quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Questões de vestibular sobre o Absolutismo e Mercantilismo

Artigo com resumo sobre o Absolutismo e Mercantilismo na Europa com questões para um melhor aprendizado.

Conceitos Gerais - Absolutismo
O Absolutismo foi uma forma de governo existente na Europa durante a época moderna (entre os séculos XVI e XVIII). Foi caracterizado pela concentração dos três poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo) nas mãos do governante, com exceção da Inglaterra que teve diferente distribuição do poder (veremos isso mais a diante).
O Mercantilismo é uma política econômica do capitalismo comercial, que está estreitamente ligado ao processo de formação das Monarquias Nacionais europeias – dando origem ao Estado Moderno.  A Combinação do Absolutismo e do Mercantilismo formou o que historiadores chamam de Antigo Regime, o qual possui características próprias e que marcaram a época.
Antecedentes e Contexto do Absolutismo
Aliança do Rei e a Burguesia, que dei apoio econômico, contribuindo para a formação de um Exercito Nacional como instrumento de centralização dos poderes sendo empregado conta  os nobres que se recusavam a aceitar o poder real. Pouco a pouco, numerosos senhores foram submetidos, e o domínio real se expandiu.
Destacamos o Absolutismo em quatro países: Portugal, Espanha, França e Inglaterra – nos quais houve uma forte monarquia, os dois primeiros anteriormente e os últimos com um certo “atraso”, decorrente de Guerras e fatores internos.
Características Gerais do Absolutismo e suas Práticas
* Concentração de poderes na figura do Rei. O Estado era representado pela pessoa do Rei, isso fica claro na frase de um dos monarcas símbolo do Absolutismo Luís XIV (Rei Sol): “O Estado sou Eu.”
* Nobreza como um “parasita” do Estado, pois o rei para não entrar em conflito com o nobres, os financia e sustenta. Um bom exemplo, ainda com Luís XIV, foi a construção do Palácio de Versalhes na França – servia de moradia a milhares de nobres.
* Utilização da Religião como instrumento do Estado, para fortalecer e justificar seus poderes.
* Como prática econômica o Mercantilismo, que poderia ter variações resultantes das condições históricas do país (desenvolvimento do capitalismo comercial e da Burguesia Mercantil, forma de evolução do poder do Estado, recursos agrícolas e industriais). Em geral, o Mercantilismo se baseava em:
- Metalismo – acumulação de ouro e metais preciosos;
- Balança Comercial Favorável – procurava-se manter o número de exportações maior do que o de importações, garantindo o enriquecimento do país, sendo um “termômetro” do desenvolvimento do país;
- Protecionismo – intervenção do Estado no mercado para favorecer a balança comercial – podia se manifesto de diversas formas inclusive a militar;
- Monopólio e Sistema Colonial – monopoliza a compra e revenda de produtos coloniais, em síntese o Pacto Colonial (relação Metrópole e colônia).
Veja o Quadro Resumo das Características do Antigo Regime:
Teóricos do Absolutismo e suas Obras:
* Thomas Hobbes – escritor de “O Leviatã” cuja ideia central é de que para manter o poder o Rei e o exército devem ser temidos pelo povo.
* Jacques Bossuet – desenvolveu a “Teoria do Direito Divino dos Reis” a qual justificava que o poder dos monarcas era dado por Deus e portanto incontestável.
* Nicolau Maquiavel – autor de “O Príncipe” que é interpretado pela frase (que não foi escrita no livro mas é uma síntese deste): “Os fins justificam os meios”, ou seja, o governante poderia se usar de qualquer ato para preservar seu poder.

Absolutismo na península Ibérica

PORTUGAL
-Primeiro país a organizar o Estado Moderno. Centralização política precoce em virtude da Guerra de Reconquista dos ­cristãos contra muçulmanos.
A centralização do Estado Português ocorreu em 1385, com a Revolução de Avis, onde o Mestre da Ordem de Avis ( D. João ), com o apoio da burguesia mercantil consolidou o centralismo político.
ESPANHA
- O processo de centralização na Espanha também está relacionado com a Guerra de Reconquista e foi fruto de uma aliança entre o Reino de Castela e o Reino de Aragão, em 1469 e consolidado em 1492 - com a expulsão definitiva dos mouros da península.

Absolutismo na França

A consolidação do absolutismo francês está relacionado com a Guerra do Cem Anos: enfraquecimento da nobreza feudal e fortalecimento do poder real. A principal dinastia do absolutismo francês foi a dos Bourbons:
Henrique IV ( 1593/1610 ) precisou abandonar o protestantismo para ocupar o trono real. Responsável pelo Édito de Nantes (1598 ) que concedeu liberdade religiosa aos protestantes.
Luís XIII ( 1610/1643 ) Em seu reinado, destaque para a atuação de seu primeiro-ministro o cardeal Richelieu.
A política de Richelieu visava dois grandes objetivos: a consolidação do absolutismo monárquico na França e estabelecer, no plano externo, a supremacia francesa na Europa. Para conseguir este último objetivo, Richelieu envolveu a França na guerra dos Trinta Anos (1618/1648), contra a os Habsburgos austríacos e espanhóis.
Luís XIV ( 1643/1715 ) -O exemplo máximo do absolutismo francês, denominado o "rei-sol". Organizou a administração do reino para melhor controle de todos os assuntos. Governava através de decretos e submeteu a nobreza feudal e a burguesia mercantil.
Levou ao extremo a idéia do absolutismo de direito divino.
Um dos principais nomes de seu governo foi o ministro Colbert, responsável pelas finanças e dos assuntos econômicos.
A partir de seu reinado a França inicia uma crise financeira, em razão das sucessivas guerras empreendidas por Luís XIV. A crise será acentuada com o Édito de Fontainebleau, decreto real que revogou o Édito de Nantes. Com isto, muitos protestantes abandonam a França, contribuindo para uma diminuição na arrecadação de impostos.
A crise do absolutismo prossegue no reinado de Luís XV e atingirá
o a ápice com Luís XVI e o processo da Revolução Francesa.

Absolutismo na Inglaterra
O apogeu do absolutismo inglês deu-se com a Dinastia Tudor, família que ocupa o poder após a Guerra das Duas Rosas:
Henrique VIII ( 1509/1547 ) - Empreendeu a Reforma Anglicana, após o Ato de Supremacia ( 1534 ). Com a reforma, o Estado controla as propriedades eclesiásticas impulsionando a expansão comercial inglesa.
Elizabeth I ( 1558/1603 ) -Implantou definitivamente o anglicanismo, mediante uma violenta perseguição aos católicos e aos protestantes.
Iniciou uma política naval e colonial - caracterizada pela destruição da Invencível Armada espanhola e a fundação da primeira colônia inglesa na América do Norte - Virgínia ( 1584 ).
Em seu reinado a Inglaterra realiza uma grande expansão comercial, com a formação de Companhias de Comércio e fortalecendo a burguesia.
Com a morte de Elizabeth I ( 1603 ), inicia-se uma nova dinastia ­Stuart - marcada pela crise do absolutismo inglês.

Conclusão – História
O absolutismo é marcado pela necessidade do fortalecimento do poder dos Estados de modo que lhes permitisse concorrer com outros países. Resulta dos interesses da Burguesia, porém o rei também se aproxima da Nobreza numa forma de manter o equilíbrio entre as classes.
A França conheceu a forma mais forte do poder absoluto no século XVII, o poder real não conhecia limites. Já na Inglaterra, no século XVI houve o estabelecimento do Absolutismo, porém o poder continuava com o Parlamento, que representava a nação.

Crise do Absolutismo e do Mercantilismo na Europa
No decorrer do século XVIII, o absolutismo e o mercantilismo (sistema político e econômico que causou a expansão marítima e a exploração colonial) sofreram uma forte crise em razão da ascensão dos ideais propagados pelos intelectuais iluministas (principalmente o Liberalismo político e econômico).

O absolutismo, no âmbito da política, configurou-se como sistema político que considerava o poder real como tendo uma origem divina. Na economia, o sistema mercantilista embargou a produção e o crescimento da produção dos principais países europeus que haviam passado pelo processo de industrialização (França e Inglaterra).

Juntamente com a ascensão iluminista, cresceu o descrédito ao absolutismo. O filósofo francês Voltaire (1694-1778), por exemplo, era um árduo crítico à ideia do direito divino dos reis. Ele defendia limites ao poder do monarca e contestava a autoridade do clero.

No mercantilismo, a burguesia angariava novos mercados para a venda de seus produtos industrializados, isto é, ela desejava obter liberdade comercial, acabando, assim, com a exclusividade comercial, com o sistema de monopólios e com o Pacto Colonial, próprios da economia mercantilista.

Naquele contexto histórico, com a ascensão das ideias iluministas e da industrialização, o mercantilismo se constituiu como obstáculo ao progresso das atividades econômicas, ou seja, ao desenvolvimento econômico das nações.

A principal proposta de rompimento com o absolutismo monárquico partiu do aristocrata, jurista e filósofo francês Montesquieu (1689-1755). Na sua obra, o Espírito das Leis, ele defendeu e formulou a teoria da distinção e da separação de poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário, fato que distinguiu as democracias contemporâneas tendo como marco inicial a independência dos Estados Unidos.

Contudo, no século XVIII as formas de governar pautadas no absolutismo e os princípios econômicos baseados no mercantilismo foram questionados pelo movimento que ascendia naquele contexto: o iluminismo. Somente no final do século XVIII, o mercantilismo e o absolutismo entraram um uma crise sem retorno e foram substituídos pelo liberalismo político e econômico.

Fontes: www.not1.com.br
            www.mundovestibular.com.br/
            hid0141.blogspot.com.br/

Questões sobre o Absolutismo e mercantismo

1) (FUVEST) No processo de formação dos Estados Nacionais da França e da Inglaterra, podem ser identificados os seguintes aspectos:

a) Fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do Estado Moderno
b) Ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja
c) Desagregação do feudalismo e centralização política
d) Diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial
e) Enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre Estado e Igreja.

2) (PUC) Na obra O Príncipe , Maquiavel defendia o absolutismo como forma de consolidar e fortalecer o Estado. Entre seus argumentos destaca-se:

a) a necessidade de o governante cercar-se de bons conselheiros, com os quais dividiria o poder; b) a ideia de que somente a lei moral e religiosa limitaria os poderes do rei
c) a constante utilização da guerra como meio de demonstrar a força do Estado;
d) o reconhecimento de que todos os meios utilizados para defender os interesses do governante e do Estado seriam justificados;
e) o princípio da constante mudança das instituições , para que elas se adequassem sempre às novas situações.

3) (FUVEST) O Estado Moderno absolutista atingiu seu maior poder de atuação no século XVII. Na arte e na economia suas expressões foram, respectivamente:

a) rococó e liberalismo
b) renascentismo e capitalismo
c) barroco e mercantilismo
d) maneirismo e colonialismo
e) classiscismo e economicismo.

4)  Quais os fatores do surgimento do absolutismo?

5) Quais foram os mecanismos utilizados pelo absolutismo monárquico?

6) São características do mercantilismo:

a) livre cambismo, fomento às indústrias, balança comercial favorável; 
b) fomento às indústrias, tarifas protecionistas, metalismo, leis de mercado;
c) livre cambismo, pacto colonial, intervencionismo estatal; 
d) monopólio, livre cambismo, tarifas protecionistas, metalismo; 
e) balança comercial favorável, metalismo, tarifas protecionistas, intervencionismo estatal.

7) Acerca do absolutismo na Inglaterra, NÃO é possível afirmar que:

a) fortaleceu-se com a criação da Igreja Anglicana;
b) foi iniciado por Henrique VIII, da dinastia Tudor, e consolidado no longo reinado de sua filha Elizabeth I;
c) a política mercantilista intervencionista foi fundamental para a sua solidificação;
d) foi conseqüência da guerra das Duas Rosas, que eliminou milhares de nobres e facilitou a consolidação da monarquia centralizada;
e) o rei reinava mas não governava, a exemplo do que ocorreu durante toda a modernidade. 

8) O sistema de colonização objetivado pela política mercantilista tinha em mira:

a) criar condições para a implantação do absolutismo;
b) permitir à economia metropolitana o máximo de auto-­suficiência e situá-la vantajosamente no comércio internacional, pela criação de complementos à economia nacional;
c) evitar os conflitos internos, resultantes dos choques entre feudalismo e capitalismo, que entravavam o desenvolvimento dos países europeus;
d) ganhar prestígio internacional
e) obter a garantia de acessos às fontes de matérias-primas e aos mercados consumidores no ultra-mar. 

9)  (FUVEST) O Estado Moderno absolutista atingiu seu maior poder de atuação no século XVII. Na arte e na economia suas expressões foram, respectivamente:

a) rococó e liberalismo
b) renascentismo e capitalismo
c) barroco e mercantilismo
d) maneirismo e colonialismo
e) classiscismo e economicismo.

10) Quais os monarcas do absolutismo inglês? Que dinastia pertenciam?

11) Sistema caracterizado pela intervenção do Estado na economia, balança comercial favorável, protecionismo, monopólios, entre outros elementos, são características do (a):

a) Livre-cambismo.
b) Capitalismo financeiro.
c) Capitalismo monopolista.
d) Capitalismo comercial ou mercantilismo.
e) Comunitarismo estatal.

12) O soberano não proprietário de seus súditos. Deve respeitar sua liberdade e seus bens em conformidade com a lei divina e com a lei natural. Deve governar de acordo com os costumes, verdadeira constituição consuetudinária (...) O príncipe apresenta-se como árbitro supremo entre as ordens e os corpos. Deve impor as suas vontades aos mais poderosos de seus súditos. Consegue-o na medida em que esses necessitam dessa arbitragem. (André Corvisier. História Moderna)

Esta é uma das caracterizações possíveis:

a) Dos governos coloniais da América.
b) Das relações entre fiéis e as Igrejas Protestantes.
c) Do Império Carolíngio.
d) Dos califados islâmicos.
e) Das monarquias absolutistas.

13) (CESGRANRIO) A característica mais conhecida do chamado “mercantilismo francês” é:

a) a importância atribuída à expansão colonial;
b) o industrialismo estritamente regulamentado;
c) a grande importância dada ao tráfico de escravos;
d) a política anti-inglesa;
e) o amparo à agricultura.

14) (MACK) O período de predomínio do mercantilismo caracteriza-se:

a) pela extinção das empresas monopolistas;
b) pela luta entre mercadores e manufaturadores;
c) pela grande acumulação de metais preciosos;
d) pelo desaparecimento das guildas;
e) pelo surgimento dos primeiros socialistas.
15)  (UFGO) Parte integrante da política econômica mercantilista, a concepção monetária preconizava, acima de tudo:
 
a) a livre circulação de mercadorias;
b) uma política industrialista e protecionista;
c) a proibição quanto a saída de ouro e prata do país;
d) a exploração das colônias e o desenvolvimento do comércio;
e) a realização de reformas monetárias e o desenvolvimento do sistema de crédito.

16) (UFRN) O sistema de colonização objetivado pela política mercantilista tinha em mira:
 
a) criar condições para a implantação do absolutismo;
b) permitir a economia metropolitana o máximo de auto-suficiência e situá-la vantajosamente no comércio internacional, pela criação de complementos à economia nacional;
c) evitar conflitos internos, resultantes dos choques entre feudalismo e capitalismo, que entravavam o 
desenvolvimento dos países europeus;
d) ganhar prestígio internacional;
e) obter garantias de acesso às fontes de matérias-primas e aos mercados consumidores no ultramar.
 
17) Qual das alternativas abaixo apresenta as principais características do Mercantilismo?

a) Valorização da agricultura, economia baseada em trocas, aumento de importações.
b) Aumento das importações, igualdade de salários, política econômica voltada para o social.
c) Metalismo, protecionismo alfandegário, industrialização, balança comercial favorável e Pacto Colonial.
d) Globalização da economia, economia de mercado, aumento das importações e diminuição das exportações.

18) Qual era o objetivo dos reis absolutistas, de acordo com a política mercantilista, ao proteger a economia do país?

a) Aumentar a importações de mercadorias.
b) Diminuir a entrada de produtos estrangeiros, valorizando e aumentando assim a produção nacional.
c) Diminuir o poder econômico da burguesia e arrecadar mais impostos.
d) Fazer com que a economia nacional ficasse mais dependente dos outros países.

19) De que forma o Brasil foi atingido pelo Mercantilismo?

a) Através do Pacto Colonial, o Brasil só podia comprar e vender mercadorias para Portugal.
b) O Brasil aumentou as exportações de mercadorias para todos os países da Europa.
c) Os comerciantes brasileiros passaram a poder comprar mercadorias de outros países com grande facilidade.
d) Os comerciantes brasileiros ficaram totalmente livres dos impostos cobrados por Portugal.

20) (UFJF/MG) O Absolutismo Real surgiu na Europa em meio à transição da sociedade feudal para a ordem capitalista, a partir do século XV. Sobre o Absolutismo, pode-se afirmar que: 

A - acarretou a perda completa do poder da nobreza, agora destituída dos privilégios que detinha, diante de outros grupos; 
B - em sua versão francesa, revelou-se mais permeável à representação política, dada a grande importância do Parlamento, especialmente sob Luís XIV; 
C - o estabelecimento de impostos regulares, para financiar o exército e a administração reais, colabora para a efetivação deste absolutismo; 
D - enfraqueceu-se a autoridade da Igreja com a afirmação do poder real, tal como se verifica em Portugal e Espanha, onde se promoveu uma rígida separação entre Igreja e Estado, na administração civil; 
E - a burguesia tornou-se a classe politicamente dirigente, instituindo-se, desta forma, uma ordem econômica baseada no livre mercado. 

21) (UEPG/PR) "O trono real não é trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor." Sobre estas idéias de Jacques Bossuet, que inspiraram as monarquias absolutistas, assinale o que for correto:

1 - O poderio e o esplendor dos monarcas absolutistas constituíam-se em obstáculos às navegações ultramarinas e ao comércio com o Oriente.
2 - Os Estados Absolutistas procuravam identificar Nação e Coroa.
4 - Parte significativa da nobreza apoiou a centralização monárquica, pois objetivava, entre outras, a organização de um exército nacional, capaz de impedir as rebeliões dos camponeses.
8 - Maquiavel foi um dos autores que buscou legitimar o poder real, afirmando que a obrigação suprema do monarca é manter o poder e a segurança do país que governa.
16 - Procuravam legitimar o direito divino dos reis.

SOMATÓRIA (_____)

22) (PUC-MG) Na Península Ibérica, o Absolutismo Monárquico, forma política predominante do Antigo Regime, tem relação com as seguintes instituições, exceto:

A - Parlamento Bicameral.
B - Mercantilismo.
C - Colonialismo.
D - Igreja.

23)  (UESC/BA) Entre os séculos XV e XVIII, tomou forma na Europa um novo complexo de traços culturais. Tanto a forma quanto o conteúdo da vida urbana, em conseqüência, foram radicalmente alterados. O novo padrão de existência brotava de uma nova economia, (...) de uma nova estrutura política (...).
(Munford, p. 376) A "nova economia" e a "nova estrutura política" citadas no texto referem-se, respectivamente:

A - à servidão e aos Estados Teocráticos;
B - ao artesanato e às Cartas de Franquia;
C - ao capitalismo industrial e ao feudalismo;
D - ao mercantilismo e aos Estados Nacionais;
E - ao escravismo e ao governo das cidades-estado.

24) (UFES) "A longa crise da economia e da sociedade européias durante os séculos XIV e XV marcou as dificuldades e dos limites do modo de produção feudal no último período da Idade Média. Qual foi o resultado político final das convulsões continentais da época? No curso do século XVI, o Estado Absolutista emergiu no Ocidente." (ANDRESON, P. Linguagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1985: 15.) Acerca das características do Estado Absolutista, não se pode afirmar que:

A - se constituía como um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado que, ao manter submissas as massas camponesas, perpetuava o controle político exercido pela nobreza sobre a sociedade;
B - se organizou a partir do incremento da autoridade pública e da crescente centralização administrativa, acontecimentos corporificados no poder absoluto do monarca cuja fundamentação jurídica provinha do Direito Romano;
C - empreendeu a retomada dos princípios tomistas vigentes no século XII, segundo os quais toda e qualquer autoridade terrena deveria submeter-se á Santa Sé, razão pela qual os soberanos absolutistas faziam contar o seu tempo de reinado a partir da sua sagração em Roma;
D - procurou superar os particularismos regionais e promover a integração do reino, o que significou a extensão do poder régio sobre territórios controlados de modo autônomo pelos senhores feudais, passando os monarcas absolutistas a revestir novos e extraordinários poderes diante da nobreza;
E - se empenhava em fortalecer a sua posição diante dos outros estados rivais por intermédio da exportação de mercadorias, da proibição de exportação de ouro e prata e do controle monárquico sobre a produção manufatureira e o comércio, princípios que integravam a assim denominada "Doutrina Mercantilista".

25) (UFRJ) O Absolutismo monárquico manifestou-se de formas variadas, entre os séculos XVI e XVIII na Europa, através de um conjunto de práticas e doutrinas político-econômicas que fundamentavam a atuação do Estado Nacional Absoluto. Dentre essas práticas e doutrinas, identificamos corretamente a:

A - condenação da doutrina política medieval que justificava a autoridade monárquica absoluta através do Direito Divino dos Reis;
B - concentração dos poderes de governo e da autoridade política na pessoa do rei identificado com o Estado;
C - promoção política das burguesias nacionais, principais empreendedores mercantis da expansão econômica e geográfica do Estado Moderno Absoluto;
D - adoção de práticas capitalistas e liberais como fundamento da organização econômica dos Impérios coloniais controlados pelas Monarquias europeias;
E - rejeição dos princípios mercantilistas: dirigismo econômico e protecionismo alfandegário.

26)  (UFPA) Relativamente à história do absolutismo monárquico na Inglaterra, é possível sustentar que: 

A - a revolução que derrubou o governo de Jaime II, da Dinastia Stuart, não assinalou apenas o fim do regime absolutista inglês, mas, igualmente, o triunfo da burguesia e do Parlamento sobre a Coroa britânica.
B - o regime absolutista instala-se na Inglaterra em conseqüência das guerras de religião, já que somente dispondo de um governo centralizado e autoritário é que Henrique VIII poderia implantar o protestantismo no país.
C - o estabelecimento do regime absolutista na Inglaterra foi prejudicial aos interesses do país, posto que a burguesia britânica, privada da liberdade política, emigrou em massa para a França e para a Holanda.
D - o fim do regime absolutista inglês ocorre com a revolução comandada por Oliver Comwell, oportunidade em que as forças parlamentares sob a sua chefia depõem Carlos I e encerram o ciclo dos governos autoritários dos Tudor.
E - comparados a outros governos absolutistas europeus, os ingleses foram mais tolerantes e maleáveis. Veja-se, por exemplo, que durante o reinado dos Stuart a liberdade de religião sempre foi respeitada na Inglaterra.

27)  (UPE) O Mercantilismo serviu de base para a exploração econômica das colônias e a expansão da dominação européia. O Mercantilismo defendia a:

A - livre exportação de produtos, evitando taxações.
B - mesma lógica econômica do feudalismo francês.
C - exploração agrícola, apenas, nas colônias da América.
D - prevalência das exportações sobre as importações.
E - existência de uma ágil descentralização econômica.

28) (UFGD/MS)  O chamado Antigo Regime, que existiu em muitos países europeus ao longo da Idade Moderna, compreende um conjunto de características econômicas, sociais, políticas e culturais. Dentre essas características, é CORRETO incluir:

A - na economia, o predomínio de relações capitalistas; e, na política, a hegemonia das ideias liberais.
B - na sociedade, uma hierarquia determinada não pelo nascimento mas pelas riquezas que o indivíduo conseguisse acumular; e, na economia, as práticas monopolistas.
C - na política, o predomínio de monarquias absolutistas; e, na economia, o intervencionismo estatal (mercantilismo).
D - na economia, a generalização do princípio do laissez-faire; e, na sociedade, uma hierarquia constituída segundo critérios de estamentos e ordens.
E - na cultura, o predomínio do pensamento racional e científico; e na religião o enfraquecimento da influência das igrejas protestantes.

29) (UFMS)  Metalismo ou Bulionismo, Comercialismo, Colbertismo e Companhias Comerciais Privilegiadas são termos que se referem a práticas econômicas do:

A - capitalismo industrial;
B - capitalismo monopolista;
C - liberalismo econômico;
D - mercantilismo;
E - neoliberalismo.

30)  (PUC-MG) Segundo Thomas Mun, "os meios ordinários, portanto, para aumentar nossa riqueza e tesouro são pelo comércio exterior, para o que devemos obedecer sempre a esta regra: vender mais anualmente aos estrangeiros em valor do que consumimos deles". O argumento apresentado acima reflete o princípio mercantilista:

A - da busca pela obtenção e acúmulo de metais nobres;
B - das vantagens comparativas no comércio internacional;
C - da manutenção de uma balança comercial favorável;
D - do equilíbrio das contas externas e redução dos gastos públicos.

31) (UFPR) Idéia fundamental da forma “bulionista” do Mercantilismo:

A - O Estado regulamenta a produção, fiscaliza as exportações, controla as vendas no exterior e o lucro.
B - A estrita subordinação dos interesses do indivíduo aos da coletividade, justificando a intervenção do Estado.
C - A prosperidade dos países está na razão direta da quantidade de metais preciosos que ele possui.
D - A necessidade de aumentar o volume da moeda para fazer crescer a riqueza pública.E - A liberdade de produção e de comércio, tanto em âmbito nacional como internacional.

32) (FGV/RJ) A definição do mercantilismo constitui uma tarefa complicada. Entretanto, como afirma o historiador Fernand Braudel,  "mesmo que não seja boa, essa etiqueta reagrupa comodamente uma série de atos e de atitudes, de projetos, de idéias,de experiências que marcam, entre o século XV e o XVIII, a primeira afirmação do Estado Moderno em relação aos problemas concretos que ele tinha que enfrentar".
(Fernand Braudel. Civilisation, économie et capitalisme, XVe-XVIII e siècle. Les jeux de l’échange. Paris: Armand Colin, 1979.)
Acerca do mercantilismo, analise as afirmativas a seguir:
I. a partir do século XVI, os Estados Modernos de Inglaterra, Holanda e França organizaram verdadeiras políticas comerciais nacionais com a criação de companhias privilegiadas, baseados na idéia de que o comércio era a atividade mais importante,porque fazia circular o metal precioso, medida e condição de todo o poder;
II. O mercantilismo era o conjunto de ações econômicas (direitos alfandegários e tributos) utilizado para garantir as crescentes necessidades financeiras do Exército, da Administração e da Corte, instrumentos indispensáveis para a consolidação e expansão do Estado Moderno;
 III. o incentivo à exportação de produtos manufaturados de valor (objetos de luxo, de moda, perfumes, porcelanas etc.) e as altas tarifas alfandegárias aplicadas aos produtos importados tinha como objetivo exclusivo uma política protecionista de desenvolvimento industrial por meio de uma balança comercial favorável;IV. Para os governantes que implementaram  ações mercantilistas, a reserva de metais acumulada pelos Estados era o principal indicativo do seu poderio econômico.
Assinale:

A - se somente a afirmativa I estiver correta;
B - se somente as afirmativas I e II estiverem corretas;
C - se somente as afirmativas II e III estiverem corretas;
D - se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas;
E - se todas as afirmativas estiverem corretas.

33) (UFPE) O mercantilismo foi um conjunto de idéias e de práticas econômicas dominantes na Europa, entre os séculos XIV e XVIII, que variou de Estado para Estado. Sobre o mercantilismo, assinale a alternativa correta:

A - Foi uma forma de exploração da natureza, empregada aos recursos minerais, vegetais, animais e humanos que obedecia a interesses imediatistas, sem preocupação com o futuro.
B - A Holanda praticava um tipo de mercantilismo conhecido como metalista e industrial que veio a desenvolver em parceria com a Espanha no século XVIII.
C - Portugal desenvolveu apenas o mercantilismo de plantagem baseado na produção tropical destinada ao mercado internacional.
D - As refinarias de açúcar de Sevilha substituíram as refinarias de Portugal, na fase do desenvolvimento do mercantilismo industrial de Castela.
E - Companhias de comércio foram instaladas por todos os Estados mercantilistas europeus,  para reforçar a política comercial ou o colbertismo (referência a Colbert, ministro francês, que defendia o comércio de produtos baratos vendidos mais caros nos mercados coloniais).

34) Eram pensadores que formularam teses para justificar o absolutismo:

a) Nicolau Maquiavel
b) Jean Bodin
c) Thomas Hobbes
d) Jacques Bossuet
e) Gregório Magno 

 35) Assinale a alternativa que se refere à política econômica desenvolvida pelas monarquias nacionais, a partir do século XVI:

a) absolutismo
b) mercantilismo 
c) escravatura
d) cristianismo 
e) dinastia de Borgonha 

36) Cite e explique dois exemplos de fatos que favoreceram o surgimento do absolutismo na Europa.

37) (Cesgranrio - 1990) A frase de Luís, “L’Etat c’est moi” (o estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:

a) A unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma igreja Francesa (nacional).
b) A superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida.
c) A submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais.
d) A centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos.
e) O desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e campesinato.

38) Discorra sobre o que foi o Absolutismo na Europa.

39) Vunesp 2008/2) O Mercantilismo é entendido como um conjunto de práticas, adotadas pelo Estado absolutista na época moderna, com o objetivo de obter e preservar riqueza. A concepção predominante parte da premissa de que a riqueza da nação é determinada pela quantidade de ouro e prata que ela possui.
 (www.historianet.com.br. Acessado em 03.03.2008.) 
 
Na busca de tais objetivos, os estados europeus, na época moderna, 

A) adotaram políticas intervencionistas, regulando o funcionamento da economia, como o protecionismo. 
B) suprimiram por completo a propriedade privada da terra, submetendo-a ao interesse maior da nação. 
C) ampliaram a liberdade de ação dos agentes econômicos, vistos como responsáveis pela prosperidade nacional. 
D) determinaram o fim da livre iniciativa, monopolizando as atividades econômicas rurais e urbanas. 
E) buscaram a formação de uniões alfandegárias que levassem a prosperidade aos países envolvidos.

40)  (UNESP) Adam Smith, autor de A Riqueza das Nações (1776), referindo-se à produção e à aquisição de riquezas, observou: 
Não é com o ouro ou a prata, mas com o trabalho que toda a riqueza do mundo foi provida na origem, e seu valor, para aqueles que a possuem e desejam trocá-la por novos produtos, é precisamente igual à quantidade de trabalho que permite alguém adquirir ou dominar.

Os pontos de vista de Adam Smith opõe-se às concepções: 

 A) mercantilistas, que foram aplicadas pelos diversos estados absolutistas europeus.
 B) monetaristas, que acompanharam historicamente as economias globalizadas.
 C) socialistas, que criticaram a submissão dos trabalhadores aos donos do capital.
 D) industrialistas, que consideraram as máquinas o fator de criação de riquezas.
 E) liberais, que minimizaram a importância da mão-de-obra na produção de bens. 



Gabarito:

1) C     2) D    3) C    4) 1. Aliança rei; -burguesia; 2. Reformas Religiosas; 3. Elementos Culturais 
5) Criação de um Exército Nacional; Controle do Legislativo; Controle sobre a Justiça; Controle 
sobre as Finanças e Burocracia Estatal.     6) E    7) B    8) C    9) C    10) Henrique VIII (1509/1547) e Elizabeth I (1558/1603). Dinastia Tudor      11) D    12) E    13) B    14) C    15) C    16) B    17) C
18) B    19) A    20) D     21) 30    22) A    23) D    24) C    25) B    26) A    27) D    28) C    29) D
30) C    31) C    32) E    33) C   34) E   35) B    36) A formação dos Estados Nacionais e o desenvolvimento do comércio foram fatos que favoreceram o surgimento do absolutismo. Os Estados Nacionais Modernos representaram a junção do poder político do rei mais o poder econômico da burguesia. Com o declínio do mundo feudal, as relações comerciais aumentaram e a necessidade de expandir os mercados consumidores também. Nesse sentido, a burguesia surgiu como o personagem que liderou os avanços do capitalismo mercantil. O rei, tendo o poder político centralizado em suas mãos, realizou uma parceria com os burgueses em relação ao aumento das práticas comerciais, em que o primeiro contribuiu com o apoio político e o segundo com o apoio econômico. A intenção, portanto, era ampliar as riquezas das nações através das atividades mercantilistas e das relações ente o rei e a burguesia durante os Estados Nacionais.
37) D    38) O absolutismo foi uma política de centralização do poder nas mãos dos monarcas. A Europa, a partir do século XVI, passou por transformações econômicas e políticas que deu origem à formação dos Estados Nacionais Modernos. Diante disso, os reis das nações europeias vivenciaram um momento de grande poderio, uma vez que a Igreja Católica estava em crise por causa da Reforma Protestante. Portanto, o apogeu do absolutismo ocorreu em meados do século XVIII, sendo a França o país onde melhor se manifestou esse tipo de governo, que priorizava pela expansão comercial e pela busca de metais preciosos no mundo. Alguns exemplos da prática absolutista foram os reis franceses Luís XIII e Luís XIV, que representavam a autoridade máxima do poder político.
39) A    40) A



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