quarta-feira, 12 de junho de 2013

Origem, características, formação e crise do Feudalismo (com questões)

Artigo sobre o sistema feudal: conceito, origem, características, economia, sociedade, impostos da época , obrigações dos servos e decadência do sistema feudal com questões.

Feudalismo

As origens do feudalismo remontam ao século III, quando o sistema escravista de produção no Império Romano entrou em crise. Diante da crise econômica e das invasões germânicas, muitos dos grandes senhores romanos abandonaram as cidades e foram morar nas suas propriedades no campo. Esses centros rurais, conhecidos por vilas romanas, deram origem aos feudos medievais. Muitos romanos menos ricos passaram a buscar proteção e trabalho nas terras desses grandes senhores. Para poderem utilizar as terras, no entanto, eles eram obrigados a entregar ao proprietário parte do que produziam, estava instituído assim, o colonato. Aos poucos, o sistema escravista de produção no Império Romano ia sendo substituído pelo sistema servil de produção, que iria predominar na Europa feudal. Nascia, então, o regime de servidão, onde o trabalhador rural é o servo do grande proprietário.

No sistema feudal, o rei concedia terras a grandes senhores. Estes, por sua vez, davam terras a outros senhores menos poderosos, chamados cavaleiros, que, em troca lutavam a seu favor. Quem concedia a terra era um suserano, e quem a recebia era um vassalo. As relações entre o suserano e o vassalo eram de obrigações mútuas, estabelecidas através de um juramento de fidelidade. Quando um vassalo era investido na posse do feudo pelo suserano, jurava prestar-lhe auxílio militar. O suserano, por sua vez, se obrigava a dar proteção jurídica e militar ao vassalo.

Sociedade feudal

A sociedade feudal era dividida em estamentos, isto é, uma sociedade composta por camadas estanques, em que a passagem de uma camada social para a outra era praticamente impossível. De acordo com a função específica de cada camada alguns historiadores classificam-na como uma sociedade formada por aqueles que lutam (nobres), aqueles que rezam (clero) e aqueles que trabalham (servos). Os servos não tinham a propriedade da terra e estavam presos a ela. Não podiam ser vendidos como se fazia com os escravos, nem tinham liberdade de abandonar as terras onde nasceram. Nas camadas pobres, havia também os vilões. Os vilões eram homens livres que viviam no feudo, deviam algumas obrigações aos senhores, como por exemplo, as banalidades, mas não estavam presos à terra, podendo sair dela quando o desejassem. A nobreza e o clero compunha a camada dominante dos senhores feudais, ou seja, aqueles que tinham a posse legal da terra e do servo e que dominavam o poder político, militar e jurídico. O alto clero era composto pelos seguintes membros: papa, arcebispos e bispos. O baixo clero era composto pelos padres, e monges. A nobreza era também hierarquizada estando dividida em alta e baixa nobreza. Alta nobreza: duque, marquês e conde. Baixa nobreza: visconde, barão e cavaleiro.

O feudo (terra) era o domínio de um senhor feudal. Não se sabe o tamanho médio desses feudos. Cada feudo compreendia uma ou mais aldeias, as terras cultivadas pelos camponeses, a floresta e as pastagens comuns, a terra pertencente à igreja paroquial e a casa senhorial, que ficava melhor cultivável. A base do sistema feudal eram as relações servis de produção. Os servos viviam em extrema miséria, pois, além de estarem presos à terra por força de lei, estavam presos aos senhores, a quem deviam obrigações como:

- a talha;

- a corveia;

- as banalidades.

A talha era a obrigação de o servo dar, a seu senhor, uma parte do que produzia. Essa parte, em geral, correspondia à metade, ou seja, Se colhesse 20 quilos de batata, 10 quilos deveriam ser separados para o pagamento da talha.

A corveia correspondia ao pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal. De 3 a 4 dias por semana, o servo era obrigado a cumprir diversos trabalhos como, por exemplo, fazer a manutenção do castelo, construir um muro, limpar o fosso do castelo, limpar o moinho, etc. Podia também realizar trabalhos de plantio e colheita no manso senhorial (parte das terras do feudo de uso exclusivo do senhor feudal).

As banalidades eram os pagamentos que os servos faziam aos senhores pelo uso da destilaria, do forno, do moinho, do celeiro etc.

Além da talha, da corveia e das banalidades, os servos também deviam pagar outras taxas e impostos. Havia a mão-morta, que era uma espécie de taxa que o servo devia pagar ao senhor feudal para permanecer no feudo quando o pai morria. Havia também o Tostão de Pedro (10% da produção), que o servo devia pagar à Igreja de sua região.

Além disso, uma parte da sua produção era destinada à Igreja. Tudo isso levava a um baixíssimo índice de produtividade, pois, além de as técnicas serem rudimentares, os servos não tinham a menor motivação para desenvolvê-las porque sabiam que, quanto mais produzissem, mais os senhores lhes sugariam.

Economia feudal

A economia feudal deve ser dividida basicamente em dois blocos: alta idade média e baixa idade média.
Durante a alta idade média, que transcorreu entre o século V ao século XI, devido, principalmente a instabilidade política, fruto das invasões bárbaras, a economia feudal caracterizou-se pela auto-suficiência. Isto significa dizer que o feudo buscava produziu tudo que era necessário para a manutenção da comunidade. A quase inexistência de comércio impedia que houvesse um abastecimento externo ao feudo.

Assim, as principais atividade econômicas estavam associadas à manutenção das pessoas. Merece destaque a produção agrícola e a criação de animais.
"As terras dos feudos podem ser divididas em três grandes áreas:

- Campos abertos: terras de uso comum. Nelas os servos podiam recolher madeira e soltar os animais. Nesses campos, que compreendiam bosques e pastos, havia uma posse coletiva da terra.
- Reserva senhorial: terras que pertenciam exclusivamente ao senhor feudal. Tudo o que fosse produzido na reserva senhorial era de sua propriedade privada.
- Manso servil ou tenência: terras utilizadas pelos servos, das quais eles retiravam seu próprio sustento e recursos para cumprir as obrigações feudais."1
Já na baixa idade média notou-se uma ruptura com as características de subsistência que apresentava o feudalismo. Com o fim das invasões e o surgimento de novas técnicas agrícolas foi possível a comercialização do excedente de produção.

"O aumento do comércio promoveu o desenvolvimento das cidades medievais. Grande parte dessas antigas cidades tinha um núcleo fortificado com muralhas, chamado burgo.
Com o crescimento da população, o burgo foi alargando seus limites para além das muralhas. Os comerciantes e artesãos que viviam em torno dos burgos eram chamados de burgueses.

Aos poucos, o progresso do comércio e das cidades foi tornando a burguesia mais rica e poderosa, passando a disputar interesses com a nobreza feudal. Além disso, a expansão do comércio também influenciou na mentalidade da população camponesa, contribuindo para desorganizar o feudalismo.
Cansados da exploração feudal, muitos servos ouviam entusiasmados as notícias da agitação comercial das cidades. Grande número deles migravam para as cidades em busca de melhores condições de vida. As cidades tornaram-se locais seguros para aqueles que desejavam romper com a rigidez da sociedade feudal. Por isso, um antigo provérbio alemão dizia: O ar da cidade torna o homem livre.

Os servos que não migraram para as cidades organizaram no campo diversas revoltas contra a opressão dos senhores. Em muitos casos, conseguiram aliviar o peso de algumas obrigações, como a talha e a corveia. Isso foi forçando a modificação das antigas relações servis. Surgiram, por exemplo, contratos de arrendamento da terra entre camponeses e proprietários. Surgiram, também, contratos de salário apra pagamento do trabalho dos camponeses.

Todos esses fatos mostram a crise e a decadência do sistema feudal, sobre tudo, a partir do século XIV. Inicia-se a transição para a Idade Moderna, época marcada pela crescente implantação do modo de produção capitalista."1
Lentamente foi surgimento rotas de comércio por toda a Europa, merecendo destaque as rotas do sul que eram organizadas pelas cidades italianas de Gênova e Veneza e as rotas do norte que se desenvolviam na região de Flandres.

"Nos cruzamentos dessas grandes rotas comerciais com outras menores, que uniam todos os pontos da Europa, surgiram as feiras, grandes mercados abertos e periódicos, para onde se dirigiam comerciantes de várias partes do continente. Protegidos pelos senhores feudais, que lhe cobravam taxas de passagem e permanência, os comerciantes fixavam-se por dias e semanas em algumas regiões, oferecendo mercadorias, como tecidos, vinhos, especiarias e artigos de luxo orientais. As feiras mais famosas foram as da região de Champagne, na França.

Com o rápido crescimento do comércio e do artesanato nos burgos, a concorrência entre mercadores e artesãos aumentou bastante. Para regulamentar e proteger as diversas atividades, surgiram as corporações. No início eram formadas apenas por mercadores autorizados a exercer seu trabalho em cada cidade. Posteriormente, com a especialização dos diversos artesãos, apareceram as corporações de ofício, que tiveram grande importância durante a baixa Idade Média: corporações de padeiros, de tecelões, de pedreiros, de marceneiros, etc.

Cada uma dessas corporações reunia os membros de uma atividade, regulando-lhes a quantidade e a qualidade dos produtos, o regime de trabalho e o preço final. Procuravam assim eliminar a concorrência desleal, assegurar trabalho para todas as oficinas de uma mesma cidade e impedir que produtos similaes de outras regiões entrassem no mercado local.
Dessa maneira, as corporações de ofício determinavam também as relações de trabalho. Em cada oficina havia apenas três categorias de artesãos:

-Mestres;
-oficiais ou companheiros;
-Aprendizes.

Os comerciantes também procuravam organizar-se em corporações para manter o mercado consumidor. Muitas vezes comerciantes de diferentes cidades se associavam, formado uma liga. A mais famosa delas foi a Liga Hanseática, que reunia 80 cidades alemãs e que controlava comercialmente o norte da Europa."

Crise do sistema feudal

O fim do sistema feudal costuma ser delimitado pela queda do Império Romano do Oriente (Queda de Constantinopla) no século XV e, na Europa deveu-se a diversos motivos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Dentre eles podemos destacar a fome ocasionada pela estagnação das técnicas agrícolas aliada ao crescimento excessivo da população; a peste que assolou a Europa dizimando um terço da população já bastante debilitada pela fome; o esgotamento das reservas minerais que abalou a produção de moedas afetando inevitavelmente as operações bancárias e o comércio; a ascensão da burguesia e a crise religiosa ocasionada pela necessidade de uma nova filosofia religiosa e novas necessidades espirituais.

Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/feudalismo.htm
          http://risada.no.comunidades.net/index.php?pagina=1174659781

Questões sobre o sistema feudal

1) (FUVEST) Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:

a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores  de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se  o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.

2) (UNIP) O feudalismo:

a) deve ser definido como um regime político centralizado;
b) foi um sistema caracterizado pelo trabalho servil;
c) surgiu como conseqüência da crise do modo de produção asiático;
d) entrou em crise após o surgimento do comércio;
e) apresentava uma considerável mobilidade social.

3)  (UNIP) Sobre o feudalismo, assinale a alternativa correta:

a) A economia era dinâmica, monetária e voltada para o mercado.
b) A sociedade era móvel, permitindo a ascensão social.
c) O poder político estava centralizado nas mãos de um monarca absolutista;
d) A mão-de-obra básica era formada por trabalhadores escravos.
e) As principais obrigações devidas pelos trabalhadores eram a corveia e a talha.

4) (SANTA CASA) A Alta Idade Média (séculos V - XI) tem como uma de suas características singulares, que a define historicamente:

a) o desaparecimento dos reinos germânicos do Ocidente;
b) a consolidação e generalização do trabalho servil;
c) a organização das Cruzadas para combater os infiéis do Islão;
d) o desenvolvimento - com posterior centralização - do poder real;
e) o Renascimento Comercial, que reestruturou a vida econômica feudal.

5) (UFRN) Os acontecimentos abaixo constituem as características principais do feudalismo, exceto:

a) Ausência de poder centralizado.
b) As cidades perdem sua função econômica.
c) Instauração da relação vassalagem / suserania.
d) Comércio internacional intenso.
e) Organização do trabalho com base na servidão.

6) (FUVEST)
"Empunhando Durandal, a cortante,
O rei tirou-a da bainha, enxugou-lhe a lâmina,
Depois cingiu-a em seu sobrinho Rolando
E então o papa a benzeu.
O rei disse-lhe docemente, rindo:
Cinjo-te com ela, desejando
Que Deus te dê coragem e ousadia,
Força, vigor e grande bravura
E grande vitória sobre os infiéis."

(La Chanson d'Aspremont)

A que ritual medieval se refere o texto? Qual o significado desse ritual?

7) (PUC) A característica marcante do feudalismo, sob o ponto de vista político, foi o enfraquecimento do Estado enquanto instituição, porque:

a) a inexistência de um governo central forte contribuiu para a decadência e o empobrecimento da nobreza;
b) a prática do enfeudamento acabou por ampliar os feudos, enfraquecendo o poder político dos senhores;
c) a soberania estava vinculada a laços de ordem pessoal, tais como a fidelidade e a lealdade ao suserano;
d) a proteção pessoal dada pelo senhor feudal a seus súditos onerava-lhe as rendas;
e) a competência política para centralizar o poder, reservada ao rei, advinha da origem divina da monarquia.

8) (FUVEST 2010)
“A instituição das corveias variava de acordo com os domínios senhoriais, e, no interior de cada um, de acordo com o estatuto jurídico dos camponeses, ou de seus mansos [parcelas de terra].”
(Marc Bloch. Os caracteres originais da França rural, 1952.)

Esta frase sobre o feudalismo trata:

a) da vassalagem.
b) do colonato.
c) do comitatus.
d) da servidão.
e) da guilda.

9) (UFPB 2009) Por volta dos séculos X e XI, a organização do espaço feudal da Europa Ocidental começou a ser reconfigurada por transformações de cunho econômico, social, político e cultural, que foram afetando os modos de vida das pessoas. Muitos historiadores denominam o período, até o século XV, de crise do feudalismo.

Sobre esse período e os processos de mudanças que o caracterizaram, leia as afirmativas abaixo e identifique as corretas:

1) A interrupção da expansão muçulmana no Ocidente europeu possibilitou a retomada da navegação no Mar Mediterrâneo, expan­dindo as atividades comerciais através de rotas que articulavam o Oriente Médio, a Península Itálica e o norte da Europa.
2) O crescimento demográfico e do comércio provocou a alta dos preços dos alimentos, desencadeando uma expansão das fronteiras agrícolas, que resultou em alterações ambi­entais, com a derrubada de florestas e a dre­nagem de pântanos.
4) O crescimento demográfico afetou o poder territorial da nobreza com a abolição do di­reito do primogênito à herança das terras paternas, beneficiando os demais filhos, o que resultou na fragmentação da proprie­dade feudal.
8) O crescimento demográfico e a alta dos pre­ços dos alimentos levaram ao aumento dos tributos pagos pelos servos, implicando na expulsão da população excedente dos feu­dos, que expressou sua insatisfação me­diante assaltos, pilhagens e revoltas.
16) O Renascimento Comercial acarretou o cres­cimento de burgos, ao longo de rotas e em lugares de comércio, atraindo os servos, dos feudos para esses núcleos urbanos nas­centes, os quais, todavia, permaneceram sempre dependentes dos senhores feudais.

10) Sobre a sociedade feudal é correto afirmar que:

a) Ela era justa, pois todos possuíam os mesmo direitos e deveres.
b) Ela era dinâmica, pois era muito fácil uma pessoa passar de uma camada para outra superior.
c) A maior parte da sociedade era composta por nobres (reis, senhores feudais, cavaleiros).
d) Ela era hierarquizada e com pouca mobilidade social. Havia os que trabalhavam (servos camponeses), os que oravam (clero) e os que guerreavam (nobreza).

11)  Qual das alternativas abaixo apresenta causas do enfraquecimento do feudalismo na Europa?

a) A Revolução Industrial do século XVIII fez com que o feudalismo perde-se força em quase toda Europa.
b) O renascimento comercial, impulsionado pelas Cruzadas, deu início ao enfraquecimento do feudalismo no século XII.
c) A influência da Igreja Católica na política foi a principal causa do enfraquecimento e fim do feudalismo.
d) A Reforma Protestante fez com que muitos senhores feudais abandonassem o poder, transferindo-o para os monarcas.

12) (FATEC-SP) Uma das características a ser reconhecida no feudalismo europeu é:

a) A sociedade feudal era semelhante ao sistema de castas.
b) Os ideais de honra e fidelidade vieram das instituições dos hunos.
c) Vilões e servos estavam presos a várias obrigações, entre elas, o pagamento anual de capitação, talha e banalidades.
d) A economia do feudo era dinâmica, estando voltada para o comércio dos feudos vizinhos.
e) As relações de produção eram escravocratas.

13) (FASP) Podemos definir o feudalismo, do ponto de vista econômico, como um sistema baseado na produção, tendente à autossuficiência, sendo a agricultura seu principal setor. Politicamente o feudalismo caracterizava-se pela:

a) existência de legislação específica a reger a vida de cada feudo.
b) atribuição do poder executivo à igreja.
c) relação direta entre posse e soberania dos feudos, fragmentando assim o poder central.
d) absoluta descentralização administrativa.

14) Analise as alternativas abaixo que tratam das características do feudalismo e indique qual delas está incorreta.

a) O servo ficava preso ao senhor feudal, devendo-lhe fidelidade, obediência e obrigações pessoais, bem como o pagamento de diferentes impostos.
b) A Igreja, além de possuir uma grande quantidade de feudos e, consequentemente, ser a maior proprietária de terras, foi também a responsável pela difusão de valores culturais e religiosos da Idade Média.
c) Na Baixa Idade Média, a sociedade feudal era essencialmente agrária, portanto a terra era a maior riqueza que alguém poderia possuir, ou seja, a terra foi a base econômica do sistema feudal.
d) Em relação aos aspectos políticos, o monarca era a autoridade máxima e absoluta. Neste sentido, os senhores feudais não detinham autonomia nas áreas militar e judicial, sendo impedidos ainda de cunharem suas próprias moedas.
e) Os servos poderiam ser ex-escravos, camponeses ou demais homens livres que recebiam casa e terra para cultivar. Esses servos eram submetidos espontaneamente ou não ao poder dos grandes senhores.

15) (UEMA) São aspectos da crise do feudalismo, EXCETO:

a) a descoberta da América no século XV.
b) o fim das invasões vikings e árabes, a partir do século IX.
c) o crescimento demográfico a partir do século X.
d) as inovações técnicas na agricultura.
e) o renascimento comercial e urbano a partir do século XII.

16) O nascimento das cidades no mundo feudal europeu, a partir dos séculos XI - XII, abala imediatamente a organização econômica dos campos. Confirmam essa afirmativa, EXCETO:

a) A produção agrícola é estimulada a produzir excedentes em maior escala.
b) O camponês é atraído pela sedução do comércio e pela possibilidade de lucros.
c) O cultivo estende-se, ocupando as reservas incultas como bosques e pântanos.
d) A circulação monetária intensifica-se e desestrutura as arcaicas relações servis.
e) A aristocracia organiza-se em oposição sistemática à formação das cidades.

17) (FUVEST) Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:

a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.

18) (MACK) Marque a correspondência errada:

a) Corvéia - imposto em trabalho.
b) Talha - imposto em produtos.
c) Banalidades - imposto em produtos.
d) Vintém - imposto em produtos.
e) Mão-morta - imposto em produtos.

19) (ENEM/1999) Considere os textos abaixo.

"(...) de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados no campo da filosofia para que iluminem os diversos âmbitos da atividade humana, graças ao exercício de uma razão que se torna mais segura e perspicaz com o apoio que recebe da fé."
(Papa João Paulo II. Carta Encíclica Fides et Ratio aos bispos da Igreja católica sobre as relações entre fé e razão, 1998)

"As verdades da razão natural não contradizem as verdades da fé cristã."
(Santo Tomás de Aquino – pensador medieval)

Refletindo sobre os textos, pode-se concluir que:
a) a encíclica papal está em contradição com o pensamento de Santo Tomás de Aquino, refletindo a diferença de épocas.
b) a encíclica papal procura complementar Santo Tomás de Aquino, pois este colocava a razão natural acima da fé.
c) a Igreja medieval valorizava a razão mais do que a encíclica de João Paulo II.
d) o pensamento teológico teve sua importância na Idade Média, mas, em nossos dias, não tem relação com o pensamento filosófico.
e) tanto a encíclica papal como a frase de Santo Tomás de Aquino procuram conciliar os pensamentos sobre fé e razão.

20) (CESCEM-SP) As corporações de ofício eram organizadas com o objetivo de:

a) defender os interesses dos artesãos diante dos patrões.
b) proporcionar formação profissional aos jovens fidalgos.
c) aplicar os princípios religiosos às atividades cotidianas.
d) combater os senhores feudais.
e) proteger os ofícios contra a concorrência e controlar a produção.

21) (UFPA) Nas relações de suserania e vassalagem dominantes durante o feudalismo europeu, é possível observar que:

a) a servidão representou, sobretudo na França e na península Ibérica, um verdadeiro renascimento da escravidão conforme existia na Roma imperial.
b) os suseranos leigos, formados pela grande nobreza fundiária, distinguiam juridicamente os servos que trabalhavam nos campos dos que produziam nas cidades.
c) mesmo dispondo de grandes propriedades territoriais, os suseranos eclesiásticos não mantinham a servidão nos seus domínios, mas sim o trabalho livre.
d) o sistema de impostos incidia de forma pesada sobre os servos. O imposto da mão morta, por exemplo, era pago pelos herdeiros de um servo que morria para que continuassem nas terras pertencentes ao suserano.
e) as principais instituições sociais que sustentavam as relações entre senhores e servos eram de origem muçulmana, oriundos da longa presença árabe na Europa Ocidental.

22) (UEL/PR – 2008) Sobre a religiosidade medieval, é correto afirmar:

a) Com o fim do Império Romano, o Cristianismo, até então perseguido, difundiu-se pela Europa, sendo seus adeptos liberados dos impostos pagos pelos idólatras.
b) A prática da bruxaria, então disseminada nos meios clericais, provocou a reação dos crentes e a Revolução Protestante, levando à renovação da experiência cristã.
c) O ateísmo foi combatido duramente pela inquisição, tendo como conseqüência o desaparecimento dos descrentes até o século XVIII.
d) A experiência da reclusão foi bastante característica na vida religiosa do período medieval, sobressaindo-se a ordem beneditina, fundada sobre o princípio da vida dedicada à oração e ao trabalho.
e) A ativa participação dos leigos na instituição eclesiástica, assim como uma tendência ao enfraquecimento da hierarquia dessa, podem ser apontadas como características do período.

23) (UNAMA/PA – 2009) Feudo é um termo que possivelmente veio do latim (feodum, ou do latim vulgar feudum). Ele designa a terra que o senhor feudal outorgava a seus servos ou vassalos em contrato de vassalagem. Por este contrato, comum no mundo feudal europeu da Idade Média, as obrigações eram:

a) desiguais, pois o vassalo poderia plantar e ter proteção na terra feudal, em contrapartida devia cumprir uma série de obrigações como a corveia, a talha e deveres militares e de hospitalidade para com os nobres, tornando-se seu servo.
b) parcialmente desiguais, pois os servos moravam nas terras senhoriais, pagavam impostos e deviam obrigações aos senhores, mas estavam livres para trocarem de senhores caso ocorressem abusos dos donos das terras.
c) relativamente igualitárias, porque – tanto os senhores se beneficiavam com o trabalho e impostos dos servos – como estes recebiam terra de graça, roupa, alimentos e proteção senhorial em uma relação de trabalho livre.
d) desigual e de trabalho obrigatório e gratuito do servo para com o senhor feudal, já que este vassalo não apenas pagava impostos e tinha obrigações como a corveia, mas era tido como escravo ou propriedade de seu senhorio.

24) (FGV) As principais características do feudalismo eram:

a) Sociedade de ordens, economia levemente industrial, unificação política e mentalidade impregnada pela religiosidade.
b) Sociedade estamental, economia tipicamente artesanal, organização política descentralizada e mentalidade marcada pela ausência do cristianismo.
c) Sociedade de ordens, economia terciária e competitiva, centralização política e mentalidade hedonista.
d) Sociedade de ordens, economia agrária e auto-suficiente, fragmentação política e mentalidade fortemente influenciada pela religiosidade.
e) Sociedade estamental, economia voltada para o mercado externo, fragmentação política e ausência de mentalidade religiosa.

25)  (UNAERP) O feudalismo, como todos os outros modos de produção, não surgiu repentinamente. Ele foi o resultado:

a) do surgimento da Igreja Católica Romana, instituição que, de certa forma, tomou o lugar do Estado romano.
b) de uma síntese entre a sociedade romana em expansão e a sociedade bárbaro-germânica em decadência.
c) das contribuições isoladas dos bárbaros e dos romanos que deram aos feudos um caráter urbano.
d) do fortalecimento do Estado e da fragmentação política.
e) de uma lenta transformação que começou no final do império romano, passou pela invasão dos bárbaros-germânicos no século V, atravessou o império carolíngio, e começou a se efetivar a partir do século IX.

26) (Uel) Entre os fatores internos e externos que contribuíram para a formação do sistema feudal encontram-se:

a) as instituições germânicas, como o 'comitatus' e o direito oral.
b) a utilização das moedas de prata republicana ou SOLIDI IMPERIAIS e a assimilação do arianismo.
c) a introdução pelos germanos da noção de Estado e a organização judicial caracterizada pelo 'wergeld'.
d) a prática constante do nicolaísmo e o enfraquecimento dos patrícios romanos.
e) a aceitação da simonia e o aperfeiçoamento da lavra (arados melhores, mais cortantes e resistentes).

27) (Mackenzie) A respeito do Sistema Feudal, assinale a alternativa correta.

a) A sociedade feudal era estática e não permitia a mobilidade social, era uma sociedade de castas - dela faziam parte quatro ordens hierarquizadas: os nobres, o clero, os servos e os escravos.
b) Consistia em um sistema de relações onde os vassalos doavam terras aos seus suseranos, que ficavam obrigados a pagar impostos nas formas de produtos e serviços.
c) Esse sistema foi condenado pela Igreja Católica, que não concordava com as exigências senhoriais que sobrecarregavam os camponeses.
d) Através do domínio político, exercido por meio da violência e da obediência aos costumes, o servo era obrigado a prestar trabalhos e serviços ao Senhor Feudal.
e) A principal fonte de lucro era o excedente de produção, oriundo do trabalho servil e livremente comercializado pelos senhores feudais e servos.

28) (Uel) "O modo de produção feudal, que se desenvolve e atinge seu apogeu na Alta Idade Média, é caracterizado essencialmente pela existência das relações servis de produção..."

Assinale a alternativa que se identifica com a fonte de poder e riqueza no modo de produção a que o texto se refere.

a) " ... Deus quis que, entre os homens, houvesse soluta igualdade..."
b) " ... os acontecimentos provam o julgamento de Deus sobre nós..."
c) " ... a luta social desaparece quando os homem vivem em comunhão..."
d) " ... não havia senhor sem terra, nem terra sem senhor..."
e) " ... quando Adão cavava a terra e Eva fiava, onde estavam os senhores... "

29) (UFPE) A crise do sistema feudal acelerou-se no século XIV. Esta crise manifestou-se de várias maneiras. Assinale a alternativa incorreta.
a) Devido à forma de exploração utilizada durante toda a Idade Media houve esgotamento do solo e conseqüentemente a produção agrícola diminuiu.
b) A queda da produção agrícola teve como conseqüência imediata a subida dos preços.
c) Com a falta de produtos os mercados tendiam a fechar nas cidades e a fome atingiu também a população do campo.
d)  Neste período a peste negra assolava em toda a Europa causando a morte da população.
e) Com a diminuição da taxa de crescimento populacional os preços tenderam a baixar e os senhores feudais e nobres mantiveram seu padrão econômico.

30) (UFMG) Todas as alternativas apresentam fatos que podem ser associados à decadência do feudalismo, EXCETO:

a) a ocorrência da fome e da Peste Negra que dizimaram a Europa na primeira metade do século XIV.
b) o aumento do número de cidades tanto de origem rural como surgidas de acampamentos de mercadores.
c) o desenvolvimento da cavalaria, quase empenhou nas Cruzadas e difundiu pelo mundo os valores cristãos.
d) o desenvolvimento das atividades comerciais nos mares Mediterrâneo, Negro, do Norte e Báltico.
e) uma série de insurreições e perturbações sociais que ocorreram na Europa Ocidental e atingiram a cidade e o campo.

31) São características da Sociedade feudal, exceto:

a) A sociedade feudal foi uma formação social cujas origens se ligam à decadência do Império Romano (crise do séc.III), à constituição dos reinos romanos-germânicos (séc. V e VI) e à desagregação do Império Carolíngio (séc. IX).
b) Os escravos foram numericamente significativos até o século VIII e subsistiram pelo menos nas regiões meridionais da Europa Ocidental durante todo o período feudal.
c) Não havia diferenciação entre os setores do clero: este sobrevivia exclusivamente do trabalho de seus membros.
d) Um exemplo de fragmentação política do poder ocorreu na França. Já na Inglaterra as instituições vassálicas sobreviveram com uma forte centralização política nas mãos do rei.
e) A sociedade feudal era de ordens, imobilista, altamente hierarquizada, na qual a origem social estava definida, sendo a mobilidade vertical praticamente inexistente.

32) Considere as afirmações: I. Na Idade Média, cada feudo produzia o que consumia. O trabalho no feudalismo era essencialmente agrícola. Mesmo os trabalhos artesanais eram realizados no interior dos feudos, pelo mesmo trabalhador que executava os trabalhos agrícolas. II. Entende-se por sistema feudal um sistema que resulta da apropriação da terra e da utilização do trabalho servil por parte da camada senhorial. III. As corporações de ofício surgiram como uma forma de organização da vida econômica nas cidades medievais. IV. A corvéia, as banalidades e as prestações eram obrigações feudais pagas pelos servos com o trabalho forçado na reserva senhorial, pelo uso das instalações do domínio e hospedando o senhor feudal e sua comitiva. Das asserções anteriores estão corretas apenas

a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I e III.
d) II e III.
e) II e IV.



Gabarito:

1) B  2) B   3) E   4) B  5) D  6) Ao ritual em que um jovem nobre era armado cavaleiro, ritual de adubamento. Seu significado era vincular o nobre guerreiro a uma conduta ética baseada na honra, lealdade, proteção aos fracos e defesa do cristianismo.
7) C   8) D  9) 1, 2 e 8   10)  D   11) B  12) C  13) C  14) D  15) A  16) E  17) B  18) A  19) E  20) E    21) D  22) D  23) A  24) D  25) E  26) A  27) D   28) D  29) E  30) C   31) C   32) A

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