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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Era Napoleônica e o Congresso de Viena - resumo

Era Napoleônica


Napoleão Bonaparte nasceu em Ajaccio, Córsega em 1769. Foi tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos e general aos 27 anos, saindo vitorioso em várias batalhas na Itália e na Áustria. 
Foi um dos chamados "monarcas iluminados", que aderiram ao movimento filosófico chamado Iluminismo.
Napoleão Bonaparte esteve no poder da França durante 15 anos e nesse tempo conquistou grande parte da Europa.. Para os biógrafos, seu sucesso se deu devido a sua grande capacidade como estrategista, seu espírito de liderança e ao seu talento para empolgar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas.

Os processos revolucionários provocaram certa tensão na França, de um lado estava a burguesia insatisfeita com os jacobinos, formados por monarquistas e revolucionários radicais, e do outro lado as monarquias europeias, que temiam que os ideais revolucionários franceses se propagassem por seus reinos.
Foi derrubado na França, sob o comando de Napoleão, o governo do Diretório. Junto com a burguesia, Napoleão estabeleceu o consulado, primeira fase do seu governo. Este golpe ficou conhecido como 'Golpe 18 de Brumário' em 1799. O Golpe 18 de Brumário, marca o início de um novo período na história francesa, e conseqüentemente, da Europa: a Era Napoleônica.

Seu governo pode ser dividido em três partes: 
Consulado (1799-1804) 
Império (1804-1814) 
Governo dos Cem Dias (1815) 

Consulado (1799-1804)
O governo do consulado foi instalado depois da queda do Diretório. O consulado possuía caráter republicano e militar. No poder Executivo, três pessoas eram responsáveis: dois cônsules e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais dispunha de influência e poder era o próprio Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsul da República.
No consulado, a burguesia detinha o poder e assim, foi consolidada com o grupo central da França. A forte censura à imprensa, a ação violenta dos órgãos policiais e o desmanche da oposição ao governo colocaram em questão os ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade” características da Revolução Francesa.
Entre os feitos de Napoleão (na época), podemos citar: 
Economia – Criação do Banco da França, em 1800, controlando a emissão de moeda e a inflação; criação de tarifas protecionistas, fortalecendo a economia nacional. 
Religião – Elaboração da Concordata entre a Igreja Católica e o Estado, o qual dava o direito do governo francês de confiscar as propriedades da Igreja, e em troca, o governo teria de amparar o clero. 
Direito – Criação do Código Napoleônico, representando em grande parte os interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos perante à lei, etc. 
Educação – Reorganização e prioridades para a educação e formação do cidadão francês. 

Os resultados obtidos neste período do governo de Napoleão agradaram à elite francesa. Com o apoio destas, Napoleão foi elevado ao nível de cônsul vitalício, em 1802. 

 Império
 (1804-1815) 
Esta fase corresponde ao auge da Era Napoleônica. Primeiramente, Napoleão ordenou a criação de vários impostos, deu os mais altos cargos do reino para membros de sua família e promoveu a construção de imponentes obras. Neste período, vemos claramente o perfil expansionista do imperador francês, uma vez que o mesmo dominou quase todo o continente europeu. 
A rivalidade entre França e Inglaterra se acentuou mais ainda nesse contexto, uma vez que os dois países eram as grandes potências da época. Ciente de que não seria capaz de derrotar a poderosa marinha inglesa, Napoleão criou o Bloqueio Continental, decreto que proibia todos os países de manterem relações comerciais com a Inglaterra. A clara intenção de Bonaparte era arruinar os ingleses economicamente.
De fato, o Bloqueio Continental não surtiu o efeito desejado, uma vez que alguns países não o cumpriram. Portugal, por exemplo, fora um desses países, aspecto que levou à invasão de seu território pelas tropas francesas. Aliás, a invasão das tropas napoleônicas em Portugal foi o que desencadeou a fuga da família real para o Brasil. 
A Rússia também descumpriu o Bloqueio Continental e comercializou com a Inglaterra. Napoleão e seus homem marcharam contra a Rússia, mas foram praticamente vencidos pelo imenso território russo e principalmente, pelo rigoroso inverno. Além disso haviam conspirações de um golpe na França, o que fez Napoleão voltar rapidamente para controlar a situação. 

Após esses fatos temos a luta da coligação européia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador foi obrigado a abdicar. 
Congresso de Viena
O Congresso de Viena ocorreu de 1° de outubro de 1814 a 9 de junho de 1815, período posterior à derrota da França de Napoleão.  O restabelecimento da ordem na França e a busca da paz comum no velho continente foram também os principais objetivos do congresso.
Foi decidido que a França deveria pagar uma indenização de guerra e instituir um novo governo conservador sob as influências do clero e da nobreza, mantendo os mesmo limites territoriais. A Prússia e a Áustria receberam territórios da Alemanha e da Itália.
Além das vantagens políticas às nações vencedoras, os termos de paz foram documentados pela assinatura do Tratado de Paris assinado em 30 de maio de 1814. O Ato Final do Congresso de Viena foi assinado em 9 de junho de 1815, nove dias antes da última derrota das tropas napoleônicas na batalha de Waterloo.
O Congresso buscou equilibrar as questões de território entre as nações que haviam perdido parte de seus territórios à França napoleônica. Em suma, tratou-se de uma conferência entre os vencedores e o derrotado Império de Napoleão para a instauração da paz na Europa, restabelecimento  do território entre os países, restabelecimento do poder de modo equilibrado, pagamento de indenização por parte da França e demais garantias.
Foi adotado também o Instrumento de Ação na qual a Santa Aliança, uma frente político-militar formada pelos exércitos feudais, tinha plenos poderes para atuar sobre qualquer conflito que ameaçasse ou afetasse as bases e tranqüilidade do Antigo Regime. A Santa Aliança tinha poderes de também intervir nas independências da América.
O Congresso de Viena foi liderado pelo estadista austríaco Klemens Wenzel Von Metternich, Príncipe da Áustria, com a presença do Ministro de Negócios Estrangeiros e do Barão Wessenberg. A Prússia teve o príncipe Karl August Von Hardenberg como seu representante, ao lado do chanceler Wilhelm Von Humboldt.
A Áustria foi representando por Metternich, general-chefe. A França, nação derrotada no fim dos conflitos, foi representada por Charles Maurice de Talleyrand Périgord. O representante francês conseguiu incluir a França nas reuniões, teimando com a decisão inicial, dos países vitoriosos, de bani-la das decisões.

Governo dos Cem Dias (1815) 
.
Após a consolidação do fim do Antigo Regime feita pela Revolução Francesa, instalar novamente a monarquia na França não parecia ser uma boa ideia. Desta forma, em meados de 1815, Napoleão aproveitou-se da insatisfação do povo em relação ao rei e assumiu o governo francês outra vez. No entanto, tal governo durou apenas três meses, aproximadamente. Os países aliados se reuniram outra vez, e com mais de um milhão de soldados, derrotaram Bonaparte definitivamente na famosa Batalha de Waterloo, em 18 de junho de 1815.

Após sua derrota, Napoleão foi aprisionado na Ilha Santa Helena, local onde permaneceu até sua morte, em 1821.


Fontes: www.historiadomundo.com.br/
             www.chumanas.com/
             www.infoescola.com/

Questões de vestibular sobre a Era Napoleônica e o Congresso de Viena

1) (Puccamp) No contexto histórico da Revolução Francesa, o episódio denominado "O Golpe do 18 Brumário", aconteceu

a) quando se inicia o regime do Diretório, período que se caracterizou pelos desmandos políticos.
b) no momento em que a Conjura dos Iguais propõe a tomada do poder à força e o fim da propriedade privada.
c) quando Napoleão, apoiado pelo Exército e pela alta burguesia, derruba o Diretório e chega ao poder.
d) no momento em que os monarquistas tentam voltar ao poder através de golpe, que foi sufocado por Napoleão Bonaparte.
e) quando Robespierre, Saint Just e seus companheiros do Comitê de Salvação Pública são mortos na guilhotina, pondo fim ao Terror.

2) (Unirio) A Era Napoleônica (1799 -1815) marcou a conjuntura de transição do mundo moderno para o contemporâneo, alterando o equilíbrio de poder construído pelos Estados europeus. Sobre a Era Napoleônica, é correto afirmar que no:

a) 18 de Brumário (9/11/1799), o Diretório Nacional, controlado pelos jacobinos revolucionários, iniciou uma série de execuções políticas, o chamado "Período do Terror", encerradas pela conquista de Paris pelas forças napoleônicas.
b) Consulado (1799 -1804), os ideais revolucionários liberais da burguesia francesa tais como a promulgação do Código Civil e a reforma do ensino francês consolidaram-se.
c) Império (1804 -1815), a aliança política e a coligação militar com a Áustria e a Prússia permitiram o avanço dos exércitos franceses contra a Rússia e a decretação do Bloqueio Continental contra a Inglaterra.
d) Governo dos Cem Dias (1815), Napoleão convocou uma Assembleia Nacional Constituinte, que estabilizou politicamente o país, promovendo a paz com a Inglaterra e a destituição da Dinastia dos Bourbons do trono francês.
e) Congresso de Viena (1815), os princípios de legitimidade e equilíbrio, defendidos pelas monarquias europeias, garantiram a fixação das fronteiras francesas, reconhecendo as conquistas territoriais de Napoleão.

3) (Cesgranrio 2000) 

A criança deve ser protegida contra as práticas que possam levar à discriminação racial, à discriminação religiosa ou a qualquer outra forma de discriminação.
 
Fonte: Quino, TODA A MAFALDA, 1989, Lisboa, Publicações Don Quixote, p.420

Sabemos que, assim como na charge da Mafalda, também durante as diversas fases da Revolução Francesa discutiu-se a questão dos direitos humanos. Foi na Era Napoleônica (1799-1815) que alguns desses direitos foram assegurados e vêm até os dias de hoje, como, por exemplo, a(o):

a) propriedade privada.   
b) organização sindical em todos os trabalhos urbanos.   
c) jornada de trabalho de 8 horas diárias.   
d) greve por parte de todos trabalhadores.   
e) voto universal, incluindo o direito de voto das mulheres.   

4) (Unesp 2011)  Artigo 5.º — O comércio de mercadorias inglesas é proibido, e qualquer mercadoria pertencente à Inglaterra, ou proveniente de suas fábricas e de suas colônias é declarada boa presa.
(...)

Artigo 7.º — Nenhuma embarcação vinda diretamente da Inglaterra ou das colônias inglesas, ou lá tendo estado, desde a publicação do presente decreto, será recebida em porto algum.

Artigo 8.º — Qualquer embarcação que, por meio de uma declaração, transgredir a disposição acima, será apresada e o navio e sua carga serão confiscados como se fossem propriedade inglesa. 
(Excerto do Bloqueio Continental, Napoleão Bonaparte. Citado por Kátia M. de Queirós Mattoso. Textos e documentos para o estudo da história contemporânea (1789-1963), 1977.)
Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo Imperador da França em 1806, permitem notar a disposição francesa de

a) estimular a autonomia das colônias inglesas na América, que passariam a depender mais de seu comércio interno.   
b) impedir a Inglaterra de negociar com a França uma nova legislação para o comércio na Europa e nas áreas coloniais.   
c) provocar a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, por meio da ocupação militar da Península Ibérica.   
d) ampliar a ação de corsários ingleses no norte do Oceano Atlântico e ampliar a hegemonia francesa nos mares europeus.   
e) debilitar economicamente a Inglaterra, então em processo de industrialização, limitando seu comércio com o restante da Europa.   

5) (Ibmecsp 2009)  A expansão napoleônica no século XIX influenciou decisivamente vários acontecimentos históricos no período. Dentre esses acontecimentos podemos destacar:

a) A Independência dos Estados Unidos. Com a atenção da Inglaterra voltada para as batalhas com a marinha napoleônica, os colonos americanos declararam sua independência, vencendo rapidamente os ingleses.   
b) A formação da Santa Aliança, um pacto militar entre Áustria, Prússia, Inglaterra e Rússia que evitou a eclosão de movimentos revolucionários na Europa e impediu a independência das colônias espanholas e inglesas na América.   
c) A Independência do Brasil. Com a ocupação de Portugal pelas tropas napoleônicas, houve um enfraquecimento da monarquia portuguesa que culminou com as lutas pela independência e o rompimento de D. Pedro I com Portugal.   
d) A Independência das colônias espanholas. Em 1808 a Espanha foi ocupada pelas tropas napoleônicas ao mesmo tempo em que se difundiam os ideais liberais da Revolução Francesa que inspirou as lutas pela independência.   
e) O Congresso de Viena. A França de Napoleão assinou um pacto com a Áustria, Inglaterra e Rússia cujo objetivo maior era estabelecer uma trégua e reorganizar todo o mapa europeu.  

6) (UFC- 2008)  Entre 1792 e 1815, a Europa esteve em guerra quase permanente. No final, os exércitos napoleônicos foram derrotados. Em seguida, as potências vencedoras, Rússia, Prússia, Grã-Bretanha e Áustria, conjuntamente com a França, reuniram-se no Congresso de Viena, que teve como consequência política a formação da Santa Aliança. A partir do comentário acima, marque a alternativa que contenha duas decisões geopolíticas aprovadas pelo citado Congresso:

a) defesa do liberalismo e auxílio aos movimentos socialistas na Europa.   
b) restabelecimento das fronteiras anteriores a  1789 e isolamento da França do cenário político europeu.   
c) valorização das aristocracias em toda a Europa continental e ascensão dos girondinos no governo da França a partir de 1815.   
d) reentronização das casas reais destituídas pelos exércitos napoleônicos e criação de um pacto político de equilíbrio entre as potências europeias.   
e) apoio aos movimentos republicanos e concentração de poderes na coroa britânica, permitindo a esta a utilização da sua marinha de guerra como instrumento contra-revolucionário.   

7) (Puc-rio 2008)  Como general, cônsul e, depois, imperador, Napoleão Bonaparte transformou a França de um país sitiado numa potência expansionista com influência em todo o continente europeu. No entanto, a expansão francesa com seus ideais burgueses encontrou muitas resistências principalmente entre as nações dominadas por setores aristocráticos.

Assinale a opção que identifica corretamente uma ação implementada pelo governo napoleônico.

a) O estabelecimento do catolicismo cristão e romano como religião de estado.   
b) A descentralização das atividades econômicas, o que permitia que as economias locais prosperassem sem o pagamento de impostos.   
c) A adoção do Código Civil que garantia a liberdade individual, a igualdade perante a lei e o direito à propriedade privada.   
d) O estímulo, por parte das leis francesas, à criação de sindicatos de trabalhadores, livres da influência do Estado.   
e) A estatização de toda a propriedade agrícola, comercial e industrial nas regiões dominadas pelo exército napoleônico.   

8) (Unesp 2005)  Durante o império de Napoleão Bonaparte (1804-1814), foi instituído um Catecismo, que orientava a relação dos indivíduos com o Estado. 
O cristão deve aos príncipes que o governam, e nós devemos particularmente a Napoleão 1o, nosso imperador, amor, respeito, obediência, fidelidade, serviço militar, os impostos exigidos para a conservação e defesa do império e de seu trono; nós lhe devemos ainda orações fervorosas pela sua salvação, e pela prosperidade espiritual e material do Estado.

            (Catecismo Imperial de 1806.) 
O conteúdo do Catecismo contradiz o princípio político da cidadania estabelecido pela Revolução de 1789, porque

a) o cidadão participa diretamente das decisões, sem representantes políticos e comandantes militares.   
b) a cobrança de impostos pelo Estado impede que o cidadão tenha consciência de seus direitos.   
c) a cidadania e a democracia são incompatíveis com as formas políticas da monarquia e do império.   
d) o cidadão foi forçado, sob o bonapartismo, a romper com o cristianismo e o papado.   
e) o cidadão reconhece os poderes estabelecidos por ele e obedientes a leis.   
  
9) (Ufmg 2004)  Leia este texto: 
Antes, Napoleão havia levado o Grande Exército à conquista da Europa. Se nada sobrou do império continental que ele sonhou fundar, todavia ele aniquilou o Antigo Regime, por toda parte onde encontrou tempo para fazê-lo; por isso também, seu reinado prolongou a Revolução, e ele foi o soldado desta, como seus inimigos jamais cessaram de proclamar.

LEFEBVRE, Georges. A Revolução Francesa. São Paulo: IBRASA, 1966. p. 573. 
Tendo-se em vista a expansão dos ideais revolucionários proporcionada pelas guerras conduzidas por Bonaparte, é CORRETO afirmar que

a) os governos sob influência de Napoleão investiram no fortalecimento das corporações de ofício e dos monopólios.   
b) as transformações provocadas pelas conquistas napoleônicas implicaram o fortalecimento das formas de trabalho compulsório.   
c) Napoleão, em todas as regiões conquistadas, derrubou o sistema monárquico e implantou repúblicas.   
d) o domínio napoleônico levou a uma redefinição do mapa europeu, pois fundiu pequenos territórios, antes autônomos, e criou, assim, Estados maiores.   

10) (Ufrgs 2004)  Por volta de 1811, o Império napoleônico atingiu o seu apogeu. Direta ou indiretamente, Napoleão dominou mais da metade do continente europeu. Tal conjuntura, no entanto, reforçou os sentimentos nacionalistas da população dessas regiões. A ideia de nação, inspirada nas próprias concepções francesas, passou a ser uma arma desses nacionalistas contra Napoleão.

Assinale a afirmação correta, relativa à conjuntura acima delineada.

a) Após o bloqueio continental, em todos os Estados submetidos à dominação napoleônica, os operários e os camponeses, beneficiados pela prosperidade econômica, atuaram na defesa de Napoleão contra o nacionalismo das elites locais.   
b) A Inglaterra, procurando manter-se longe dos problemas do continente, isolou-se e não interveio nos conflitos desencadeados pelos anseios de Napoleão de construir um Império.   
c) A Espanha, vinculada à França pela dinastia dos Bourbon desde o século XVIII, não reagiu à dominação francesa. Em nome do respeito às suas tradições e ao seu nacionalismo, a Espanha aceitou a soberania estrangeira imposta por Napoleão.   
d) Em 1812, Napoleão estabeleceu sólida aliança com o Papa, provocando a adesão generalizada dos católicos. Temporariamente, os surtos nacionalistas foram controlados, o que o levou a garantir suas progressivas vitórias na Rússia.   
e) Herdeira da Filosofia das Luzes, a ideia de nação, tal como difundida na França, fundou-se sobre uma concepção universalista do homem e de seus direitos naturais. Essa concepção, porém, pressupunha o princípio do direito dos povos de dispor sobre si mesmos.   

11) (Ueg 2012)  Em 1804, Napoleão Bonaparte recebeu o título de Imperador, mediante um plebiscito. Durante sua cerimônia de coroação, ele retirou do Papa a coroa e colocou-a em sua cabeça com as próprias mãos. Esse gesto ousado representou

a) o rompimento entre a Igreja Católica Romana e o novo Estado Revolucionário Francês.   
b) que Napoleão estava assumindo todas as responsabilidades do Poder Moderador na França.   
c) que Napoleão, símbolo máximo da força da burguesia, considerava-se mais importante que a tradição da Igreja.   
d) a criação de uma religião de Estado, tendo como figura central o Imperador, a exemplo do Anglicanismo inglês.   

12) O golpe de Estado que ocorreu no dia 10 de novembro de 1799 marcou o final do processo revolucionário na França e o início de um novo período denominado:

a) Era Napoleônica 
b) Era revolucionária
c) Marco revolucionário
d) Período revolucionário
e) Era de Viena

13) O governo de Napoleão Bonaparte pode ser periodizado em consulado, império e:

a) monarquia
b) militarismo
c) governo dos cem dias 
d) comunismo
e) socialismo

14) Com as primeiras derrotas militares de Napoleão Bonaparte, os dirigentes dos países vencedores organizaram:

a) a coligação militar
b) o congresso de Viena 
c) a expansão militar
d) a santa aliança
e) os movimentos nacionalistas.

15) (UFV) Durante o período Napoleônico (1799 - 1815), entre as medidas adotadas por Bonaparte, assinale aquela que teve repercussões importantes nas relações comerciais do Brasil com a Inglaterra:
a) Restauração financeira, com a conseqüente fundação do Bando da França, em 1800.

b) Decretação do Bloqueio Continental, em 1806, com o qual Napoleão visava arruinar a indústria e o comércio ingleses.

c) Promulgação, em 1804, do Código Civil, que incorporou definitivamente à legislação francesa os princípios liberais burgueses.

d) Expansão territorial da França, graças à incorporação de várias regiões da Europa, formando o chamado "Império Napoleônico".

e) Criação do franco como novo padrão monetário.

16) (UNIRIO) 
"Milhares de séculos decorrerão antes que as circunstâncias acumuladas sobre a minha cabeça encontrem um outro na multidão para reproduzir o mesmo espetáculo." (Napoleão Bonaparte)

Sobre o Período Napoleônico (1799 - 1815), podemos afirmar que:
a) consolidou a revolução burguesa na França, através da contenção dos monarquistas e jacobinos;
b) manteve as perseguições religiosas e confisco das propriedades eclesiásticas iniciadas durante a Revolução Francesa;
c) enfrentou a oposição do Exército e dos camponeses ao se fazer coroar imperador dos franceses;
d) favoreceu a aliança militar e econômica com a Inglaterra, visando à expansão de mercados;
e) anulou diversas conquistas do período revolucionário, tais como a igualdade entre os indivíduos e o direito
de propriedade.

17) ) (FaZU) Foram decisões do Congresso de Viena, exceto: 

a) restabelecer o absolutismo na Europa 
b) acabar com o sistema de colonização 
c) refazer o mapa-mundi 
d) bloquear o avanço do liberalismo 
e) a defesa do Princípio da Legitimidade 

18) (Fuvest) “Os soldados franceses que guerrearam da Andaluzia a Moscou, do Báltico à Síria [...] estenderam a universalidade de sua revolução mais eficazmente do que qualquer outra coisa. E as doutrinas e instituições que levaram consigo, mesmo sob o comando de Napoleão, eram doutrinas universais, como os governos sabiam e como também os próprios povos logo viriam a saber.”  Eric Hobsbawm. A era das revoluções — 1789-1848. 
Baseando-se no texto, aponte: 

a) As doutrinas e instituições referidas pelo autor. 
b) Os desdobramentos dessas guerras para a América Ibérica. 

19) (UFPR) Napoleão Bonaparte tornou-se Primeiro-cônsul da França em 1799. Sobre o período napoleônico, é correto afirmar: 

a) A chegada de Napoleão Bonaparte ao poder foi uma vitória dos partidários da realeza, que desejavam o retorno da Monarquia na França. 
b) A origem aristocrática de Napoleão e o apoio da nobreza francesa foram decisivos para ele derrubar o Diretório e implantar o Consulado. 
c) No plano interno, o governo de Napoleão ficou marcado pela reestruturação da burocracia estatal e pelas obras de infra-estrutura realizadas. 
d) O imperador Napoleão governou a França difundindo a democracia republicana e fortalecendo a representação política nas assembleias do poder legislativo. 
e) No plano externo, o período napoleônico caracterizou-se pelo apoio militar à Áustria, contra os interesses expansionistas da Inglaterra.

20) ) (Fuvest) “A mais extravagante idéia que possa germinar no cérebro de um político é acreditar que basta a um povo entrar de mão armada num país estrangeiro para lhe fazer 
adotar as suas leis e a sua Constituição. Ninguém estima os missionários armados, e o primeiro conselho que a natureza e a prudência dão é repeli-los como inimigos” 
Robespierre, janeiro de 1792. 

a) Por que a ocupação da Espanha pelo exército napoleônico, em 1806, tornou o texto profético? 
b) Há no momento atual alguma situação à qual o texto pode ser referido? Por quê?

21)  (UFMG) "Durante o Congresso de Viena, estabeleceram-se as bases políticas e jurídicas para uma nova ordenação da Europa destinada a durar cerca de um século redondo. O resultado dos pactos inaugurou uma época na qual os conflitos externos foram poucos; por outro lado, aumentaram as guerras civis e a 'revolução' se fez 
incessante". 
(KOSELLECK, R. La epoca de las revoluciones europeas, 1780-1848. México: Siglo XXI, 1988, p. 189) 
"O grandioso e definitivo objetivo a que a Europa deve consagrar-se, e o único em que a França deve fixar-se, é acabar com a Revolução e levar a cabo uma paz efetiva." (Talleyrand, 1814) 
O Congresso de Viena (1814-1815) pretendeu ser uma resposta a dois acontecimentos da História Européia. 
a) Cite esses acontecimentos. 
b) Cite e explique um dos três princípios que nortearam as decisões do Congresso de Viena. 

22)  As maiores realizações de Napoleão foram: I - a centralização do poder após anos de instabilidade depois da Revolução Francesa II - Ajudou a Iniciar a Independência do Brasil III - Código Civil Napoleônico: que representou a consolidação dos ideais da Revolução Francesa IV - Morreu Lutado Contra Os Ingleses e conseguiu derrotar grande parte do exército inimigo V - NDA

A. Apenas as Alternativas I e II estão corretas
B. Apenas as Alternativas I e IV estão corretas
C. Apenas as Alternativas III e IV
D. Apenas a Alternativa V está correta
E. Apenas as Alternativas I e III estão corretas

23) O que foi a Santa Aliança? E quais eram os seus objetivos?

24) Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, uma realização de Napoleão Bonaparte, que representou uma consolidação das idéias da Revolução Francesa.

a) O impedimento do retorno do uso de títulos de nobreza, reivindicado pelos seus generais e pela burguesia francesa que desejava tornar-se a nova elite do país.
b) A criação do Código Civil, inspirado no direito romano e nas leis do período revolucionário, que, na sua essência, vigora até hoje na França.
c) A abolição da escravidão nas colônias francesas, reafirmando o princípio da liberdade presente na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
d) A realização de uma reforma agrária, prometida, mas não efetivada, pelos jacobinos, o que garantiu a popularidade de Napoleão entre os camponeses.
e) A criação da Constituição Civil do Clero, que proibiu toda forma de culto religioso no território francês.

25) (UFPR) Sobre o Império Napoleônico, assinale o que for correto.

01) O poder de Napoleão, gradativamente, tornou-se absoluto, legalizado pela Constituição de 1804 e sagrado pelo papado.
02) Com a derrota de Napoleão, a França implantou definitivamente a República.
04) Obras públicas, como canais, estradas, portos, atividades industriais e agrícolas, foram impulsionadas, possibilitando o fortalecimento da economia.
08) Agressivo na política externa, Napoleão suprimia as liberdades individuais e políticas, censurava a imprensa e interferia no ensino superior, buscando um controle total sobre a sociedade civil.
16) No período, surgiu uma nova corte e a antiga nobreza foi restaurada.
Soma (             )

26)  Após a derrota de Napoleão em Leipzig, os representantes dos países vitoriosos (Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia) organizaram um congresso – o Congresso de Viena (1815) – com o objetivo de desfazer os efeitos das campanhas napoleônicas.

Sobre este tema, assinale o que for correto.

01) Arbitradas por um novo compromisso, em nome da religião denominada Santa Aliança, as decisões do Congresso de Viena foram aceitas de maneira pacífica.
02) O período que se seguiu ao Congresso de Viena foi marcado pela emergência de governos democráticos na Europa e nas Américas.
04) As decisões foram resultado de acordos secretos entre as quatro potências vencedoras, que constituíram o Comitê dos Quatro.
08) O Congresso de Viena estabeleceu o princípio da legitimidade, que pressupunha a recomposição dos países e a restauração dos governos europeus, nos mesmos moldes de antes da Revolução Francesa.
16) Um dos produtos imediatos do Congresso de Viena foi a Unificação dos Estados Alemães, antes um conjunto dividido e fraco em relação às potências europeias.
Soma (             )

27) Explique as relações políticas entre a França Napoleônica e o restante da Europa no início do século XIX.

28) Em que medida a Inglaterra era a grande rival de Napoleão Bonaparte ao longo de seu governo?

29) Explique o que foi o Bloqueio Continental. Quais os objetivos dos franceses com tal medida?

30) (PUC-SP) O Bloqueio Continental, decretado por Napoleão, tinha como um de seus principais objetivos:

a) dificultar o comércio britânico, levando a Inglaterra à crise econômica.
b) impedir a vinda da Família Real portuguesa para o Brasil.
c) facilitar a invasão da Espanha.
d) dificultar ao Império austríaco a aquisição de mercadorias.
e) derrotar a Rússia, impedindo-a de comprar armas e alimentos na Europa Ocidental.

31) (G1 1996)  Qual foi o acordo que Napoleão fez com o Papa?

32)  (G1 1996)  O que foi o código Napoleônico?

Gabarito:

1) C     2) B    3) A    4) E     5) D     6) D    7) C     8) E     9) D     10) E    11) C    12) A    13) C
14) B     15) B     16) A     17) B 
18) a) Napoleão, com suas conquistas, expandiu as doutrinas liberais revolucionárias de 1789. Por meio de 
instituições como o Código Civil, assegurou a liberdade econômica e o direito de propriedade. 
b) As guerras napoleônicas temporariamente desestruturaram as monarquias ibéricas, acelerando o processo de emancipação das colônias latino-americanas, ao fragilizar o Pacto Colonial      19) C
20)  a) A conquista napoleônica da Espanha, destituindo o governante Bourbon e coroando José Bonaparte, efetivou a premissa de Robespierre de que “ninguém estima os missionários armados”. A Espanha apresentou uma intensa e poderosa resistência às tropas francesas, inviabilizando a manutenção do domínio imperial bonapartista. 
b) O exemplo atual, que também dá validade ao texto de Robespierre, é a intervenção das tropas norte-americanas no Iraque, com a continuada resistência da população aos invasores. 
21) ) A Revolução Francesa e o Império Napoleônico. 
 O princípio da legitimidade que visava restaurar os Estados europeus aos seus monarcas legítimos, isto é, os que governavam antes da Revolução Francesa, outra proposta era restabelecer as fronteiras nacionais desse mesmo período e o outro era do equilíbrio europeu, que fundamentava-se no restabelecimento das relações de força entre as potência europeias, através da divisão territorial do continente e também da posse de colônias.      22) A     
23) A Santa Aliança foi um acordo envolvendo a cooperação militar das monarquias russa, prussiana e austríaca. O objetivo fundamental desse acordo era impedir a deflagração de outros movimentos de caráter liberal pela Europa e o combate das lutas de independência estabelecidas no continente americano.
24) B    25) 31    26) 12
27) Nessa época, as monarquias da Europa tentavam frear o movimento revolucionário francês, que se consolidava por meio do triunfo político e militar do imperador Napoleão Bonaparte. Para tanto, as diversas monarquias europeias mobilizaram forças para derrubar o governo francês e, desse modo, restaurar a autoridade monárquica da França.
28) Entre todas as nações que se opunham ao governo de Napoleão, a Inglaterra era a nação que tinha maior poder econômico e que tinha uma força marítima que não poderia ser vencida pelos franceses. De tal modo, o governo britânico assumia uma posição de liderança como a nação provida por recursos que poderiam interromper os avanços e as conquistas francesas.
29) Foi um decreto expedido por Napoleão Bonaparte em que todas as nações da Europa estariam expressamente proibidas de estabelecer relações comerciais com a Inglaterra. Por meio dessa ação, Napoleão Bonaparte procurava enfraquecer a economia inglesa, afetando, consequentemente, o poderio militar britânico nos conflitos envolvendo as duas nações.    30) A
31) A Concordata de 1801, pela qual o Papa aceitou o confisco dos bens da Igreja e, em troca, o Estado ficou proibido de interferir no culto. Os bispos investidos nas funções religiosas pelo Papa, prestariam juramento de fidelidade ao Estado e as bulas papais só entrariam em vigor depois de aprovadas por Napoleão. 
32) O Código Civil Napoleônico foi inspirado no Direito romano, assegurava conquistas burguesas como a igualdade do indivíduo perante a lei, o direito à propriedade e a proibição de organização de sindicatos e greves.  



sábado, 22 de junho de 2013

Revolução Mexicana - causas e consequências (com questões)

Artigo sobre os antecedentes, causas e consequências da Revolução Mexicana de 1910 com questões de concursos e vestibulares para um melhor aprendizado.

Revolução Mexicana

A Revolução Mexicana foi um grande movimento armado que começou em 1910 com uma rebelião liderada por Francisco I. Madero contra o antigo autocrata general Porfirio Diaz. Foi a primeira das grandes revoluções do século XX.
Esta revolução foi caracterizada por uma variedade de líderes de cunho socialista, liberal, anarquista, populista, e em prol da reforma agrária, devolução de terras aos indígenas e camponeses, Nacionalização das Multinacionais norte americanas, reformas eleitorais, entre outros..

Principais causas da Revolução Mexicana

A elite agrária predominava completamente no México, sempre determinando quem seria  o governante máximo. Em 1876 assumiu Porfírio Dias, que governou de forma ditatorial. Mesmo tendo havido um pequeno desenvolvimento industrial durante o período  em que esteve à frente do país, a elite agrária permaneceu no poder, pois a base econômica continuou a ser a exportação de produtos agrícolas e de minérios.

General Porfírio Díaz, presidente e ditador do México de 1876 a 1911.
Porfírio Diaz governou o México por mais de trinta anos. Mantinha-se uma aparência de democracia, pois eram realizadas eleições periodicamente, mas elas eram manipuladas para que ele sempre se reelegesse. Em 1910, nas eleições, Diaz novamente foi eleito, porém seu opositor, Francisco Madero conseguiu rebelar a população e assumiu, com a promessa de realizar a tão esperada reforma agrária.


Francisco I. Madero

Tal promessa, no entanto, não foi cumprida agravando ainda mais a já péssima condição de vida dos camponeses. Liderados então por Emílio Zapata e Pancho Villa, eles iniciaram a luta contra Madero, conseguindo tirá-lo do poder. Posteriormente, derrubaram também o seu sucessor, o general Huerta.


Revolucionários mexicanos. Sentado, à esquerda, Pancho Villa e, à direita, Zapata.
Primeiramente, Zapata e Villa propunham a expropriação dos latifúndios (inclusive os pertencentes à Igreja) para posterior divisão entre camponeses; o reconhecimento dos direitos indígenas sobre as terras que lhes haviam sido tomadas e a nacionalização das terras daqueles que fossem considerados inimigos da revolução.
Nas eleições de 1914, o latifundiário Carranza, apoiado pelos Estados Unidos, foi eleito presidente. Sua principal promessa era a elaboração de uma nova Constituição, que, de fato, foi aprovada em 1917.

A nova Constituição, aparentemente liberal, caracterizava-se por conceder ao Estado do direito de expropriar terras, caso fosse utilizá-las para benefício público, ao mesmo tempo que reconhecia os direitos dos índios sobre as terras de uso comum. No campo das relações de trabalho, criou-se o salário mínimo e determinou-se que a duração da jornada de trabalho seria de oito horas. A Igreja Católica foi sensivelmente abalada em seu poder com a separação entre Estado e Igreja.

Para garantir que Carranza fosse bem-sucedido em seu governo, os Estados Unidos chegaram a invadir o território mexicano em uma tentativa de prender Pancho Villa.
A morte de Zapata, assassinado em 1919, e de Pancho Villa, morto em 1923, foi um golpe duro para os camponeses. O governo norte-americano pressionava para que  as reformas fossem implantadas rapidamente, a fim de evitar novos problemas. A Igreja Católica, por sua vez, exercia pressão sobre o governo, porque desejava recuperar o que havia perdido. Tudo isso levou o processo revolucionário praticamente ao fim.

Em 1929 foi criado o Partido Nacional Revolucionário (PRN), resultado da unificação das diferentes correntes revolucionárias, e que seria a base do Partido Revolucionário Institucional (PRI), criado em 1946. Essa mudança implicou o abandono dos princípios revolucionários de 1910.

Apesar da significativa reforma agrária implementada pela Revolução, com o tempo os camponeses perderam muitas terras que haviam conquistado. As dificuldades em conseguir uma produção em larga escala e a baixo custo, as dívidas bancárias, a concorrência dos produtos agrícolas norte-americanos e a maior mecanização das propriedades mais modernas acabaram por inviabilizar a pequena propriedade.

Consequências da Revolução Mexicana

* Enfraquecimento do Caudilhismo;

* Criação de um novo Sistema Político, o Populismo;

* Os meios de comunicação controlam as massas;

* Nacionalização de Companhias Americanas de Petróleo e Criação da PEMEX (mexicana)

Fontes: http://mestresdahistoria.blogspot.com.br/2012/05/conheca-os-principais-aspectos-da_12.html
          http://www.sohistoria.com.br/ef2/revolucaomexicana/

Exercícios sobre a Revolução Mexicana

1.  (UNIP) "Como Zapata não conseguiu fazer-se ouvir e ter as reivindicações atendidas por Madero, rompeu o apoio que dava a seu governo e lançou o Plano de Ayala, propondo a reforma agrária imediata, o confisco de 1/3 das terras que estavam nas mãos de grandes latifundiários para serem entregues aos camponeses, a criação de um banco para dar créditos à agricultura e o confisco de bens dos que se opusessem às reformas do Plano. A situação passou por um momento de radicalização das forças sociais, e ao mesmo tempo, fazer reformas destinadas às camadas populares, preservar o latifúndio e garantir os interesses estrangeiros. Esse fato culminou com um golpe desfechado pelo general Victoriano Huerta, apoiado pelos Estados Unidos e empresas estrangeiras, contra Francisco Madero, que foi executado em 1913."

O texto descreve acontecimentos da Revolução:

 a) Cubana.
 b) Haitiana.
 c) Boliviana.
 d) Argentina.
 e) Mexicana.

2. (FUVEST) A Revolução Mexicana de 1910, do ponto de vista social, caracterizou-se:

a) pela intensa participação camponesa;
b) pela aliança entre operários e camponeses;
c) pela liderança de grupos socialistas;
d) pelo apoio da Igreja aos sublevados;
e) pela forte presença de combatentes estrangeiros.

3. "O descontentamento com a desigualdade social crescia em todos os setores populares (...) Uma situação francamente revolucionária só se criou quando a este descontentamento generalizado somaram-se dois fatos novos. Primeiro, uma grave dissensão no patriciado político motivada pelo continuísmo de Porfíro Dias (...) Segundo e principalmente, o surgimento de duas lideranças camponesas autênticas: a de Emiliano Zapata (...) e a de Francisco Villa (...)"
(Darcy Ribeiro, As Américas e a Civilização)
O texto refere-se à:

a) Revolução Sandinista
b) Revolução Cubana
c) Guerra do Pacífico
d) Guerra do Chaco
e) Revolução Mexicana

4. (Fuvest/2006) Na América Latina, no século XX, aconteceram duas grandes revoluções: a Mexicana de 1910 e a Cubana de 1959. Em ambas, os

a) camponeses sem terra lideraram sozinhos os movimentos.
b) EUA enviaram tropas que lutaram e quase derrotaram os rebeldes.
c) grupos socialistas iniciaram a luta armada, tornando hegemônicas suas ideias.
d) revolucionários derrubaram governos autoritários e alcançaram a vitória.
e) programas revolucionários foram cópias de movimentos europeus.

5.. A Revolução é uma súbita imersão do México em seu próprio ser (...) é uma busca de nós mesmos e um regresso à mãe. Nela, o México se atreve a ser.
(OCTAVIO PAZ, escritor mexicano. Citado por Grandes Fatos do Século XX. Rio de Janeiro, Rio Gráfica, 1984.)

A Revolução Mexicana, iniciada em 1911, trouxe à tona a organização e a luta de populações camponesas de origem indígena que até hoje utilizam esse movimento como símbolo.
A eclosão da Revolução Mexicana pode ser explicada pelos seguintes motivos:

a) a influência do ideário positivista e a atuação dos "científicos" nos movimentos camponeses
b) a luta do campesinato pela propriedade da terra e as reivindicações de setores burgueses por um maior espaço na política
c) a necessidade de uma modernização capitalista e o desejo da burguesia pela ampliação da influência do capital francês no país
d) a união dos liberais e dos comunistas mexicanos contra o porfiriato e o interesse dos grandes proprietários na aliança com o capital inglês
e) pelo seu processo de independência no século XIX, onde o México se endividou e a revolução era uma possibilidade para alterar tal situação de dependência.

6. A Revolução Mexicana, irrompida em 1911, e a ascensão da União Cívica Radical à Presidência da República na Argentina, em 1916, exprimem casos exemplares das crises oligárquicas ocorridas na América Latina no início do século XX.Assinale a opção que apresenta corretamente uma importante diferença entre os dois processos mencionados.

a) A Revolução Mexicana foi concebida por oligarquias dissidentes do Porfiriato, enquanto o Radicalismo argentino foi gestado no meio sindical anarquista. 
b) No caso mexicano, o desdobramento do movimento revolucionário contou com forte adesão de setores camponeses, ao passo que o Radicalismo argentino se caracterizou, sobretudo em seu início, como um movimento político da classe média urbana. 
c) O processo revolucionário mexicano assumiu rumos notoriamente bolcheviques após 1917, influenciado pelo êxito da Revolução Russa, ao contrário do Radicalismo argentino, movimento essencialmente conservador. 
d) A Revolução Mexicana foi, desde o início, um processo de insurgência nacional e multi-classista, ao passo que o Radicalismo de Ipólito Yrigoyen se manteve restrito ao meio social portenho da classe média urbana. 
e) A Revolução Mexicana pôs em cena a questão social e agrária de forma radical, ao contrário do Radicalismo argentino que, desde o início, demonstrou indiferença em relação às massas.

7. Ao longo do século XX, diversos movimentos sociais eclodiram na América Latina. Dentre eles, destacamos a Revolução Mexicana, iniciada em 1911, que se caracterizou, em suas origens, como um movimento:

a) operário pela implantação de um governo socialista no México.
b) nacionalista contrário à dominação política espanhola.
c) burguês em defesa da industrialização do país.
d) camponês de luta por uma reforma agrária.
e) liberal em prol de uma aliança econômica com os Estados Unidos.

8. A revolução iniciada em 1910 foi um grande movimento popular, anti-latifundiário e anti-imperialista, que foi responsável por importantes transformações no México. Do ponto de vista institucional, oficial, considera-se a revolução como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho de 1911. No entanto, o movimento revolucionário possuía outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, e os do norte, liderados por Pancho Villa, defendendo a reforma agrária.
Fonte: A Revolução Mexicana. 2000. Disponível em: . Acesso em 7 demarço de 2010 (adaptado)

A leitura do texto acima nos permite concluir que:

a) o movimento popular que derrubou a ditadura no México teve como uma de suas manifestações as pressões dos camponeses para a realização de uma reforma agrária.
b) a Revolução Mexicana, apesar de promover a derrubada da ditadura de Madero, apresentou um caráter essencialmente burguês, sem a participação das camadas populares.
c) Pancho Villa e Emiliano Zapata, líderes do movimento camponês da Revolução Mexicana, foram os principais responsáveis pela derrubada da ditadura de Madero em 1911.
d) a ditadura implementada após a Revolução Mexicana de 1910 foi responsável pela efetivação do projeto de reforma agrária defendido por Emiliano Zapata e Pancho Villa.
e) a Revolução Mexicana de 1910, apesar da aparência anti-imperialista, teve total apoio do governo dos Estados Unidos, beneficiado pela ascensão do líder popular Francisco Madero.

9. (UECE) Em Chiapas, no México, em 1994, ocorre uma rebelião conduzida pela Frente Zapatista de Libertação Nacional que reivindica mudanças na distribuição da terra e benefícios sociais para as populações do campo e indígena. Quanto à utilização do termo "zapatistas", assinale o correto. 

a) Uma aproximação à imagem de Emiliano Zapata, um líder da revolução Mexicana que no início do século XX, parecia ser a única esperança para os camponeses do sul do país. 
b) Uma clara homenagem ao atual presidente espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero, que à época da rebelião, era militante do Partido dos Trabalhadores Socialistas espanhol (PSOE) e porta-voz internacional das minorias mexicanas. 
c) Referência a Zapata, território localizado no pequeno estado mexicano Morelos, cuja população de indíos e camponeses, há séculos, resiste as violentas expropriações dos fazendeiros sobre suas comunidades. 
d) Uma homenagem aos irmãos Emiliano e Eufêmio Zapata, pequeno proprietários de terras, no estado de Morelos, que injustamente tiveram suas terras expropriadas por grandes fazendeiros e foram brutalmente assassinados.

10. (PUC-SP)
"Há países com mais de 60% da população constituída por índios, como Bolívia e Guatemala. E há um país como México, que está ao redor de 12%. Dependendo das condições, não há sentido pleitear essa autonomia [de estados indígenas na América], especialmente se ela ficar submetida a governos que não estão interessados em repassar recursos para o desenvolvimento dessas populações. Há setores do zapatismo e do movimento indígena boliviano que de fato pleiteiam a autonomia, mas ao mesmo tempo estão buscando integrar-se. É importante diferenciar movimentos que buscam maior inserção dos indígenas no mundo globalizado, de movimentos extremados, fundamentalistas, que querem a autonomia a qualquer preço, mesmo que ela venha isolar ainda mais os indígenas."


(Nestor García Canclini, em entrevista a O Estado de São Paulo, 2 de julho de 2007, in http://txt.estado.com.br/suplementos/ ali/2006/07/02/ali-1.93.19.20060702.4.1.xml)
O texto menciona o "zapatismo" e o "movimento indígena boliviano", ambos atuantes nos dias de hoje. Sobre eles, podemos dizer que o 

a) zapatismo se manifesta principalmente na região de Chiapas, ao sul do México, defende direitos de diversas etnias de origem pré-colombiana e se diz herdeiro das reivindicações indígenas da Revolução Mexicana de 1910. 
b) movimento indígena boliviano chegou ao poder com a vitória eleitoral de Evo Morales, defende a produção de cocaína e se diz herdeiro das lutas emancipacionistas de Tupac Amaru, no século XVIII.
c) zapatismo e o movimento indígena boliviano representam novas tendências políticas na América Latina e são apoiados e financiados pelos governos estrangeiros da Venezuela, do Brasil e dos Estados Unidos.
d) movimento indígena boliviano tem evidente conotação esquerdista e luta pela formação de um Estado unitário na América Latina, nos moldes do projeto bolivariano do início do século XIX.
e) zapatismo nasceu no início do século XX e ressurgiu no princípio do século XXI, com o objetivo de apoiar o ingresso do México no NAFTA, mercado comum que envolve ainda o Canadá e os Estados Unidos.

11) (FUVEST) A Revolução Mexicana de 1910, do ponto de vista social, caracterizou-se:
                                 
a) pela intensa participação camponesa;
b) pela aliança entre operários e camponeses;
c) pela liderança de grupos socialistas;
d) pelo apoio da Igreja aos sublevados;
e) pela forte presença de combatentes estrangeiros.

12) "O descontentamento com a desigualdade social crescia em todos os setores populares (...) Uma situação francamente revolucionária só se criou quando a este descontentamento generalizado somaram-se dois fatos novos. Primeiro, uma grave dissensão no patriciado político motivada pelo continuísmo de Porfíro Dias (...) Segundo e principalmente, o surgimento de duas lideranças camponesas autênticas: a de Emiliano Zapata (...) e a de Francisco Villa (...)"
(Darcy Ribeiro, As Américas e a Civilização)

O texto refere-se à:

a) Revolução Sandinista
b) Revolução Cubana
c) Guerra do Pacífico
d) Guerra do Chaco
e) Revolução Mexicana

13) (PUC) A Revolução Mexicana de 1910, que teve em Pancho Villa e Emiliano Zapata duas das suas mais expressivas lideranças, sob o aspecto social, caracterizou-se pela:

a) adesão de militares, operários e estudantes.
b) aliança da Igreja aos revolucionários.
c) ajuda de brigadas estrangeiras
d) grande participação camponesa.
e) destacada influência dos anarquistas.

14) (Fuvest/2006) Na América Latina, no século XX, aconteceram duas grandes revoluções: a Mexicana de 1910 e a Cubana de 1959. Em ambas, os

a) camponeses sem terra lideraram sozinhos os movimentos.
b) EUA enviaram tropas que lutaram e quase derrotaram os rebeldes.
c) grupos socialistas iniciaram a luta armada, tornando hegemônicas suas idéias.
d) revolucionários derrubaram governos autoritários e alcançaram a vitória.
e) programas revolucionários foram cópias de movimentos europeus.

15) (UEL) Em 1910 um grupo de agricultores mexicanos rebelou-se contra os rumos que o governo impunha a seu país. A revolta seguiu por nove anos com guerrilhas, sabotagens e cercos continuados aos revoltosos. 

Um dos líderes do movimento a que o texto se refere foi: 

 (A) Virgílio Piñera.
 (B) Emiliano Zapata.
 (C) Simon Bolívar.
 (D) José Artigas.
 (E) Pablo Escobar. 

16) A Revolução Mexicana, irrompida em 1911, e a ascensão da União Cívica Radical à Presidência da República na Argentina, em 1916, exprimem casos exemplares das crises oligárquicas ocorridas na América Latina no início do século XX.

Assinale a opção que apresenta corretamente uma importante diferença entre os dois processos mencionados.

a) A Revolução Mexicana foi concebida por oligarquias dissidentes do Porfiriato, enquanto o Radicalismo argentino foi gestado no meio sindical anarquista. 
b) No caso mexicano, o desdobramento do movimento revolucionário contou com forte adesão de setores camponeses, ao passo que o Radicalismo argentino se caracterizou, sobretudo em seu início, como um movimento político da classe média urbana. 
c) O processo revolucionário mexicano assumiu rumos notoriamente bolcheviques após 1917, influenciado pelo êxito da Revolução Russa, ao contrário do Radicalismo argentino, movimento essencialmente conservador. 
d) A Revolução Mexicana foi, desde o início, um processo de insurgência nacional e multi-classista, ao passo que o Radicalismo de Ipólito Yrigoyen se manteve restrito ao meio social portenho da classe média urbana. 
e) A Revolução Mexicana pôs em cena a questão social e agrária de forma radical, ao contrário do Radicalismo argentino que, desde o início, demonstrou indiferença em relação às massas.

17)  (UFRJ 2011)

Fonte: Orosco, José Clemente. Zapatistas (detalhe). Museu de Arte Moderna de Nova York/ AKG Berlim LatinStock, 1931

Há exatos cem anos teve início a Revolução Mexicana, que ocasionou profundas mudanças na sociedade nas primeiras décadas do século XX.

Explique três fatores que tenham contribuído para a deflagração da Revolução Mexicana.

18) (UFU 2011) Em 1876, depois de alguns anos de rebeliões populares, resistência regional à consolidação do governo central e lutas internas entre as elites liberais, Porfírio Díaz chegou ao poder e governou a frágil nação até 1910. Díaz tinha originalmente construído sua reputação como homem do povo, especificamente como líder militar de uma aliança popular que tinha combatido e derrotado os invasores europeus. Entretanto, ele cada vez mais se imaginava um Bismarck ou Napoleão do Novo Mundo, decidido a restaurar a ordem e a estabilidade no México e buscar a modernidade e o desenvolvimento econômico através do autoritarismo.
GERSTLE, Gary. “Raça e Nação nos Estados Unidos, México e Cuba, 1880-1940”. In.
PAMPLONA, Marco A. e DOYLE, Don H (orgs.). Nacionalismo no novo mundo; a formação de Estados-Nação no século XIX. Rio de Janeiro: Record, 2008.

A respeito do projeto de modernização do México, idealizado por Porfírio Díaz e seus conselheiros científicos, marque a alternativa incorreta.

a) Alguns membros da elite porfiriana defendiam que a nação mexicana precisava incorporar de algum modo as massas indígenas, e ressuscitaram, assim, uma narrativa nacionalista sobre os astecas.
b) O ideal de embranquecimento da população estava presente nas preocupações dos conselheiros, que atrelavam a ideia de vigor nacional à necessidade de uma população predominantemente branca.
c) O Estado porfiriano integrou as populações indígenas com o intuito de embranquecê-las a partir de políticas de incorporação que atendiam às reivindicações políticas das tribos.
d) Contingentes cada vez maiores de índios e mestiços deixavam áreas rurais isoladas em direção às regiões comerciais, industriais e de mineração, atraídos pelo projeto de modernização econômica.

19) (Uerj 2010) O problema agrário está na base dos conflitos sociais e políticos da História do México, desde a independência até a revolução. Todas as tentativas de mudança estrutural - Independência, Reforma, Porfiriato, Revolução - decorrem da necessidade essencial de resolver essa questão-chave.

AMÉRICO NUNES
Adaptado de As revoluções do México. São Paulo: Perspectiva, 1980.

Identifique o problema agrário ao qual se refere o autor do texto e estabeleça sua relação com a Revolução Mexicana de 1910.

20) (Ibmecrj 2009) No século XX a América Latina foi marcada pela ocorrência de duas importantes revoluções: a Mexicana de 1910 e a Cubana de 1959. Numa comparação entre elas podemos afirmar que:

I - Ambas foram fortemente influenciadas pelo marxismo que, no caso mexicano, terminou sendo adotado de forma definitiva.
II - No caso cubano não houve necessidade de luta armada, afinal a pressão popular foi suficiente para derrubar Fulgêncio Batista.
III - Em relação ao México, a participação dos Estados Unidos ao lado de Francisco Madero foi determinante para a derrota de Porfírio Diaz. Assinale:


a) Se apenas a afirmativa I for correta.
b) Se apenas a afirmativa II for correta.
c) Se apenas a afirmativa III for correta.
d) Se todas as afirmativas forem corretas.
e) Se todas as afirmativas forem erradas.

21) (Fuvest)  Sobre a Revolução Mexicana:

a) Qual a atuação dos grupos camponeses liderados por Emiliano Zapata e Pancho Villa na Revolução Mexicana?
b) Como foi proposta a solução da questão agrária no Plano de Ayalla?
c) Como foi implantada a Reforma Agrária pela Assembléia Constituinte?

22) (Cesgranrio) Ao longo do século XX, diversos movimentos sociais eclodiram na América Latina. Dentre eles, destacamos a Revolução Mexicana, iniciada em 1911, que se caracterizou, em suas origens, como um movimento:

a) operário pela implantação de um governo socialista no México.
b) nacionalista contrário à dominação política espanhola.
c) burguês em defesa da industrialização do país.
d) camponês de luta por uma reforma agrária.
e) liberal em prol de uma aliança econômica com os Estados Unidos.

23) (Unicamp) A ditadura de Porfirio Díaz (1876-1911) produziu no México uma situação de superficial bem-estar econômico, mas de profundo mal-estar social. (...) Fizeram-no chefe de uma ditadura militar burocrática destinada a sufocar e reprimir as reivindicações revolucionárias. (...) Amparavam-na os capitalistas estrangeiros, tratados então com especial favor.
(José Carlos Mariátegui, A REVOLUÇÃO MEXICANA, COLEÇÃO GRANDES CIENTISTAS SOCIAIS, Ática).

a) Quais as características do desenvolvimento econômico mexicano durante esse período?
b) Explique a situação sócio-econômica da população indígena e camponesa durante a ditadura de Porfirio.
c) Que grupos sociais e políticos se opuseram à ditadura de Porfirio Díaz e desencadearam o processo da revolução mexicana?

24) (UFG) Durante o governo de Porfírio Díaz (1880-1910), o México desenvolveu-se, mas os benefícios desse progresso não alcançaram todos os segmentos sociais. Havia muita pobreza no campo e nas cidades e os camponeses reclamavam terras para trabalhar. Explique como a Revolução Mexicana de 1910 se contrapôs ao projeto porfirista de governo.

25) (PITÁGORAS) Analise a imagem que retrata o revolucionário Emiliano Zapata.

 

Diego Rivera, Emiliano Zapata, the Agrarian Leader, 1932. Acessado em 18/04/2011


Em 2010, a Revolução Mexicana completou cem anos, e nesse processo revolucionário:

a) o objetivo final era derrubar a ditadura de Francisco Madero e implantar o regime democrático proposto por Porfírio Diaz.
b) o clero católico foi de fundamental importância para a vitória camponesa, liderando as ações que levaram à implantação da reforma agrária.
c) a liderança do proletariado urbano combativo ficou nas mãos de Emiliano Zapata e Pancho Villa, assassinados pelas forças conservadoras.
d) a questão central era solucionar o problema da terra, tomada pelos latifundiários às comunidades indígenas e camponesas.
e) a direta participação dos Estados Unidos foi  assistida ao lado das forças conservadoras internas, que acabou por retirar do México cerca de um terço de seu território.

Gabarito:

1) E  2) A  3) E  4) D  5) B  6) B  7) D  8) A  9) A  10) A 11) A  12) E  13) D 14) D 15) B  16) B
17) O fato do crescimento econômico verificado durante o período de governo de Porfírio Diaz (1876-1911) ter sido acompanhado de um cenário de fortes desigualdades regionais e sociais; a queda na produção de gêneros alimentícios básicos como o milho, apesar do aumento da população mexicana; o drama da questão agrária: em torno de 900 grandes proprietários concentravam mais da metade das terras agricultáveis, enquanto cerca de 9 milhões de camponeses não possuíam terras para manter-se e a suas famílias; o autoritarismo dos seguidos governos de Porfírio Diaz, agravado com a reeleição de forma fraudulenta pela oitava vez, acompanhada da perseguição implacável a seu principal oponente, o liberal Francisco Madero; as rebeliões camponesas desencadeadas, ao final de 1910, em várias partes do país sob o lema “Terra e Liberdade”.  
18) C  19) A concentração da propriedade da terra nas mãos de poucos.
A concentração da propriedade da terra acirrou o descontentamento da maioria camponesa e indígena que estava sendo alijada de suas propriedades individuais ou coletivas.
A Revolução Mexicana foi um grande movimento armado que começou em 1910 com uma rebelião liderada por Francisco I. Madero contra o antigo autocrata general Porfirio Díaz. Primeira das grandes revoluções do século XX, a Revolução Mexicana foi caracterizado por uma variedade de líderes de cunho socialista, liberal, anarquista, populista, e em prol do movimento agrário. A Revolução é considerada a princípio como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho 1911. No entanto, o movimento possuía uma outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, invadiam e incendiavam fazendas e refinarias de açúcar, e ao mesmo tempo organizavam um exército popular. Ao norte, o movimento camponês foi liderado por Pancho Villa , também defendendo a reforma agrária.  20) E
21) a) Zapata liderava os camponeses ao Sul e Villa ao Norte, com papéis vitoriosos.
b) Propondo a reforma agrária imediata, o confisco de 1/3 das terras que estavam nas mãos de grandes latifundiários para serem entregues aos camponeses, a criação de um banco para dar créditos à agricultura e o confisco de bens dos que se opusessem às reformas do Plano.
c) A Constituição mexicana de 1917 proibiu que estrangeiros, igrejas e indústrias tivessem posse de terras. Nacionalização do solo e do subsolo.  22) D
23) a) O período ditatorial de Porfírio Díaz (1876-1911) favoreceu o investimento estrangeiro no México, em especial  de companhias processadoras de artigos alimentícios norte-americanas, o que, de certa forma, contribuiu para a  chamada "situação de superficial bem-estar econômico" como é apresentado no texto enunciado.
b) A ditadura de Porfírio também esteve associada à expropriação de terras indígenas, redução das áreas de culturas  de subsistência para a acomodação de companhias americanas e atração de investimento estrangeiro em geral.
c) O domínio político de Porfírio Díaz foi questionado por grupos liberais, comandados por Francisco Madero,  contrários à reeleição de Díaz, já que por esse mecanismo tornara-se ditador. Os liberais também foram apoiados por  líderes populares como Emiliano Zapata e Pancho Villa, que mobilizaram a população pobre e expropriada para a  chamada Revolução Mexicana, movimento com nítido apelo popular.  
24) A ditadura de Porfírio também esteve associada à expropriação de terras indígenas, redução das áreas de culturas  de subsistência para a acomodação de companhias americanas e atração de investimento estrangeiro em geral. O domínio político de Porfírio Díaz foi questionado por grupos liberais, comandados por Francisco Madero,  contrários à reeleição de Díaz, já que por esse mecanismo tornara-se ditador. Os liberais também foram apoiados por  líderes populares como Emiliano Zapata e Pancho Villa, que mobilizaram a população pobre e expropriada para a  chamada Revolução Mexicana, movimento com nítido apelo popular.   
25) D