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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Relevo resumo

Relevo terrestre

 O relevo terrestre e submarino se desenha através da ação de vários fatores internos e externos. Dependendo da força da ação, formam-se vários tipos de relevo, alguns mais altos, como planaltos e montanhas, e outros mais baixos, como é o caso de planícies e depressões.
Os seres vivos também ajudam a esculpir o relevo e, ao mesmo tempo, dependem dele.
Como se formou o relevo terrestre? Como é o relevo brasileiro? Como é superfície da Terra por baixo da água? Como mudamos a crosta terrestre? E por que esse assunto é importante para nós?  

Conceitos de Relevo

Relevo – “é o conjunto de formas presentes na superfície sólida do planeta”. Resulta da estrutura geológica (fatores internos) e dos processos geomórficos (fatores externos). O primeiro forma a estrutura do relevo e o segundo esculpe as formas.
Conceitos de relevo
1) Planície – áreas extensas planas em que há mais sedimentação que erosão. Áreas chatas e mais baixas, geralmente, no nível do mar. Porém, podem ficar em terras altas, como as várzeas de um rio num planalto.
2) Montanha – terrenos bastante elevados, acima de 300 metros. Podem ser classificadas quanto à origem ou idade.
3) Depressão – áreas situadas abaixo do nível do mar ou das outras superfícies planas.
4) Planalto – terras mais altas que o nível do mar, razoavelmente planas delimitadas por escarpas íngrimes. Há mais erosão que sedimentação.

Agentes endógenos do relevo

Os agentes endógenos, ou internos, do relevo são processos estruturais que atuam de dentro para fora. Às vezes, vêm com muita força e rapidez, modificando o relevo. Eles acontecem por causa do movimento das placas tectônicas e dos fenômenos magmáticos. São exemplos de agentes internos: o tectonismo, o vulcanismo, os terremotos e abalos sísmicos.

Agentes exógenos do relevo

Agentes exógenos, ou externos, são aqueles que esculpem o relevo terrestre através de um processo erosivo, o intemperismo, que pode ser químico (alteração da constituição da rocha), físico (desintegração) ou biológico (ação dos seres vivos). Há três partes do procedimento: a erosão (desgaste das rochas superficiais causado por rios, chuvas, geleiras, vento, etc.), o transporte dos sedimentos resultantes da erosão, e a sedimentação ou acumulação dos detritos que formam novas camadas rochosas.

O relevo e a sociedade

O relevo é importante para a sociedade, principalmente no que se refere a lazer e economia. É uma fonte de lazer, pois se não fosse ele não existiria praias para se passar o verão e nem haveria montanhas para se esquiar ou para, de lá, saltar. Sua importância também é vista na economia de muitas regiões agrícolas, já que alguns produtos só podem ser cultivados em certos lugares. Há cultivos que só podem existir em regiões em que o relevo seja propício para o aparecimento de rios. Montanhas, por exemplo, impedem a passagem de chuvas e correntes de ar, logo lá não se pode desenvolver certos plantios. Lugares que vivem de turismo podem se destacar por praias, vales, montanhas e cordilheiras. Novamente, a crosta terrestre ajuda no desenvolvimento de uma região.
Assim como o relevo influencia na vida de pessoas, seres vivos modificam o relevo. Animais e raízes de plantas escavam a terra, provocando fendas no solo. As plantas têm um papel importante como protetoras do solo, pois fornecem matéria orgânica e impedem sua destruição. A intervenção humana sobre a superfície terrestre, construindo e destruindo formas de relevo, é chamada de erosão antrófica ou acelerada, já que acelera processos naturais. Ações como o desmatamento ou o corte de um barranco para a construção de estradas causam grandes desequilíbrios e aceleram a erosão da superfície.


Relevo submarino

No relevo abaixo do mar há:
Plataforma continental: Fica abaixo do nível do mar onde aparecem as ilhas continentais ou costeiras, de origem vulcânica, tectônica ou biológica. Apresenta uma profundidade razoável, que possibilita a entrada de luz solar e, logo, o desenvolvimento de vegetação marinha. Com o passar do tempo, as depressões do terreno da plataforma continental tornam-se bacias sedimentares de grande importância para a exploração de petróleo no oceano.
Talude: É o fim do continente, onde ocorre o encontro da crosta continental com a crosta oceânica. Tem profundidade de até 3 mil metros. As fossas marinhas são depressões abissais que aparecem abaixo do talude, em zonas de encontro de placas tectônicas.
Região pelágica: é o relevo submarino onde encontramos depressões, montanhas tectônicas e vulcanismo. Na região pelágica, aparecem as ilhas oceânicas que chegam a 6 mil metros abaixo do mar.

Relevo Submarino

Relevo brasileiro 

O relevo brasileiro é constituído de diversas formas, dentre elas, “serras, planaltos, chapadas, depressões, planícies”, etc., ocasionadas, principalmente, por processos externos, como a chuva e o vento. No continente, os agentes internos não participaram da formação do relevo, mas algumas ilhas foram formadas por atividades vulcânicas no passado.
A estrutura geológica é, predominantemente, antiga, as mais recentes são da era cenozóica.
O relevo classifica-se em diversas regiões. Vários autores classificam-no de formas diferentes:
A classificação de Aroldo de Azevedo: Foi feita em 1949, por isso está um pouco desatualizada, mesmo assim continua em uso, por três fatores: a preocupação com um tratamento coerente às unidades do relevo, dando mais valor a terminologia geomorfológica; a identificação de áreas individualizadas; e a simplicidade e originalidade. Aroldo dividiu o país em:
  • Planalto das Guianas (região Norte: Amapá, Amazonas, Roraima e Pará)
  • Planalto Central (ao centro)
  • Planalto Atlântico (região leste)
  • Planalto Meridional (região Sul – Paraná e Santa Catarina – e São Paulo)
  • Planície Amazônica (Amazônia)
  • Planície Costeira (litoral)
  • Planície do Pantanal (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul)
A classificação de Aziz N. Ab’Sáber: Em 1962, Aziz dividiu o relevo brasileiro, utilizando, às vezes, fotografias aéreas. Basicamente, ele manteve a classificação de Aroldo de Azevedo, fazendo algumas modificações com base no tipo de alteração (sedimentação ou erosão) predominante. As mudanças feitas em relação à classificação foram:
  • Planalto Nordestino (parte nordeste do Planalto Atlântico, de Aroldo)
  • Planalto Leste e Sudeste (parte leste e sudeste do Planalto Atlântico)
  • Planalto do Maranhão-Piauí (nos estados do Maranhão e Piauí)
  • Planalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense (no Rio Grande do Sul)
A classificação de Jurandyr L. S. Ross: Divulgada em 1995, usa uma tecnologia avançada que identifica as verdadeiras dimensões das unidades de relevo. A Planície Amazônica, por exemplo, reduziu-se a 5% do que era nas outras classificações e virou Planície do Rio Amazonas. O resto virou depressões e planaltos. Já o Planalto Central foi dividido e o Meridional e das Guianas “sumiram”. Ele classificou em três níveis o relevo: o 1º dizia se o tipo da estrutura (planalto, planície  ou depressão); o 2º considerava a estruturação dos planaltos (ex.: sedimentar, cristalino...); e o 3º dava nome aos planaltos, planícies e depressões.Agora, havia 28 unidades geomorfológicas. Dentre elas, havia a dos 11 planaltos – com morros, serras, chapadas e cuestas -, com destaque para: o Planalto da Amazônia Ocidental, os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná, Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba, e Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste. Também existia a unidade das 11 depressões – podendo ser periféricas, marginais ou interplanáticas – e a das 6 planícies, composta pelas planícies do Rio Araguaia, do Rio Guaporé, da Lagoa dos Patos e Mirim, do Pantanal Mato-Grossense, do Rio Amazonas.

Conclusão

Existem vários tipos de formas na crosta terrestre. Elas são conseqüências de ações na superfície terrestre e muda com o desgaste das áreas mais elevadas e com a deposição de materiais nas superfícies deprimidas. Ações internas como o terremoto e o vulcanismo também alteram o relevo. Os seres vivos mudam o terreno escavando-o, degradando-o, ou fornecendo matéria orgânica. Eles também necessitam do relevo, que é importante no plantio de certos produtos para os agricultores e, conseqüentemente, para toda a sociedade. Cidades litorâneas e turísticas dependem muito do relevo.
Assim como a crosta terrestre sofre alterações, tendo de se adaptar às mudanças dos seres vivos, o ser humano tem que se adaptar a Terra e conviver com ela, por isso é importante conhecer o relevo.

Fonte: http://www.coladaweb.com/geografia/relevo

Questões sobre relevo terrestre

1) No Brasil, as formas de relevo representadas nos blocos-diagrama a seguir incluem os tipos "mar de morros" e "cuestas". Eles correspondem, respectivamente, aos números
(imagem abaixo)


a) 1 e 2.
b) 1 e 3.
c) 3 e 4.
d) 2 e 4.
e) 4 e 1.

2) Da ação de solapamento realizada pelas ondas do mar na costa brasileira resulta uma forma de relevo escarpado, que se apresenta, geralmente, mais vertical nas formações sedimentares que nas cristalinas. São:

a) os tômbolos.
b) os "pães-de-açúcar".
c) as falésias.
d) os canyons.
e) os fjords.

3) Sobre os agentes modificadores do relevo é incorreto afirmar

a) Os agentes modificadores ou exógenos atuam incessantemente sobre o relevo terrestre, e conseguem modificar sensivelmente a paisagem geomorfológica através dos processos de erosão e de sedimentação.
b) A decomposição química de certas rochas, provida pela ação lenta da umidade do ar, constitui o processo estático de erosão de maior eficiência.
c) A erosão mecânica ou dinâmica manifesta-se pela desagregação das rochas produzidas pelas mudanças bruscas de temperatura, pelos ventos, chuvas, águas correntes e ondas do mar.
d) A desagregação mecânica das rochas sob o efeito de mudanças térmicas da atmosfera manifesta-se com maior freqüência nas regiões de climas úmidos, onde as oscilações termométricas diurnas mostram-se acentuadas.
e) No processo de sedimentação, todo o material residuário fornecido pelos altos relevos é transportado e deposita-se no fundo dos mares ou, em distâncias menores, no sopé das cristas montanhosas, nos fundos dos vales, nas margens dos rios etc. 

4) Quanto ao relevo brasileiro, é correto afirmar que:

(01) O Planalto Brasileiro é a mais extensa unidade planáltica no território do Brasil.
(02) O Planalto Brasileiro é comumente dividido em duas subunidades: Planalto Central e Planalto das Guianas.
(04) O Planalto Meridional brasileiro é constituído por grandes extensões de planaltos sedimentares e basálticos, dispostos em patamares e margeados por depressões.
(08) Ao Norte do Planalto das Guianas ocorre uma região serrana em que se destacam as serras Parima, Pacaraíma, Tumucumaque e Acaraí.
(16) Na Planície Amazônica, além das planícies típicas ao longo do rio, encontram-se também baixos planaltos, denominados de "terra firme".

soma = ( )

5) As formas de relevo resultam da atuação dos processos morfogenéticos sobre as estruturas rochosas e dos movimentos tectônicos, ocorridos ao longo do tempo geológico.Com base nas informações apresentadas
anteriormente, no mapa a seguir e, ainda, nos conhecimentos sobre os domínios morfoclimáticos brasileiros, pode-se concluir:
(imagem abaixo)

(01) Em I, apenas 1% do território é constituído por planaltos e baixos platôs sedimentares do Quaternário, enquanto o restante da área é ocupado por planícies fluviais e fluviomarinhas do Terciário.
(02) Em II, a escassez e a irregularidade das chuvas anuais não impedem a existência de grandes reservas hídricas nas rochas sedimentares do seu subsolo.
(04) Em III, a influência do clima quente e úmido sobre as rochas cristalinas produz áreas extensas de morros e colinas em forma de "meia-laranja", que constituem o domínio dos "mares de morros florestados".
(08) Em IV, nos planaltos tabulares basálticos datados do Pré-Cambriano, recobertos pelas florestas úmidas tropicais, encontram-se as principais jazidas brasileiras de carvão mineral.
(16) Em V, encontra-se o domínio dos planaltos recobertos pelas matas subtropicais de araucária, pelos campos de altitude e por formações vegetais arbóreo-arbustivas.
(32) Em VI, as planícies e as chapadas sedimentares dissecadas em morros, colinas e cristas constituem o domínio das florestas subtropicais aciculifoliadas.
(64) As serras situadas no extremo norte do Brasil, com mais de 2000m de altitude, constituem blocos dobrados e formaram-se no período Terciário, quando ocorreram grandes movimentos orogenéticos no planeta.

Soma ( )


6) O Pantanal é a mais típica das planícies brasileiras. Em seu interior aparecem alguns afloramentos cristalinos, destacando-se:


a) a Chapada dos Parecis.

b) o Espigão Mestre.
c) a Chapada dos Veadeiros.
d) o Maciço dos Caiapós.
e) o Maciço do Urucum.

7) Em relação à estrutura geológica e o relevo do Brasil, assinale a opção CORRETA:

a) PLANALTO CENTRAL - Localizado principalmente no Nordeste, é formado por rochas cristalinas recentes, que originaram os chapadões, de solos férteis.
b) PLANALTO ATLÂNTICO - Localizado na região Sudeste, é constituído por rochas sedimentares recentes, o que explica a sua riqueza mineral, principalmente em São Paulo.
c) PLANALTO MERIDIONAL - Localizado no sul do Brasil, nele predominam rochas cristalinas antigas, onde são encontradas jazidas de carvão mineral.
d) PLANALTO DAS GUIANAS - Localizado ao norte do País, é formado principalmente por terrenos cristalinos antigos, intensamente erodidos, embora com blocos de elevada altitude.
e) PLANÍCIE AMAZÔNICA - Corresponde aos terrenos sedimentares antigos, do pré-cambriano, localizados na região Norte, de grande fertilidade.

8) Sobre os movimentos terciários no relevo brasileiro, é correto afirmar que:

a) não há marcas de seus efeitos, pois as nossas terras são muito antigas.
b) aparecem representados nas grandes altitudes do Escudo Guiano, no extremo norte do país.
c) nossas formações do Brasil Central e Sul datam deste período.
d) as formas de relevo, que se situam na Amazônia meridional, foram formadas neste período.
e) seus efeitos são responsáveis pela formação do relevo do leste do Brasil.

9) Na classificação do relevo brasileiro, elaborada pelo Prof. Jurandyr S. Ross, a Planície Amazônica:

a) mantém as mesmas dimensões das classificações anteriores.
b) é substancialmente ampliada em relação à classificação de Aziz Ab Saber.
c) desaparece.
d) limita-se aos trechos que margeiam os grandes rios da região.
e) interliga-se à Planície do Pantanal.

10) Segundo a classificação do relevo elaborada por Jurandyr Ross, as planícies brasileiras estão restritas a pequenas porções do território conforme pode-se observar no mapa (adaptado) apresentado a seguir.
(imagem abaixo)


Sobre essas planícies é correto afirmar que se caracterizam

a) pela pequena altitude e por terem sido formadas com sedimentação fluvial ou marinha da era Mesozóica, apresentando solos de grande fertilidade.
b) como áreas planas resultantes de sedimentação recente e que apresentam, a exemplo da planície amazônica, rios potencialmente viáveis para a construção de hidrovias.
c) pela sua formação em áreas de contato entre planaltos e depressões cristalinas, apresentando rios encachoeirados e de grande potencial hidráulico.
d) como áreas antigas de relevo residual e, à exceção da estreita faixa litorânea, se apresentam muito pouco ocupadas.
e) pela formação geológica cristalina que tende a ser trabalhada e homogeneizada pelo trabalho de agentes externos, como a água e as variações de temperatura.

11) (FUVEST) Do ponto de vista tectônico, núcleos rochosos mais antigos, em áreas continentais mais interiorizadas, tendem a ser os mais estáveis, ou seja, menos sujeitos a abalos sísmicos e deformações. Em termos geomorfológicos, a maior estabilidade tectônica dessas áreas faz com que elas apresentem uma forte tendência à ocorrência, ao longo do tempo geológico, de um processo de

a) aplainamento das formas de relevo, decorrente do intemperismo e da erosão. 
b) formação de depressões absolutas, gerada por acomodação de blocos rochosos. 
c) formação de canyons, decorrente de intensa erosão eólica. 
d) produção de desníveis topográficos acentuados, resultante da contínua sedimentação dos rios. 
e) geração de relevo serrano, associada a fatores climáticos ligados à glaciação.

12) (UECE) Quando o escoamento fluvial adquire maior velocidade em face ao aumento do declive do perfil longitudinal do rio, pode-se afirmar corretamente que

a) o rio vai acumular sedimentos por perda de energia.
b) haverá maior escavamento do vale por erosão.
c) o leito fluvial será alargado em face do aumento de sedimentação.
d) as planícies fluviais serão progressivamente alargadas.

13) (UEL) O relevo corresponde ao conjunto de formas apresentadas na superfície terrestre. Essas formas são definidas pela estrutura geológica combinada com as ações da dinâmica interna e externa da Terra. Em 1985, o professor Jurandyr Ross elaborou uma classificação do relevo brasileiro com base em três fatores geomorfológicos: 1. morfoestrutura – origem geológica; 2. paleoclima – ação de antigos agentes climáticos; 3. morfoclima – influência dos atuais agentes climáticos. Essa classificação associa o passado geológico e o passado climático com os atuais agentes escultores do relevo.

Com base nesta associação, o professor Ross identificou três tipos de relevo.

a) Indique cada tipo de relevo e descreva suas características.
b) De que forma essas características influenciam a vida nas cidades?

14) (UNIFESP) O mapa aponta três grandes unidades do relevo brasileiro.


Assinale a alternativa que as identifica corretamente no perfil AB e o processo que predominou na sua formação.

a) Planaltos, sedimentação; Depressões, dobramentos; Planícies, erosão.

b) Planícies, dobramentos; Planaltos, sedimentação; Depressões, sedimentação.

c) Depressões, erosão; Planícies, erosão; Planaltos, dobramentos.

d) Planícies, sedimentação; Planaltos, erosão; Depressões, erosão.

e) Planaltos, erosão; Depressões, sedimentação; Planícies, sedimentação.

15) (URCA) O texto abaixo descreve um dos domínios morfoclimáticos do Brasil. Leia com atenção e assinale a opção que o indica corretamente:

“Esse domínio paisagístico localiza-se na porção litorânea do país, desde o Nordeste até o Sul, penetrando mais para o interior no Sudeste, particularmente em São Paulo. Corresponde à unidade de relevo denominada planaltos e serras do Atlântico leste-sudeste. Têm origem em serras erodidas principalmente pelas chuvas, e isso ocorre porque esse domínio se localiza sobre terrenos cristalinos onde predominam os granitos e gnaisses. Pelo fato de se localizar relativamente próximo ao litoral, essa paisagem natural vem sendo intensamente ocupada desde a época colonial, razão pela qual abriga hoje as maiores densidades demográficas do país, sediando grandes metrópoles.”

a) Domínio das Pradarias;

b) Domínio da Araucária;

c) Domínio dos Mares de Morros;

d) Domínio da Caatinga;

e) Domínio do Agreste.

16) As áreas planas oriundas da combinação de processos de deposição fluvial e marinha, geralmente sujeitas a inundações periódicas, sendo revestidas por mangues, dá-se o nome de

a) planície fluvial.

b) planície flúvio-lacustre.

c) planície flúvio-marinha.

d) planície de erosão.


Gabarito:

1) C  2) C  3) D  4) 01 + 04 + 08 + 16 = 29  5) 02 + 04 = 06   6) E  7) D  8) A  9) D  10) B  11) A  12) B  
13) a) Planaltos: porções residuais salientes do relevo, que oferecem resistência ao processo erosivo. Planícies: superfícies essencialmente planas nas quais os processos de sedimentação superam os de erosão. Depressão: área rebaixada por erosão que circunda as bordas das bacias sedimentares, interpondo-se entre estas e os maciços cristalinos.
b) O relevo influencia a vida nas cidades, pois se estas estão em fundos de vale, por exemplo, correm o risco de inundações; se estão em declives, desmoronamentos. Deve-se ter uma gestão municipal levando em conta a dinâmica do relevo.
14) D  15) C  16) C

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bacias hidrográficas do Brasil resumo


Bacias hidrográficas 


                                            Bacias hidrográficas do Brasil

Bacia Hidrográfica, também conhecida como bacia de drenagem, consiste numa porção da superfície terrestre drenada por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. O Brasil, em virtude da sua grande extensão territorial, apresenta 12 grandes bacias hidrográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), que são os órgãos nacionais responsáveis pelo planejamento ambiental e o uso racional da água. Essas bacias de drenagem são delimitadas pela topografia do terreno. Confira as características de cada uma.

Bacia Hidrográfica Amazônica

Com 7 milhões de quilômetros quadrados, essa é a maior bacia hidrográfica do mundo. No Brasil, ela compreende uma área de 3.870.000 km², estando presente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará.

Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia: é a maior bacia de drenagem exclusivamente brasileira (767.059 quilômetros quadrados). Os principais rios são o Tocantins, que nasce em Goiás e desemboca na foz do rio Amazonas; e o rio Araguaia, que nasce na divisa de Goiás com Mato Grosso e se junta ao rio Tocantins na porção norte do estado do Tocantins.

Bacia Hidrográfica do São Francisco: com aproximadamente 640 mil quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica tem como principal rio o São Francisco, que nasce na Serra da Canastra (MG) e percorre os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe até a foz, na divisa entre esses dois últimos estados.


Rios que formam a bacia:
1. Rio Amazonas
2. Rio Solimões
3. Rio Negro
4. Rio Xingu
5. Rio Tapajós
6. Rio Jurema
7. Rio Madeira
8. Rio Purus
9. Rio Branco
10. Rio Juruá
11. Rio Trombetas
12. Rio Uatumã
13. Rio Mamoré


Bacia Hidrográfica do Paraná

A Bacia Geológica do Paraná, ou simplesmente Bacia do Paraná, é uma ampla bacia sedimentar situada na porção centro-leste da América do Sul. Sua área de ocorrência abrange, principalmente, o centro-sul do Brasil, desde o estado do Mato Grosso até o estado do Rio Grande do Sul, onde perfaz cerca de 75% de sua distribuição areal. Além do Brasil, ela também distribui-se no nordeste da Argentina, na porção leste do Paraguai e no norte do Uruguai. É uma depressão ovalada, com o eixo maior no sentido quase norte-sul, e possui uma área de cerca de 1,5 milhão de km².

Desenvolveu-se durante parte das eras Paleozoica e Mesozoica  e seu registro sedimentar compreende rochas formadas do Período Ordoviciano ao Cretáceo, abrangendo um intervalo de tempo entre 460 e 65 milhões de anos atrás. A seção de maior espessura, superior a 7000 m, está localizada na sua porção central e é constituída por rochas sedimentares e ígneas. As rochas sedimentares da Bacia do Paraná são ricas em restos de animais e vegetais fossilizados.

A Bacia do Paraná é uma típica bacia flexural de interior cratônico, embora durante o Paleozoico fosse um golfo aberto para sudoeste para o então Oceano Panthalassa. A gênese da bacia está ligada à relação de convergência entre a margem sudoeste do antigo supercontinente Gondwana, formado pelos atuais continentes América do Sul, África, Antártica e Austrália, além da Índia, e a litosfera oceânica do Panthalassa, classificando a bacia, pelo menos no Paleozoico  como do tipo antepaís das orogenias Gondwanides.



Mapa geológico simplificado da Bacia do Paraná (modificado de Milani, 1997).

O nome Bacia do Paraná é derivado do Rio Paraná, que corre aproximadamente no seu eixo central, no sentido norte-sul. A atual bacia hidrográfica do Rio Paraná está quase que inteiramente contida na Bacia do Paraná e possui enorme potencial hidroelétrico, devido ao grande volume de água, tanto do Rio Paraná quanto de diversos afluentes, aliado ao terreno acidentado da bacia.
Os principais recursos naturais extraídos na Bacia do Paraná são: carvão mineral, água subterrânea, folhelho betuminoso e materiais para construção civil e indústria de transformação. Outros recursos encontrados na Bacia do Paraná são urânio e gás natural, ambos com uma jazida cada (vide Capítulo Recursos Naturais). Além disso, a maior parte dos solos apresentam elevada fertilidade química e/ou física, permitindo uma exploração agropecuária intensiva e rentável.

Bacia Hidrográfica do Parnaíba


Está presente nos estados do Piauí, Maranhão e na porção extremo oeste do Ceará, totalizando uma área de 344.112 quilômetros quadrados.
Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental: com extensão de 287.348 quilômetros quadrados, a bacia hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental está presente em cinco estados nordestinos: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Bacia Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental: seus principais rios são o Gurupi, Pericumã, Mearim, Itapecuru Munim e Turiaçu. Essa bacia de drenagem possui 254.100 quilômetros quadrados, compreendendo áreas do Maranhão e Pará.


Bacia Hidrográfica Atlântico Leste

Com extensão de 374.677 quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica engloba os estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Em sua região é possível encontrar fragmentos de Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e vegetação costeira.
Bacia Hidrográfica Atlântico Sudeste: presente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, a região hidrográfica Atlântico Sudeste apresenta 229.972 quilômetros quadrados. Ela é formada pelo rio Doce, Itapemirim, São Mateus, Iguape, Paraíba do Sul, entre outros.


Bacia Hidrográfica Atlântico Sul

Abrange porções dos territórios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ocupando uma área de 185,8 mil quilômetros quadrados, o que corresponde a aproximadamente 2% da área total do país.


.
Rio Jacuí
A maioria dos rios dessa bacia hidrográfica é de pequeno porte. Os rios mais extensos são o Itajaí, Jucuí e Vacacaí. O Jacuí, com extensão de 700 quilômetros, percorre o estado do Rio Grande do Sul, sendo que sua nascente está localizada em Passo Fundo.

A vazão média anual da Bacia Atlântico Sul responde por 2,6% do total do país. Esses rios fornecem água para mais de 11,6 milhões de pessoas, além de serem de extrema importância para a realização de atividades econômicas, sobretudo a agricultura.

No entanto, essas atividades têm provocado vários problemas ambientais, como a retirada da mata ciliar e a poluição dos rios, que ocorre principalmente através da extração de carvão mineral em alguns municípios de Santa Catarina.


Bacia Hidrográfica do Uruguai

A Bacia do rio Uruguai consiste no conjunto de todos os recursos hídricos convergindo para a área banhada pelo rio Uruguai e seus afluentes, desaguando no estuário do rio da Prata, já fora do território brasileiro. Tal bacia é uma das doze regiões hidrográficas do país, abrangendo 384 municípios.

Tendo na sua origem o nome de Pelotas, na Serra Geral, a 65 km a oeste do Oceano Atlântico, este recebe posteriormente as águas do rio Canoas, passando então a ser denominado rio Uruguai. Este então tem sua foz na Bacia hidrográfica do Prata, ou Mar del Plata, como é mais conhecido, formado pela junção dos rios Paraná e Uruguai.

Formado então pelos rios Pelotas e Canoas, o rio Uruguai serve como divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Esta é ainda responsável por delimitar a fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai e deságua no Oceano Atlântico após percorrer uma trajetória de 1400 km, fazendo com que este rio seja talvez o mais importante da hidrografia do sul do Brasil.


A bacia do Uruguai é reconhecida pelo grande potencial hidrelétrico, possuindo uma das maiores relações energia/km² do mundo.
As atuais bacias hidrográficas da Região Sul do Brasil  aparentemente começaram a se formar no período denominado Terciário Inferior, com a instalação de condições climáticas de maior umidade. A rede de drenagem dessa região, após sua gênese e evolução, influenciada em parte pelos fatores estruturais e emoldurada pelos aspectos geomorfológicos, apresenta-se distribuída por duas grandes bacias hidrográficas: a do Paraná e a do Uruguai e por múltiplas sub-bacias de pequeno e médio portes.
Convenciona-se classificar os trechos do rio Uruguai em:
  • superior: é o trecho da junção entre os rios Pelotas e Canoas até a foz do rio Piratini;
  • médio: corresponde ao trecho da foz do rio Piratini até a cidade de Salto, no Uruguai;
  • inferior: o trecho final do rio, de Salto até Nueva Palmira, Uruguai, diante da foz do Rio da Prata;
Temos como importantes fontes de contaminação do lençol aquífero da bacia os dejetos resultantes das atividades de suinocultura e avicultura e os agentes agrotóxicos utilizados nas áreas de prática da rizicultura (cultura de arroz).
A navegação nos rios da bacia é viável somente no trecho inferior, partindo da foz do Prata. À medida que se sobe o rio, a navegação torna-se gradualmente inviável. Até a região de Salto temos a navegação de pequenas embarcações; acima desse ponto, torna-se a navegação dificultosa pela presença de rápidos e corredeiras. Um pouco mais acima deste ponto, entre São Borja e Uruguaiana pratica-se a navegação, porém com embarcações de pequeno porte.

Bacia Hidrográfica do Paraguai

A Bacia do rio Paraguai consiste no conjunto de todos os recursos hídricos convergindo para a área banhada pelo rio Paraguai e seus afluentes. Esta é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. A área total da bacia é de 1.100.000 km² e abrange áreas dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul bem como três países vizinhos: Argentina, Paraguai e Bolívia.
O rio Paraguai é o principal rio deste conjunto. Nasce em território brasileiro, nas Chapadas dos Parecis, no estado de Mato Grosso com o nome de “Paraguaizinho”, e em um de seus trechos mais ao sul serve de demarcador de fronteira com a Bolívia. Seu nome é de origem guarani, e significa “um grande rio”, e mais tarde o nomdo rio batizou o país que hoje conhecemos como Paraguai. A foz do rio encontra-se no rio Paraná, sendo que a navegabilidade em suas águas é satisfatória próximo a Cáceres, Mato Grosso do Sul até a foz do rio Apa, delimitador da fronteira entre Brasil e Paraguai.


A curiosidade da navegação em seu trajeto é a extrema sinuosidade de seu curso, em especial na região do Pantanal, tornando viagens a distâncias relativamente próximas muito mais demoradas do que o habitual. Estima-se que da região do Pantanal até o Oceano Atlântico, seguindo o curso do rio Paraguai, leva-se cerca de seis meses de viagem.

A bacia pode ser dividida em duas regiões:

A região de Planalto, que abrange terras acima de 200 m de altitude;
A região do Pantanal (no Paraguai, o pantanal local recebe o nome de “chaco”), de terras de menos de 200m de altitude;

O Pantanal está sujeito a inundações periódicas, assumindo desse modo a função de verdadeiro “reservatório” dos rios do conjunto. As cheias da bacia ocorrem ao longo de vários meses, caracterizando um lento escoamento das águas no Pantanal. Tal fenômeno deve-se à complexa combinação das várias planícies, cujas lagoas e baías funcionam como reguladores de vazão, acumulando água e amortecendo a elevação do nível durante as cheias e cedendo águas durante a recessão.

Predominam na área os biomas do Cerrado (região de Planalto) e do Pantanal. É importante notar que as atividades agro-industriais na região, bem como a prática da mineração estão provocando o aumento de áreas desmatadas, e com isso uma gradativa erosão das mesmas. Tal prática acaba provocando o açoreamento dos rios da bacia, sendo dignos de menção os rios Taquari e São Lourenço.

O centro de maior importância na área da bacia do Paraguai é a cidade de Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso.

Questões sobre Bacias hidrográficas do Brasil

1) (UFRJ) A bacia hidrográfica brasileira com maior possibilidade de navegação é:
                                 
a) Bacia do São Francisco;
b) Bacia do Paraná;
c) Bacia do Uruguai;
d) Bacia Amazônica;
e) Bacia do Paraíba do Sul.

2)  (UNOPAR) A expressão “Bacia Hidrográfica” pode ser entendida como:

a) o conjunto das terras drenadas ou percorridas por um rio principal e seus afluentes.
b) a área ocupada pelas águas de um rio principal e seus afluentes no período normal de chuvas.
c) o conjunto de lagoas isoladas que se formam no leito dos rios quando o nível de água da água baixa.
d) o aumento exagerado do volume de água de um rio principal e seus afluentes quando chove acima do normal.
e) o lago formado pelo represamento das águas de um rio principal e seus afluentes.

3) (ENG. - Santos) Aponte a afirmativa correta:

a) No rio Paraná, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, está localizado o Complexo Hidrelétrico de Urubupungá.
b) O rio Paraguai nasce na serra de Araporé, em Mato Grosso, com o nome de rio das Pedras, de Amolar.
c) Durante as cheias do rio Paraguai, no início de outono, todo o Pantanal vê-se invadido pela águas do rio, constituindo, então, a lagoa Xarajes.
d) O rio Uruguai é formado pelos rios Canoas e Pelotas.
e) O rio Uruguai é o principal rio da Bacia Platina em potencial hidrelétrico.

4) (FAC. AGRONOMIA E ZOOTECNIA de Uberaba) Leia as afirmativas abaixo sobre a hidrografia brasileira:

I. É a maior das três bacias que formam a Bacia Platina, pois possui 891.309 km2, o que corresponde a 10,4%  da área do território brasileiro.

II. Possui a maior potência instalada de energia elétrica, destacando-se algumas grandes usinas.

III. Em virtude de suas quedas d'água, a navegação é difícil. Entretanto, com a instalação de usinas hidrelétricas, muitas delas já possuem eclusas para permitir a navegação.

Estas características referem-se à bacia do:

a) Uruguai
b) São Francisco
c) Paraná
d) Paraguai
e) Amazonas

5) (UNIV. CATÓLICA - Pelotas) A Bacia Platina é formada por grandes bacias secundárias, possuindo o maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil, e a maior usina hidrelétrica construída até hoje. Esse potencial é localizado na bacia do rio:
a) Piratini
b) Uruguai
c) Paraguai
d) Paraná
e) São Francisco

6)  (FUND. OSWALDO CRUZ) A rede hidrográfica brasileira apresenta, dentre outras, as seguintes características:
a) grande potencial hidráulico, predomínio de rios perenes e predomínio de foz do tipo delta.
b) drenagem exorréica, predomínio de rios de planalto e predomínio de foz do tipo estuário.
c) predomínio de rios temporários, drenagem endorréica e grande potencial hidráulico.
d) regime de alimentação pluvial, baixo potencial hidráulico e predomínio de rios de planície.
e) drenagem endorréica, predomínio de rios perenes e regime de alimentação pluvial.

7)  Com cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados, essa é a maior bacia hidrográfica do mundo, compreendendo porções dos territórios do Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Bolívia e Brasil. Possui grande potencial de navegação, e seus rios principais são: Huallaga, Napo, Xingu, Negro, entre tantos outros.

Essas características são da bacia hidrográfica:

a) São Francisco
b) Tocantins-Araguaia
c) Parnaíba
d) Amazônica
e) Paraná

8) O mapa abaixo está destacando uma das principais bacias hidrográficas do Brasil. Marque a alternativa que corresponde a essa bacia de drenagem.
a) Bacia Hidrográfica do São Francisco
b) Bacia Hidrográfica do Atlântico Leste
c) Bacia Hidrográfica do Paraná
d) Bacia Hidrográfica Amazônica
e) Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia

9) Analise as afirmativas e marque a que está INCORRETA.

a) Com 7 milhões de quilômetros quadrados, a bacia hidrográfica Amazônica é considerada a maior do planeta.
b) No Brasil, a bacia hidrográfica do Paraguai está presente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tendo o Paraguai como principal rio.
c) Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina abrigam a bacia hidrográfica do Uruguai, que possui grande potencial hidrelétrico.
d) A maior bacia hidrográfica exclusivamente brasileira é a Tocantins-Araguaia, com extensão de aproximadamente 967 mil quilômetros quadrados.
e) A bacia hidrográfica do São Francisco é a que possui a maior possibilidade de navegação no Brasil.

10) Em relação à rede hidrográfica brasileira, assinale a única alternativa INCORRETA.

a) O rio Uruguai resulta da junção dos rios Canoas e Pelotas e separa os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
b) Os rios do Sudeste são essencialmente rios de planície, o que os torna em grande parte navegáveis.
c) A bacia do São Francisco é a maior bacia fluvial genuinamente brasileira, pois começa e acaba dentro do território nacional.
d) O regime do Amazonas é do tipo complexo, pois suas cheias dependem das chuvas dos dois hemisférios e do derretimento do gelo e da neve na Cordilheira dos Andes.
e) O Planalto Central, através de suas terras altas e chapadas, é um grande divisor de águas, isto é, separa as águas que correm para diferentes bacias hidrográficas.

Gabarito:

1) D    2) A   3) E   4) C   5) D   6) B   7) D   8) E   9) E  10) B

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Divisão político-administrativo do Brasil resumo


Divisão política do Brasil
O Brasil é uma República Federativa formada por 26 estados e pelo Distrito Federal, onde está situada a capital do país, Brasília. Desses 26 Estados, 17 são litorâneos e 9 são interioranos, e estão divididos em municípios que têm como sede a cidade, e os municípios estão divididos em distritos que têm como sede as vilas.
O território brasileiro possui uma extensa área de 5.547.403,5 Km2, que compreende quase a metade do continente sul-americano.
Divisão regional do Brasil
De acordo com o IBGE, o território brasileiro está dividido em cinco regiões constituídas por extensos blocos territoriais.
São elas:
Norte: AM, PA, AC, RO, RR, AP e TO.
Nordeste: MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA.
Centro-oeste: GO, MT, MS e DF.
Sudeste: SP, RJ, MG e ES.
Sul: PR, SC e RS.
Região Norte:
A região Norte possui sete Estados muito, onde podemos localizar a Bacia Amazônica e a Floresta Amazônica.
É a maior das regiões, porém a menos povoada. O clima predominante da região é equatorial.
Região Nordeste: 
A região nordeste possui nove Estados. É a segunda região que possui o maior número de habitantes. O clima varia de acordo com a localização, sendo úmido nas partes oriental e ocidental, e semi-árido no centro.
Região Centro-Oeste:
A Região Centro-Oeste possui três Estados, além do Distrito Federal. É a segunda região mais extensa do Brasil, porém a menos populosa. O clima predominante é o tropical. A principal atividade econômica da região é a agropecuária.
Região Sudeste:
A Região Sudeste possui quatro Estados. É a região brasileira mais evoluída, devido ao grande desenvolvimento econômico, industrial e agrícola, além de ser a mais populosa e povoada. O clima varia de acordo com a localização, sendo tropical atlântico no litoral, e tropical de altitude nos planaltos.
Região Sul:
A Região Sul possui três Estados. É a menor região brasileira, que apresenta grande influência européia, especialmente italiana e germânica. O clima predominante é o sub-tropical.
http://www.colegioweb.com.br/geografia/divisao-politica-do-brasil.html
As Regiões Geoeconômicas brasileiras

A divisão regional oficial do Brasil  é aquela estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo composta por cinco complexos regionais: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. No entanto, além dessa regionalização do território nacional, existe outra divisão regional (não oficial), conhecida como regiões geoeconômicas do Brasil: a Amazônia, o Nordeste e o Centro-Sul. Os critérios adotados para a delimitação dessas três regiões foram os aspectos naturais e, principalmente, as características socioeconômicas. 

As regiões geoeconômicas do Brasil não seguem os limites das fronteiras dos estados, visto que seus critérios mais importantes são os aspectos sociais e econômicos, havendo grande dinamismo na delimitação espacial.

Portanto, alguns estados brasileiros estão inseridos em diferentes regiões: a porção norte de Minas Gerais é parte integrante da chamada região Nordeste, e o restante do estado está localizado no complexo regional Centro-Sul; o extremo sul do Tocantins localiza-se na região Centro-Sul, e o restante do seu território faz parte da região da Amazônia; a porção oeste do Maranhão integra a região da Amazônia e a sua porção leste está localizada no complexo regional nordestino; Mato Grosso integra a região Centro-Sul (porção sul), além da região da Amazônia (porção centro-norte).

Mapa das regiões geoeconômicas do Brasil:
1- Amazônia; 2- Centro-Sul; 3- Nordeste

Formada por todos os estados da região Norte, além do Mato Grosso (exceto sua porção sul) e oeste do Maranhão, a região da Amazônia corresponde a 60% do território nacional, abrangendo toda a extensão da Amazônia Legal. Apesar de possuir a maior área, esse complexo regional abriga a menor parcela da população brasileira - aproximadamente 7% do total. 

No que se refere ao clima, esse é quente e bastante chuvoso. E quanto à vegetação, a Floresta Amazônica é a de maior predominância.

As principais atividades econômicas desenvolvidas na região da Amazônia são: extração mineral, agropecuária e extrativismo vegetal. O setor industrial é pouco desenvolvido, tal segmento econômico destaca-se em Manaus.

O complexo regional do Centro-Sul é formado pelos estados das regiões: Sul, Sudeste (exceto o extremo norte de Minas Gerais) e Centro-Oeste (exceto o centro-norte de Mato Grosso), além do extremo sul do Tocantins. Essa região corresponde a aproximadamente 22% do território nacional, e abriga cerca de 70% da população brasileira, razão pela qual é considerada como a região mais populosa e mais povoada do país.

A região Centro-Sul é a mais desenvolvida, economicamente, do Brasil, uma vez que é a principal responsável pelo Produto Interno Bruto (PIB) nacional: cerca de 75% do PIB brasileiro. Sua economia é dinâmica, apresentando um elevado grau de industrialização. As principais atividades econômicas são: agropecuária moderna, variados segmentos industriais dotados de um efetivo aparato tecnológico, bancos, desenvolvimento de pesquisas científicas, serviços diversos, etc.

Esse é o complexo regional que concentra a maior parte da renda nacional, além de apresentar os melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Composto por todos os estados nordestinos, além da porção norte de Minas Gerais, a região geoeconômica do Nordeste corresponde a aproximadamente 18% do território brasileiro, sendo, portanto, o menor complexo regional.

O território nordestino apresenta contrastes naturais e disparidades econômicas entre as áreas litorâneas: urbanizadas, industrializadas e, economicamente desenvolvidas. Porém, no interior, há o predomínio de um clima semiárido e grandes problemas socioeconômicos.

As atividades econômicas mais relevantes são: cultivo da cana-de-açúcar, algodão, arroz, cultivo irrigado de frutas, extrativismo vegetal, pecuária extensiva e de corte, indústrias têxteis, produção de petróleo (Bahia e Rio Grande do Norte) e o turismo.

Bibliografia: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/as-regioes-geoeconomicas-brasil.htm

Questões 
1) A divisão regional do Brasil, de acordo com a regionalização geoeconômica, não obedece aos limites estaduais, ou seja, um mesmo estado pode pertencer a mais de uma macrorregião. Nesse contexto, aponte os estados integrantes de cada macrorregião geoeconômica.
2) (UEPG) – Com relação ao Centro-Sul, uma das regiões geoeconômicas do Brasil, assinale o que for correto.
01) Representa a região de ocupação mais antiga do país, sendo que durante três séculos foi a região mais rica e povoada do país, tendo a cana-de-açúcar como a principal riqueza do Brasil Colônia.
02) As práticas mais modernas da agropecuária encontram-se nessa região, especialmente no interior de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
04) É a região mais povoada, urbanizada e industrializada do país, representada pelas importantes áreas industrializadas da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Grande Belo Horizonte e Grande Porto Alegre.
08) É a maior das três regiões geoeconômicas em extensão, seguida pelo Nordeste e pela Amazônia.
16) Aí se registram as mais constantes lutas pela posse de terras envolvendo posseiros, indígenas, grileiros, empresas e até o Estado.
3) No complexo regional do Nordeste há uma grande diferenciação de características físicas, fato que resultou numa divisão dentro dessa região, conhecida como as sub-regiões do Nordeste, que são:
A) Meio-Norte, Sertão, Zona da Mata, Agreste.
B) Caatinga, Zona da Mata, Agreste, Sertão.
C) Meio-Norte, Litorânea, Zona da Mata, Agreste.
D) Amazônica, Sertão, Agreste, Litorânea.
E) Litorânea, Meio-Norte, Sertão, Caatinga.
4) As regiões geoeconômicas do Brasil apresentam grandes diferenças econômicas, sociais, culturais, entre outros aspectos. Aponte as principais características econômicas de cada região geoeconômica.
Gabarito:
1) Os complexos regionais geoeconômicos são formados por:
Amazônia – Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Rondônia, centro-norte do Mato Grosso, Tocantins e oeste do Maranhão.
Centro-Sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, centro-sul de Minas Gerais, norte do Mato Grosso e extremo sul do Tocantins.
Nordeste – Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, leste do Maranhão e norte de Minas Gerais.
2) 01) Falso – O complexo regional do Centro-Sul não é a região de ocupação mais antiga do território brasileiro, e atualmente é a região do país mais desenvolvida economicamente.

02) Falso – Realmente as práticas mais modernas da agropecuária encontram-se no complexo regional do Centro-Sul, no entanto, estão localizadas principalmente no Mato Grosso do Sul.

04) Verdadeiro – O complexo regional do Centro-Sul corresponde à área maios povoada do país (dois terços dos habitantes), e concentra a maior parte dos recursos econômicos do Brasil, com grande quantidade de indústrias, comércio, bancos, mercado de capitais, entre outros. Nessa macrorregião destacam-se as áreas industrializadas da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Grande Belo Horizonte e Grande Porto Alegre.

08) Falso – A região geoeconômica que apresenta maior extensão territorial é a da Amazônia, com 4,8 milhões de quilômetros quadrados, o que corresponde a mais da metade do território brasileiro.

16) Falso – Não ocorreu de forma significativa as lutas pela posse de terras, sendo essa uma característica do complexo regional da Amazônia.
3) A) Verdadeiro – As sub-regiões nordestinas são compostas pelo Meio-Norte (Maranhão e oeste do Piauí); Sertão (oeste do Piauí, Ceará, oeste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e a maior parte do território da Bahia); Zona da Mata (faixa litorânea dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas Sergipe e Bahia); Agreste (porção central dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e centro-oeste de Sergipe). 
B) Falso – Caatinga não é uma das sub-regiões do Nordeste, e sim, a vegetação típica do Sertão nordestino.
C) Falso – Litorânea é a faixa territorial que corresponde à Zona da Mata.
D) Falso – Amazônica não é uma sub-região nordestina, e Litorânea é faixa territorial que corresponde à Zona da Mata.
E) Falso – Litorânea é a faixa territorial que corresponde à Zona da Mata, e Caatinga é a vegetação típica do Sertão nordestino.
4) Amazônia – As atividades econômicas desenvolvidas são: a agropecuária, que constitui o principal setor econômico; extrativismo vegetal que tem na borracha seu produto mais importante, outros produtos são a castanha do Pará e a madeira; mineração composta pela extração de ferro, ouro e manganês, com destaque para a serra dos Carajás, província mineral localizada em Belém com grandes jazidas de ferro; setor industrial, com destaque para a zona industrial de Manaus.
Centro-Sul – Possui o maior parque industrial do Brasil. Sua economia é diversificada, composta pelas atividades agrícolas mais modernas, bancos, mercados de capitais, empresas transnacionais, comércios, e diversas modalidades industriais.
Nordeste – As principais atividades econômicas desenvolvidas nesse complexo regional são: extrativismo vegetal, agricultura, pecuária extensiva e de corte, cultivo irrigado de frutas e flores. Nas áreas litorâneas ocorre a extração de sal. Também há a presença de indústrias.