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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Governo Ernesto Geisel resumo


Governo Ernesto Geisel

Ernesto Geisel nasceu em Bento Gonçalves (RS) no dia 3 de agosto de 1907, apesar de nos seus assentamentos militares constar o ano de 1908, alteração necessária para que atingisse a idade limite máxima para admissão no Colégio Militar. A verdadeira data de nascimento só foi esclarecida por ocasião das comemorações de seus 80 anos em 1987.

Filho de Augusto Guilherme Geisel e Lídia Beckmann Geisel, seu pai, de nacionalidade alemã, veio da Baviera para o Brasil em 1890 e fixou residência em Novo Paraíso, no município de Estrela (RS), onde trabalhou em fundição, lecionou na escola da igreja luterana e desempenhou as funções de juiz de paz. Seu irmão Orlando Geisel seguiu a carreira militar, alcançando o generalato e sendo ministro do Exército entre 1969 e 1974, durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici.
Ernesto Geisel fez seus primeiros estudos na Escola General Bento Gonçalves da Silva, em sua cidade natal, e ingressou em 1921 no Colégio Militar de Porto Alegre, cujo curso concluiu em 1924 como primeiro aluno da turma. Matriculou-se no ano seguinte na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de artilharia em 1928, novamente como primeiro aluno.

Designado para servir no 1º Regimento de Artilharia Montada, na Vila Militar, passou à condição de segundo-tenente em agosto de 1928 e, no ano seguinte, foi transferido para o 4º Grupo de Artilharia a Cavalo, sediado em Santo Ângelo (RS).
Promovido a primeiro-tenente em agosto de 1930, comandou dois meses depois uma bateria do Destacamento Miguel Costa, que se deslocou do Rio Grande do Sul para São Paulo na vanguarda das forças revolucionárias gaúchas hostis ao governo de Washington Luís.

Depois da vitória da Revolução de 1930 e da instalação do Governo Provisório chefiado por Getúlio Vargas, esteve lotado por pouco tempo no 1º Grupo de Artilharia de Montanha, sediado no Rio. Em seguida organizou e comandou a transferência de uma bateria dessa unidade para João Pessoa, na Paraíba.
Entre março e junho de 1931, ficou à disposição do interventor federal no Rio Grande do Norte, primeiro-tenente Aluísio de Andrade Moura, sendo nomeado secretário-geral do governo estadual e chefe do Departamento de Segurança Pública. De volta à tropa, comandou sua bateria na repressão ao levante do 21º Batalhão de Caçadores, deflagrado em Recife no mês de outubro de 1931 com o objetivo de depor o interventor federal em Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti.

Os oficiais sublevados chegaram a conquistar o quartel-general do Derby, o quartel da Soledade, a cidade de Olinda e os bairros de Afogados e Boa Vista, mas foram derrotados com a ajuda de tropas enviadas de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Com a deflagração da Revolução Constitucionalista de São Paulo em julho de 1932, a unidade em que Geisel servia foi deslocada para o vale do Paraíba, no estado do Rio de Janeiro, onde se integrou ao destacamento comandado pelo general Manuel Daltro Filho. Com a derrota dos rebeldes em outubro seguinte, os contingentes foram enviados de volta a seus estados de origem.
Geisel ocupou a Secretaria da Fazenda e Obras Públicas da Paraíba de janeiro a maio de 1934 e de agosto seguinte a janeiro de 1935, durante a interventoria de Gratuliano Brito. Em fevereiro, foi transferido para o Grupo Escola de Artilharia, no Rio de Janeiro, sendo promovido em setembro a capitão.

Nessa patente, participou da repressão ao levante da Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos, deflagrado em 27 de novembro de 1935 como parte da revolta comunista que, na capital federal, envolveu também o 3º Regimento de Infantaria (3º RI) e foi sufocada depois de algumas horas de combate.Geisel obteve o primeiro lugar entre os militares da arma que cursaram a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) em 1938 e, no ano seguinte, foi designado instrutor de artilharia na Escola Militar do Realengo. Exerceu essa função até 1941, quando ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, cujo curso concluiu em 1943. Em maio desse ano, foi promovido a major.
Em 1945, foi designado para servir na Seção de Operações do Estado-Maior da 3ª Região Militar (3ª RM) sediada em Porto Alegre.

Depois de um rápido estágio no Army Command and General Staff College, em Fort Leavenworth, Estados Unidos - onde muitos oficiais brasileiros se especializaram durante a Segunda Guerra Mundial -, passou a ocupar a chefia do gabinete do general Álcio Souto, comandante da Diretoria de Motomecanização, no Rio de Janeiro.

Com a transferência desse oficial para o comando do Núcleo de Divisão Blindada, foi nomeado chefe do estado-maior dessa unidade, cujos contingentes tiveram participação destacada na deposição de Getúlio Vargas em 29 de outubro de 1945.
Entre maio de 1946 e abril de 1947, durante o governo do general Eurico Dutra, chefiou a secretaria geral do Conselho de Segurança Nacional, sendo nomeado em seguida adido militar junto à embaixada brasileira no Uruguai.

Promovido a tenente-coronel em junho de 1948, regressou ao Brasil em fevereiro de 1950 para exercer a função de adjunto do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Em dezembro de 1952, foi designado membro permanente da Escola Superior de Guerra (ESG), sendo promovido a coronel em abril do ano seguinte.

Comandou em 1954 o 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado, no Rio, sendo nomeado em fevereiro de 1955 subchefe do Gabinete Militar do presidente João Café Filho em substituição ao coronel Rodrigo Otávio Jordão Ramos, que passara a ocupar o Ministério da Viação e Obras Públicas. Atuou então sob a chefia direta de Juarez Távora, titular do gabinete, até assumir em maio seguinte o comando do Regimento Escola de Artilharia.

Colocado à disposição da Petrobras em setembro, foi nomeado em seguida superintendente-geral da Refinaria Presidente Bernardes, situada em Cubatão (SP), onde permaneceu até a posse do presidente Juscelino Kubitschek em 31 de janeiro de 1956.
Em março desse ano, Geisel assumiu o comando do 2º Grupo de Canhões Antiaéreos, em Quitaúna (SP), sendo transferido em abril de 1957 para a chefia da Seção de Informações do Estado-Maior do Exército (EME).

A partir de junho seguinte, acumulou essa função com a de representante do Ministério da Guerra no Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Nesse órgão, foi relator do processo que dispôs sobre a instalação de uma fábrica de borracha sintética no país, emitindo parecer desfavorável às propostas apresentadas por empresas privadas e defendendo a montagem da fábrica pela própria Petrobras, o que levou à criação da Fabor, instalada junto à Refinaria Duque de Caixas, no estado do Rio.

Geisel pediu exoneração do CNP em 1958, mas retornou a esse órgão no ano seguinte e nele permaneceu até 1961, sendo promovido nesse período, em março de 1960, a general-de-brigada. Em fevereiro de 1961, no início do governo Jânio Quadros, tornou-se oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, marechal Odílio Denis, sendo nomeado em abril seguinte para chefiar o Comando Militar de Brasília e a 11ª RM.

A renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 provocou uma grave crise política no país, pois os ministros militares vetaram a posse do vice-presidente João Goulart, que se encontrava na China em missão oficial e era considerado elemento de confiança do movimento sindical e de correntes de esquerda.

Durante a crise, o poder de fato foi exercido pelos chefes militares, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Pascoal Ranieri Mazzilli, assumiu a presidência da República e nomeou Geisel para a chefia do seu Gabinete Militar.

Este se pronunciou a favor de uma solução negociada e desempenhou destacado papel nos entendimentos que levaram à adoção do parlamentarismo como forma de contornar as resistências dos chefes militares à posse de Goulart, finalmente ocorrida em 7 de setembro de 1961. No dia seguinte, foi exonerado dos comandos que exercia na capital federal.
Em janeiro de 1962, foi designado para chefiar a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Infantaria, sediada em Curitiba, onde exerceu também, em caráter interino, o comando da 5ª RM. Em novembro de 1963 tornou-se segundo subchefe do Departamento de Provisão Geral do Exército.

Fonte: Mundoeducação

Questões sobre o Governo Ernesto Geisel

1) (PUC-RIO 2009) Sobre o processo de abertura política, iniciado no governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), ANALISE as afirmativas abaixo.

I – O processo de abertura política foi marcado por avanços e recuos, sendo o chamado Pacote de Abril um conjunto de medidas que representou um “passo atrás” na liberalização do regime.

II – A liberalização do regime militar ocorreu na prática de forma tranqüila, sem que o governo enfrentasse a oposição de grupos que fossem contrários ao projeto de abertura política “lenta, gradual e segura”.

III – O Congresso aprovou o fim do AI-5, o fim da censura prévia e o restabelecimento do habeas corpus para crimes políticos consolidando-se, deste modo, a liberalização do regime.

IV – Ao longo do governo Geisel, os grupos de oposição voltaram a se mobilizar, destacando-se o movimento estudantil e o movimento operário, com a greve de São Bernardo.

ASSINALE a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
b) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
c) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

2) Segundo o historiador José Honório Rodrigues, seu estilo foi autoritário, duro, personalista, alemão demais para um povo tão pouco germânico. Contudo, o governo Ernesto Geisel foi responsável:

a) pelo recrudescimento da repressão e apogeu do modelo econômico implantado após 1964.
b) pelo início da Abertura Política, extinção do AI-5 e enfrentamento da linha dura.
c) pelo milagre econômico, marcado por intenso consumismo das classes médias urbanas.
d) por medidas que impediram casuísmos que prejudicassem o crescimento da oposição.
e) por concessões políticas à "linha dura" que terminaram por indicar o sucessor do presidente, o general Silvio Frota.

3) (Cesgranrio) O conjunto de fatos relacionados abaixo dizem respeito ao processo de abertura democrática iniciado pelo presidente Geisel, com EXCEÇÃO de um. Assinale-o.

a) A demissão do Ministro da Guerra Sílvio Frota e o movimento de anistia;
b) A liberdade para criação de novos partidos políticos, como UDN e PTB, e o pluralismo sindical;
c) A eleição de Tancredo Neves e o fim da Lei de Segurança Nacional;
d) A promulgação da Constituição de 1988 e a eliminação da censura;
e) A Campanha das Diretas-Já e a criação de novos partidos políticos como, entre outros, o PFL, o PMDB e o PDT.

4) (Fuvest) A vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1970:

a) não teve qualquer repercussão no campo político, por se tratar de um acontecimento estritamente esportivo.
b) alentou o trabalho das oposições que deram destaque à capacidade do povo brasileiro de realizar grandes proezas.
c) propiciou uma operação de propaganda do governo Médici, tentando associar a conquista ao regime autoritário.
d) favoreceu o projeto de abertura do general Geisel, ao criar um clima de otimismo pelas realizações do governo.
e) alcançou repercussão muito limitada, pois os meios de comunicação não tinham a eficácia que têm hoje.

5) (Ufsc 96) Com o Movimento militar de 1964, o Brasil passou a ser governado por militares. Assinale a ÚNICA proposição CORRETA que identifica alguns dos presidentes do período 1964-1985:

(01) Washington Luís, Getúlio Vargas, Eurico Gaspar Dutra.
(02) Marechal Hermes da Fonseca, Marechal Floriano Peixoto, Rodrigues Alves.
(04) Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel.
(08) Marechal Deodoro da Fonseca, Prudente de Morais, Campos Sales.
(16) João Baptista Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor.

Gabarito:

1) D   2) B   3) B   4) C   5) 04


Governo Emílio de Médici resumo


1969 - Médici


Emílio Garrastazu Médici nasceu em Bajé (RS) no dia 4 de dezembro de 1905, filho de Emílio Médici e de Júlia Garrastazu Médici. Seu pai era comerciante e fazendeiro de origem italiana e sua mãe descendia de ricos estancieiros de origem basca espanhola. Seu avô do lado materno, Anselmo Garrastazu, foi um antigo "maragato", denominação dada aos federalistas opositores dos republicanos que dominaram a política gaúcha a partir do advento da República. Seu primo, Rafael Danton Garrastazu Teixeira, também militar, chegou ao generalato e foi chefe da Diretoria de Pessoal do Exército entre 1954 e 1956.
Emílio Médici, apelidado familiarmente de Milito, fez o curso primário no colégio do professor Charles Dupont, em sua cidade natal. Influenciado pela mãe, ingressou em 1918 no Colégio Militar de Porto Alegre, onde permaneceu até 1922. Em abril de 1924 matriculou-se na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em janeiro de 1927. Designado em seguida para o 12º Regimento de Cavalaria (12º RC), com sede em Bajé, ainda em julho de 1927 foi promovido a segundo-tenente e em julho de 1929 a primeiro-tenente.
Em 3 de outubro de 1930, ao ser deflagrado um movimento revolucionário para depor o presidente da República Washington Luís, servia como oficial de dia no mesmo regimento. Juntamente com a totalidade das tropas do 12º RC, aderiu à revolução, atuando como elemento de ligação entre os conspiradores civis e militares de Bajé. No dia 6 de outubro foi comissionado por Getúlio Vargas, chefe supremo dos revolucionários, no posto de capitão, tendo conduzido as tropas de seu regimento até o ponto de junção das forças rebeldes. Dois meses após a vitória do movimento, que em 24 de outubro de 1930 depôs Washington Luís e em 3 de novembro colocou Vargas no poder, retornou à patente de primeiro-tenente. Em 1932 voltou a comandar efetivos do 12º RC, dessa vez para combater a Revolução Constitucionalista, deflagrada em julho daquele ano em São Paulo em oposição ao governo central e sufocada em outubro pelas forças legalistas.
Promovido afinal a capitão em outubro de 1934, em 1937 foi designado ajudante-secretário na Escola de Estado-Maior, no Rio. Em fevereiro de 1939 matriculou-se na Escola de Armas, atual Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, na mesma cidade, mas em setembro seguinte foi transferido para o 8º Regimento de Cavalaria Independente, em Uruguaiana (RS), e teve que retornar a seu estado. Em fevereiro de 1940 voltou à Escola de Armas como auxiliar-instrutor e, em junho de 1943, foi promovido a major. Concluindo o curso de estado-maior em março de 1944, em maio seguinte foi designado para o estado-maior da 3ª Divisão de Cavalaria, em Bajé. Aí exerceria a chefia de diversas seções até assumir a chefia do estado-maior da divisão. Em junho de 1948 foi promovido a tenente-coronel e em janeiro de 1950 transferido para o quartel-general da 3ª Região Militar (3ª RM), sediada em Porto Alegre e então sob o comando do general Olímpio Falconière da Cunha, tornando-se chefe da 2ª seção (informações) do estado-maior regional. Em julho de 1953 atingiu o posto de coronel e no mês de setembro foi nomeado comandante do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de Porto Alegre.
Quatro anos depois, a convite do então comandante da 3ª RM, general Artur da Costa e Silva, assumiu a chefia de seu estado-maior. Estabeleceu-se entre ambos, na época, uma forte amizade que se aprofundaria nos dois anos de trabalho em comum. Em fevereiro de 1960 foi designado subcomandante da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), sob o comando do general Adalberto Pereira dos Santos. Em julho de 1961 foi promovido a general-de-brigada e destacado para o comando da 4ª Divisão de Cavalaria, com sede em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e hoje capital de Mato Grosso do Sul. Diante da crise instaurada no mês seguinte com a renúncia do presidente da República Jânio Quadros e o veto dos três ministros militares à posse do vice-presidente João Goulart, apoiou, segundo a revista Veja, a posse de Goulart e a solução parlamentarista adotada em setembro pelo Congresso.
Nomeado comandante da AMAN em janeiro de 1963, ocupava seu posto quando, em 31 de março de 1964, eclodiu o movimento político-militar que depôs João Goulart. Segundo Veja, nesse mesmo dia Médici foi informado dos acontecimentos por um telefonema do general Costa e Silva, que lhe revelou ainda ter assumido o comando das forças sublevadas na Guanabara. Integrando-se imediatamente ao movimento, Médici comunicou sua posição ao general Amauri Kruel, comandante do II Exército, ao ser por ele consultado pouco depois. No dia seguinte, 1º de abril, bloqueou a via Dutra (rodovia Rio-São Paulo) na altura de Resende com fortes contingentes de alunos, enquanto as forças de Minas Gerais, conduzidas pelos generais Olímpio Mourão Filho, comandante da 4ª RM, e Carlos Luís Guedes, marchavam em duas colunas sobre o Rio de Janeiro. Ainda segundo Veja, Médici recusou o oferecimento de Kruel para substituir os efetivos da AMAN por soldados paulistas, acreditando que as tropas do I Exército, enviadas em sua direção sob o comando do general Anfrísio da Rocha Lima, não teriam coragem de atirar nos "meninos". Sua previsão era correta pois, ao se depararem com o bloqueio dos cadetes, as forças do I Exército colocaram-se sob as ordens do comandante da AMAN, aderindo aos revoltosos.
Logo após a vitória do movimento político-militar, Médici foi nomeado pelo ministro da Guerra, Costa e Silva, adido militar em Washington. Lá permaneceu durante dois anos, exercendo cumulativamente a função de delegado brasileiro à Junta Interamericana de Defesa e à Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos, e obtendo, em julho de 1965, sua promoção a general-de-divisão.
Em outubro de 1966 Costa e Silva foi eleito pelo Congresso presidente da República, e logo em seguida ofereceu a Médici o cargo de presidente da Petrobras, que, no entanto, foi recusado, sob a alegação de que não se encontrava suficientemente familiarizado com a questão do petróleo. Diante da insistência de Costa e Silva em mantê-lo num posto de confiança, para ter por perto alguém capaz de lhe "dizer claramente que estava errado, quando estivesse errado", aceitou afinal uma segunda proposta: a chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI).

Chefe do SNI

Em 17 de março de 1967, dois dias após a posse de Costa e Silva na presidência da República, Médici foi investido na chefia do SNI, em substituição ao general Golberi do Couto e Silva. Esse cargo, naquela época, já era equiparado em importância ao de ministro, e garantia a participação de seu titular no Conselho de Segurança Nacional (CSN). O status de ministro seria legitimado apenas em 1974.
Ao longo de sua gestão, de acordo com Veja, o SNI ganhou novas perspectivas e teve suas atividades - até então restritas ao exame da ação subversiva e da corrupção - ampliadas com o estudo dos problemas políticos, sociais e econômicos que agitavam o país. Cercando-se de uma assessoria militar altamente especializada, Médici imprimiu ao órgão "um caráter consultivo" para, segundo suas palavras, "dar ao governo uma visão completa das críticas à administração, das aspirações e anseios- do povo brasileiro. Com esse objetivo, intensificou a realização de sondagens de opinião pública, passando a entregar ao presidente a "informação acabada", ao invés da "informação bruta". Entre os anos de 1965 e 1968, as verbas destinadas ao SNI pela União foram aumentadas em quase quatro vezes, atingindo um montante que, segundo a revista Veja, teria sido compensado pela ação investigadora e denunciadora efetuada em casos de fraudes financeiras, como o da Mannesmann e o da Dominium, e em casos de fraudes de remessas de dólares para o exterior, evitando vultosos prejuízos para os cofres públicos.
Segundo Carlos Castelo Branco, em março de 1968 o presidente Costa e Silva cedeu às pressões de seus assessores militares e, guiado particularmente pelo parecer do general Médici, resolveu enviar ao Congresso um projeto instituindo as sublegendas com votação vinculada para as eleições municipais. Costa e Silva teria mudado sua orientação inicial - de conceder à direção dos partidos o poder de cassar a sublegenda que ostensiva ou discretamente entrasse em acordo com os adversários políticos -, ao ser advertido por Médici de que a sublegenda sem vinculação poderia se tornar um instrumento de "alianças espú-rias" do partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), com os oposicionistas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Por essa época, o clima geral de insatisfação com o governo se agravara, estendendo-se aos mais diversos setores sociais. Assim, ao mesmo tempo em que eram realizadas sucessivas passeatas - organizadas por estudantes, intelectuais e religiosos - contra as restrições às liberdades públicas, já se esboçavam algumas greves no meio operário. No final de março de 1968 foi deflagrada uma greve estudantil nacional de protesto contra a morte de um estudante em conseqüência da repressão desencadeada pela polícia militar a uma manifestação realizada num restaurante universitário no Rio. A imprensa, nacional e internacional, que vinha denunciando violências- cometidas em órgãos policiais e militares contra presos políticos, passou a especular sobre a possibilidade de o governo adotar novas medidas de exceção.
Em 31 de março, quando o governo comemorava o quarto aniversário do movimento político-militar de 1964, Carlos Castelo Branco analisava o desprestígio da Arena junto ao presidente da República, patente até mesmo nas questões especificamente políticas que dependiam da decisão do Congresso. Segundo o jornalista, nenhum político "pode competir em lealdade revolucionária e em clarividência, quando se trata de identificar os interesses do governo, com o general Garrastazu Médici, que pode não ter experiência no manejo dos fatos políticos, mas tem a experiência de que necessita esse governo: a experiência militar, o trato com os assuntos da segurança nacional".
Em meados de 1968, as manifestações anti-governistas lideradas pelo movimento estudantil com o apoio de setores intelectuais, liberais, religiosos e populares continuaram ocorrendo no Rio de Janeiro. Em 26 de junho foi realizada a Passeata dos Cem Mil - em protesto contra as violências praticadas pela polícia e em defesa do restabelecimento das liberdades democráticas - e em 4 de julho a Passeata dos 50 Mil, em protesto contra a negativa do governo em satisfazer as reivindicações do movimento, transmitidas pela Comissão Popular da Assembléia dos Cem Mil.
Ainda segundo Carlos Castelo Branco, os generais Orlando Geisel e Médici, numa reunião do CSN realizada em agosto do mesmo ano, defenderam com êxito a tese de que o governo não precisava recorrer a medidas de caráter excepcional para garantir sua estabilidade e manter um bom nível de segurança nacional. Entretanto, conforme revelaria mais tarde o próprio Médici, na condição de chefe do SNI ele sugerira ao presidente que editasse um ato institucional para fazer frente à subversão.
No final de agosto, a crise política foi acirrada em conseqüência da invasão da Universidade de Brasília (UnB) pela Polícia Federal, apoia-da pela Polícia Militar, e do fechamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), após intervenção da polícia. O então ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva, apontado pela imprensa como o responsável pela ordem de invasão da UnB para que fossem detidos cinco estudantes que estavam com prisão preventiva decretada, negou seu envolvimento no episódio. A repercussão negativa das violências infringidas a professores, parlamentares, e estudantes provocou a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), e Médici, como chefe do SNI, foi encarregado por Costa e Silva de coordenar as sindicâncias relativas aos acontecimentos.
Segundo Carlos Castelo Branco, a chamada corrente radical militar solidarizou-se como a invasão da universidade, sob a alegação de que havia sido uma contingência da "guerra revolucionária" que então se travava. A situa-ção política se agravou em setembro com o discurso feito pelo deputado oposicionista Márcio Moreira Alves denunciando as violências praticadas contra os estudantes, responsabilizando os militares pela ocorrência e propondo, como represália, o boicote às comemorações do dia da Independência. Considerado ofensivo às forças armadas, o discurso reforçou a posição dos militares radicais, que passaram a exigir medidas mais enérgicas do governo, e provocou um pedido do Ministério da Justiça à Câmara de cassação dos direitos políticos do deputado.
Ainda segundo o mesmo analista, interrompendo a praxe de permanecer sempre ao lado do presidente, no dia 9 de setembro Médici deixou-o no Rio e retornou à capital da República para tratar da questão da UnB. A essa altura, a expectativa era de que a apuração das violências ficasse na "estrita área da execução, não abrangendo a inspiração ideológica da responsabilidade política pelos métodos postos em prática na repressão ao movimento universitário". No dia 13 de setembro, as indicações sobre um desfecho inconclusivo desse caso e a conseqüente impunidade dos responsáveis pela invasão da UnB levaram Castelo Branco a afirmar que ocorrera em Brasília o que já se vinha dando em vários estados do Brasil desde 1964: "É um grupo militar que se arroga o direito de policiar o regime e de manter viva a ação revolucionária, que delibera e deflagra operações de intimidação de setores civis, utilizando-se para tanto da totalidade do aparelho de repressão, em cujo comando há sempre companheiros de formação revolucionária."
No início de dezembro de 1968, Médici serviu de intermediário num encontro de reconciliação entre Costa e Silva e o senador Daniel Krieger, presidente da Arena, o qual, desgastado com o episódio Márcio Moreira Alves, pretendia renunciar à liderança do governo. No dia 13 de dezembro a Câmara rejeitou o pedido de cassação do deputado oposicionista, levando o presidente da República a convocar imediatamente uma reunião com os ministros militares e comandantes dos Exércitos, e a colocar em prontidão as forças armadas e a Polícia Federal. No mesmo dia foi editado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), redigido pelo ministro da Justiça Gama e Silva, que, entre outras medidas, determinou a suspensão das imunidades parlamentares, da estabilidade dos funcionários civis e militares, da vitaliciedade e inamovibilidade dos juízes e do instituto do habeas-corpus para os acusados de crimes contra a segurança nacional. Pelo Ato Complementar nº 38, foi decretado ainda o recesso do Congresso por tempo indeterminado.
Conforme Carlos Chagas relatou no livro 113 dias de angústia, no momento da edição do AI-5, em presença do presidente Costa e Silva e do general Garrastazu Médici, o ministro da Justiça apresentou duas versões do documento. A primeira delas começava dissolvendo o Congresso, as assembléias e o Supremo Tribunal Federal (STF), bem como decretando a intervenção federal em todos os estados. No entanto, quando ia passar à leitura do artigo 4º, Gama e Silva foi interrompido por Médici, que considerou as medidas excessivas e propôs que prevalecesse a fórmula mais branda, o que afinal acabou ocorrendo.



Tomou posse do governo no dia 30 de outubro de 1969, e governou o Brasil até o ano de 1974.

No mesmo dia de sua posse, entrou em vigor a Ementa Numero 1 à Constituição de 1967. por essa ementa, 58 artigos foram acrescentados ou substituíram outros. As principais inovações introduzidas foram:
  • Mando presidencial de 5 anos;
  • Confirmação de todos os Atos Institucionais, só suspensos por decretos presidenciais;
  • Eleições indiretas para governador no ano de 1974;
  • Pena de morte para os casos de guerra revolucionaria ou subversão;
  • Número de deputados calculado de acordo com o número de eleitores e não mais pelo total da população;
  • Alteração no estatuto da inviolabilidade parlamentar;
  • Ampliação das faculdades do Executivo em legislar pó decreto-lei;
  • Impedimento do Poder Judiciário em rever atos praticados com base nos Atos Institucionais e Complementares.
Um dos primeiros atos do novo presidente foi a assinatura do decreto-lei que estendeu para 200 milhas os limites do mar territorial do Brasil. Fora criado também o Plano de Integração Nacional, que incluía a construção das rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho. Durante seu governo, foram desenvolvidos a irrigação do Nordeste, o Programa  de Integração Social, determinando que parte do imposto de renda e uma parcela do faturamento das empresas privadas fossem destinadas à constituição de um fundo em benefício dos empregados.


O desenvolvimento atingido pelo País em diversos setores e a constante ampliação dos mercados de trabalho, os chamados grandes projetos de impacto lançados durante o Governo Médici, as vitórias esportivas do Brasil, o trabalho desenvolvido pela Assessoria Especial de Relações Publicas da Presidência da Republica (AERP), no sentido de promover os valores cívicos e divulgar as realizações do governo revolucionário, as campanhas institucionais do Conselho Nacional de Propaganda – CNP (entidade privada mantida por empresas particulares de comunicação social) – de estímulo às exportações, à educação, e diversos outros fatores fizeram com que o Governo Médici atingisse um grau de popularidade.



domingo, 6 de janeiro de 2013

Arte barroca características


arte barroca

Barroco significa pérola imperfeita. Esse nome está intimamente ligado as raízes barrocas da incerteza e da dúvida vividos no contexto em que essa arte surgiu. O barroco teve início no período histórico da Contra-reforma católica. Esteve presente de meados do século XVI ao século XVIII, cedendo lugar ao neoclassicismo. A arte barroca tomou espaço com a evolução da reforma católica, pois sua fonte inspiradora era a passionalidade dessa empreitada da igreja. A Reforma Católica tinha a missão de reestruturar a igreja, a fim de que novamente ocupasse um lugar de destaque, assim como de suspender o avanço protestante.

O barroco é uma arte dramática, de expressão de sentimentos que objetiva envolver emocionalmente as pessoas. Teve início na Itália e logo se expandiu para outros países da Europa, chegando a América. A religiosidade é bastante significativa. Os temas das obras barrocas, além da religião, eram a mitologia e o direito divino dos reis, teoria que acreditava no reinado do monarca pela escolha de Deus, poder vindo Dele, e não dos súditos. Nessa arte observa-se muito a ambiguidade e a dualidade de tudo. Céu e inferno, perdão e pecado, religião e ciências, entre outras duplicidades de sentidos.

A arte barroca envolveu a literatura, a escultura, a música, a arquitetura e a pintura. Nesta arte encontra-se presente a dúvida, visto que estava inserida em um contexto de retomada das crenças católicas, mas diante de avanços científicos bastante significativos. Avanços estes que deixavam o homem desse período histórico convivendo entre dois mundos, sem mais a certeza de que tudo era vindo de Deus e com a consciência de seu valor. A arte era rebuscada e de forte emoção.

Pintura barroca


Características da pintura barroca: 

• Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. 
• Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. 
• Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
• Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.   

Dentre os pintores barrocos italianos: 


Caravaggio
- o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador. 
Obra destacada: Vocação de São Mateus. 

Andrea Pozzo
- realizou grandes composições de perspectiva nas pinturas dos tetos das igrejas barrocas, causando a ilusão de que as paredes e colunas da igreja continuam no teto, e de que este se abre para o céu, de onde santos e anjos convidam os Inícions para a santidade. 
Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. 

A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Dentre os pintores mais representativos, de outros países da Europa, temos: 

Velázquez
- além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. 
Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. 

Rubens
(espanhol) - além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. 
Obra destacada: O Jardim do Amor. 

Rembrandt
(holandês) - o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. 
Obra destacada: Aula de Anatomia. 

Música barroca
Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente. As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do contraponto, o violino e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos. Na realidade, trata-se do aproveitamento de apenas dois modos: o modo jónio (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”). A música barroca é geralmente exuberante: ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e sonoridades fortes com suaves. A maioria das novas tendências teve origem em Itália e os seus músicos dominaram em todos os campos. No entanto, no final do período, emergiram novos estilos nacionais distintos. O período foi de enorme criatividade desde Shakespeare e Cervantes na literatura, a Newton e Galileu, nas ciências. Durante o período Barroco, os compositores desenvolveram novas técnicas instrumentais, bem como novos instrumentos, como o órgão, e o cravo.
   Órgão
 O período barroco assistiu ao nascimento da Ópera, ao crescimento das orquestras e ao florescimento da música instrumental. A Ópera surgiu em meados de 1590, cortando com a tradição, ou seja a maneira de compor e os próprios sons utilizados, eram completamente distintos dos que se utilizavam na era Medieval, nomeadamente com os Trovadores e com a Polifonia. «Em vez de várias vozes, o novo estilo colocava uma voz solista, ou um instrumento, por cima de um simples acompanhamento que consistia numa linha de baixo a que se sobrepunham acordes» (1). Tal como outros movimentos musicais (Canto Gregoriano, Trovadores) inovaram, a Ópera não foi excepção. Até à época Barroca, a música era apenas ouvida por reis ou príncipes, que nos seus castelos ou palácios ouviam bandas que tocavam apenas para eles em sessões privadas. A Ópera surgiu como uma ruptura neste aspecto, pois com este movimento a música passou a ser ‘para as massas’. Foi durante este período que se criou o concerto, onde o compositor ou a banda tocavam para uma plateia em locais próprios, normalmente fechados. A música, nomeadamente a Ópera, era agora para quem quisesse ouvi-la e tivesse possibilidade de assistir aos concertos dos artistas. A primeira ópera surgiu pela mão de Giulio Caccini, Jacopo Peri e ao poeta Ottavio Rinucini sobre o mito de Orfeu. A Igreja proibiu os enredos ‘imorais’ de certas óperas e proibiu a sua representação durante o Advento e a Quaresma.

 Concerto de Ópera.
  Pianoforte
 Para além da classificação/inclusão da figura do compositor num período como o Barroco, será interessante questionar a intemporalidade da música de Bach e os efeitos revolucionários que causou mesmo para a contemporaneidade. O mesmo se estende a Beethoven. Pode considerar-se Johann Sebastian Bach, o ‘pai’ da música Barroca, nascido em Turíngia, na Alemanha em 1685, J.S.Bach que viria a morrer em 1750, é nome mais sonante da música no período Barroco, já que foi um organista e compositor extraordinário. «O seu papel na história da música, representa a síntese de um trabalho de séculos que ele levou à maior perfeição e à máxima expressão. A sua vasta obra, quer instrumental quer vocal, é de tal categoria e reveste um cunho de tal forma individual que, nunca, no seu género, foi ultrapassada.» (2) Tal como muitos artistas, J.S.Bach não foi famoso na altura em que viveu. Muitas das suas obras reflectem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional profunda e, sobretudo, um grande conhecimento técnico. O mais impressionante de J.S.Bach, era a capacidade de criar, compor e inovar. Quando falamos no período Barroco, decidimos falar no caso de Bach por ter sido uma figura marcante, se não a mais importante neste período, já que conseguiu através da evolução dos instrumentos e da noção de espectáculo, criar um estilo próprio, ou seja, as suas composições na altura foram de uma qualidade e inovação muito elevadas. O órgão e o violino, eram os instrumentos de referência de Bach, «Pertencia já a uma numerosa família de músicos e foi de uma fecundidade extraordinária que abrange todos os géneros, desde as cantatas e missas até peças para violino…» (3) que na hora de compor, e com eles, construiu excelentes melodias paralisando plateias. Vários artistas inspiraram-se em Bach e aproveitaram o que de bom este deixou na música para assim continuarem aquilo que este tinha começado. Sem dúvida que o período Barroco, foi marcante por uma mudança nos costumes musicais. 
 J. S. Bach



A escultura barroca caraterísticas e representantes

A escultura barroca é marcada por um intenso dramatismo, pela exuberância das formas, pelas expressões teatrais e pelo movimento.
Na Itália, destacou-se o trabalho de Gian Lourenzo Bernini.
Em Portugal, António Ferreira e Machado Castro foram os escultores de maiores destaques.
No Brasil, Antônio Francisco de Lisboa (Aleijadinho).

Bernini, apesar de não ser um escultor brasileiro, merece um lugar em destaque, na Itália, entre as esculturas mais representativas do estilo, e as que inauguraram o barroco, foram as de Berninim arquiteto e escultor praticamente exclusivo do Vaticano na época do papa Urbano VIII.
Suas esculturas ao invés de muitas outras, pareciam estar posando vivas sobre a base de pedra, prester a criar vida e irem embora.Os rostos sofrem, se esforçam, apertando os lábios, ou abrindo-os como para dar um gemido.Os músculos em tensão constante, e as veias parecem pular sobre a pele.Até os cabelos e barbas, despenteados, emanam um estado de espírito.
As esculturas barrocas, foram se formando quase cidadãos, multiplicando de acordo com a vontade do escultor, anjos, arcanjos, santos e virgens, heróis míticos e deuses pagões;


O êxtase de Santa Teresa, por Bernini

O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam um intensa vida cultura e artística em pleno desenvolvimento.O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa também conhecido como Aleijadinho. Sua obras, de forte caráter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil.
Aleijadinho, considerado por muitos o maior escultor da América Latina, que antes dos 50 anos, ele é acometido por uma doença degenerativa, que deforma e atrofia seu corpo, desencadeando a perda progressiva do movimento dos dedos das mãos e dos pés. Passa a trabalhar com os instrumentos atados às mãos por seus escravos, que o carregam até os locais de trabalho.
Daí o apelido de Aleijadinho.


detalhes de Caminho para o calvário, por Aleijadinho

Suas características são: o predomínio das linhas curvas, dos drapejados das vestes e do uso do dourado, os gestos e os rostos dos personagem revelam emoções fortes e o limite físico humano, exaustão.


questões sobre arte barroca

1) Marque (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO: 

1. (    ) O estilo barroco retomou os próprios princípios da arte da antigüidade grecoromana; e de acordo com essa nova tendência, uma obra só seria perfeitamente 
bela na medida em que imitasse os artistas clássicos gregos. 
2. (    ) Diante da Reforma Protestante a Igreja Católica logo se organizou contra. E 
assim a Arte Barroca serviu para revigorar seus princípios doutrinários. 
3. (    ) Com o vigor barroco, os palácios barrocos se tornaram ambientes de 
encantamento, projetados para impressionar os visitantes com o poder e a glória 
do rei. 
4. (    ) O ideal humanista, a preocupação com o rigor científico e a composição 
equilibrada, são as principais características da Arte Barroca.

2) Marque (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO:
1. (   ) Os tons suaves e pastéis, o equilíbrio simétrico, a luz diagonal e a composição 
bidimensional fazem parte do estilo barroco. 
2. (   ) Na representação barroca a figura humana, diversas vezes, aparece levemente 
geometrizada, revelando uma preocupação naturalista. 

3. (   ) Do ponto de vista pictórico, as obras barrocas apresentam uma iluminação 
basicamente simétrica em relação a perspectiva linear utilizada. 
4. (   ) Nas obras barrocas as cenas representadas envolvem-se num acentuado contraste 
de claro-escuro, o que intensifica a expressão de sentimento. 

3) Marque (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO:
1. (    ) O racionalismo tão buscado e desejado pelo Renascimento, tornou-se altamente 
secundário, dando lugar as emoções dentro do estilo Barroco. 
2. (    ) As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a 
arte e a ciência. 
3. (    ) A iluminação diagonal tão marcante na pintura barroca remete ao observador 
uma sensação estática. 
4. (    ) Considerada por diversos críticos uma arte requintada, aristocrática e 
convencional, o Barroco acabou tornando-se, com o passar do tempo, superficial. 

4) Segundo a Arte Barroca, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) 
ERRADOS: 
1. (   ) O Barroco foi um movimento contra reforma protestante. 
2. (   ) No Barroco existe um predomínio das emoções e não o racionalismo 
renascentista. 
3. (   ) O Barroco foi um movimento quase sem cor e formas. 
4. (   ) Este movimento foi quase sem expressão nas artes plásticas. 

5) Quanto a Pintura Barroca analise itens abaixo e em  seguida marque a 
ÚNICA alternativa CORRETA. 

a)  Na pintura, freqüentemente uma luz incide diretamente sobre aquilo que o pintor 
quer  valorizar na tela. 
b) As cores de tons azul e rosa são banidos da pintura. 
c)  O artista Barroco esta fortemente ligado ao misterioso e ao sobrenatural. 
d)  Há uma tendência para a utilização da cor preta.

6)  Quanto à arte do período Barroco assinale a alternativa CORRETA: 
a) (   ) Na pintura utilizava de uma técnica conhecida como claro e escuro. 
b) (   ) A expressão dramática e os gestos amplos não são marcas da escultura barroca.  
c) (   ) O dourado é banido da escultura como uma forma de entrega dos bens materiais.  
d) (   ) É na arquitetura barroca que surgem os arcos e cúpulas.  

7) (UFPR) Sobre o Barroco, pode-se afirmar que

a) foi uma forma de manifestação artística inspirada nos conceitos pagãos de Idade Média e 
a Antigüidade.
b) fez uso da grandeza excessiva, do extravagante, do artificial, para expressar as concepções de mundo moderno.
c) surgiu nos países anglo-saxões, no final do século XVII, e se espalhou por toda a Europa no século XVIII.
d) impôs uma nítida diferenciação entre as formas artísticas, como a pintura, a escultura e a arquitetura.

8) (UNICAMP 2011) A arte colonial mineira seguia as proposições do Concílio de Trento (1545-1553), dando visibilidade ao catolicismo reformado. O artífice deveria representar passagens sacras.

Não era, portanto, plenamente livre na definição dos traços e temas das obras. Sua função era criar, segundo os padrões da Igreja, as peças encomendadas pelas confrarias, grandes mecenas das artes em Minas Gerais.

(Adaptado de Camila F. G. Santiago, “Traços europeus, cores mineiras: três pinturas coloniais inspiradas em uma gravura de Joaquim Carneiro da Silva”, em Junia Furtado (org.), Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica. Europa, América e África. São Paulo: Annablume, 2008, p. 385.)

 Considerando as informações do enunciado, a arte colonial mineira pode ser definida como

 a) renascentista, pois criava na colônia uma arte sacra própria do catolicismo reformado, resgatando os ideais clássicos, segundo os padrões do Concílio de Trento.
b) barroca, já que seguia os preceitos da Contrarreforma. Era financiada e encomendada pelas confrarias e criada pelos artífices locais.
 c) escolástica, porque seguia as proposições do Concílio de Trento. Os artífices locais, financiados pela Igreja, apenas reproduziam as obras de arte sacra europeias.
 d) popular, por ser criada por artífices locais, que incluíam escravos, libertos, mulatos e brancos pobres que se colocavam sob a proteção das confrarias.

Gabarito:

1) F-V-F-F    2) F-F-V-V    3) V-F-F-F    4) F-V-F-F    5) A     6) V-V-F-F   7) B   8) B

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Conjuração mineira questões vestibular


A Conjuração Mineira  foi um movimento social dos mais importantes e antecedentes da Independência do Brasil. Conhecido também como Conjuração Mineira, a Inconfidência Mineira foi uma tentativa de revolução contra a exploração que o Brasil Colônia sofria sob o domínio de Portugal. Possui também, uma figura histórica relembrada até hoje chamado Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Em meados do século XVIII, por volta de 1782, o declínio da produção de ouro em Minas Gerais foi intenso. Por este motivo, a Coroa portuguesa controlou ainda mais o Brasil Colonia  especialmente a população mineira intensificando a exploração e revoltando ainda mais a população. Em 1785, as atividades artesanais e fabris foram proibidas, e os produtos vindos da Metrópole possuíam taxas muito altas. Nestas situações, o então governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís da Cunha Meneses, recebeu ordens de Portugal para cobrar a população mineira em dinheiro, para que esta completasse o que faltasse da cota de ouros que o Brasil deveria produzir para Portugal. 

 Conjuração mineira início
os inconfidentes
Com a grande exploração de ouro, e da cobrança de muito dinheiro, a população mineira começou a se revoltar, dando início à Inconfidência Mineira. As classes mineiras mais ricas como os proprietários rurais, os militares, os poetas e o clero começaram a reunir-se para encontrar uma solução para esta exploração.  Entre toda a população revoltada, destacavam-se treze figuras importantes na Inconfidência Mineira Domingos de Abreu Vieira (um contratador), José da Silva e Oliveira Rolim, Manuel Rodrigues da Costa e Carlos Correia de Toledo e Melo (padres), o Presbítero Luís Vieira da Silva, Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga (poetas), Francisco Antônio de Oliveira Lopes (coronel), José de Resende Costa (capitão) e seu filho José Resende Costa Filho, Luís Vaz de Toledo Pisa (sargento-mor) e o Tenente (ou Alferes) Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Fim da Conjuração mineira

Fim da inconfidência mineira.A Coroa conseguiu conter grande parte da população mineira e todos os participantes da Inconfidência foram condenados por crime de infidelidade ao rei, e foram encaminhados ao Rio de Janeiro. Alguns integrantes e participantes da Inconfidência receberam como punição o exílio para a África, e outros, a prisão. Assumindo o comando da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi condenado à forca em praça pública, e foi executado no dia 21 de abril de 1792 no Campo da Lampadosa. Após sua execução, Tiradentes foi esquartejado e os pedaços do seu corpo foram expostos em praça pública. Este feito foi executado pela Coroa portuguesa, com o intuito de mostrar à população mineira o que ocorria caso alguém questionasse o poder da Coroa, como os participantes da Inconfidência.
Mesmo sem sucesso, a Conjuração Mineira é um fato marcante para a história do Brasil, pois foi o antecedente mais importante da Independência do Brasil. Sem revoluções importantes, como a Inconfidência, o Brasil continuaria a ser explorado pela Coroa de Portugal por muitos anos.
inconfidência mineira - bandeira de Minas Gerais Bandeira elaborada pelos inconfidentes (atual bandeira de Minas Gerais)
Fonte: bloggers.com.br

Conjuração mineira questões vestibular
1) (PUC-RIO 2008) A partir de seus conhecimentos sobre a Conjuração Mineira (1789), EXAMINE as afirmativas abaixo:
I – Inspirados pelas idéias iluministas, os conjurados mineiros defenderam a liberdade do comércio e a independência da região das minas.
II – Dentre os grupos sociais envolvidos no movimento, destacaram-se os proprietários de lavras e de terras, oficiais militares, clérigos, letrados e escravos.
III – O exemplo da possibilidade de quebra do vínculo colonial representado pela independência das Treze Colônias exerceu influência entre aqueles que planejaram a conspiração.
IV – O declínio da exploração aurífera, na segunda metade do século XVIII, ao lado da iminente cobrança da derrama foram fatores que contribuíram para aumentar a insatisfação dos colonos mineiros com a Coroa portuguesa.
ASSINALE a alternativa correta:
A) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
B) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
C) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
D) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.
2) (UFMG 2008) Leia este trecho, que contém uma fala atribuída a Joaquim José da Silva Xavier:
“… se por acaso estes países chegassem a ser independentes, fazendo as suas negociações sobre a pedraria pelos seus legítimos valores, e não sendo obrigados a vender escondido pelo preço que lhe dessem, como presentemente sucedia pelo caminho dos contrabandos, em que cada um vai vendendo por qualquer lucro que acha, e só os estrangeiros lhe tiram a verdadeira utilidade, por fazerem a sua negociação livre, e levado o ouro ao seu legítimo valor, ainda ficava muito na Capitania, e escusavam os povos de viver em tanta miséria.”
(Autos de Devassa da Inconfidência Mineira. 2. ed. Brasília: Câmara dos Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1980. v. 5, p. 117.)
A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que os Inconfidentes Mineiros de 1789:
A) acreditavam que o contrabando aumentava o valor recebido pelas pedras e ouro, pois dificultava sua circulação.
B) consideravam que o monopólio comercial explicava por que as regiões de que se compunha Minas Gerais, cheias de pedras e ouro, ficavam mais ricas.
C) defendiam o livre-comércio, por meio do qual pedras e ouro adquiririam seu real valor, uma vez que seriam vendidos aos estrangeiros legalmente.
D) pensavam que os estrangeiros poderiam tirar vantagens do livre-comércio das pedras e ouro, visando a aumentar seus lucros.
3) Estipule quais eram as principais reivindicações dos participantes da Inconfidência Mineira.
4) Por qual razão alguns historiadores apontam que a Inconfidência Mineira era um movimento rebelde de caráter elitista?
5) Após a descoberta do plano dos insurgentes, quais foram as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa?
6) (PUC-RJ) A Conjuração Mineira (1789) e a Conjuração Baiana (1798) possuem em comum o fato de terem sido movimentos que:
I - evidenciaram a crise do Antigo Sistema Colonial.
II - visavam à emancipação política do Brasil.
III - apresentavam forte caráter popular.
IV - expressavam insatisfações em face da política metropolitana, particularmente desde a queda do Marquês de Pombal.
Assinale:
A) se apenas a afirmativa II estiver correta.
B) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.
C) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
D) se apenas as afirmativas I , II e III estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.
7) (UECE - 2008) Sobre a Inconfidência Mineira (1789), são feitas as seguintes afirmações:
I. Estava entre os objetivos de boa parte dos conspiradores de Vila Rica, a constituição de um regime republicano no Brasil.
II. Havia, também, por parte dos inconfidentes, a preocupação com o desenvolvimento de produtos manufaturados ou, em outras palavras, objetivavam a diminuição da dependência de artigos importados.
III. A nova capital seria transferida para Belo Horizonte, por encontrar-se localizada numa área mais favorável para a expansão da lavoura e da pecuária.
Assinale o correto.
 A) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
 B) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
 C) Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.
 D) Todas as afirmações são verdadeiras.

Gabarito:
1) D   2) C   3) Os inconfidentes planejavam a organização de um governo republicano inspirado nas leis e princípios estipulados pela Constituição dos Estados Unidos. Além disso, pretendiam incentivar transformar São João D’El Rei na capital do novo governo, estabelecer o serviço militar obrigatório e incentivar a construção de indústrias capazes de atender a demanda local e modernizar a economia.   4) Esse tipo de afirmação se assenta em duas premissas fundamentais: a de que os grandes líderes desse movimento integravam a elite colonial, e, ao mesmo tempo, os participantes desse movimento não tinham uma posição definida a respeito da abolição da escravidão, já que muitos deles eram proprietários de escravos e não tinham o interesse de perderem o lucro gerado pela exploração de sua força de trabalho.        5) Acolhida a denuncia feita por Joaquim Silvério dos Reis, traidor do movimento, a Coroa Portuguesa ordenou a prisão daqueles que foram apontados como líderes da Inconfidência. Após a realização de um extenso interrogatório, o governo de Portugal estipulou a condenação de Tiradentes a morte e o degredo nas colônias portuguesas encontradas na África.   6) B   7) A


História do Brasil questões vestibular


Questões de vestibular sobre História do Brasil

1) Entre as mudanças ocorridas no Brasil Colônia durante a União Ibérica (1580 - 1640), destacam-se:

a) a introdução do tráfico negreiro, a invasão dos holandeses no Nordeste e o início da produção de tabaco no recôncavo Baiano.
b) a expansão da economia açucareira no Nordeste, o estreitamento das relações com a Inglaterra e a expulsão dos jesuítas.
c) a incorporação do Extremo-Sul, o início da exploração do ouro em Minas Gerais e a reordenação administrativa do território.
d) a expulsão dos holandeses do Nordeste, a intensificação da escravização indígena e a introdução das companhias de comércio monopolistas.
e) a expansão da ocupação interna pela pecuária, a expulsão dos franceses e o incremento do bandeirismo.

2) (FUVEST-SP) "Sabinada" na Bahia, "Balaiada" no Maranhão e "Farroupilha" no Rio Grande do Sul foram algumas das lutas que ocorreram no Brasil em um período caracterizado

a) por um regime centralizado na figura do imperador, impedindo a constituição de partidos políticos e transformações sociais na estrutura agrária.
b) pelo estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, o qual delegou às Províncias o encaminhamento da "questão servil".
c) por mudanças na organização partidária, o que facilitava o federalismo, e por transformações na estrutura fundiária de base escravista.
d) por uma fase de transição política, decorrente da abdicação de Dom Pedro I, fortemente marcada por um surto de industrialização, estimulado pelo Estado.
e) pela redefinição do poder monárquico e pela formação dos partidos políticos, sem que se alterassem as estruturas sociais e econômicas estabelecidas.

3) Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu pai era de Módena, minha mãe era de Capri e ficaram muito tempo na roça. Depois a família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora está tudo mudado, já não entendo nada dessas ruas". Esse trecho de um depoimento de um descendente de imigrante, transcrito na obra MEMÓRIA E SOCIEDADE, de Ecléa Bosi, constitui um documento importante para a análise:

a) do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que desencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais.
b) da imigração européia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conhecidos como "sistema de parceria".
c) da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão-de-obra estrangeira para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano de São Paulo.
d) do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufatureiro.
e) da crise na produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, acelerando o processo de industrialização.

4) A partir da Segunda Guerra Mundial e até 1960, o Brasil, a exemplo de outros países do denominado "Cone Sul", teve sua história marcada por um processo de modernização caracterizado

a) pela criação de uma política desenvolvimentista baseada em um processo de industrialização associado aos capitais estrangeiros.
b) pela organização de políticas de moldes socialistas que ocasionaram a fuga de capitais estrangeiros.
c) pela elaboração de uma política populista, caracterizada por uma intensa reforma agrária, levando a um processo de crescimento do mercado interno.
d) pelo surgimento de governos militares de regime ditatorial instalados para frear a expansão de movimentos socialistas.
e) pela preservação de uma política oligárquica e de caráter nacionalista, responsável por um desenvolvimento industrial contrário aos interesses norte-americanos.

5) A produção de açúcar, desenvolvida no Nordeste brasileiro a partir do século XVI,

a) priorizou o uso de mão-de-obra indígena, graças ao domínio da técnica de cultivo;
b) promoveu a organização de uma sociedade aristocrática, patriarcal e escravista;
c) foi financiada por capitais da Coroa e da burguesia lusitana;
d) gerou uma economia monocultora e voltada para o mercado interno;
e) realizou-se em latifúndios, favorecendo o povoamento do sertão.


6) A respeito da economia e da sociedade no Brasil Colônia, é correto afirmar que:

a) no nordeste, a atividade pecuária ficou vinculada ao engenho, utilizando trabalho escravo negro e pouco contribuindo para a colonização do sertão;
b) na região das Minas, o surgimento de irmandades ou confrarias, que em geral se organizavam de acordo com linhas raciais definidas, estimulou a arte sacra barroca;
c) com o desenvolvimento da economia açucareira, as relações sociais foram adquirindo caráter aberto, favorecendo a mobilidade social de mestiços e homens brancos pobres;
d) as missões religiosas formadas pelos jesuítas visavam, através da catequese, preparar os indígenas para viverem integrados à sociedade dos brancos como mão-de-obra escrava.

7) Eram direitos dos donatários:

a) fundar vilas, conceder sesmarias e cobrar impostos;
b) a redízima, a vintena e a transferência da capitania para outro donatário;
c) fundar vilas, a redízima e a transferência da capitania para outro donatário;
d) a redízima, a cobrança de impostos e a venda da capitania para qualquer outro nobre;
e) fundar vilas, a vintena e a venda da capitania para qualquer outro nobre.

8) A economia colonial brasileira:

a) possibilitou a comercialização direta dos produtos coloniais brasileiros com vários reinos europeus e vice-reinos coloniais americanos.
b) foi a base para a formação e o desenvolvimento da Companhia das Índias Ocidentais, com sede em amsterdã.
c) estimulou a produção de açúcar de cana na Europa.
d) tem, com a produção do tabaco e a exportação das ervas do sertão, os maiores lucros do período.
e) enquadrava-se nos interesses comerciais europeus que geraram a colonização.

9) .Os movimentos nativistas mais embasados filosoficamente pelas idéias iluministas foram:
a) Revolta Beckman e Guerra dos Mascates
b) Guerra dos Emboabas e Revolta de Felipe dos Santos
c) Revolta Beckman e Inconfidência Mineira
d) Revolta de Felipe dos Santos e Revolução dos Alfaiates
e) Inconfidência Mineira e Revolução dos Alfaiates

10) O primeiro presidente civil da República foi:

a)Hermes da fonseca         b)Deodoro da Fonseca         c)Floriano Peixoto 
d)Prudente de Morais                  e)Campos Sales

11) Dentre as afirmações abaixo assinale a que NÃO está relacionada com a Economia Colonial:

(A) a atividade extrativa do pau-brasil não fixou o homem à terra.
(B) a empresa açucareira foi a solução encontrada por Portugal para ativar o mercado interno no Brasil.
(C) o sistema de PLANTATION incluía dentre outros aspectos a mão de obra escrava indígena ou negra.
(D) o ouro descoberto na região das Gerais era do tipo aluvião, logo esgotou-se rapidamente.
(E) as drogas do sertão foram coletadas pelos índios aculturados nas Missões do Amazona

12) Quanto ao tráfico negreiro podemos concluir:
I - Foi incentivado pela Coroa portuguesa que recebia 10% do lucro
III - A aguardente, o tabaco e o pau-brasil eram as "moedas" básicas do escambo escravista
III - A maioria dos negros trazidos da África eram das tribos dos Bantos e dos Sudaneses
IV - Os navios negreiros eram conhecidos por tumbeiros devido à excessiva mortandade em seu interior

Com base na avaliação das afirmativas apresentadas, assinale a alternativa correta:

(A) Todas as afirmativas são verdadeiras
(B) São verdadeiras as afirmativas I, II e III
(C) São verdadeiras as afirmativas I, II e IV
(D) São verdadeiras as afirmativas I, III e IV
(E) São verdadeiras as afirmativas II, III e IV

13)  O principal argumento que defende a tese da intencional idade do Descobrimento do Brasil é:

(A) a implantação da Política do Segredo, por parte de Portugal

(B) a interpretação histórica da carta de Pero Vaz de Caminha
(C) a presença de espanhóis no litoral brasileiro, em 1499
(D) a experiência náutica dos comandantes da esquadra de Cabral
(E) a modificação da Bula Inter-Coetera para Tratado de Tordesilhas

14) Dentre as contribuições do branco português à nossa cultura podemos destacar:


(A) couvade e o gosto pelo comércio 

(D) coivara e caráter paternalista
(B) sincretismo religioso e o idioma 
(D) expansão territorial e a religião católica
(E) canoas e o uso do tabaco

15) Correlacione a coluna da direita com a esquerda.


PERSONAGENS 

1. João Ramalho
2. Felipe dos Santos 
3. Mem de Sá 
4. Vilegaignon 
5. Estácio de Sá 
6. Duarte da Costa 
7. Caramuru

FATOS HISTÓRICOS

( ) Náufrago português que auxiliou Martim Afonso de Souza a fundar o primeiro núcleo colonizador no Brasil

( ) Fundou o Forte de Coligny
( ) Governador-geral quando da fundação da França Antártica pelos franceses

(A) 1 - 4 - 6

(B) 7 - 5 - 3
(C) 7 - 4 – 3
(D) 1 - 5 - 6
(E) 2 - 3 - 5

16)  A partir de 1964 é meta governamental um amplo desenvolvimento no campo econômico. Para que esse objetivo seja alcançado foram feitos sucessivos planejamentos. O que esteve em execução no governo Médici foi:

a) Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
b) Plano Salte
c) Plano Cohen
d) I Plano Nacional de Desenvolvimento(IPND)
e) Plano Qüinqüenal

17) O Banco Nacional da Habitação e o Banco Central são criações do governo de:

a) João Goulart             b) Médici                c) Castelo Branco
d) Getúlio Vargas                    e) Geisel

18) Durante o governo de Dutra (1946-1951) são verdadeiras as afirmativas referentes à política externa brasileira, exceto:

a) o alinhamento do Brasil com os EUA para a defesa do continente e na luta contra o comunismo;
b)a assinatura do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR);
c) a assinatura da Carta de Bogotá, da qual resultou a Organização dos Estados Americanos (OEA);
d) o rompimento das relações com a URSS;
e)política externa independente, visando assumir a liderança entre os países do Terceiro Mundo, sobretudo na América Latina.

19) O governo de Médici destacou-se pelas seguintes realizações:

a) instalações das hidrelétricas de Furnas e Itaipú;
b) criação da Sudam e da Sudene;
c) Criação do PIS e do PRO RURAL;
d) construção das rodovias Transamazônica e Belém;
e) Brasília implantação da indústria naval e desenvolvimento da energia nuclear.

20) Dentre as metas prioritárias contidas no plano de governo de Juscelino Kubitchek, podemos citar:

a)a integração da indústria básica e a política externa independente;
b)a indústria nuclear, à construção naval e a colonização do Oeste;
c)a indústria básica, a educação e a liderança brasileira no Terceiro Mundo;
d)a construção de Brasília, a indústria Bélica e a integração nacional;
e)energia, indústria básica e transportes.

21) O Período Regencial brasileiro teve seu início a partir da abdicação de D. Pedro I (1831) e seu fim com a antecipação da maioridade de D. Pedro II (1840), quando completou 15 anos. Sobre o Período Regencial é correto afirmar que

a) havia uma normalidade democrática, sem rebeliões ou qualquer reivindicação das províncias em relação à administração imperial.
b) apesar das várias revoltas ocorridas nas províncias contra D. Pedro I, havia uma tranquilidade política.
c) foi proclamada uma República no país, com a eleição direta dos Regentes para um mandato de quatro anos.
d) como o país era governado por regentes, ocorreram muitas insatisfações e grandes rebeliões nas províncias.
e) aconteceu a Revolução Pernambucana, uma revolta popular ocorrida entre 1837 e 1838, que pretendia criar uma república provisória. Liderada por Francisco Sabino, teve a participação de fazendeiros, militares e integrantes de uma classe intermediária.

22) Em 1534, o Brasil foi dividido:

a) Em 15 capitanias hereditárias doadas a 12 donatários.
b) Em 16 capitanias hereditárias doadas a 15 donatários.
c) Em 14 capitanias hereditárias doadas a 15 donatários.
d) Em 13 capitanias hereditárias doadas a 13 donatários.

23) Uma das marcas do governo do presidente Eurico Gaspar Dutra foi:

a) O controle da inflação por meio de uma severa política monetária.
b) A nacionalização das indústrias brasileiras.
c) A adoção de uma política interna conservadora e folclórica.
d) A consolidação do programa de reformas de Base.
e) A adoção de uma política econômica aberta ao capital externo.

24)  O Plano de combate à inflação, que ficou conhecido como Plano Cruzado, foi implantado no Governo

a) Médici.
b) Collor.
c) Fernando Henrique Cardoso.
d) Sarney.
e) Itamar Franco.

25) Entre a eleição de Jânio Quadros, em 1960, e a de Fernando Collor, em 1989, foram quase três décadas em que o Brasil se viu privado de escolher diretamente o Presidente da República. Na fase final do regime militar, uma campanha contra essa situação constituiu-se na que é considerada a maior mobilização popular do Brasil contemporâneo. Esse movimento ficou conhecido como:

a) Fora FMI!
b) Anistia Geral.
c) Queremismo.
d) Diretas Já!
e) Milagre brasileiro.

26) (FAAP) A Constituição de 1891 estabeleceu, exceto:

a) federalismo
b) presidencialismo
c) ampliação da representatividade
d) eleições diretas
e) parlamentarismo

27) Sobre as características das Constituições Brasileiras, de 1824 e 1891, é CORRETO afirmar que: 

(01) a Constituição de 1824 estabeleceu o poder moderador. 
(02) ambas estabeleceram a forma republicana de governo. 
(04) a Constituição de 1891 estabeleceu a Federação. 
(08) ambas estabeleceram a exigência de renda anual mínima para os cidadãos participarem das eleições. (16) a Constituição de 1891 estabeleceu a separação entre a Igreja e o Estado. Soma ( )

28) (FATEC) O povo brasileiro, às vésperas da Revolução Pernambucana de 1817, percebia a roubalheira de camarilha de corruptos insaciáveis e cantava quadras de protestos como: "Quem furta pouco é ladrão Quem furta muito é barão Quem mais furta e esconde Passa de barão a visconde". I. No ano de 1816, o Nordeste foi assolado por uma grande seca que afetou a agricultura de subsistência e provocou a queda da produção de algodão e açúcar. II. O prejuízo dos grandes proprietários ligados à exportação foi imenso. Mas, os mais prejudicados foram as massas trabalhadoras. III. O aumento de impostos e a criação de novos impostos para sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro contribuíram para tornar ainda pior a qualidade de vida da população, à medida que o preço dos gêneros de primeira necessidade tornou-se proibitivo aos pobres. A respeito das asserções I, II e III sobre a Revolução Pernambucana de 1817 deve-se afirmar que:

a) apenas a I está correta.
b) apenas a I e a II estão corretas.
c) apenas a I e a III estão corretas.
d) todas estão corretas.
e) todas são incorretas.

29) (UNICAMP-SP) "Dois partidos lutam hoje em nossa pátria: o Restaurador e o Moderado. O primeiro foi leal ao monarca que abdicou e defende os inquestionáveis direitos do Sr. Pedro II. O segundo é partidário do sistema republicano e quer reduzir o Brasil a inúmeras Repúblicas fracas e pequenas , e assim seus membros poderiam tornar-se seus futuros ditadores." (Adaptado do jornal O CARAMURU de 12 de abril de 1832, citado por Arnaldo Contier, Imprensa e Ideologia em São Paulo, 1979) A partir do texto, responda: 

a) Em que período da história política do Brasil o texto foi escrito? 
b) Qual o regime político defendido pelos partidos citados no texto? 
c) Quais são as críticas que o jornal O CARAMURU faz ao Partido Moderado?

30) (FUVEST-SP) Sobre a Guarda Nacional, é correto afirmar que ela foi criada:

a) pelo imperador, D. Pedro II, e era por ele diretamente comandada, razão pela qual tornou-se a principal força durante a Guerra do Paraguai.
b) para atuar unicamente no Sul, a fim de assegurar a dominação do Império na Província Cisplatina.
c) segundo o modelo da Guarda Nacional Francesa, o que fez dela o braço armado de diversas rebeliões no período regencial e início do Segundo Reinado.
d) para substituir o exército extinto durante a menoridade, o qual era composto, em sua maioria, por portugueses e ameaçava restaurar os laços coloniais.
e) no período regencial como instrumento dos setores conservadores destinado a manter e restabelecer a ordem e a tranqüilidade públicas.

31) (FAAP) "A ocupação começa pelo interior, com a instalação de fazendas de gado vindo da Bahia, em busca de pastagens. Na independência, em 1822, os portugueses revoltam-se e passam a combater os brasileiros. Cerca de 4 mil homens participam da Batalha dos Jenipapos, vencida pelos portugueses. O movimento espalha-se pela região, mas os brasileiros terminam vitoriosos. Mais tarde, rebeliões como a Confederação do Equador e a Balaiada abalam a província." 

a) Rondônia 
b) Rio de Janeiro 
c) Rio Grande do Sul 
d) Pernambuco 
e) Piauí

32) (UNESP) No período de 1831 a 1845, ocorreram vários levantes armados no Brasil. Cite alguns deles. Por que ocorreram? Procure caracterizá-los.

33) (UECE) "O período regencial foi um dos mais agitados da história política do país e também um dos mais importantes. Naqueles anos, esteve em jogo a unidade territorial do Brasil, e o centro do debate político foi dominado pelos temas da centralização ou descentralização do poder, do grau de autonomia das províncias e da organização das Forças Armadas." (FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. 2 ed. São Paulo: EDUSP, 1995. p. 161.) Sobre as várias revoltas nas províncias durante o período da Regência, podemos afirmar corretamente que: 

a) eram levantes republicanos em sua maioria, que conseguiam sempre empolgar a população pobre e os escravos 
b) a principal delas foi a Revolução Farroupilha, acontecida nas províncias do nordeste, que pretendia o retorno do Imperador D. Pedro I 
c) podem ser vistas como respostas à política centralizadora do Império, que restringia a autonomia financeira e administrativa das províncias 
d) em sua maioria, eram revoltas lideradas pelos grandes proprietários de terras e exigiam uma posição mais forte e centralizadora do governo imperial

34) (FUVEST-SP) "A crise atingiu o mundo inteiro. O operário metalúrgico de Pittsburgo, o plantador de café brasileiro, o artesão de Paris e o banqueiro de Londres, todos foram atingidos". (Paul Raynaud - LA FRANCE A SAUVÉ L EUROPE, T. I. Flamarion ) O autor se refere à crise mundial de 1929, iniciada nos Estados Unidos, da qual resultou:

a) o abalo do liberalismo econômico e a tendência para a prática da intervenção do Estado na economia.
b) o aumento do número das sociedades acionárias e da especulação financeira.
c) a expansão do sistema de crédito e do financiamento ao consumidor.
d) a imediata valorização dos preços da produção industrial e fim da acumulação de estoques.
e) o crescimento acelerado das atividades de empresas industriais e comerciais, e o pleno emprego.

35) (UNESP) A crise capitalista desencadeada em 1929 nos EUA e na Europa Ocidental estendeu-se para a América Latina contribuindo para:

a) a revogação de todas as tarifas protecionistas, o intervencionismo estatal e a substituição de importações.
b) abalar o poder das oligarquias e o surgimento de regimes populistas e ditaduras conservadoras.
c) a modernização do campo através do deslocamento de mão-de-obra que sobrevivia precariamente nas cidades.
d) Juan Domingo Perón destacar-se como governante populista no México.
e) a ruptura da estrutura de espoliação do povo latino-americano.

36) (FUVEST-SP) Sobre a crise do capitalismo, na década de 1930, e o colapso do socialismo, na década de 1980, pode-se afirmar que:

a) a primeira reforçou a concepção de que não se podia deixar uma economia ao sabor do mercado, e o segundo a de que, uma economia não funciona sem mercado.
b) ambos levaram à descrença sobre a capacidade do Estado resolver os problemas colocados pelo desemprego em massa.
c) assim como a primeira, também o segundo está provocando uma polarização ideológica que ameaça o Estado de Bem-estar Social.
d) ambos, provocando desemprego e frustração, fizeram aparecer agitações fascistas e terroristas contando com amplo respaldo popular.
e) enquanto a primeira reforçou a convicção dos defensores do capitalismo, o segundo fez desaparecer a convicção dos defensores do socialismo.

37) (PUC) Em linhas gerais, pode-se dizer que a Grande Depressão (1929) resultou principalmente

a) da queda da exportação, desemprego e aumento de consumo interno.
b) da desvalorização da moeda, com o objetivo de elevar os preços dos gêneros agrícolas.
c) do fechamento temporário dos bancos e a requisição dos estoques de ouro para sanear as finanças.
d) da superprodução industrial e agrícola, que foi se evidenciando quando o mercado não conseguiu mais absorver a produção que se desenvolvera rapidamente.
e) da emissão de papel-moeda e o abandono do padrão-ouro que permitiram ao Banco Central financiar o seguro-desemprego.

38) (MACKENZIE) As causas da crise de 1929 foram:

a) aumento das taxas de juros, explosão de consumo, quebra da produção agrícola e nacionalização de empresas.
b) consolidação do Nazi-Fascismo, aumento do consumo, valorização do mercado financeiro e aumento das exportações.
c) "crack" da Bolsa de New York, aumento dos preços do petróleo, redução dos salários.
d) intervenção do Estado na economia, contradição entre capacidade de consumo e produção e concorrência com os produtos asiáticos.
e) superprodução agrícola e industrial, diminuição do consumo, "crack" da Bolsa de New York e diminuição das exportações.

39) (FATEC) A abertura dos portos, realizada por D. João (1808), teve amplas repercussões, pois na prática significou:

a) o aumento sensível das exportações sobre as importações, com a restauração da balança de pagamentos.
b) o estabelecimento de maiores laços comerciais com Lisboa, conforme o plano de Manuel Nunes Viana, paulista de grande prestígio.
c) manutenção da política econômica mercantilista, segundo defendia José da Silva Lisboa.
d) o rompimento do pacto colonial, iniciando um novo processo que culminou com a Independência.
e) a intensificação do processo da independência econômica do Brasil, em face da liberdade industrial.

40) (FAAP) "Em 1534, a região está dividida entre duas capitanias: São Vicente, ao sul, e São Tomé, ao norte. Em 1555, os franceses ocupam a área e só em 1567 são expulsos definitivamente. A mudança da família real para o Brasil, em 1808, dá extraordinário impulso à região."

a) Rio de Janeiro
b) Rondônia
c) Piauí
d) Pernambuco
e) Rio Grande do Sul

41) (FGV) O movimento político organizado na Bahia em 1789 incluía em seu bojo e na sua liderança mulatos e negros livres ou libertos, ligados às profissões urbanas, como artesãos ou soldados, bem como alguns escravos. "Os conspiradores defendiam a proclamação da República, o fim da escravidão, o livre comércio especialmente com a França, o aumento do salário dos militares, a punição de padres contrários à liberdade. O movimento não chegou a se concretizar, a não ser pelo lançamento de alguns panfletos e várias articulações. Após uma tentativa de se obter o apoio do governador da Bahia, começaram as prisões e delações. Quatro dos principais acusados foram enforcados e esquartejados. Outros receberam penas de prisão ou banimento." O texto anterior refere-se à:

a) Conjuração dos Alfaiates.
b) Balaiada.
c) Revolução Praieira.
d) Sabinada.
e) Inconfidência Mineira.

42) (UECE) Sobre as influências filosóficas e ideológicas da Inconfidência Mineira (1789), é correto afirmar que: 

a) os ideais napoleônicos de ampla extensão da educação básica foram a principal meta de governo dos insurretos 
b) o Congresso de Viena foi a principal fonte de inspiração para os inconfidentes brasileiros, que viam os governos da Europa central como as formas mais desenvolvidas de organização política 
c) as campanhas de libertação das colônias latino-americanas e o nacionalismo foram as principais matrizes ideológicas da Inconfidência 
d) a independência dos EUA e o pensamento liberal e antiabsolutista muito influenciaram os ideais dos inconfidentes brasileiros

43) (FUVEST-SP) A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco em 1710, deveu-se

a) ao surgimento de um sentimento nativista brasileiro, em oposição aos colonizadores portugueses.
b) ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses.
c) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo controle da mão-de-obra escrava.
d) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores.
e) a uma disputa interna entre grupos de comerciantes, que eram chamados depreciativamente de mascates.

44) (UECE) "Cada hum soldado he cidadão mormente os homens pardos e pretos que vivem escornados, e abandonados, todos serão iguaes, não haverá diferença, só haverá liberdade, igualdade e fraternidade." (Manifesto dirigido ao "Poderoso e Magnífico Povo Bahiense Republicano", em 1798. Cit. por NEVES, Joana e NADAI, Elza. HISTÓRIA DO BRASIL. DA COLÔNIA À REPÚBLICA. 13 ed. São Paulo: Saraiva, 1990. p. 119.) Assinale a opção que melhor expressa as diferenças entre a Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira:

a) os mineiros eram mais radicais do que os baianos com relação à escravidão, pois defendiam não só liberdade dos negros mas sua participação no governo
b) enquanto em Minas os revoltosos evitavam tocar em questões delicadas como a escravidão, na Bahia a influência da Revolução Francesa era mais marcante
c) a revolta na Bahia foi liderada e apoiada por setores instruídos da população, o que ditou seu tom mais moderado, mas em Minas a população pobre foi às ruas e expulsou as lideranças conciliadoras
d) a influência da Independência dos EUA foi mais intensa na revolta baiana, enquanto que, em Minas, a presença dos ideais franceses foi mais forte.

45) (FUVEST-SP) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, pode-se afirmar que objetivava:

a) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima.
b) estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional.
c) impor a reserva de mercado metropolitano, por meio da criação de um sistema de monopólios que atingia todas as riquezas coloniais.
d) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias.
e) reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da Invencível Armada de Felipe II, da Espanha.

46) (FAAP) Em apenas uma alternativa é falsa a correspondência entre a data e o fato importante:

a) 1315 - Tomada de Ceuta (Início das Grandes Navegações)
b) 1434 - Gil Eanes chega à Índias
c) 1471 - Os portugueses chegam ao Equador
d) 1488 - Bartolomeu Dias chega ao Cabo da Boa Esperança
e) 1498 - Vasco da Gama chega às Índias.

47) (FGV) Com relação aos indígenas brasileiros, pode-se afirmar que:

a) os primitivos habitantes do Brasil viviam na etapa paleolítica do desenvolvimento humano;
b) os índios brasileiros não aceitaram trabalhar para os colonizadores portugueses na agricultura não por preguiça, e sim porque não conheciam a agricultura;
c) os índios brasileiros falavam todos a chamada "língua geral" tupi-guarani;
d) os tupis do litoral não precisavam conhecer a agricultura porque tinham pesca abundante e muitos frutos do mar de conchas, que formaram os "sambaquis";
e) os índios brasileiros, como um todo, não tinham homogeneidade nas suas variadas culturas e nações.

48) (UNICAMP) A base da tese de que o Brasil teria sido descoberto por Duarte Pacheco em 1498 gira em torno de seu manuscrito intitulado "Esmeraldo de situ orbis" produzido entre 1505 e 1508. Trata-se de um relato das viagens de Duarte Pacheco não só ao Brasil como também à costa da África, principal fonte de riqueza de Portugal no século XV. O rei Dom Manoel I considerou tão valiosas as informações náuticas, geográficas e econômicas contidas no documento que jamais permitiu que esse fosse tornado público. (Adaptado de: ISTO É. 26 de novembro de 1997. pp.65-66)

a) Em que o relato de Duarte Pacheco altera a versão oficial do descobrimento do Brasil? 
b) Por que, no contexto da expansão ultramarina, Portugal procurou manter este relato em segredo? 
c) Quais os interesses de Portugal com a expansão ultramarina?

49) (UNESP) "Subitamente, parecia que a esquerda havia ganho vida. Mais de 1600 sedes locais da Aliança Nacional Libertadora haviam brotado (...). A plataforma da Aliança pedia o cancelamento das dívidas imperialistas , a nacionalização das empresas estrangeiras e a liquidação dos latifúndios. Os radicalizantes estavam igualmente ativos na direita. Um movimento fascista chamado Integralismo vinha por igual força...". (Thomas Skidmore, DE GETÚLIO A CASTELO). O texto refere-se a dois importantes e antagônicos movimentos, sobre os quais é verdadeiro afirmar que ocorreram:

a) na Primeira República e motivaram a Revolução de 1930.
b) no governo Jânio Quadros e provocaram a sua renúncia.
c) na década de 30 e antecederam o golpe de Estado de 1937.
d) no Estado Novo e foram importantes para o processo de redemocratização.
e) no segundo governo Vargas (1951-54) e contribuíram para o agravamento da crise política que levou ao suicídio do Presidente.

50) (PUC) No Brasil, a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho - foi criada pelo Decreto 5452, de 1943, em meio ao governo de Getúlio Vargas, para reunir e sistematizar as leis trabalhistas existentes no país. Tais leis representaram a:

a) conquista evidente do movimento operário sindical e partidariamente organizado desde 1917, defensor de projetos socialistas e responsável pela ascensão de Vargas ao poder.
b) participação do Estado como árbitro na mediação das relações entre patrões e trabalhadores de 1930 em diante, permitindo a Vargas propor a racionalização e a despolitização das reivindicações trabalhistas.
c) inspiração notadamente fascista, que orientou o Estado Novo desde sua implantação em 1937, desviando Vargas das intenções nacionalistas presentes no início de seu governo.
d) atuação controladora do Estado brasileiro sobre os sindicatos e associações de trabalhadores, permitindo a Vargas criar, a partir de 1934, o primeiro partido político de massas da história brasileira.
e) pressão norte-americana, que se tornou mais clara após 1945, para que Vargas controlasse os grupos anárquicos e socialistas presentes nos movimentos operário e camponês.


Gabarito:

1) E  2) E  3) C  4) A  5) B  6) B  7) A  8) E  9) E  10) D  11) B  12) D  13) E  14) D
15) A  16) D  17) C  18) E  19) B   20) E   21) D   22) A   23) E   24) D    25) D   26) E
27) 01 + 04 + 16 = 21    28) D   29) a)Período Regencial. 
b)Monarquia e República. 
c)O jornal Caramuru retrata que o Partido Moderador quer reduzir o Brasil a inúmeras Repúblicas fracas e pequenas , e que seus membros poderiam tornassem futuros ditadores.
30) E    31) E   32) Levante integralista- Foi um levante armado contra o governo brasileiro do Estado Novo ocorrido em 10 de maio de 1938.     33) C    34) A    35) B    36) A   37) D    38) E   39) D
40) A    41) A    42) D    43) D    44) B    45) A    46) A     47) E    48) a) O relato de Duarte Pacheco não dizia que o Brasil foi descoberto por Álvares Cabral em 1500. 
b) Este termo refere-se á uma forma de agir a todo o saber que pudesse ser útil para a expansão portuguesa adotada pelos reis D. João II e D. Manuel I, e se essas informações fossem divulgadas poderiam correr o risco de atrair interesses de outros governos. 
c) Portugal tinha como interesse a expansão comercial e marítima, pois queria quebrar o monopólio que a Itália tinha sobre o comércio de especiarias.
49) C

Fonte: www.professor.bio.br/