados na hora de jogar, como por exemplo, deixar a tela da televisão um pouco afastada para não afetar os olhos. Pessoas com histórico de epilepsia ou que sintam tontura ao jogar também devem tomar cuidado e, se for o caso, suspender os jogos por um tempo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Gel que reduz em 85% o contágio de HIV é apresentado por pesquisadores

Pesquisadores espanhois conseguiram desenvolver um gel que pode evitar o contágio do HIV por meio de relações sexuais. O produto pode ser aplicado na vagina ou no reto.

O medicamento ainda está em fase pré-clínica, mas nos experimentos com ratos, a eficácia foi de 85%, informou Ángeles Muñoz, chefe de seção do laboratório de Inmubobiologia Molecular do Hospital Gregorio Marañón. 

Ainda foi informado que, em testes in vitro, a combinação do gel com remédios antirretrovirais gerou sucesso de 100% à experiência. 

Os responsáveis pela pesquisa disseram que o remédio deve chegar ao mercado entre três e cinco anos. Ainda é necessário encontrar uma instituição que possa custear os testes em humanos, para que a eficácia do experimento realizado em animais seja confirmada. 

Ángele Muñoz disse que o produto tem eficácia de 18 a 24 horas, ou seja, nesse período, a relação sexual não apresentaria riscos de contágio. A aplicação do gel precisaria ser feita de 4 a 8 horas antes do ato sexual. 

A pesquisadora ressalta que o gel não funciona como contraceptivo, portanto, os homens que utilizarem o produto poderão procriar: "A molécula que utilizamos não altera a fertilidade dos espermatozoides", disse ela em coletiva de imprensa para apresentação do produto. 

Com informações do jornal 'O Globo'. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mutação que causa câncer de fígado é descoberta

Câncer

Barcelona - Um grupo de pesquisadores espanhóis comandado por Nabeel Bardesy, da Universidade de Harvard, descobriu uma mutação genética que provoca a progressão do colangiocarcinoma, um tipo de câncer hepático que apresenta um mau prognóstico.

Através da pesquisa foi identificada uma mutação na enzima IDH que ocorre nas células-mãe do fígado e que provoca a progressão do câncer hepático conhecido como colangiocarcinoma intra-hepático.

Ao bloquear a enzima IDH, se poderá frear a progressão da doença, que representa 10% dos cânceres de fígado (ao redor de 70.000 casos por ano em nível mundial).

É um tipo de tumor difícil de ser detectado em fases iniciais e por isso apenas 30% dos pacientes podem ser operados. Além disso, não existe nenhum tratamento molecular para esta doença.

A empresa biotecnológica Agios Pharmaceuticals colaborou na pesquisa e desenvolveu um fármaco para bloquear de maneira seletiva a forma mutada de IDH e poder combater o avanço do tumor.

Pesquisador desenvolve vírus da gripe capaz de exterminar a humanidade.

De acordo com o The Independent, Yoshiro Kawaoka, um pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, desenvolveu uma nova cepa do vírus da gripe capaz de passar completamente despercebida pelo sistema imunológico dos seres humanos. Baseado no H1N1, que matou cerca de meio milhão de pessoas há poucos anos, o novo vírus poderia potencialmente aniquilar a população do planeta.
Segundo Kawaoka — que realizou os trabalhos em um laboratório classificado com um modesto “nível 2” de biossegurança —, a nova cepa foi desenvolvida durante uma pesquisa na qual o cientista pretendia converter o H1N1 até seu estado pré-pandêmico. A intenção era analisar e monitorar as mutações sofridas pelo vírus e, então, depois de entender os processos genéticos envolvidos, trabalhar na criação de melhores vacinas.

Cientista maluco?


O pesquisador foi selecionando mutações específicas do H1H1 capazes de escapar da ação neutralizadora dos anticorpos do sistema imunológico, repetindo esse processo até conseguir criar um vírus contra o qual os seres humanos são completamente indefesos. Atualmente, a maioria das pessoas desenvolveu certo grau de imunidade contra o H1N1, o terrível agente que provocou a morte de milhares de doentes em 2009.
Isso significa que hoje a gripe provocada pelo H1N1 já pode ser tratada como uma doença menos perigosa. No entanto, apesar de o objetivo da pesquisa ser o desenvolvimento de melhores vacinas, depois da divulgação da notícia sobre e estudo realizado por Kawaoka, alguns cientistas conscientes das suas implicações estão aterrorizados.
Segundo o The Independent, a preocupação está no fato de Kawaoka ter recebido permissão para remover a única defesa que temos contra um vírus que já demonstrou sua capacidade de provocar pandemias mortais. Os detalhes sobre a pesquisa ainda não foram divulgados, mas o cientista informou que os estudos já foram finalizados e estão prontos para serem enviados para aprovação e posterior publicação em um periódico científico.

Brincando com o perigo


Aliás, esta não é a primeira vez que Kawaoka choca a comunidade científica com seus estudos. Em trabalhos anteriores, o pesquisador tentou recriar o vírus de 1918 que provocou a Gripe Espanhola — que infectou meio milhão de pessoas e matou um número estimado entre 50 e 100 milhões — e trabalhou em um projeto para aumentar a transmissibilidade de uma cepa altamente mortal da gripe aviária.
Desta vez, Kawaoka basicamente utilizou um vírus capaz de provocar pandemias e o tornou resistente a qualquer tipo de vacina. Portanto, se os trabalhos anteriores do cientista eram perigosos, a pesquisa atual vem sendo considerada pela comunidade científica com maluca. Isso sem falar que o estudo foi conduzido em um laboratório cujo nível de biossegurança não é o mais alto.
A Universidade de Wisconsin-Madison garantiu que o risco de que o vírus escape acidentalmente é extremamente baixo, mas integrantes do comitê de biossegurança da instituição já demonstraram preocupação, visto que quando a pesquisa de Kawaoka foi aprovada, os membros supostamente não teriam sido informados sobre alguns detalhes importantes do estudo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Cientistas descobrem diagnóstico precoce e simples para Alzheimer

O Mal de Alzheimer poderá ser, a partir de agora, diagnosticado de forma precoce e confiável, graças a novos marcadores biológicos, segundo um estudo feito por um grupo internacional de neurologistas. O estudo foi publicado na revista britânica "The Lancet Neurology".
Após nove anos de trabalho, os cientistas definiram e validaram novos critérios para diagnosticar esta doença neurodegenerativa em plena expansão. O Alzheimer afeta 40 milhões de pessoas no mundo e previsões indicam que em 2050 o número de doentes terá triplicado.
A doença começa geralmente com transtornos de memória, seguidos de problemas de orientação espacial e temporal, transtornos de comportamento e perda de autonomia. Mas esses sintomas não são específicos do Alzheimer apenas e a doença "não podia ser diagnosticada até agora de forma segura em um estágio precoce", explicou o professor Dubois.
Era necessário, geralmente, esperar que a doença evoluísse para a demência ou que o doente morresse para poder examinar as lesões que ele tinha no cérebro. Após analisar os estudos publicados sobre o tema, os cientistas chegaram a um consenso de diagnóstico do Alzheimer, com dois perfis clínicos específicos.
Os casos típicos (80% a 85% dos casos) se caracterizam por problemas de memória episódica de longo prazo (lembrança voluntária de fatos), enquanto nos casos atípicos (15% a 20% dos casos) são encontrados transtornos da memória verbal ou de comportamento.
Punção lombar é marcador biológico
Cada um desses perfis, segundo os cientistas, deve ser confirmado por pelo menos um marcador biológico. Trata-se de uma punção lombar que mostra o nível anormal de proteínas cerebrais no líquido cefalorraquidiano ou de uma tomografia por emissão de pósitrons (TEP) do cérebro, um exame de imagem que permite visualizar a atividade dos tecidos.
Embora por enquanto não haja tratamento eficaz contra o Alzheimer, a detecção confiável e precoce deve facilitar a pesquisa, afirmou Dubois.
Esses trabalhos permitiriam aos pesquisadores se dar conta de que muitos diagnósticos estabelecidos segundo os antigos critérios estavam errados, entre eles 36% dos falsos doentes de Alzheimer incluídos em um teste terapêutico anterior.
Fora da pesquisa, o uso de marcadores biológicos se limita atualmente a pacientes jovens ou a casos difíceis, pois a técnica é cara e invasiva.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Consumo excessivo de bebidas energéticas pode causar alterações cardíacas

As discussões entorno do consumo excessivos de bebidas energéticas crescem a cada dia. Em 2013, um relatório americano apontou aumento no número de atendimentos nos prontos-socorros a jovens com complicações ligadas á ingestão exagerada de bebidas energéticas. De acordo com o material, o número de casos dobrou entre 2007 e 2011, principalmente entre jovens de 18 e 25 anos.

Segundo o cardiologista Fernando Augusto Alves da Costa, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, as bebidas energéticas são compostas por substâncias com poder de excitação cardíaca, como cafeína, taurina e ginseng e, quando aliadas às bebidas alcoólicas, a mistura pode se tornar uma bomba relógio. “Quando misturadas, a bebida eleva a frequência do coração, podendo causar irritação no coração, seguido de arritmia cardíaca”, explica o especialista.

Para quem é pré-disposto a doenças cardíacas, o cuidado com os energéticos precisam ser redobrados, já que aliada à ansiedade e altas taxas de estresse, a mistura com o álcool pode ser fatal. Segundo especialistas, a cafeína é uma das substancias mais prejudiciais do energético, seguido de outros ingredientes da bebida. Estima-se que uma lata de energético equivale a três xícaras de café.

Como algumas complicações cardíacas, em muitos casos, não apresentam sintomas e não possuem diagnóstico simples, é muito importante que a população tenha consciência da gravidade da ingestão de bebidas alcoólicas com energéticos. Mas enquanto as pessoas não desenvolvem essa cultura, o cardiologista alerta: “os lugares que vendem esse tipo de bebida e têm grande concentração de pessoas precisam estar preparados para atender vítimas da ingestão indevida da mistura, pois o primeiro atendimento é primordial para reverter o quadro”. 

Fumantes apresentam mais distúrbios do sono, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina Charité Berlin, da Alemanha, mostrou que os fumantes têm mais distúrbios do sono e dormem menos do que os não fumantes. A pesquisa foi feita com cerca de 1.100 usuários de cigarro. Desses, 17% dormiam menos de seis horas e 28% manifestavam dificuldades neste período. Os dados foram comparados ao padrão de sono de 1.200 não fumantes. Nesse grupo foram registrados, respectivamente, 7% e 19% para os mesmos quesitos.

A cada tragada de um cigarro, um indivíduo inspira mais de quatro mil substâncias tóxicas, entre elas, a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono, todas altamente prejudiciais à saúde. A nicotina, por exemplo, é considerada a mais mortífera e responsável pela dependência química. Além disso, age como estimulante, afetando as ondas cerebrais e os padrões do sono.

 Segundo a Consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi, ao contrário do que se imagina, os usuários de cigarro não se sentem relaxados e não conseguem alcançar o estágio mais profundo do sono, uma vez que a fase mais leve é constantemente interrompida devido aos efeitos da nicotina. “A substância causa no organismo um resultado parecido com o álcool, podendo ocasionar problemas como ronco, apneia e insônia crônica. Por isso, deve ser evitada por quem deseja um sono reparador e de qualidade”, explica. 

 A consultora ressalta ainda que as noites mal dormidas podem causar inúmeros problemas à saúde. Entre os mais perigosos estão as doenças do coração e o diabetes, que podem ser adquiridas ao longo do tempo. “A privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que, é durante o descanso que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo, como por exemplo, o hormônio do crescimento (GH), a serotonina, a melatonina e o cortisol”, alerta Renata.

 Os tratamentos contra o tabagismo envolvem, além do combate químico contra a nicotina, componentes psicológicos e de condicionamento. Por conta disso, é essencial haver uma mudança de hábito, além do entendimento de que a abstinência provoca reações como irritabilidade, ansiedade, sonolência, inquietação e bradicardia, para assim aprender a lidar com os sintomas. “A adoção de práticas saudáveis como, atividades físicas regulares, alimentação balanceada, rotina regular do sono, postura correta ao dormir, uso de travesseiros adequados ao gosto pessoal e ao biótipo, entre outras, são fundamentais neste processo. Deixar o cigarro pode ser uma tarefa difícil, mas os benefícios que esta medida traz são muito vantajosos”, finaliza. 

Carne vermelha pode aumentar ligeiramente risco de câncer de mama, diz estudo

Comer muita carne vermelha no início da vida adulta pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, de acordo com estudo realizado nos Estados Unidos. Pesquisadores de Harvard dizem que substituir a carne vermelha por uma combinação de feijões, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres mais jovens.

Mas especialistas britânicos pedem cautela, dizendo que outros estudos não mostraram ligação clara entre carne vermelha e câncer de mama. Pesquisas anteriores demonstraram que a ingestão de grande quantidade de carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de câncer de intestino.

Os novos dados vêm de um estudo realizado nos Estados Unidos, acompanhando a saúde de 89 mil mulheres com idades entre 24 e 43.

A equipe, liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, analisou a dieta de quase 3 mil mulheres que desenvolveram câncer de mama.

“Ingestão elevada de carne vermelha no início da idade adulta pode ser um fator de risco para o câncer de mama”, relatam os especialistas na revista British Medical Journal.

Os próprios cientistas de Harvard, porém, descreveram o risco como “pequeno”.

O epidemiologista da Universidade de Oxford Tim Key disse que o estudo americano descobriu “apenas um elo fraco” entre comer carne vermelha e câncer de mama, o que não era forte o suficiente para mudar a evidência apontada em estudos anteriores de que não há ligação definitiva entre os dois.

“As mulheres podem reduzir o risco de câncer de mama mantendo um peso saudável, ingerindo menos álcool e praticando exercícios, e não é uma má ideia trocar um pouco de carne vermelha – que está ligada ao câncer de intestino – por carne branca, feijão ou peixe”, acrescentou.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Alisar ou pintar o cabelo pode aumentar risco de câncer, diz pesquisa

Um estudo realizado por cientistas suecos de diferentes universidades revelou que os hábitos de tintura para cabelos e técnicas de alisamento pode provocar câncer. O risco maior, segundo a pesquisa, é para os cabeleireiros, que estão mais expostos à substâncias tóxicas em longo prazo.

Segundo o jornal O Globo, os médicos colheram amostras de sangue de 295 profissionais de salão de beleza, 32 pessoas que utilizavam com frequência os corantes, além de outras 60 pessoas que faziam tratamento regular para alisar ou ondular os cabelos.

Nessas pessoas, a quantidade de células cancerígenas aumentava à proporção que os participantes entravam em contato com os produtos químicos presentes nas tinturas e alisantes. Os cabeleireiros eram grupo de maior risco.

Entre as formas para diminuir os riscos entre esses profissionais está o uso de luvas. Outra sugestão é cortar os cabelos antes de utilizar os métodos de pintura e alisamento.

Segundo O Globo, o resultado segue a linha de outras pesquisas que colocam em xeque os tratamentos cosméticos.