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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Lei de Terras de 1850 resumo


Lei de Terras



Lei de Terras, como ficou conhecida a lei nº 601 de 18 de setembro de 1850, foi a primeira iniciativa no sentido de organizar a propriedade privada no Brasil. Até então, não havia nenhum documento que regulamentasse a posse de terras e com as modificações sociais e econômicas pelas quais passava o país, o governo se viu pressionado a organizar esta questão.
A Lei de Terras foi aprovada no mesmo ano da lei Eusébio de Queirós, que previa o fim do tráfico negreiro e sinalizava a abolição da escravatura no Brasil. Grandes fazendeiros e políticos latifundiários se anteciparam a fim de impedir que negros pudessem também se tornar donos de terras.

Chegavam ao país os primeiros trabalhadores imigrantes. Era a transição da mão de obra escrava para assalariada. Senão houvesse uma regulamentação e uma fiscalização do governo, de empregados, estes estrangeiros se tornariam proprietários, fazendo concorrência aos grandes latifúndios.

Ficou estabelecido, a partir desta data, que só poderiam adquirir terras por compra  e venda ou por doação do Estado. Não seria mais permitido obter terras por meio de posse, a chamada usucapião. Aqueles que já ocupavam algum lote receberam o título de proprietário. A única exigência era residir e produzir nesta localidade.

Promulgada por D. Pedro II, esta Lei contribuiu para preservar a péssima estrutura fundiária no país e privilegiar velhos fazendeiros. As maiores e melhores terras ficaram concentradas nas mãos dos antigos proprietários e passaram às outras gerações como herança de família.

Alguns dispositivos da Lei:

“Art. 1º – Ficam proibidas as aquisições de terras devolutas (terras do Estado) por outro título que não seja o de compra. Excetuam-se as terras situadas nos limites do Império com países estrangeiros em uma zona de 10 léguas, as quais poderão ser concedidas gratuitamente.”

“Art. 12 – O Governo reservará das terras devolutas as que julgar necessárias para a colonização dos indígenas; para a fundação de povoações, abertura de estradas, e quaisquer outras servidões, e assento de estabelecimentos públicos; para a construção naval.”

“Art. 18 – O Governo fica autorizado a mandar vir anualmente à custa do Tesouro certo número de colonos livres para serem empregados, pelo tempo que for marcado, em estabelecimentos agrícolas, ou nos trabalhos dirigidos pela Administração pública, ou na formação de colônias nos lugares em que estas mais convierem; tomando antecipadamente as medidas necessárias para que tais colonos achem emprego logo que desembarcarem.”

Fonte: infoescola

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A abolição da escravidão no Brasil resumo


O fim da escravatura no Brasil

No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país. Por outro lado, essa mesma medida incomodou os vários proprietários de terra que ainda dependiam da exploração do trabalho escravo para produzirem gêneros agrícolas em suas propriedades. Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite.

No século XIX já havia movimentos que defendiam o fim da escravidão. Diversos pensadores dessa época já consideravam a escravidão um abuso e um grande problema para qualquer nação que tivesse a intenção de se desenvolver. A partir da década de 1850, percebemos que o movimento abolicionista no Brasil começou a ter maior visibilidade e isso se deve a alguns acontecimentos importantes que marcaram essa mesma época.

Em 1845, os ingleses impuseram uma lei realizando a prisão de toda a embarcação que estivesse no Oceano Atlântico transportando escravos africanos. Isso fez com que o número de escravos vindos para o Brasil diminuísse e o preço deles se elevasse justamente num tempo em que as lavouras de café aumentavam no país. Pouco tempo depois, no ano de 1850, o governo brasileiro aprovou a Lei Euzébio de Queirós. Essa lei proibia definitivamente a importação de escravos para o país. Desse modo, o preço do escravo ficou ainda mais caro para os grandes proprietários de terra.

Para suprir a falta de escravos, os proprietários de terra passaram a atrair imigrantes europeus que ocupariam as vagas de trabalho existentes nas lavouras. Para alguns intelectuais brasileiros, essa presença era benéfica na medida em que os europeus eram considerados “superiores”. Mais do que trazer a cultura europeia para o Brasil, a presença dos imigrantes viria, ao longo das décadas, promover o “branqueamento” da nossa população. Esse era outro argumento dos intelectuais que na época, infelizmente, acreditavam que os negros e mestiços eram grupos raciais com menor capacidade intelectual.

Após a Lei Eusébio de Queirós, podemos destacar outras leis abolicionistas que foram aprovadas pelo governo de Dom Pedro II. No ano de 1871, a Lei do Ventre Livre determinou que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres. Apesar de livrar as próximas gerações da escravidão, essa medida só era aplicada assim que o filho de escravo atingisse os 21 anos de idade. O filho de escravo passava uma parte de sua infância e juventude na fazenda junto aos demais escravos, tendo sua força de trabalho explorada. Além disso, após atingir a maioridade, encontrava dificuldades em abandonar seus pais e enfrentar uma vida incerta.

Dezesseis anos mais tarde, no ano de 1885, a Lei dos Sexagenários livrava os escravos com mais de sessenta anos da escravidão. A medida também tinha uma aparência benéfica. Contudo, era muito pequena a quantidade de escravos com mais de sessenta anos. No século XIX, a média de idade da população girava em torno dos quarenta anos de idade. Além disso, devemos lembrar que um escravo idoso trazia mais despesa do que lucro para o seu proprietário. Sendo assim tal lei teria um impacto pequeno na população de escravos.

Quando atingimos a década de 1880, vemos que diferentes setores da sociedade defendiam o fim da escravidão. Ao mesmo tempo, devemos salientar que um número significativo de proprietários de terra empregava a mão de obra dos imigrantes europeus no lugar dos escravos, que tinham um preço ainda mais elevado nessa época. Dessa forma, já tínhamos a clara impressão que a extinção do trabalho escravo no Brasil seria uma questão de tempo.

Sendo assim, no ano de 1888, quando a princesa Isabel estabeleceu o fim da escravidão pela Lei Áurea, essa modalidade de exploração da mão de obra se mostrava inviável. Devemos aqui destacar que a abolição só deu fim à escravidão, mas não deu fim à exploração do trabalho dos ex-escravos. Afinal de contas, a Lei Áurea não contava com nenhum tipo de auxílio ou projeto que facilitasse o grande número de negros libertos a serem devidamente inseridos na sociedade brasileira.

Observando todos esses fatos que marcam o fim da escravidão no Brasil, temos a nítida impressão que tudo ocorreu de modo lento. Da lei Eusébio de Queiroz até a Lei Áurea passaram-se quase quarenta anos. Ao mesmo tempo, as leis aprovadas nesse meio tempo eram de impacto lento ou muito tímido. Por fim, vemos que a lei que encerra a exploração da força de trabalho dos negros não falava sobre os desafios e problemas que essa grande parcela da população enfrentaria a partir daquele momento.


O movimento republicano no Brasil resumo


O movimento republicano no Brasil 

O movimento republicano oficialmente teve início no dia três de novembro de 1870 com a fundação do Clube Republicano do Rio de Janeiro e com o Manifesto Republicano, redigido por Quintino Bocaiúva e publicado em três de dezembro do mesmo ano, no primeiro número do jornal “A República”. O manifesto, que continha 58 assinaturas, destacava em suas linhas as contradições do atual regime e lançava um desafio aos monarquistas a mostrarem os abusos da Corte e ao mesmo tempo pedia a implantação de uma república federativa, citando também o caráter exótico que uma monarquia representava no continente americano e onde os súditos não poderiam mais suportar os arbítrios e onipotência do Imperador. É sabido que o próprio Imperador D. Pedro II demonstrava simpatia à idéia republicana, chegando a declarar que preferia ser Presidente da República a ser Imperador.
Ainda em 1870, no dia vinte de dezembro, foi fundado o Clube Republicano de São Paulo que juntamente com o clube fluminense, foi fechado em 1873 dando lugar ao Clube Republicano Federal. Em abril do mesmo ano, foi realizada a Convenção Republicana de Itu que culminou com a fundação do Partido Republicano Paulista. O PRP apoiava-se na cafeicultura e visava a defesa da federação como única forma de garantir às províncias o controle da política econômica e a descentralização de rendas.
Outra força ideológica que exercia um peso considerável dentro do movimento era a dos bacharéis e estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, que tinham por hábito, manifestar suas opiniões nas ruas da cidade e isso causava grande repercussão junto a opinião pública. Na cidade do Rio de Janeiro, diferentemente de São Paulo e Minas Gerais, os republicanos não se organizaram em um partido político, mas, apoiados nos profissionais liberais e nos órgãos de imprensa, propagavam os ideais republicanos defendendo a ampliação da cidadania que ia desde a representatividade política, até os direitos e garantias individuais, incluindo a abolição total da escravatura, além de preconizarem a idéia de uma organização federativa. Essa tendência foi superada pela atuação preponderante por toda uma nova geração de militares: ela abraçou o republicanismo, influenciada pelo construtivismo de Augusto Conte. Segundo o Historiador José Murilo de Carvalho, os militares se sentiam atraídos pela “versão positivista da república”, que combatia a monarquia em nome do progresso e desejava “um executivo forte e intervencionista”, apoiando “o progresso pela ditadura, pela ação do Estado”.
Particularmente viperino, no auge da questão militar, foi Rui Barbosa, que redigiu um dos manifestos lançados em defesa do Exército, em 1887: “A jurisprudência do Governo exclui da Lei o Exército; e dessa proscrição, intolerável porque envolve a nossa vergonha, força é que haja recurso (...) Deploramos que a doença inquietadora de sua majestade não permite invocar diretamente o Chefe de Estado. (...) Não nos resta, pois, senão recorrer para a opinião do País, que desde o princípio esposou a nossa causa”.
A esta altura os civis não podiam prescindir dos militares para a implantação da República. Foi assim que a propaganda republicana, usando a Questão religiosa e Questão militar e a insatisfação provocada entre os grandes latifundiários pela Abolição, proporcionou o clima que permitiria ao Exército, com o auxílio de líderes republicanos, proclamar a República no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889.

Questões resolvidas sobre o movimento republicano

1. O Império brasileiro ia se esfacelando. Havia um desgaste político devido ao choque de interesses e idéias.
a) Explique as origens da chamada Questão Religiosa.

Questão religiosa - devido ao padroado e ao beneplácito, o Imperador tinha o poder de nomear pessoas a cargos eclesiásticos, como também a aceitar ou não as determinações vindas da Santa Sé, após a proibição de padres de fazer parte da maçonaria não acatada pelo Imperador. Este entrou em choque com algumas instituições católicas e houve conflito entre membros da Igreja e o Império.

b) A partir da Guerra do Paraguai, a mentalidade do exército nacional foi sendo modificada. Em termos gerais, em que se consistiu a chamada Questão Mi­litar?

Questão Militar- após a Guerra do Paraguai, os militares vitoriosos estavam dispostos a atuar politicamente. Entretanto, as instituições monárquicas impediam, muitas vezes, a participação política dos mesmos.

2. Um fator fundamental da crise do Império foi a abolição da escravatura, uma vez que a base do poder político do regime se encontrava na elite agrá­rio-escravista.
Como se processou a coexistência entre trabalho livre e escravo nas áreas cafeeiras?

No Centro-Sul, houve a predominância do trabalho escravo,· no Oeste paulista, houve a coexistência de mão-de-obra do imigrante com a escrava, sendo resolvido o problema da falta de mão-de-obra. Entretanto, havia um constrangimento, pois o livre trabalhava ao lado do escravo, sentindo-se desvalorizado, e o cativo trabalhava ao lado do livre, contestando a estrutura social por vislumbrar uma vida melhor

3. Na segunda metade do século XIX, o movimento republicano brasileiro foi tomando força e culminou no 15 de novembro.
a) Explique como se dividiu o movimento republicano.

Com o crescimento do movimento republicano no Brasil, surgiram dois grupos: os históricos ou evolucionistas, liderados por Quintino Bocaiúva e ligados aos cafeicultores paulistas, pretendiam chegar à República através de reformas paulatinas. Os revolucionários, liderados por Silva Jardim e ligados às camadas médias urbanas, advogavam a luta armada, se necessária, para derrubar o Império.

b) Caracterize as propostas do Gabinete Ouro Preto, correlacionado-as com o movimento do 15 de novembro.

O Gabinete Ouro Preto tinha propostas que agradavam aos republicanos, tais como: democratização do voto; diminuição dos poderes do Conselho de Estado; implantação de uma estrutura federalista, dando maior autonomia às províncias; desenvolvimento econômico; reorganização da Guarda Nacional e restauração da disciplina militar. Essas propostas agradavam a diversos segmentos, mas foram combatidas por elementos conservadores do Parlamento, levando Ouro Preto a dissolver a Câmara e convocar eleições. Os republicanos e civis, a partir de tais acontecimentos, começaram a conspirar uma possível derrubada do governo e do regime vigente.
Sendo assim, os militares que participaram da Questão Militar passaram a temer Ouro Preto, que poderia tentar prejudicar o Exército, e passaram a apoiar o fim do regime, culminando no 15 de novembro.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

economia cafeeira no Brasil questões vestibular



A expansão do café no Brasil 

A economia no Segundo Reinado sofreu grandes mudanças com a introdução do café nas pautas de exportação. Trazida pelas mãos do tenente coronel Francisco de Melo Palheta, as primeiras mudas da especiaria vingaram em solo paraense. Já nessa época, o consumo de sua bebida amarga era conhecido entre os consumidores europeus. Aos poucos, o café se tornou o produto-chefe de uma economia ainda sustentada pela imponência de seus latifúndios agro-exportadores.


O plantio sistemático da planta só se desenvolveu pelas regiões férteis do território fluminense, onde em 1760 eram cultivadas as primeiras remessas do produto. O terreno úmido e pantanoso da Baixada Fluminense era ricamente adaptado às exigências do novo gênero agrícola. Em breve espaço de tempo, o Rio de Janeiro galgou a posição de pioneiro do cultivo e na venda do café. No fim do século XVIII, as regiões da Tijuca, da Gávea e do Corcovado já estavam tomadas pelas plantações.

O pioneirismo das plantações cariocas alcançou toda a região do Vale do Paraíba, sendo o principal espaço de produção até a década de 1870. Reproduzindo a mesma dinâmica produtiva do período colonial, essas plantações foram sustentadas por meio de latifúndios monocultores dominados pela mão-de-obra escrava. As propriedades contavam com uma pequena roça de gêneros alimentícios destinados ao consumo interno, sendo as demais terras inteiramente voltadas para a produção do café.

A produção fluminense, dependente de uma exploração sistemática das terras, logo começaria a sentir seus primeiros sinais de crise. Ao mesmo tempo, a proibição do tráfico de escravos, em 1850, inviabilizou os moldes produtivos que inauguraram a produção cafeeira do Brasil. No entanto, nesse meio tempo, a região do Oeste Paulista ofereceu condições para que a produção do café continuasse a crescer significativamente.

Os cafeicultores paulistas deram uma outra dinâmica à produção do café incorporando diferentes parcelas da economia capitalista. A mentalidade fortemente empresarial desses fazendeiros introduziu novas tecnologias e formas de plantio favoráveis a uma nova expansão cafeeira. Muitos deles investiam no mercado de ações, dedicavam-se a atividades comerciais urbanas e na indústria. Para suprir a falta de escravos atraíram mão-de-obra de imigrantes europeus e recorriam a empréstimos bancários para financiar as futuras plantações.

O curto espaço de tempo em que a produção cafeeira se estabeleceu foi suficiente para encerrar as constantes crises econômicas observadas desde o Primeiro Reinado. Depois de se fixar nos mercados da Europa, o café brasileiro também conquistou o paladar dos norte-americanos, fazendo com que os Estados Unidos se tornassem nosso principal mercado consumidor. Ao longo dessa trajetória de ascensão, o café, nos finais do século XIX, representou mais da metade dos ganhos com exportação.

A adoção da mão-de-obra assalariada, na principal atividade econômica do período, trouxe uma nova dinâmica à nossa economia interna. Ao mesmo tempo, o grande acúmulo de capitais obtido com a venda do café possibilitou o investimento em infra-estrutura (estradas, ferrovias...) e o nascimento de novos setores de investimento econômico no comércio e nas indústrias. Nesse sentido, o café contribuiu para o processo de urbanização do Brasil.

A predominância desse produto na economia nacional ainda apresenta resultados significativos no cenário econômico contemporâneo. Somente nas primeiras décadas do século XX que o café perdeu espaço para outros ramos da economia nacional. Mesmo assinalando um período de crescimento da nossa economia, o café concentrou um grande contingente de capitais, preservando os traços excessivamente agrários e excludentes da economia nacional.

Questões sobre a economia cafeeira no Brasil

1)  (UECE) Sobre o crescimento da exploração do café no século XIX no Brasil, assinale o correto.

a) Essa fase coincide com uma fase de vitalidade e expansão dos mercados europeus e com o desenvolvimento dos Estados Unidos.
b) O café era produzido em larga escala, porém a preços baixos e com baixa rentabilidade.
c) Desde o período colonial que a produção cafeeira competia no mercado internacional com a produção açucareira brasileira.
d) O norte do Brasil era, por excelência, a região produtora de café, pois podia contar com vasta mão de obra escrava.

2) UFPI) Assinale a alternativa correta sobre a economia cafeeira durante o Império.

a) A abolição da escravidão inviabilizou a expansão do plantio, por falta de mão-de-obra especializada.
b) A decadência da economia cafeeira no Vale do Paraíba coincidiu com a franca expansão do plantio no chamado Oeste Paulista.
c) O escoamento do produto foi facilitado pela ampla construção de estradas, que permitia aos caminhões o transporte até os portos.
d) O fim do império teve como conseqüência imediata a desestruturação e decadência da economia cafeeira e a substituição por uma política industrialista.
e) A política imperial preocupou-se essencialmente em favorecer os interesses dos produtores de açúcar do Nordeste, ignorando as necessidades dos produtores de café.

3) (UNESP) O transporte ferroviário no Brasil, da segunda metade do Século XIX ao início do Século XX, mereceu prioritariamente o interesse estatal e particular. As condições históricas relacionadas com a ampliação da rede em ritmo crescente foram:

a) expansão da cafeicultura, principalmente em São Paulo, e o escoamento da produção para o exterior.
b) reservas de minério de ferro, do quadrilátero ferrífero, pouco acessíveis e demasiado distantes dos centros urbanos mais expressivos.
c) políticas de industrialização e de reflorestamento.
d) capitais externos em busca de lucros para a indústria automotiva e para as empresas distribuidoras de petróleo.
e) devastações de pinhais para a extração de madeira e para a produção de papel.

4) (UNESP) A expansão da economia do café para o oeste paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como

a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.
b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.
c) A divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.
d) O fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.
e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.

5) Cite e explique dois fatores que contribuíram para a expansão da economia cafeeira no Brasil.

6) Em relação à chegada do café no Brasil é correto dizer que:

a) O café chegou somente no século XIX no Brasil e teve bastante dificuldade de ganhar o gosto popular. No século posterior, o café tornou-se um produto importante para a economia, mas não representou grandes lucros para o Estado brasileiro.
b) O café chegou ao Brasil no século XVIII, quando a esposa do governador da Guiana Francesa presentou o Sargento paraense Francisco de Mello Palheta com uma muda de café, que posteriormente foi ganhando o gosto da população brasileira.
c) A plantação cafeeira no Brasil somente cresceu após a criação do Convênio de Taubaté no século XVIII, que priorizou investimentos públicos nos cafezais para alavancar a venda do produto no mercado nacional.
d) A chegada do café no Brasil trouxe poucas mudanças para a economia nacional, uma vez que a produção cafeeira foi produzida visando ao mercado interno que era mais rentável do que o comércio no mercado internacional.

7) Explique a participação do empresário Irineu Evangelista de Souza no período de ascensão da economia cafeeira e do comércio brasileiro.

8) sobre a expansão do café no século XIX, podemos afirmar que:

a) surgiu juntamente com o desenvolvimento da cana-de-açúcar;
b) tornou-se o principal produto agrícola brasileiro durante o Segundo Reinado;
c) Fez com que o Brasil se tornasse o terceiro maior produtor mundial do produto;
d) encontrou seu maior desenvolvimento no nordeste brasileiro;
e) surgiu juntamente com o ciclo da mineração.

9) Os turistas que atualmente atravessam as matas da Tijuca para nadar nas águas da Barra ignoram que ali, nas montanhas que rodeiam o Rio de Janeiro, houve grandes cafezais há mais de um século, pelos flancos da serra, as plantações continuaram, rumo ao Estado de São Paulo.
Assinale a opção que apresenta as características da economia cafeeirano século XIX.

a) a economia cafeeira não provocou impactos ambientais, o que possibilitou a preservação da Mata Atlântica.
b) o elevado custo da produção cafeeira tornou a atividade dependente dos investimentos de empresários estrangeiros.
c) a economia cafeeira utilizou predominantemente a mão-de-obra indígena devido devido as leis que impediam o tráfico negreiro.
d) a agricultura cafeeira, em sua expansão pelo Vale do Paraíba usou técnicas agrícolas que preservaram a qualidade dos solos.
e) as exportações de café foram responsáveis pelo ingresso de divisas na economia brasileira.

10) (FUVEST) A expansão cafeeira no Estado de São Paulo atingiu, por volta de 1900, pontos distantes a mais de 400 km do porto de Santos. Esta interiorização tornou-se possível porque:

a) o clima tropical de altitude favoreceu o plantio do café;
b) o crescimento da demanda internacional permitiu o aumento da produção;
c) o porto de Santos foi aparelhado para exportar grandes volumes de carga;
d) a produção pôde ser transportada por ferrovias;
e) o sistema de colonato incentivou a abertura de fazendas para o norte e oeste.

Gabarito:

1) A   2) B   3) A   4) B   5) O primeiro fator que podemos mencionar foi a crise da economia açucareira no século XVIII no Brasil, provocada pela concorrência do açúcar antilhano que rompeu com o monopólio brasileiro. A saída foi procurar outra atividade econômica que suprisse o declínio da economia. O café foi a salvação encontrada para esse problema. O segundo fator foi a luta pela independência do Haiti que era um importante exportador cafeeiro e que durante séculos foi colônia da França. Durante o processo emancipatório, os haitianos deixaram de abastecer o mercado europeu que, a partir do século XIX, passou a adquirir esse produto do Brasil, alavancando as vendas desse produto.   6) B  
7) Irineu Evangelista de Souza foi um empresário que contribuiu diretamente para o desenvolvimento econômico brasileiro durante o século XIX. Sua atuação no campo das indústrias influenciou o desenvolvimento de uma infraestrutura jamais vista no Brasil. A Companhia de Gás no Rio de Janeiro, a Estrada de ferro Mauá e a fundição e estaleiro da Ponta de Areia em Niterói foram os exemplos de investimentos de base realizados por ele que contribuíram para o desenvolvimento da economia cafeeira que passou a ter, por exemplo, a estrada de ferro para escoar sua produção. Além disso, ele ajudou na construção de rodovias para melhorar ainda mais a circulação de produtos agrícolas no Brasil.
8) B    9) E   10) D

domingo, 13 de janeiro de 2013

Guerra do Paraguai questões vestibular


Artigo sobre a guerra do Paraguai com questões de vestibular

Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital paraguaia.

Causas principais

Visando a província de Mato Grosso, o ditador paraguaio aproveitou-se da fraca defesa brasileira naquela região para invadi-la e conquistá-la. Fez isso sem grandes dificuldades e, após esta batalha, sentiu-se motivado a dar continuidade à expansão do Paraguai através do território que pertencia ao Brasil. Seu próximo alvo foi o Rio Grande do Sul, mas, para atingi-lo, necessitava passar pela Argentina. Então, invadiu e tomou Corrientes, província Argentina que, naquela época, era governada por Mitre. 


Início e desenvolvimento do conflito:

- A guerra teve início em novembro de 1864, quando um navio brasileiro foi aprisionado pelos paraguaios no rio Paraguai.

- Em dezembro de 1864, o Paraguai invadiu o Mato Grosso.

- No começo de 1865, as tropas paraguaias invadiram Corrientes (Argentina) e logo em seguida o Rio Grande do Sul.

- Em 1 de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai selam um acordo para enfrentar o Paraguai. Contam com a ajuda da Inglaterra.

- Em 11 de junho de 1865 ocorreu um dos principais enfrentamentos da guerra, a Batalha de Riachuelo. A vitória brasileira neste enfrentamento naval foi determinante para a derrota do Paraguai.

- Em abril de 1866 ocorreu a invasão do Paraguai.

- Em 1869, sob a liderança de Duque de Caxias, os militares brasileiros chegam a Assunção.

- A guerra terminou em 1870 com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora.

Saldo e consequências da Guerra:

- Nesta guerra morreram cerca de 300 mil pessoas (civis e militares);

- Cerca de 20% da população paraguaia morreu na guerra;

- A indústria paraguaia foi destruída e a economia ficou totalmente comprometida;

- O prejuízo financeiro para o Brasil, com os gastos de guerra, foi extremamente elevado e acabou por prejudicar a economia brasileira.

- A Inglaterra, que apoiou a Tríplice Aliança, aumentou sua influência na região.  

Exercícios sobre a Guerra do Paraguai

1) (UFU-MG) A Guerra do Paraguai, encerrada em 1870, foi um acontecimento com profundas implicações para os Estados que nela se envolveram militarmente. Considerando seus efeitos sobre o Império Brasileiro, podemos afirmar que:

I. o fortalecimento do exército, a participação de escravos na luta, o endividamento do Brasil e o abalo da opinião pública levaram a uma crise do Império, tendo como efeitos mais imediatos a criação do “Partido Republicano” e a aprovação da “Lei do Ventre Livre”.

II. a vitória brasileira possibilitou a reanexação da Cisplatina ao território do Império, repercutindo favoravelmente na opinião pública nacional e internacional.

III. o Brasil, com a vitória, conseguiu anexar parte do território do norte do Paraguai, obtendo acesso livre à navegação dos rios Paraná e Paraguai, fundamental à comunicação com o Mato Grosso.

IV. a vitória brasileira não satisfez a Inglaterra, que temia a afirmação do Brasil como uma grande potência econômica e militar na América do Sul. Assim, os ingleses buscaram atingir o Brasil com uma nova campanha contra a escravidão, levando à aprovação da “Lei do Ventre Livre”.

Assinale a alternativa correta:

a) II e III são corretas.
b) I e II são corretas.
c) I e III são corretas.
d) II e IV são corretas.

2) (Vunesp) Entre 1864 e 1870, a chamada  Tríplice Aliança enfrentou o Paraguai em um conflito que ficou conhecido como Grande Guerra ou Guerra do Paraguai.

a) Quais os países que formavam a Tríplice Aliança?
b) Como se deu o início do conflito entre o Brasil e o Paraguai?

3) (Vunesp) “A Guerra chegara ao fim. As cidades, as vilas, as aldeias estavam despovoadas. Sobrevivera um quarto da população – cerca de duzentas mil pessoas – noventa por cento do sexo feminino. Dos vinte mil homens ainda com vida, setenta e cinco por cento eram velhos acima de sessenta anos ou garotos menores de dez anos. Os próprios aliados ficaram abismados com a enormidade da catástrofe, a maior sucedida num país americano” – Mânlio Gancogni e Ivan Boris.

O texto refere-se ao conflito externo em que se envolveu o Império Brasileiro, conhecido como a Guerra:

a) da Cisplatina.
b) do Chaco.
c) de Canudos.
d) do Paraguai.
e) dos Farrapos.

4) (ACAFE/SC) A Guerra do Paraguai (1865/1870) foi um grande conflito que envolveu o Brasil durante o II Reinado. Acerca desse contexto, analise as afirmações a seguir:

I – O desenvolvimento econômico do Paraguai inquietava a Inglaterra, visto que os paraguaios tinham uma relativa independência do sistema capitalista internacional.
II – Para o Império brasileiro, o episódio que deu origem à guerra foi a invasão paraguaia no Rio Grande do Sul, onde Solano Lopes buscava, através do rio Guaíba, uma saída para o mar.
III – Os “Voluntários da Pátria”, batalhões organizados pelo Exército Imperial brasileiro, compostos principalmente por jovens educados na Europa que viam na guerra a oportunidade de ingressarem na carreira militar.
IV – Nessa guerra, as tropas brasileiras chegaram até a capital, Assunção, onde promoveram uma verdadeira carnificina contra as exauridas forças paraguaias e a população civil. 
Todas as afirmações corretas estão em:

a) III – IV
b) I – III
c) I – IV
d) II – IV
e) I – II – III

5)  (UFMS) A guerra entre o Paraguai e a Tríplice Aliança (1864-1870) foi um dos mais sangrentos conflitos bélicos ocorridos na América e, dada a sua significância, tem sido um tema bastante pesquisado por historiadores, cujos estudos mais recentes contrariam antigas idéias a respeito dessa luta armada. No que se refere a esses novos estudos e às antigas versões sobre a chamada Guerra do Paraguai, como o conflito é conhecido no Brasil, pode-se afirmar que: 

1 - tanto os estudos publicados nas décadas de 1970 e 1980 quanto os mais recentes, vulgarizados a partir da década de 1990, são unânimes na constatação de que, na época da guerra, o Paraguai era, de fato, o país mais próspero da América Latina, conhecido pela austera política de desenvolvimento econômico aliada à inclusão social;
2 - estudos recentes, como os de Francisco Doratioto, autor de Maldita Guerra: Nova História da Guerra do Paraguai (São Paulo: Companhia das Letras, 2002), mostram que as origens do conflito também podem estar no processo de consolidação dos Estados Nacionais na região platina;
4 - pesquisas desenvolvidas a partir da década de 1980 mostram que o quadro político, que se desenhara às vésperas da guerra, aproximou ideologicamente, pela primeira vez na história, o Brasil e a Argentina, os quais, juntamente com o Uruguai, compuseram a Tríplice Aliança;
8 - para os estrangeiros, na época da guerra, o Brasil tinha um exército constituído majoritariamente por fidalgos escravocratas, conhecido pelas crueldades praticadas contra a população pobre do Paraguai, entre 1868 e 1870;
16 - a partir da década de 1970, sobretudo, a tese de que o imperialismo inglês foi a causa maior da guerra ganhou muito espaço na historiografia dos platinos, a exemplo do que consta no conhecido Genocídio Americano: a Guerra do Paraguai, de Júlio José Chiavenato (São Paulo: Brasiliense, 1984).
SOMATÓRIA (_____)

6)  (UNEMAT/MT) Após a Guerra do Paraguai (1864-1869), Mato Grosso parece ressurgir economicamente dentro do cenário nacional, e de certo modo, no cenário internacional. Com base nesta afirmativa, julgue os itens: 

a) Com a abertura da navegação pelo Rio Paraguai, Mato Grosso pôde inserir-se definitivamente ao grande mercado brasileiro e sul americano.
b) Neste período, o produto de maior destaque de Mato Grosso ainda eram extrativistas: o ouro e diamantes.
c) A chegada de inúmeras casas comerciais em Cuiabá e Cáceres é uma das características deste período.
d) Apesar da economia em crescimento e das possibilidades de investimento, Mato Grosso pouco foi procurado por estrangeiros desejosos de investir no Brasil, seja no comércio seja no setor produtivo.

7)  (UFES) A Guerra do Paraguai, considerada o maior conflito armado da história da América do Sul, além de provocar a morte de inúmeros paraguaios, brasileiros, argentinos e uruguaios, foi a causa do desequilíbrio econômico e do aumento substancial das dívidas externas dos países envolvidos no conflito. Apesar disso, a guerra foi um "bom negócio" para:

a) os paraguaios, que conquistaram territórios estratégicos para seu desenvolvimento na Bacia do Prata;
b) os argentinos, que conquistaram vastas porções do território paraguaio e anexaram áreas do Rio Grande do Sul;
c) os norte-americanos, que aumentaram a sua exportação de açúcar e trigo para o Uruguai e para o Brasil;
d) os brasileiros, que não tiveram grandes prejuízos com a guerra e conquistaram parte do território argentino e paraguaio;
e) os ingleses, que emprestaram milhões de libras para os países da Tríplice Aliança, com juros altos, através de seus bancos.

8) Leia o texto abaixo sobre a Guerra do Paraguai. 
Enquanto o café seguia sua marcha no Oeste Paulista e as propostas de abolição gradual da escravatura davam os primeiros passos, um acontecimento internacional iria marcar profundamente a história do segundo Império. Esse acontecimento foi a Guerra do Paraguai, travada por mais de cinco anos, entre 11 de novembro de 1864, quando ocorreu o primeiro ato das hostilidades, e 1o. de março de 1870. Ela é conhecida, na América espanhola, como Guerra da Tríplice Aliança. (BORIS, F. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995. p. 208.) A declaração de guerra do Paraguai ao Brasil deu início ao mais longo conflito em território americano. Pode-se afirmar que a Guerra do Paraguai: 

a) resultou do acirramento da competição na região do Prata, especialmente pelo controle da produção de charque; 
b) foi incentivada pelo apoio da Inglaterra ao Paraguai, na tentativa de fortalecimento do controle econômico sobre a região do Prata; 
c) teve como conseqüência a demonstração de poder político da Inglaterra, especialmente após a Questão Christie; 
d) levou à formação da Tríplice Aliança, unindo Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai de Francisco Solano López; 
e) ocasionou uma nova composição de forças, envolvendo Brasil, Argentina e Bolívia, após o aprisionamento do navio brasileiro “Marquês de Olinda”, pelo Uruguai. 

9) (UFSC 2011) Leia o texto abaixo com atenção.

Durante cinco anos, a partir de 1865, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai envolveram-se em um conflito armado com resultados trágicos para todos os participantes [...]. Alguns historiadores se referem às consequências da Guerra do Paraguai com a expressão genocídio americano.

MURARO, V. F. História de Santa Catarina para ler e contar. Florianópolis: Cuca Fresca, 2003. p. 68.

Com base no texto e sobre a Guerra do Paraguai, assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

1) As forças militares  do  Brasil, Argentina  e  Uruguai, numericamente  superiores, encontraram pouca resistência das tropas paraguaias para detê-las.
2) Declarada a guerra, Santa Catarina, por sua posição estratégica, serviu de base de operações das tropas brasileiras.
4) O  Batalhão  dos  Voluntários  da  Pátria  foi  reforçado  com  o  recrutamento  de  escravos  e imigrantes alemães.
8) Durante a Guerra do Paraguai, as forças navais paraguaias invadiram o porto de Laguna em busca de víveres.
16) Ao acolher os feridos nas batalhas, áreas da cidade do Desterro foram contaminadas e, a partir de então, as epidemias se tornaram frequentes na Ilha de Santa Catarina.
32) As causas da guerra foram econômicas, pois o Paraguai do século XIX era a maior potência da região porque tinha acesso privilegiado a vários portos marítimos.

10) (UFGD) De acordo com recentes estudos produzidos no âmbito da historiografia brasileira, como o livro Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai, do historiador Francisco Doratioto (São Paulo: Companhia das Letras, 2002), entre as causas ou motivações da guerra entre o Paraguai e a Tríplice Aliança podemos citar:

a) a ameaça que Solano López representava aos interesses ingleses na região platina e o acelerado desenvolvimento industrial do Paraguai;
b) o processo de consolidação dos estados nacionais no Prata, as questões de geopolítica regional e os interesses econômicos dos países envolvidos no conflito;
c) o desenvolvimento industrial argentino e sua necessidade de ampliação de mercados na região platina, em especial no antigo Mato Grosso;
d) a situação de extrema fraqueza militar do Paraguai, que estimulou seus vizinhos a ataca-lo;
e) o caráter democrático do regime de Solano López, que constituía uma ameaça aos governos ditatoriais que imperavam nos países vizinhos.

Gabarito:

1) C   2) A) Brasil, Argentina e Uruguai uniram suas forças para a formação da chamada Tríplice Aliança.
 B) O conflito entre Brasil e Paraguai aconteceu enquanto resultado de uma antiga disputa envolvendo a livre navegação no Rio da Prata. Possuindo um projeto de orientação expansionista, o governo de Solano Lopez se transformou em uma séria ameaça aos interesses econômicos que o governo brasileiro tinha na região. Buscando o apoio de grupos políticos uruguaios, o Paraguai buscou controlar a navegação do Prata e assim limitar a influência econômica do Brasil naqueles territórios.   3) D   4) C   5) 2   6) A e C  7) E   8) D  
9) 2 e 4    10) B


sábado, 12 de janeiro de 2013

Segundo reinado questões vestibular


O Segundo Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro II. Teve início em 23 de julho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou Pedro de Alcântara maior de idade com 14 anos e, portanto, apto para assumir o governo. O 2º Reinado terminou em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República.

O governo de D. Pedro II, que durou 49 anos, foi marcado por muitas mudanças sociais, política e econômicas no Brasil.



A Politica Externa do Segundo Reinado
Na politica externa mas precisamente na região platina, D. Pedro II teve que intervir militarmente para resolver impasses políticos nos governos da Argentina e Uruguai, na chamada Guerra contra Oribe e Rosas.

O Presidente Uruguaio Manuel Oribe juntamente com o Presidente Argentino Ruan Rosas planejavam unir seus governos visando a criação de uma grande nação que dominaria a Região do Plata.

Caso isso acontecesse o Império Brasileiro teria como vizinho uma poderosa nação que possivelmente disputaria com o Brasil, a termo de grandiosidade, a hegemonia sobre a Ámerica do Sul.

Sentido-se ameaçado com essa união, o Império Brasileiro agiu rapidamente, interviu militarmente no Uruguai além de dar suporte militar aos oposicionistas do Ditador Argentino Juan Manuel Rosas.

Com o consentimento do Brasil, Fructuoso Rivera tornou-se o novo Presidente do Uruguai e enquanto na Argentina o General José de Urquiza conseguiu derrubar o governo de Rosas e se transformou Primeiro Presidente Constitucional da Argentina.

O fato histórico mais marcante do Segundo Reinado ocorreu em 1865, ano em que o Império Brasileiro envolveu-se na chamada Guerra do Paraguai. Ao final da guerra o Governo Imperial perderia seu pouco prestigio que ainda restava.

A Questão Christie
No governo de D. Pedro II, o Brasil também se envolveu numa pequena crise diplomática com a Inglaterra. Três oficiais beberrões da marinha inglesa foram presos no Rio de Janeiro acusados de baderna. Logo estes marinheiros foram liberados ao serem reconhecidos como militares ingleses.

Ao ser informado do incidente, o Embaixadodor Britânico, William Christie, exigiu do Governo Brasileiro que fossem feitas desculpas formais. Christie também levantou ainda a questão de outro incidente passado. Exigiu que o Brasil indenizasse a Inglaterra pelo saque da carga do Prince of Wales, navio de carga inglês que naufragou no Rio Grande do Sul.

O Império Brasileiro não havia se curvado a tais reivindicações e por isso os ingleses valendo de uma esquadra naval aportada no Brasil apreendeu 5 navios mercantes brasileiros. O Governo Imperial afim de evitar um incidente ainda maior, pagou a indenização exigida pelos ingleses.

Não conformado com a atitude inglesa, o Brasil enviou representantes diplomáticos a Londres afim de exigir dos ingleses uma indenização por terem violado a soberania territorial do Brasil.

O Rei da Bélgica, Leopoldo I, envolve-se na crise diplomática como mediador. O soberano Belga foi favorável ao Brasil mas mesmo assim a diplomacia inglesa negou-se a pedir desculpas e por isso D. Pedro II decidiu cortar relações diplomáticas com a Inglaterra.

A Economia do Segundo Reinado
No início do Brasil Imperial o café substituiu o a cana-de-açucar como principal produto economico brasileiro.

O café inicialmente introduzido no Vale do Paraiba, São Paulo, e região fluminense do Rio de Janeiro, se expandiu rapidamente por se tornar um produto de grande aceitação no mercado mundial.

Nasce assim uma nova elite, agora concentrada no sudeste, a Elite Cafeeira, que tornou-se mais rica que os antigos senhores de engenho da elite do açúcar nordestina.

Os escravos negros que antes foram usados na indústria açucareira e na extração de ouros das minas, continuou a ser a força motora da economia ao serem redirecionados para os cafezais.

O trabalho escravo no Brasil diminuiria com o tempo devido ao capitalismo industrial, que necessitava de mais e mais compradores para absorver a produção.

O Brasil por ser um dos maiores países escravocratas do Século XIX, estava sofrendo pressões de nações capitalistas, em especial a Inglaterra.

O escravismo no Brasil diminuiria gradativamente com a aprovação de leis que buscavam o fim da escravidão. Já com poucos escravos para absolver a demanda de trabalho, a elite cafeeira teve que se adequar a nova realidade.

Partidos Políticos vigentes no segundo reinado
- Partido Liberal – constituiu-se no ano de 1837, protegia os interesses dos indivíduos que formavam a classe média da sociedade urbana e comercial, a ambição dos bacharéis, os ideais políticos e sociais avançados das classes não comprometidas diretamente com a escravidão, e cuidava também do que era importante para os donos de terras.

- Partido Conservador – pregava a conservação do poder político nas mãos dos grandes donos de escravos campestres. Não defendia o caráter revolucionário ou democrático do regime. No decorrer do segundo reinado, liberais e conservadores se revezaram no poder.

Parlamentarismo e Poder Moderador
No ano de 1847 foi implantado o Parlamentarismo, forma de governo na qual o poder responsável por criar as leis – o Legislativo -, representado pelos deputados e senadores, passa a exercer um posto muito respeitado. O parlamentarismo no Brasil iniciou-se, de fato, com a instituição da presidência do corpo consultivo de ministros e quem fixava o nome do eleito era D. Pedro II. O sistema parlamentar brasileiro tinha uma característica própria, oposta ao do regime da Inglaterra – neste país o povo tinha o direito de indicar o seu parlamentar, a quem cabia optar pela escolha do primeiro-ministro e sua deposição, caso necessário. No Brasil era o presidente do conselho quem estabelecia o quadro de ministros, motivo pelo qual historicamente ficou conhecido como Parlamentarismo às avessas. D. Pedro II, que contava com o apoio do Partido Moderador, gozava de absoluto poder sobre a Assembléia, tendo força suficiente para demitir todo o ministério e escolher outro presidente do conselho, ou até mesmo diluir a Câmara e chamar novas eleições, conforme os acontecimentos políticos do momento.

Escravidão e ausência de participação popular
O governo imperial brasileiro resistia em banir o tráfico de escravos, contando com o apoio da elite. Contudo, havia tratados, normas sociais e acordos firmados neste sentido com a Inglaterra, país que, por razões econômicas, defendeu o fim do tráfico de escravos. No dia 4 de setembro de 1850, pela lei n◦ 581, o Brasil deu-se por vencido e tornou oficialmente pública a Lei Eusébio de Queirós, a qual decidiu categoricamente eliminar o tráfico de escravos para o Brasil. Os últimos escravos que para cá foram trazidos aportaram em Pernambuco em 1855.
Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que terminou com a escravidão dos negros no Brasil. Sem a mão-de-obra escrava, a solução encontrada pelos bem sucedidos fazendeiros paulistas foi o estímulo à vinda de colonos estrangeiros, os quais introduziram o trabalho assalariado. O Brasil foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão.

Declínio do Segundo reinado

A República estava surgindo aos poucos, como conseqüência de profundas mudanças econômicas, políticas e sociais que estavam ocorrendo no País. A produção de café, em virtude do desgaste do solo, decaiu no Vale do Rio Paraíba e no Rio de Janeiro. Em contrapartida, o Oeste Paulista ampliou sua produção, favorecido pelas terras roxas, adequadas ao cultivo do café. Para os grandes proprietários de terras nordestinos a monarquia já não lhes favorecia; assim o sistema monárquico foi perdendo força perante as novas pretensões políticas e sociais emergentes. As mudanças incomodaram e através de um golpe político implantou-se a República no Brasil, no dia 15 de novembro de 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca assumiu o governo transitório da república.

questões segundo reinado

1) (Fuvest) Durante o período em que o Brasil foi Império houve, entre outros fenômenos, a

a) consolidação da unidade territorial e a organização da diplomacia.
b) predominância da cultura inglesa nos campos literário e das artes plásticas.
c) constituição de um mercado interno nacional, integrando todas as regiões do país.
d) incidência de guerras externas e a ausência de rebeliões internas nas províncias.
e) inclusão social dos índios e a abolição da escravidão negra.

2) (UFMT) Durante o Segundo Reinado, com a consolidação de um projeto político nacional, após os conturbados anos da década de 30 do século XIX, o Brasil ampliou sua projeção externa e esteve envolvido em várias questões importantes no plano internacional, principalmente na região da Bacia do Prata. Sobre a política externa do Segundo Reinado para essa região, é correto afirmar:

a) Foi negociado o fim da Guerra da Cisplatina.
b) O Brasil subjugou a Argentina na guerra contra o Aguirre.
c) Foi celebrada uma aliança com o Paraguai para conter a expansão uruguaia.
d) O Brasil promoveu a paz na região.
e) Foi criada a Tríplice Aliança contra o Paraguai.

3) A política externa do Segundo Reinado, em relação à República do Paraguai, tinha por objetivo: 

a) retomar a posse da ex-província Cisplatina;
b) assegurar a livre navegação na Bacia Platina;
c) restaurar o vice-reinado do Prata;
d) defender o sistema monárquico;
e) criar um órgão de defesa interamericano.

4)  (FEI/SP) Irineu Evangelista de Sousa, Barão e Visconde de Mauá, foi um empreendedor que investiu em vários campos: Companhia de Navegação a Vapor no Amazonas e Rio Grande do Sul, Companhia de Iluminação a gás no Rio de Janeiro, companhias de bonde e estradas de ferro e outros.
Em qual período da história do Brasil Mauá se destacou? 

a) República Velha.
b) Período Colonial.
c) Segundo Reinado.
d) Era Vargas.
e) Independência.

5) (FGV/RJ) A Questão Christie teve como efeito: 
a) o exercício de represálias navais inglesas contra o Brasil;
b) o rompimento de relações diplomáticas entre o Brasil e a Inglaterra;
c) a vitória brasileira no arbitramento do rei dos belgas, Leopoldo I;
d) o reatamento das relações entre os dois países em 1865;
e) todas as respostas combinadas. 

6) UFPR) A economia cafeeira foi o principal meio de acumulação de capital no Brasil, durante o século XIX.
“É na região do café que o desenvolvimento das relações capitalistas é mais acelerado e é aí que se encontra a maior parte da indústria nascente brasileira.”
(Silva, Sérgio. expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil. São Paulo, Alfa-Ômega, 1976)
A respeito dessas questões, é correto afirmar que: 
1 - o incremento de consumo do café na Europa e nos Estados Unidos foi um dos fatores determinantes para a expansão da lavoura cafeeira no Brasil;
2 - a lavoura cafeeira transformou a Região Sudeste na mais importante, economicamente, do país;
4 - ao se examinar o processo histórico brasileiro, nota-se que há ligação entre expansão cafeeira, imigração, urbanização e industrialização;
8 - a burguesia agroexportadora foi responsável pela industrialização maciça que antecedeu o grande impulso da economia cafeeira;
16 - apesar da dependência do mercado externo, a economia cafeeira acabou favorecendo, mesmo que indiretamente, o crescimento industrial do Brasil.
SOMATÓRIA (_____)

7)  (FGV/RJ) José Thomaz Nabuco de Araújo afirmou em famoso discurso na Câmara dos Deputados, em 6 de julho de 1853: "Senhores, a missão do governo, e principalmente do governo que representa o princípio conservador, não é guerrear e exterminar famílias, antipatizar com nomes, destruir influências que se fundam na grande propriedade, na riqueza, nas importâncias sociais; a missão de um governo conservador deve ser aproveitar essas influências no interesse público, identificá-las com a monarquia e com as instituições, dando-lhes prova de confiança para que possa dominá-las, dirigi-las e neutralizar as suas exagerações. Se representais o princípio conservador, como quereis destruir a influência que se funda na grande propriedade?"
(Joaquim Nabuco. Um estadista do Império. Rio de Janeiro, Topbooks, 1997.) A partir da leitura do texto acima, considere as afirmativas:

I. a monarquia representava a integridade do país e a estabilidade política, graças a um complexo jogo de acomodações, no seio do Conselho de Estado, dos conflitos entre as elites e as classes populares;
II. a diversidade econômica decorrente da expansão cafeeira e do crescimento urbano acabou por provocar o fortalecimento do papel de árbitro encarnado pelo monarca;
III. a maioria dos políticos pertencia à "boa sociedade", unidos muitas vezes por laços familiares e compartilhando uma mesma visão de mundo, baseada defesa da grande propriedade e do trabalho escravo;
IV. os conservadores contestavam o sistema eleitoral vigente e reivindicavam eleições diretas e não-censitárias. 

Assinale:
a) se somente a afirmativa III estiver correta;
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas;
c) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas;
d) se somente as afirmativas I, III e IV estiverem corretas;
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

8) (UPF/RS) A crise do governo Zacarias, em 1868, marcou o início do processo de decadência do regime imperial brasileiro, que findou, em 1889, com a Proclamação da República. Considere as seguintes afirmativas sobre esse processo:

I. A fundação do Partido Republicano, em 1870, teve origem na dissidência do Partido Liberal de 1868.
II. Os “barões do café”, setor oligárquico vinculado ao Império, mantiveram a sua situação econômica e política inalterada durante o processo.
III. A expansão da economia cafeeira, no oeste paulista, a partir da segunda metade do século XIX, gerou um novo setor da classe dominante: a burguesia cafeeira paulista.
IV. A extinção oficial do tráfico negreiro, em 1850, acelerou o processo de diversificação econômica, principalmente o da industrialização.
Escolha a alternativa que contém apenas os números de todas as afirmações corretas: 

a) I, II
b) I, III
c) I, II, III
d) I, IV
e) I, III, IV

9) (PUC-PR) - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - 
O Segundo Reinado (1840-1889) marcou o auge da forma de governo monárquica no Brasil. A respeito da política externa dessa época, assinale a única alternativa INCORRETA:

a) O Império, aproveitando-se da rebelião dos seringueiros e revelando traços imperialistas, obteve da Bolívia a região do Acre, formalizando a conquista com o Tratado de Petrópolis.
b) A Questão Christie culminou com o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra.
c) O Império interveio militarmente no Uruguai e provocou a queda de Aguirre, do Partido Blanco, apesar da solidariedade que este tinha de Solano Lopes.
d) O Império interveio militarmente na Argentina, juntamente com algumas províncias deste país, em rebelião contra seu presidente, João Manuel Rosas.
e) Nenhum atrito digno de registro ocorreu entre o Brasil e o Império Alemão, do qual recebemos numerosos colonos ou imigrantes.

10) (PUC-PR) O Tratado da Tríplice Aliança foi assinado em 1.º de maio de 1865 pelos seguintes países:

a) Bolívia, Brasil e Uruguai;
b) Argentina, Bolívia e Brasil;
c) Argentina, Brasil e Uruguai;
d) Argentina, Bolívia e Uruguai;
e) Argentina, Paraguai e Uruguai.

11)  (UCS/RS) Associe os períodos da História do Brasil Império, listados na Coluna A, às características que os identificam, indicadas na Coluna B.

Coluna A
1 – Primeiro Reinado (1822 a 1831)
2 – Período Regencial (1831 a 1840)
3 – Segundo Reinado (1840 a 1889)
Coluna B
( ) Período conturbado, caracterizado pelas lutas entre restauradores, exaltados e moderados, assim como pelas rebeliões provinciais que colocaram em risco a integridade territorial e política do País.
( ) Caracterizou-se por ser um período de transição, marcado por uma aguda crise econômica, financeira, social e política, com a divisão do Partido Brasileiro em duas facções: a conservadora e a liberal.
( ) Período em que a economia passou a ter o café como produto fundamental e foram realizados alguns reforços industrializadores, dentre os quais, um dos mais importantes, aquele empreendido pelo Barão de Mauá.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo:

a) 1 – 2 – 3
b) 3 – 2 – 1
c) 2 – 3 – 1
d) 3 – 1 – 2
e) 2 – 1 – 3

12) PUC-PR) Em alguns livros, o período da história do Império Brasileiro entre 1850 a 1870 tem o seu nome elogiado como “empresário moderno, empreendedor, a presença de escravos em seus negócios, após a decretação do fim do tráfico em 1850, no entanto, compromete sua fama de abolicionista”. O texto se refere à chamada Era:

a) Ubá;
b) Itajubá;
c) Penedo;
d) Cotegipe; 
e) Mauá. 

13) (UFBA) Há mais de um século, teve início no Brasil um processo de industrialização e crescimento urbano acelerado. Podemos identificar, como condições que favoreceram essas transformações:

a) a crise provocada pelo fim do tráfico de escravos que deu início à política de imigração e liberou capitais internacionais para a instalação de indústrias.
b) os lucros auferidos com a produção e a comercialização do café, que deram origem ao capital para a instalação de indústrias e importação de mão-de-obra estrangeira.
c) a crise da economia açucareira do nordeste que propiciou um intenso êxodo rural e a conseqüente aplicação de capitais no setor fabril em outras regiões brasileiras.
d) os capitais oriundos da exportação da borracha amazônica e da introdução de mão-de-obra assalariada nas áreas agrícolas cafeeiras.
e) a crise da economia agrícola cafeeira, com a abolição da escravatura, ocasionando a aplicação de capitais estrangeiros na produção fabril.

14) (UFPA) "A enorme visibilidade do poder era sem dúvida em parte devida à própria monarquia com suas pompas, seus rituais, com o carisma da figura real. Mas era também fruto da centralização política do Estado. Havia quase unanimidade de opinião sobre o poder do Estado como sendo excessivo e opressor ou, pelo menos, inibidor da iniciativa pessoal, da liberdade individual. Mas (...) este poder era em boa parte ilusório. A burocracia do Estado era macrocefálica: tinha cabeça grande mas braços muito curtos. Agigantava-se na corte mas não alcançava as municipalidades e mal atingia as províncias. (...) Daí a observação de que, apesar de suas limitações no que se referia à formulação e implementação de políticas, o governo passava a imagem do todo-poderoso, era visto como o responsável por todo o bem e todo o mal do Império." Carvalho, J. Murilo de. TEATRO DE SOMBRAS. Rio de Janeiro, IUPERJ/ Vértice, 1988. O fragmento acima refere-se ao II Império brasileiro, controlado por D. Pedro II e ocorrido entre 1840 e 1889. Do ponto de vista político, o II Império pode ser representado como:

a) palco de enfrentamento entre liberais e conservadores que, partindo de princípios políticos e ideológicos opostos, questionaram, com igual violência, essa aparente centralização indicada na citação acima e se uniram no Golpe da Maioridade.
b) jogo de aparências, em que a atuação política do Imperador conheceu as mudanças e os momentos de indefinição acima referidos - refletindo as próprias oscilações e incertezas dos setores sociais hegemônicos -, como bem exemplificado na questão da Abolição.
c) cenário de várias revoltas de caráter regionalista - entre elas a Farroupilha e a Cabanagem - devido à incapacidade do governo imperial controlar, conforme mencionado na citação, as províncias e regiões mais distantes da capital.
d) universo de plena difusão das idéias liberais, o que implicou uma aceitação por parte do Imperador da diminuição de seus poderes, conformando a situação apontada na citação e oferecendo condições para a proclamação da República.
e) teatro para a plena manifestação do poder moderador que, desde a Constituição de 1824, permitia amplas possibilidades de intervenção políticas para o Imperador - daí a ideia de centralização da citação - e que foi usado, no Segundo Reinado, para encerrar os conflitos entre liberais e socialistas.

15) (FEI) O Segundo Reinado, preso ao seu contexto histórico, não foi capaz de dar resposta às novas exigências de mudanças. Quando se analisa a desagregação da ordem monárquica imperial brasileira, percebe-se que ela se relacionou principalmente com a:

a) estrutura federativa vigente e a conspiração tutelada pelo exército.
b) bandeira do socialismo levantada pelos positivistas.
c) eliminação da discriminação entre brancos e negros.
d) forte diferenciação ideológica entre os partidos políticos.
e) abolição da escravidão e o desinteresse das elites agrárias com a sorte do Trono.

16) (FATEC-SP) A partir do golpe da maioridade, em 1840, a vida partidária brasileira resumiu-se a dois partidos: o antes partido progressista passou a chamar-se partido liberal e o regressista passou a chamar-se partido conservador. Pode-se considerar como característica desses partidos:

a) Os partidos do império sempre tiveram plataformas políticas bem definidas.
b) As divergências entre as várias classes da sociedade brasileira estavam representadas nos programas partidários.
c) Do ponto de vista ideológico, não havia diferenças entre os liberais e conservadores, pois eram "farinha do mesmo saco".
d) Os conservadores sempre estiveram no poder e os liberais sempre estiveram na oposição.
e) Ambos tinham influência ideológica externa nos seus programas, apesar de proibido por lei.

17) (UFC) Fazendo um balanço econômico do Segundo Reinado, podemos afirmar que ele foi um período no qual:

a) algumas atividades ganharam importância, como a criação do gado no Rio Grande do Sul e as lavouras de açúcar no Nordeste.
b) o Brasil deixou de ser um país essencialmente agrário, ingressando na era da industrialização.
c) a Amazônia passou a ter um grande destaque com o "boom", desde 1830, da produção da borracha.
d) ocorreram grandes transformações econômicas com as quais o centro-sul ganhou projeção em detrimento do nordeste.
e) as diversas regiões brasileiras tiveram um crescimento econômico constante, uniforme e progressivamente integrado.

18) A consolidação do Império nas duas primeiras décadas do Segundo Reinado está ligada à(ao):

a) afirmação do projeto autonomista liberal, pondo fim às Rebeliões Provinciais.
b) recuperação das lavouras tradicionais, como açúcar, eliminando-se a hegemonia do setor cafeeiro.
c) conciliação entre liberais e conservadores, para conter o crescente movimento republicano.
d) hegemonia do projeto político conservador, centralizado e que projetava a Coroa sobre os Partidos.
e) encaminhamento da abolição, garantindo-se a mão-de-obra à lavoura através da imigração

19) (UFPE) A vida político-partidária do Segundo Reinado estava marcada pela disputa entre o Partido Conservador e o Partido Liberal. Os dois partidos se caracterizavam por, exceto:
 
a) defender a monarquia e a preservação do "status quo";
b) representar os interesses da mesma elite agrária;
c) possuir profundas diferenças ideológicas e de natureza social;
d) ter origem social semelhante;
e) alternarem-se no poder, com predomínio dos conservadores.

20) (FAZU) As estradas de ferro brasileiras, no Segundo Reinado, concentravam-se, sobretudo, nas regiões de produção:
 
a) do fumo
b) do milho
c) do cacau
d) do café
e) do feijão
 

Gabarito:

1) C   2) E   3) B   4) C  5) E   6) 23   7) A   8) E   9) A  10) C   11) E  12) E   13) B   14) B  15) E
16) C  17) D  18) D   19) C   20) D