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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O Alzheimer não é só genético, depende também da vida que levamos

O Alzheimer costuma ser bastante associado a fatores genéticos. Porém, eles não são a única (e talvez nem mesmo a principal) causa da doença. Estudos estimam por exemplo que 50% dos pacientes que hoje convivem com o Alzheimer poderiam não ter desenvolvido o problema caso tivessem levado uma vida diferente.
É o que mostra o neurologista Fabiano Moulin em um vídeo divulgado pelo canal do Youtube da Casa do Saber. Fabiano é membro da Academia Brasileira de Neurologia e especialista em neurologia da cognição e do comportamento e explica como nossos hábitos interferem no desenvolvimento da doença.
Segundo ele, um dos principais responsáveis pelo Alzheimer é a maneira como nossa sociedade se organiza. O especialista lembra que coisas simples como realizar atividades físicas ou evitar comer carboidratos simples podem diminuir as chances de desenvolver Alzheimer em até 50%, enquanto aprender uma segunda língua retardaria o aparecimento da doença em cinco anos.
A Casa do Saber é um espaço que oferece cursos, palestras e oficinas enfocando diversas áreas do conhecimento em São Paulo e no Rio de Janeiro. Através de seu canal do Youtube, professores da casa fazem vídeos sobre temas que vão da depressão ao livre arbítrio e prometem ser uma ótima fonte de inspiração para suas ideias.
Fonte: Hypeness

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Anúria - o que é, causas, tipos e tratamentos

O que é Anúria, tratamento para Anúria, causas da Anúria
Chama-se Anúria à diminuição ou à ausência da eliminação de urina durante um período mínimo de 24 horas.
Causas da Anúria
As causas da anúria mais conhecidas são quatro:
As infeções do sistema urinário – a pessoa sente vontade de urinar com frequência e urgência, mas em cada micção existe pouca quantidade de urina eliminada. Esta situação pode ser corrigida com uma hidratação reforçada e administração de antibióticos.
Problemas da próstata – no caso dos homens a dificuldade de urinar pode estar relacionada com problemas da próstata como é o caso dos tumores benignos e malignos.
Fibrose retroperitonial – neste caso o fluxo da urina para a bexiga encontra-se diminuído em consequência de uma massa que se encontra localizada perto do estômago.
Problemas renais – as doenças renais como a insuficiência pode estar na origem de um quadro clinico de anúria.
Tipos de Anúria
A classificação do tipo de anúria está intimamente relacionada com as causas da mesma. Assim podemos ter:
Uma anúria obstrutiva devido a um bloqueio de qualquer parte do sistema urinário.
Uma anúria postrenal que tem a ver com um bloqueio dos ureteres ou da uretra
TRATAMENTOS
HortaliçasAbóbora • Cozinhar em vapor e comer na forma de purê temperado apenas com azeite de oliva.
Berinjela • Suco diluído em água. Tomar 2 xícaras ao dia.
Pepino, Beterraba e Espinafre • Suco combinado. Tomar 250 ml, 30 minutos antes do almoço.
Salsa • Chá das folhas e raízes (50 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
FrutasAbacate • Chá das folhas do abacateiro (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
Limão • Suco de 1 limão diluído em 250 ml de água (sem açúcar) 4 vezes ao dia.
Melão • Refeições exclusivas 4 vezes por semana.
Melancia • Refeições exclusivas 4 vezes por semana.
Uva • Refeições exclusivas 4 vezes por semana.
PlantasAlfavaca • Chá das folhas (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
Capim-cidreira (Capim-limão) • Chá usando toda a planta (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
Quebra-pedra • Chá usando toda a planta (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
Urtiga • Chá das folhas (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
Outros Tratamentos
Geoterapia • Compressa de argila na região lombo-ventral com duração de 2 horas.
Hidroterapia • Banho de assento quente com chá de carqueja e eucalipto (80 g para 1 litro de água), com duração de 20 minutos.
• Banho de vapor local, com chá de carqueja e cavalinho (80 g para 1 litro de água), com duração de 10 minutos.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Esclerose Múltipla - Diagnóstico, Tratamento e sintomas

Uma disfunção motora, perda da força muscular, da coordenação ou equilíbrio, alterações visuais e de sensibilidade. Sintomas que, se não afetarem o cotidiano, costumam ser associados ao estresse e problemas do dia a dia e passam, na maioria da vezes, despercebidos. No entanto, esses sintomas podem ser algo mais grave e se tratar de uma doença crônica, autoimune e sem cura, a Esclerose Múltipla (EM).
No mundo, de acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, existem cerca 2,5 milhões de pessoas com a doença, sendo a maioria jovens, em especial mulheres, na faixa etária de 20 a 40 anos. No Brasil, em torno de 35 mil pessoas têm EM, sendo que em Goiás, aproximadamente, 600 pacientes diagnosticados estão em tratamento, conforme a Associação Goiana de Esclerose Múltipla (Agem). Para conscientizar as pessoas sobre a doença, é instituído como o Dia Mundial da Esclerose Múltipla a última quarta-feira do mês de maio, este ano celebrado no dia 31 de maio.
A EM é uma doença neurológica inflamatória crônica, alguns estudos consideram como degenerativa, na qual células do sistema imunológico do paciente passam a atacar a bainha de mielina (que é o revestimento dos neurônios), causando lesões no cérebro e também na medula. A causa da doença permanece desconhecida e ainda não há cura, mas existem tratamentos disponíveis que podem ajudar em algumas formas de EM. A grande maioria dos casos de esclerose múltipla é diagnosticado entre os 25 e os 31 anos de idade, com duas vezes mais casos diagnosticados na população feminina.
Conforme o neurologista e presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS), Jefferson Becker, os sinais da enfermidade se manifestam de acordo com a área do cérebro que foi afetada. “A esclerose múltipla é uma doença muito particular e, por isso, a evolução da doença acontece de forma individualizada, variando de paciente para paciente”, destaca.
Diagnóstico e Tratamento
Em Goiás, o Hospital Geral de Goiânia (HGG) é uma das unidades de saúde pública do estado referência no tratamento da EM. Conforme o neurologista e responsável pelo Ambulatório de Doenças Desmielinizantes do HGG , Fernando Elias Borges, para que o paciente possa realizar o tratamento na unidade é preciso que ele seja, primeiramente, avaliado por um neurologista. “Na primeira consulta no ambulatório do HGG é feita a triagem, a partir disso, se for identificado que o paciente tenha o perfil ou a possibilidade de diagnóstico de doenças raras e inflamatórias, ele é encaminhado para esse ambulatório, onde é avaliado de forma mais detalhada”, explica Fernando Elias.
Os principais sintomas da esclerose múltipla incluem visão desfocada, fraqueza nas pernas, formigamento, desequilíbrio e fadiga. É importante ressaltar que, para algumas pessoas, a esclerose múltipla é caracterizada por períodos de recaída e remissão (remitente-recorrente),o que significa que melhora durante algum tempo, mas de vez em quando pode se agravar, ou seja, ocorrer surtos. Já outros portadores da doença tem um padrão progressivo e que se agrava ainda mais com o tempo. Muitas pessoas se sentem bem e parecem saudáveis durante vários anos depois do diagnóstico, enquanto outras ficam gravemente debilitadas muito rapidamente.
Conforme Fernando Elias, para se ter um diagnóstico diferencial da EM é preciso que o neurologista se baseie em avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem. “Preciso de uma ressonância magnética que possa fornecer imagens confiáveis e o apoio diagnóstico. Tudo isso é possível realizar no Hospital Geral de Goiânia, não com tanta facilidade porque o setor público tem uma dificuldade de financiamento de disponibilizar alguns exames, mas a maioria dos exames para definir o diagnóstico nós conseguimos fazer todos pela rede pública através ambulatório do HGG”, explica.
Os medicamentos preconizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento da EM são bastante caros, entre R$ 5 mil a R$ 20 mil a depender do remédio, mas são fornecidos pela rede pública. Em Goiás, a medicação é dispensada por meio da Central de Medicamentos de Alto Custo (CMAC) Juarez Barbosa, que fica no setor Central, em Goiânia. “O paciente, a partir do momento que ele é diagnosticado e definida sua linha de tratamento, consegue realizar todo o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem custo para o paciente ou para a família”, reforça o neurologista.
Evolução
Em relação à evolução da doença, Fernando Elias destaca que a desmielinização é produzida por um processo inflamatório que evolui para lesão irreversível nos axônios dos neurônios, ou seja, os que tiveram desmielinização não voltam mais. “O diagnóstico precoce proporciona uma melhor abordagem terapêutica medicamentosa e multiprofissional”, destaca.
Fernando Elias ressalta que a esclerose múltipla é uma doença que, no Brasil, tem uma prevalência baixa se comparada a países da América do Norte e Europa, “onde há uma prevalência maior e há também uma pesquisa muito intensa”. O neurologista destaca que cientistas desenvolvem medicamentos potencialmente novos para controle da doença, mas essas drogas, antes de serem disponibilizadas para os pacientes brasileiros, são avaliadas pelo Ministério da Saúde, por uma comissão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que define se esse medicamento pode ou não ser incorporado ao tratamento do SUS, para então começar a ser dispensado pelo serviço público.
“Hoje, nós temos cinco tipos diferentes de medicamentos disponíveis pelo SUS. Definimos qual o paciente vai usar de acordo com a evolução clínica dele e com a incapacidade que já apresenta. O tratamento sintomático também é importante para melhorar a qualidade de vida do paciente. Não é apenas tratar a doença para estabilizá-la, mas temos que focar no paciente e tratar os sintomas para melhorar a qualidade de vida dele”, enfatiza Fernando Elias.
Palavra de especialista
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, não necessariamente degenerativa, que afeta a capa de mielina – responsável pela condução nervosa e reconhecida como a substância branca do sistema nervoso. A doença se caracteriza por um acometimento em diferentes partes do cérebro e da medula espinhal e também em diferentes momentos, e assim é denominada de disseminação no tempo e no espaço, condição pela qual se estabelece o diagnóstico definitivo. Os sinais e sintomas não podem ser explicados por uma única lesão e o seu curso clínico é caracterizado mais frequentemente por surtos, seguidos de períodos de remissões.
A esclerose múltipla não é uma doença fatal e muitos pacientes levam uma vida normal. Porém a presença de novos sintomas e a somatória de antigos sintomas, além da evolução incerta, pode interferir de várias maneiras na vida do paciente. Apesar de existirem muitas dúvidas sobre a origem da esclerose múltipla, muito já se sabe sobre a imunologia da doença, o que tem possibilitado a descoberta de medicamentos que controlam sua evolução
Fonte: Paulo Diniz da Gama –professor de Neurologia da Faculdade de Medicina da PUC-SP – campus Sorocaba – responsável pelo Centro de Referência para o Tratamento da Esclerose Múltipla do Conjunto Hospitalar de Sorocaba
Memórias de um esclerosado
O cartunista Rafael Corrêa, após ser diagnosticado com esclerose múltipla em 2010, iniciou o projeto ‘Memórias de um Esclerosado’, contando em forma de história em quadrinhos como convive com a doença, suas angústias, medos, sonhos e experiências. Rafael começou a sentir sintomas da esclerose em 2008, quando tinha 32 anos. Sentia as pernas pesadas e mãos formigantes.
Para o cartunista, a principal preocupação ao descobrir a doença era se continuaria a desenhar, já que a esclerose múltipla pode afetar diversas funções do corpo, como caminhar, falar, enxergar, escrever e desenhar. “Não consigo mais ficar horas desenhando, pois chega um momento que minha mão cansa. Mas tento ter uma rotina para trabalhar e colocar as ideias no papel. Desde que fui diagnosticado com a doença, vi que precisaria botar para fora o que estava sentindo, minhas pequenas vitórias, meus medos. E o site é a concretização disso”, relata.
A esclerose na minha vida
Aproveito o espaço e o tema da matéria para contar meu relato. Isso mesmo, a jornalista Bia Mendes que lhes escreve, leitor, tem o diagnóstico de esclerose múltipla. Apesar de não aparentar nenhum tipo da doença, pelo menos não visivelmente, sou ‘esclerosada’. Recebi um diagnóstico prévio em novembro de 2015, que foi confirmado no início de 2016 e iniciei o tratamento em abril do ano passado. Minha principal queixa para procurar um médico foi em relação à visão, o que me levou ao oftalmologista e este começou a investigar e me solicitou uma ressonância magnética.
Com os exames em mão fui orientada a procurar um neurologista. Segui a orientação e me consultei com um e depois com outro neuro, além de ter mostrado a ressonância para um terceiro médico. Fiz todos os tipos de exames de sangue possíveis para descartar outras doenças, além do temido exame de líquor (uma punção lombar para retirar o líquido da medula). Ao fim, o diagnóstico foi esclerose múltipla, uma doença degenerativa do sistema nervoso central que atinge jovens – em idade produtiva – e que não tem cura. Antes de mostrar os exames para o médico já tinha pesquisado sobre tudo que estava nos laudos na internet, afinal, sou jornalista e investigar/pesquisar já faz parte do meu instinto.
Ao contrário de muitos que recebem esse diagnóstico e acham que é o fim do mundo, a primeira coisa que fiz ao sair do consultório foi me matricular na academia (frequentei por apenas três meses) e tentar melhorar meu hábitos. Apesar de iniciar com otimismo, não é sempre que estou disposta, animada e de bem com a vida. Na verdade, penso que estava em estado de choque e por isso tentei fazer diferente e iniciar bons hábitos (afinal, como assim me matricular na academia?!).
Por mais que não tenha sequelas aparentes, só a perda da visão periférica devido a neurite óptica e a tão dita e pouco entendida fadiga, até que levo a mesma vida de antes do diagnóstico, exceto pelas agulhadas – dia sim dia não – do remédio que aplico como tratamento (confesso que não sou muito disciplinada) e a série de exames que faço com uma certa frequência para controlar níveis relacionados ao fígado e outros órgãos. Acredito que a esclerose não seja o fim do mundo, mas não sei o que esperar do futuro em relação à doença e isso causa uma certa angústia, já que se trata de um moléstia bem particular e varia de indivíduo para indivíduo. Assim, tento viver um dia de cada vez, sem me preocupar com a esclerose em si (o que em muitos momentos é bastante difícil), lembrando que a vida é muito mais que uma doença e, principalmente, bem mais do que os outros pensam a respeito.

sábado, 9 de abril de 2016

Mononucleose Infecciosa (doença do beijo)

Causas, sintomas, diagnóstico, tratamento

A mononucleose infecciosa (MI) clássica, conhecida também como “febre glandular” e “doença do beijo”, é uma enfermidade que apresenta baixa mortalidade e letalidade, manifestando-se de forma aguda e normalmente de forma benigna.

É causada por um vírus conhecido como Epstein-Barr (EBV), um gamavírus DNA (Linfocriptovírus) que pertence ao grupo Herpes1, caracterizando-se por ser latente, recorrente e/ou crônico. Nos dias de hoje são isolados através da reação de polimerase em cadeia (PCR), dois tipos de vírus da EBV (1 e 2 ou A e B). Mesmo que esses dois tipos de vírus possuam praticamente todos os alelos iguais, aproximadamente 99%, existe grande diferença nos efeitos sobre o crescimento do linfócito B.

A infecção por esse vírus se dá através do contato com a saliva de um indivíduo infectado. Após esse prévio contato, há a penetração do vírus pela orofaringe no tecido linfóide do anel de Waldeyer, ocorrendo uma viremia, acometimento do sistema linforreticular, em especial fígado, baço, medula óssea e pulmões. Esse vírus afeta apenas células do sistema linforreticular humano, mais especificamente os linfócitos B, pois estas células possuem receptores específicos para esse vírus.

A doença pode se iniciar abrupta ou gradualmente, no decorrer de dias e varia muito quanto à severidade e tempo de duração. Em crianças costuma ser mais brande, já em adultos é muito mais severa podendo durar até 8 semanas.

Sintomas

Os primeiros indícios são: febre, calafrio, inapetência, fadiga, mal-estar e sudorese. Também pode estar presente intolerância ao cigarro, vômito, náuseas e fotofobia. Outros sintomas como cefaléia, mialgia e dor de garganta são precoces, frequentes e progressivos.

Ocorre um comprometimento inflamatório significativo do anel linfático de Waldeyer, com a faringe apresentando desde um simples eritema até um exudato de coloração branco-acinzentada. Na grande maioria dos casos, encontra-se aumento dos linfonodos da região cervical, juntamente com uma linfadenopatia generalizada. Ocorre esplenomegalia em 50% a 75% dos casos e hepatomegalia em apenas 15% a 25%. No entanto, os testes de função hepática se apresentam alterados em 95% dos casos. O edema palpebral, conhecido como sinal de Hoagland, está presente em um terço dos casos. O exantema ocorre em 3% a 8% dos, acometendo tronco e face, extremidades em raras ocasiões.

Em crianças com menos de cinco anos de idade, o quadro clínico pode ser atípico, apresentando diarréia, pneumonia, otite média, bronquite, epilepsia, infecção do trato urinário, entre outros sintomas que se apresentam associados com hepatomegalia, esplenomegalia, amidalite, faringite e linfadenopatia; no entanto, obrigatoriamente, deve estar presente atipias linfocitárias.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por detecção sorológica de anticorpos específicos, contra as proteínas do capsídeo (que continuam a existir por toda a vida) ou contra determinados antígenos do vírus que só existem na fase aguda.

Tratamento

Esta doença não tem cura, mas o tratamento é feito com repouso relativo por cerca de 3 semanas; quando há um comprometimento hepático grave, deve-se tratar como se fosse uma hepatite viral aguda por, aproximadamente, dois meses; em certas situações pode ser feito o uso de corticóides; quando houver a ruptura do baço, deve ser realizada uma cirurgia pra removê-lo. Não é recomendado o uso de antibióticos quando não há uma infecção bacteriana secundária. Realizam-se também outras medidas terapêuticas visando reduzir a imunossupressão.

Pesquisas vêm sendo realizadas, relativas à vacina anti-EBV, viva ou atenuada. No entanto, Epstein desenvolveu uma vacina, derivada do gp340 do EBV, que foi testada em animais com sucesso.

domingo, 22 de março de 2015

Sudorese noturna - causas, sintomas e tratamento


Causas da sudorese noturna

Embora qualquer pessoa possa sentir calores durante à noite e acordar suado, a sudorese noturna é mais comum de ocorrer com as mulheres por questões hormonais. Quando a mulher é jovem, ela acontece próximo ao período menstrual. Quando madura, na menopausa.

Mas fique calma se você estiver na menopausa. Segundo um estudo de 2009 publicado noMenopause Journal, o suor noturno nesse momento da vida é normal. Mulheres que têm esse sintoma junto com as ondas de calor têm 30% menos chances de morrer dentro de 20 anos do que as que não apresentam esses sinais.

sudorese-noturna
Manter a temperatura do quarto agradável pode ajudar a evitar suor noturno. Foto: iStock, Getty Images

Em ambos os sexos, essa ocorrência pode estar ligada a doenças, como apneia do sono e até episódios de pesadelos e sonambulismo. Isso porque é nesses transtornos que o corpo entra em grande atividade e a agitação pode desencadear o problema.

Se a pessoa costuma suar muito nas extremidades do corpo (crânio, mãos e pés) durante o dia, pode ser acometida de sudorese noturna. Acompanhado de sintomas como febre, coceira no corpo, dores, fadiga e perda de peso, pode ser algo temporário, como a queda de açúcar, no caso dos diabéticos ou até de doenças graves, como câncer e tuberculose.

Sudorese noturna de causas evitáveis


Quando as causas da sudorese noturna são classificadas como evitáveis, como o próprio nome sugere, não se trata de um problema crônico ou provocada por um fator externo ao organismo. São mais fáceis de lidar porque são possíveis de evitar com medidas simples. Conheça quatro possíveis causas que se enquadram nessa categoria:

1. Temperatura no quarto

Se o seu quarto costuma ser quente ou com pouca ventilação, procure ligar o ar condicionado, ventilador ou, se for possível, deixe a janela aberta. Isso irá refrescar o ambiente antes de você dormir e ajudará a encontrar uma forma de manter uma temperatura adequada.

2. Ansiedade e estresse

Se você sofre desse mal, procure, antes de dormir, ter uma rotina que estimule seu sono com tranquilidade. Chás, calmantes naturais, a leitura de um livro ou mesmo esvaziar a mente ajudam a relaxar e ter uma boa noite de sono.

3. Desidratação

Procure tomar um copo d’água antes de dormir ou deixar uma garrafinha do lado da cama. Caso acorde no meio da noite, tome um pouco para baixar a temperatura do corpo.

4. Alimentos picantes

Jantares com muita pimenta ou condimentos podem causar, além de um desconforto gastrointestinal, a sudorese noturna. Evite comer alimentos muito temperados à noite e, se o fizer eventualmente, evite dormir em seguida.

Tratamento para o problema


Por ter várias causas, o importante é você observar com que frequência a sudorese noturna acontece e em que situações. Se for alguma listada em causas evitáveis, fique tranquilo. Basta seguir as dicas que os sintomas desaparecem.

Porém, se nada puder ser feito, é fundamental procurar um médico. Isso porque protelar esse sintoma pode esconder uma doença. Seja ela corriqueira ou grave, quem sabe a melhor forma de tratar é sempre o profissional de saúde.


domingo, 8 de março de 2015

Sintomas e causas da insônia

Ultrapassar 30 minutos para adormecer, acordar várias vezes durante a noite ou sentir que o sono não foi suficiente são alguns dos sinais que podem ajudar no diagnóstico de insônia. O mal se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final. O sintoma também pode ser classificado em três dimensões. A primeira é a transitória, que pode durar até 7 dias. O segundo estágio é o intermediário, que tem duração de até 3 semanas, já o último grau é o crônico e dura mais que 3 semanas.
O neurologista Alberto Antunes explica que as causas da insônia podem estar ligadas a problemas orgânicos e psíquicos. Para identificar os reais motivos, o médico diz que é preciso analisar o histórico de vida do indivíduo. “A princípio, o médico submete o paciente a alguns exames, como o actígrafo, aparelho que capta movimentos e registra os períodos de sono e vigília durante 24 horas. Ele ainda pode requisitar um diário do sono. Outro procedimento que auxilia no diagnóstico pode ser feito pela polissonografia, que detecta distúrbios relacionados à insônia”, explica.
CAUSAO médico frisa que o tratamento adequado depende da causa identificada, mas em algumas situações apenas mudanças de hábitos, terapia cognitivo-comportamental, prática de atividade física e até medicamentos podem auxiliar na qualidade do sono. “Em alguns casos, a insônia é causada por um problema físico, mas tratável. Por exemplo, acordar com vontade de urinar, dor, excesso de suor, coração acelerado, queimação na garganta, sede ou boca seca são sinais de alerta e que devem ser encaminhados a um médico”, orienta.
Mulheres representam 70% da comunidade dos sem-sono
Alberto Antunes avalia que as mulheres estão mais suscetíveis a desenvolver insônia. “Elas representam cerca de 70% dos pacientes que reclamam dos sinais. Isto ocorre porque são mais propensas a doenças como depressão, ansiedade e alterações hormonais”, afirma. A associação do especialista também se deve a preocupação do grupo feminino com o trabalho e as tarefas de casa. “A perda de noites de sono com os filhos e as alterações hormonais que ocorrem no dia a dia, seja na TPM, gestação, menopausa ou até mesmo na fase pós-parto. Além do uso abusivo de medicamentos”, esclarece.
O otorrinolaringologista Sandro Gomes avalia os prejuízos da privação do sono para a saúde em longo prazo. “Aumento do risco de doenças como a hipertensão arterial, diabetes, depressão e até obesidade.
Estudos recentes também têm fortalecido a ideia do risco cardiovascular em pacientes que sofrem de insônia. A falta de sono ativa o sistema de estresse durante a noite, com consequente sobrecarga cardiovascular, o que aumenta o risco de doenças do coração e acidentes vasculares cerebrais”, diz.
DESGASTESSono na quantidade adequada e com qualidade é uma das garantias de saúde e longevidade. Já que é durante o sono que o organismo se recupera dos desgastes ocorridos durante o dia.
“O sono não é uma atividade em que o corpo fica sem fazer nada, não é um processo passivo. É um mecanismo ativo do cérebro com consequências profundas na qualidade de vida, na reparação e recuperação dos danos que sofremos”, explica o médico Gomes.
E depois de dormir bem que conseguimos pensar com mais clareza, resolver problemas com soluções mais estruturadas e criativas, convergem os especialistas em medicina do sono. “Os pacientes que não dormem o número de total de horas suficiente costuma ficar com sonolência durante o dia e dificuldade de raciocínio. O corpo precisa alcançar seu equilíbrio. Eliminar boa parcela dos radicais livres”, afirma.
saiba mais
Determinados fatores que podem causar insônia:
Álcool, cafeína e nicotina
Medicamentos
Fatores ambientais
Sedentarismo
Estresse ou depressão
Tentar resolver questões importantes
ou pensar em problemas não resolvidos na
hora de dormir
Principais sintomas de insônia podem incluir:
Dificuldade para adormecer à noite
Despertar durante a noite
Despertar muito cedo
Não se sentir descansado após uma noite de sono
Cansaço ou sonolência diurna
Irritabilidade, depressão ou ansiedade
Dificuldade para prestar atenção, concentrar-se em tarefas ou se lembrar de alguma coisa importante
Aumento do risco de acidentes
Dores de cabeça localizadas
Problemas gastrointestinais
Preocupações contínuas com o sono
Dicas para afastar a insônia:
Reduza a atividade mental (sem computador e televisão antes de dormir)
Faça mais atividades físicas durante o dia
Priorize o sono
Procure não fragmentar o sono
Busque deitar-se e acordar sempre no mesmo horário
Não exagere em cafés (evite a bebida após às 17 horas), ou refrigerantes
Opte por atividades relaxantes à noite
Use travesseiros que alinhem o pescoço e o tronco
O colchão também pode ser um causador do mau sono, pois deve se adaptar às curvas anatômicas do corpo e ser confortável

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Púrpura autoimune: uma doença silenciosa, pouco conhecida e que pode levar à morte

“Em janeiro de 2013, eu comecei a perceber umas manchas roxas pelo corpo e fiquei muito intrigada porque não me lembrava de ter batido em lugar nenhum. Eu percebi que, além dessas manchas, estava com umas pintinhas vermelhas nos braços. À tarde, elas aumentaram. Fui direto para o hospital”. Lá, a funcionária pública de Brasília, Sally Barcelos, de 33 anos, foi diagnosticada com Púrpura Trombocitopênica Indiopática (PTI), uma doença autoimune e tida como rara. No Brasil não existe estudo que estime a incidência na população e o perfil do paciente, mas o número de pessoas diagnosticados vem aumentando. No ambulatório criado exclusivamente para pacientes com PTI no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a média de atendimento é de 50 pessoas por semana.

A púrpura se desenvolve quando o sistema imunológico  desconhece  as plaquetas como parte do organismo e passa a produzir anticorpos para atacá-las e destruí-las. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue quando sofremos algum tipo de ferimento. Em uma pessoa com índices normais, o número dessas células varia entre 150 a 200 mil. No caso de Sally, esse número chegou a 8 mil. “Uma amiga da minha prima teve púrpura e eu acabei pesquisando para saber mais sobre essa doença. Quando eu recebi o resultado do meu hemograma, logo associei que os sintomas que eu estava apresentando poderiam ser a doença. O que foi confirmado depois de uma série de exames”, contou.

O mesmo não aconteceu com Rosilane Fortunato, de 27 anos, de São José de Ubá, no Rio de Janeiro. Ela entrou em desespero quando foi diagnosticada, quatro meses após dar à luz ao primeiro filho. “Foi um grande susto quando descobri a PTI, pois nunca tinha ouvido falar como a maioria dos portadores. Ainda é uma doença pouco conhecida. Fiquei sem chão em saber que não tem cura, apenas controle”, relembra. Com o filho recém-nascido, Rosilane ficou 12 dias internada. “Minhas plaquetas estavam em zero, parece até mentira. De imediato tive que tomar nove bolsas de plaquetas e dose gradual de medicação oral. Tive alta com as plaquetas em 14 mil. Depois de 6 meses meu hematologista optou pela esplectomia - retirada do baço”, contou.



Diagnóstico e tratamento

Os sintomas, de acordo com João Paulo de Oliveira Guimarães, hematologista no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, são os relatados por Sally: hematomas, pequenas pintinhas vermelhas (petéquias) espalhadas pelo corpo e, em alguns pacientes, também ocorrem sangramentos. Apesar de silenciosa e fácil de passar despercebida pelas pessoas, João Paulo define a púrpura como uma doença de potencial grave. “São vários os riscos em que o portador está exposto, mas o principal deles é sofrer algum acidente que possa ocorrer sangramento”, alerta. Ainda de acordo com o médico, qualquer pessoa pode ter a doença. “Basta o sistema imunológico ser ativado. O mais comum é depois de uma infecção viral”, explica Guimarães.
Petéquias são pequenas pintinhas vermelhas na pele (Reprodução Internet)
Petéquias são pequenas pintinhas vermelhas na pele

O diagnóstico da púrpura é obtido através de uma contagem de plaquetas e também por exclusão de outras doenças. Na fase de identificação da PTI é comum o paciente passar por uma bateria de exames, inclusive o de medula óssea, para descartar doenças como o câncer. Uma vez diagnosticado com púrpura, o paciente ainda pode ser classificado em três fases diferentes da doença – aguda, persistente ou crônica-  e que pode influenciar na forma de tratamento e também nas chances de cura.

“A primeira coisa que esclarecemos para os nossos pacientes é que a doença é benigna e tem chances de recuperação. Tudo vai depender da reação ao tratamento de cada um. Em crianças, que a doença é mais comum, às vezes, a recuperação é instantânea”, explica  a hematologista do ambulatório especializado no tratamento da doença do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, Raquel Baumgratz Delgado. 

Hematomas roxos também são sintomas da púrpura (Reprodução Internet)
Hematomas roxos também são sintomas da púrpura
O tratamento da púrpura é bastante individualizado e depende do quadro clínico de cada paciente. As medicações mais comuns para o tratamento inicial da PTI são os corticoides e a imunoglobulina humana. Em casos mais graves pode ser necessário a cirurgia de retirada do baço. Segundo a médica, é importante destacar que nem todo mundo que tem as plaquetas abaixo do índice considerado normal precisa se submeter ao tratamento. “A contagem acima de 30 mil e sem apresentar sangramentos elimina o tratamento. Nesse caso, é muito importante o paciente fazer um acompanhamento com a contagem periódica das plaquetas”, explica.

Muitos efeitos colaterais e pouca informaçãoUm dos maiores desafios no tratamento da púrpura são os efeitos colaterais dos corticoides, principal medicação no combate à doença. Os mais comuns são a insônia, ganho de peso e alteração no humor. No caso de Sally Barcellos, foram cinco meses de tratamento e, nesse período, engordou 20 quilos. “O que mais atinge uma pessoa doente que faz o tratamento com corticoide  é o preconceito. Parece que você vai explodir, a pele se expande com tanta rapidez que as estrias aparecem, o cabelo fica ressecado, as bochechas ficam mais gordinhas, aparece uma papada horrível, uma corcunda que faz até as costas doerem, espinhas, taquicardia, barriga de grávida e por aí vai”, relata a jovem.

Outra dificuldade que o paciente enfrenta durante o tratamento da doença é a carência de informações. Além de não existirem estudos organizados com uma amostra nacional no Brasil, o tratamento é todo feito baseado em estudos realizados na população norte-americana. Para a hematologista Raquel Baumgratz, a falta de um estudo brasileiro atrapalha no sentido de não saber o perfil dos pacientes. “Não temos uma comparação de dados para definir o perfil dos pacientes brasileiros, mas o tratamento não é prejudicado por isso”, explica.

Internet como aliada


 A carência de informação sobre a PTI motivou Sally a criar o blog “Querido Diário”, onde ela passou a compartilhar sua experiência diária com a doença e trocar informações com outros pacientes na mesma situação. “Hoje o blog possui mais de 355 mil visualizações, uma página no Facebook com quase 500 curtidas e um aplicativo para celular na Play Store feito para celulares Android. No blog, temos mais de 700 comentários, os quais eu sempre tentei responder”, Conta.

Iniciativas  como a de Sally Barcelos foram que ajudaram a Rosilane Fortunato, quando ela recorreu à internet para buscar mais informações sobre a púrpura. “Encontrei grupos no Facebook de pessoas com PTI e vi que não estava sozinha. Conheci pessoas que convivem com essa doença há anos, trocamos experiências, damos apoio uns aos outros e isso ajuda muito”, ressalta.

Tanto para Sally quanto para Rosilane o tratamento da púrpura foi bem sucedido. Elas conseguiram elevar o número de plaquetas e voltaram a ter rotinas normais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Otite externa - Causas, sintomas e tratamento

Infecção ou irritação na pele do canal auditivo, a otite externa tem como possíveis causas diferentes tipos de germes. Por ser comum em praticantes de esportes aquáticos, também é conhecida como ‘ouvido de nadador’. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais frequente em crianças de 7 a 12 anos – sendo rara em bebês.

No verão, devido ao aumento das temperaturas e da umidade presente no ouvido externo – decorrente do maior tempo de permanência em piscina, mar, rio e lago – sua incidência aumenta em até 70%.  Além do risco de contaminação da água desses locais, a permanência contínua nestas áreas úmidas não permite o acúmulo da cera natural do canal auditivo, que o reveste e protege. Em conseqüência disso, podem ocorrer coceiras, provocando pequenas lesões e facilitando a ação das bactérias e fungos. 

Outros hábitos podem acarretar no aparecimento da infecção, como inserir objetos dentro do ouvido e limpá-lo com hastes de algodão. “Quando o tratamento não é realizado adequadamente ou se o trauma mecânico e o contato com a água contaminada são mantidos, a otite pode se prolongar e se tornar crônica”, explica a professora e otorrinolaringologista Renata Di Francesco, diretora do Departamento de Otorrinolaringologista da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Em casos mais graves, podem ocorrer complicações, como uma infecção cutânea, e ainda, lesões ósseas e cartilaginosas, denominada otite externa necrótica. Nos piores cenários, há o potencial de tornar-se fatal com infecção no sistema nervoso ou no cérebro.
Infecção ou irritação na pele do canal auditivo, a otite externa tem como possíveis causas diferentes tipos de germes (Foto: Divulgação)
Infecção ou irritação na pele do canal auditivo, a otite externa tem como possíveis causas diferentes tipos de germes (Foto: Divulgação)


Os pais precisam ficar atentos, principalmente quando o clima está quente e os casos se agravam para identificar os sintomas. Dentre os sinais estão secreção do ouvido com aparência de pus, dor de ouvido, perda auditiva, sensibilidade, coceira e, em casos mais graves, febre.
Seu diagnóstico é feito por meio da análise do histórico do paciente e exame otológico. Quando aguda, o conduto auditivo externo fica dolorido ao toque, a pele descama e é avermelhada. Ao se tornar recorrente, é importante proteger o ouvido com protetores auriculares de silicone.

Tratamento

Na maioria dos casos, a indicação terapêutica consiste no uso de antibióticos tópicos e corticosteróides para reduzir a coceira e a inflamação. Segundo Di Francesco, durante o tratamento, o contato direto do ouvido com a água deve ser evitado. Logo, mantenha distância do nado, não colocar a cabeça dentro d’água e, durante o banho, não deixar que ela entre no ouvido.
Para aliviar a dor, usam-se medicamentos de venda livre. Após isso, recomenda- se a aplicação de gotas auriculares tópicas no ouvido, necessitando permanecer com a cabeça de lado por alguns minutos. Vale ressaltar que essas alternativas não curam a doença, apenas combate a dor local.
As gotas articulares adstringentes ou à base de álcool são utilizadas quando a otite externa é recorrente, visando à prevenção da repetição do quadro. A prática não é indicada para infecção mais grave, portanto, o correto é procurar um médico para uma avaliação mais adequada.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Herpes - causas, tratamento, sintomas e diagnóstico

O que é herpes genital

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) transmitida por vírus e que ataca a pele ou as membranas mucosas dos genitais.

Causas

Dois vírus distintos podem causar herpes genital:

Vírus do herpes simples Tipo 1 (HSV1)
Vírus do herpes simples Tipo 2 (HSV-2).
A transmissão de herpes genital por ambos os vírus acontece principalmente via contato sexual desprotegido.

O HSV-1 pode se espalhar da boca aos genitais durante o sexo oral. Já o HSV-2 é mais comum na vagina.

O herpes genital é mais comumente transmitido pelo contato com a pele de uma pessoa infectada que tem lesões visíveis, bolhas ou erupções (uma crise ativa), mas você também pode contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada mesmo quando NÃO há lesões visíveis (e a pessoa pode nem saber que está infectada) ou pelo contato com a saliva ou com fluidos da vagina de uma pessoa infectada.

Como o vírus pode ser transmitido mesmo quando não há sintomas ou lesões presentes, um parceiro sexual que tenha sido infectado com herpes no passado, mas que não tem lesões ativas da doença, pode transmitir a infecção a outras pessoas.

Tratamento

As vacinas estão sendo testadas para tratamento e prevenir o herpes simples, mas nenhuma se mostrou totalmente eficaz. O tratamento é feito com antivirais que diminuem o período de evolução da crise e os sintomas. Caso houver alguma suspeita de herpes, procure um médico.

Sintomas

Muitas vezes, as pessoas não sabem que foram infectadas com os vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais ou sintomas. Mas pode acontecer de a pessoa presenciar alguns sintomas característicos:
  • Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção.
  • Úlceras na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar.
  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.
Nos primeiros dias após o contágio, a pessoa infectada pode apresentar sintomas muito parecidos com os da gripe:
  • Apetite reduzido
  • Febre
  • Mal-estar geral
  • Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos.
As feridas características do herpes genital surgem imediatamente quando o vírus entra no organismo. Você pode espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo.
Herpes genital pode causar feridas no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero. Feridas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.
Outros sintomas que podem surgir:
  • Linfonodos aumentados e sensíveis na virilha durante uma crise
  • Dor ao urinar
  • As mulheres podem ter corrimento vaginal ou, ocasionalmente, não podem esvaziar a bexiga e precisam de um cateter urinário.
Uma segunda crise pode aparecer semanas ou meses depois da primeira. Essa crise é quase sempre menos grave e de menor duração que a primeira. Com o tempo, o número de crises pode diminuir.
Uma vez que uma pessoa é infectada, no entanto, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer "dormente" (adormecido) por um longo período (chamado de latência).
A infecção pode se reativar ou piorar a qualquer momento. As situações que podem ativar infecções latentes e iniciar uma crise incluem:
  • Fadiga
  • Irritação genital
  • Menstruação
  • Estresse físico ou emocional
  • Trauma.
Os ataques podem acontecer com pouca frequência, como uma vez por ano, ou com tanta frequência que os sintomas parecem ser contínuos. As infecções recorrentes em homens normalmente são mais moderadas e duram menos que nas mulheres.
Diagnóstico
Um exame físico muitas vezes basta para o diagnóstico. Mas o médico pode optar também por realizar alguns exames para certificar-se de que acertará no diagnóstico, como:
  • Cultura de vírus: neste procedimento, o especialista coletará uma amostra da ferida causada por herpes e levará para análise de laboratório.
  • Exame de reação de polimerase em cadeia: conhecido como PCR, por causa da sigla em inglês, este exame faz um esboço do DNA do paciente por meio da análise de uma pequena amostra da ferida presente na genitália. A partir deste DNA, o médico poderá dizer se há presença de vírus causador do herpes ou não.
  • Exame de sangue: os resultados deste exame mostrarão se há presença ou não de anticorpos contra os vírus do herpes genital, indicando se houve infecção no passado.
Se o diagnóstico para herpes genital for positivo, converse imediatamente com seu parceiro ou parceiro, para que ele ou ela possa realizar os exames também. Quanto antes começar o tratamento, melhor.

Herpes

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Síndrome dos Vômitos Cíclicos - o que é, sintomas e diagnóstico

A síndrome de vômito cíclico é uma doença rara que caracteriza-se por períodos em que o indivíduo passa horas seguidas vomitando especialmente quando encontra-se ansioso por algo. Ela pode atingir pessoas de todas as idades e não tem um tratamento específico, nem cura.

A pessoa pode começar a sentir-se tonta e passado pouco tempo começa a vomitar compulsivamente. Algumas chegam a vomitar a cada 10 minutos por horas seguidas em dias anteriores a alguma data comemorativa importante como um aniversário, feriado, festas ou férias.

Não se sabe o que exatamente pode desencadear uma nova crise de vômito cíclico, mas por haver uma diminuição de potássio no sangue, é preciso que a pessoa vá a algum hospital para tomar um soro enriquecido com potássio para sentir-se melhor.

O diagnóstico desta síndrome não é fácil e muitas vezes a pessoa é tratada erradamente, por os médicos suspeitarem de uma simples gastroenterite. Sabe-se que existe alguma ligação entre a síndrome de vômito cíclico e a enxaqueca, mas até o momento não foi descoberta a sua cura.

domingo, 30 de novembro de 2014

Câncer de pele - sintomas, diagnóstico e tratamento

A incidência de melanoma, tipo mais letal de câncer de pele, vem aumentando em todo o mundo nas últimas quatro décadas. No Brasil, a doença mata, em média, quatro pessoas por dia
 
Um só banho de sol intenso tomado sem proteção antes dos 18 anos, pode duplicar as chances de desenvolver algum tipo de câncer de pele na vida adulta, de acordo com a Fundação do Melanoma David Cornfield. Isso ocorre porque a memória da pele é como a de um elefante, nunca esquece as agressões sofridas, mesmo com o passar de muitos anos.
 
Cerca de quatro brasileiros morrem por dia por causa do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele[i]. No próximo 29 de novembro, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, é lembrada a importância de conscientizar a população sobre os vários tipos da doença.
 
Apesar de representar apenas 5% dos casos de tumores malignos no Brasil[ii], o melanoma - causado por um crescimento desordenado das células produtoras de pigmentos, os melanócitos - responde pela maior parte das mortes por câncer de pele no país. Em 2012, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 1.522 brasileiros morreram por causa da doença, sendo 893 homens e 629 mulheres[iii]. O alto índice de mortalidade está relacionado à capacidade desse tipo de tumor se espalhar para outros órgãos muito rapidamente, onde continua crescendo e destruindo o tecido, processo conhecido como metástase.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência do melanoma vem aumentando nas últimas quatro décadas. Foram mais de 232 mil novos casos em todo o mundo em 2012[iv]. No Brasil, segundo dados do INCA, em 2015, o mais letal dos tumores de pele deve acometer mais 5.890 pessoas[v].
 
"Exposição prolongada a altos índices de luz solar, uma ou mais queimaduras de sol durante a infância e adolescência, e uso de máquinas de bronzeamento artificial são fatores de risco", esclarece a oncologista Marina Sahade, do hospital Sírio-Libanês. Pessoas com pele e cabelos claros, sardas, histórico familiar e pessoal de melanoma e sistema imunológico enfraquecido também precisam de atenção redobrada.
 
"Ter uma atitude responsável com relação ao sol, pode ajudar a evitar a doença e suas formas mais graves", explica a médica. Outra recomendação importante é proteger-se dos raios ultravioletas nocivos do sol. "Usar filtro solar com fator de proteção 30 diariamente, mesmo no inverno, evitar o uso de máquinas de bronzeamento, e observar as alterações de pintas ou o surgimento de lesões na pele são atitudes que podem ajudar a prevenir a doença", completa a oncologista.
 
Esses cuidados devem ser aliados a exames de pele com profissionais pelo menos uma vez ao ano para as pessoas com mais de 40 anos e a cada três anos para pessoas entre 20 e 40 anos.
 
Sintomas
 
Os primeiros sinais do melanoma, em geral, são o surgimento de uma pequena área pigmentada de aparência incomum na pele ou mudanças em uma pinta já existente. As áreas mais comuns para o aparecimento desse tipo de tumor são aquelas constantemente expostas ao sol, como costas, pernas, braços e face, mas, também pode se desenvolver em locais sem tanta exposição solar, como as plantas dos pés, palmas das mãos, além de unhas e mucosas, como nariz e boca.
 
Diagnóstico
 
O melanoma pode ser diagnosticado em pessoas de todas as idades, porém, é mais comum nas pessoas mais velhas, sendo que a média de idade de detecção é 61 anos[vi].
 
O diagnóstico é feito por meio do exame ABCDE, que analisa Assimetria, regularidade da Borda, Cor, Diâmetro e Evolução da lesão, seguido de biópsia. O estágio de evolução de doença é definido por meio de exames de imagem, e, a partir dessa avaliação é definido o tratamento que será utilizado para cada paciente.
 
Tratamento
 
O sucesso do tratamento depende de muitos fatores, entre eles, o estado de saúde geral do paciente e se o câncer se espalhou para os outros órgãos. Quando o melanoma é detectado em estágio inicial, geralmente pode ser curado por meio de cirurgia de remoção da área afetada pelo tumor.
 
Entretanto, o melanoma em estágios mais avançados é mais difícil de ser tratado. Nesses casos, é utilizada uma combinação de tratamentos que envolvem a retirada cirúrgica do câncer, quimioterapia, radioterapia ou terapia-alvo, porém, o tratamento do estágio avançado da doença continua sendo um enorme desafio para médicos e pacientes.
 
Avanços
 
Uma nova esperança no tratamento do melanoma avançado está na imuno-oncologia, que usa a capacidade natural do organismo para combater o câncer, através do sistema imunológico. Alguns medicamentos que utilizam essa abordagem foram aprovados nos últimos anos pelas agências reguladoras, como o interferon, o IL-2 e o bloqueador de CTLA 4. Esse tipo de tratamento ativa diferentes mecanismos que estimulam a resposta do corpo contra o tumor ou bloqueia processos que inibem a resposta imune.
 
Um mecanismo pelo qual alguns tipos de cânceres podem iludir a resposta imunológica é por meio da ligação com a proteína (checkpoint) PD-1. Essa conexão inibe a ação das células T, responsáveis pela defesa do organismo contra tumores.
 
Para tratar o melanoma avançado, foi desenvolvida uma nova e promissora abordagem terapêutica, que são os medicamentos anti-PD1. Eles impedem os tumores de inibir as células de defesa do organismo. Ao bloquear o acesso das células cancerígenas à proteína (checkpoint) PD-1 das células T, esses medicamentos permitem que as células do sistema imunológico, que vinham sendo desativadas pelo tumor, voltem a combater o câncer.
 
Sobre MSD
 
A MSD é líder mundial em cuidados com a saúde e trabalha para ajudar as pessoas de todo o mundo a ficar bem. Por meio de nossos medicamentos, vacinas, terapias biológicas, produtos de consumo e de saúde animal, trabalhamos em parceria com nossos clientes em mais de 140 países para oferecer soluções inovadoras na área da saúde. Também faz parte do nosso compromisso buscar alternativas para aumentar o acesso da população a nossos medicamentos e fazemos isso por meio de programas e parcerias em todo o mundo.
 
Sobre MSD no Brasil
 
Presente no Brasil desde 1952, a MSD conta com cerca de 2.300 funcionários no país, que respondem por todas as divisões globais da companhia: Saúde Humana, Saúde Animal, Produtos de Consumo e Pesquisa Clínica. Sua sede fica em São Paulo, e conta atualmente com seis unidades fabris, nas cidades de São Paulo, Barueri, Sousas, Cruzeiro, Cotia e Fortaleza. Para mais informações, acesse
 
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