sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Região Sudeste resumo



Região Sudeste

A Região Sudeste possui extensão territorial de 924.511,3 quilômetros quadrados, ocupando 10,9% da área total do Brasil. O Sudeste é formado por quatro estados: Espírito Santo (Vitória), Minas Gerais (Belo Horizonte), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Paulo (São Paulo). 

De acordo com dados divulgados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa Região possui 80.353.724 habitantes, sendo a mais populosa do Brasil. Esse contingente populacional corresponde a 42,2% da população total do país.

O Sudeste também é a Região mais povoada, pois sua densidade demográfica (população relativa) é a maior do Brasil, com cerca de 87 habitantes por quilômetro quadrado.


Relevo e clima da Região Sudeste


                            Serra da Mantiqueira

O relevo da região sudeste é marcado pela variedade; não há uma uniformidade nos quatro estados que compõem a região. Há planícies, planaltos, algumas depressões, mas é marcado pelas serras e cadeias montanhosas. Exemplo disso é a Serra do Espinhaço e a da Mantiqueira. Esse relevo favorece a geração de energia hidrelétrica, principal fonte de abastecimento energético do país. Aproveitando esse potencial existem usinas como a Urubupungá (SP), maior da região sudeste.

    São, basicamente, quatro os tipos de relevo que podem ser achados nessa região: planície e terras baixas costeiras, serras e planaltos do leste e do sudeste, planalto meridional e a depressão periférica.

    A planície e terra baixa costeira estão, como o próprio nome diz, na região costeira. Vai do litoral do nordeste até o Rio Grane do Sul.  É caracterizado por formar larguras variáveis, indo de grandes baixadas até estreitos. Essas características facilitam a formação de costas altas. Parte das praias do sudeste está dentro dessa classificação.

    As serras e planaltos do leste e sudeste (também conhecido como planalto Atlântico ou oriental) é o tipo de relevo mais marcante no sudeste: têm as características das grandes serras e paredões de pedras. Muito comum em Minas Gerais.

    O planalto meridional é conhecido pela variação de pedras menos resistentes e outras mais duras, possibilitando várias falhas no relevo. Está presente principalmente no centro-oeste de São Paulo e no oeste de Minas Gerais.

    Por último, temos a depressão periférica que é um tipo de solo baixo e plano, e está geralmente no meio das serras, tomando uma forma parecida com uma canoa.

    Assim como o relevo, o clima do sudeste também é variado. Somente nessa região, podem ser notados os climas tropical, tropical de altitude, subtropical e litorâneo úmido.

    O clima tropical está presente nas baixadas litorâneas do Rio de Janeiro, norte de Minas Gerais, oeste paulista e no litoral do Espírito Santo. É caracterizado por ter altas temperaturas, chuva no verão e seca  no inverno. O estado de Minas Gerais ainda tem o clima semiárido (clima mais quente e seco, o que leva a uma seca que varia em tempo próximo de cinco meses todos os anos).

    O clima tropical de altitude tem temperaturas mais frescas, mas está presente apenas em regiões mais altas do relevo.

    Já o subtropical, presente no sul do estado de São Paulo, é marcado por ter uma boa distribuição de chuvas e por grande amplitudes térmicas (grande variação de temperatura).

Vegetação da Região Sudeste


A cobertura vegetal do Sudeste, devido à sua intensa ocupação, encontra-se quase totalmente devastada. 

A floresta ou mata Atlântica, que se estendia (no sentido leste-oeste) do litoral até o planalto Atlântico, subdividia-se em dois tipos: floresta tropical de encosta ou úmida, que se apresentava bastante densa e com grande número de espécies vegetais (sapucaia, jatobá, jacarandá etc.) e floresta tropical de planalto ou semi-úmida, menos densa e com menor número de espécies vegetais (cedro, peroba etc.). Hoje, a maior parte dessa floresta quase não existe, restando apenas alguns trechos esparsos em encostas montanhosas -- como a serra do Mar --, que correspondem a 8% da vegetação original. 

Caminhando em direção ao oeste da região (na parte norte do estado de São Paulo e grande parte do estado de Minas Gerais, nos terrenos sedimentares (mais permeáveis) encontramos a vegetação dos cerrados.

Nas regiões serranas predominam os campos limpos.

No norte de Minas, onde o clima é semi-árido, aparece a caatinga, enquanto na vegetação litorânea predomina o mangue (baixada Fluminense, baixada Santista e Cananéia-Iguape).

No extremo sul de São Paulo surge a floresta subtropical, cuja espécie característica é o pinheiro.


Hidrografia da Região Sudeste


O rio São Francisco, rio de planalto, tem em seu curso a usina hidrelétrica de Três Marias, que, além de gerar energia para a região, através da construção de barragens, contribui para a regularização do trecho do rio onde está localizada.

Outro rio importante do Sudeste é o rio Paraná, onde se localizam as mais importantes usinas hidrelétricas do país, como as de Jupiá e de Ilha Solteira, que constituem o Complexo Hidrelétrico de Urubupungá (5 300 000 kW).

Um dos afluentes do Paraná, que atravessa quase todo o estado de São Paulo, é o rio Tietê. Esses dois rios formam a hidrovia Tietê-Paraná, a mais importante do Brasil, que já se encontra em funcionamento parcial.

Por essa hidrovia, milhares de toneladas de soja produzidas anualmente em Goiás estão sendo transportadas de São Simão, cidade goiana, até Pederneiras, em São Paulo, numa extensão de 640 km pelos rios Parnaíba, Paraná e Tietê. Cada comboio com quatro chatas transporta carga equivalente à 135 caminhões, o que demonstra o baixo custo do transporte fluvial.

Próximo a Barra Bonita, em São Paulo, essa hidrovia, com 400 km de extensão, recebe a denominação de hidrovia do Álcool, por onde trafegam embarcações transportando cana-de-açúcar, álcool, gado e fertilizantes. 

O rio Tietê, além de ser aproveitado como meio de transporte, é muito utilizado como fonte de energia, tendo em seu curso várias usinas hidrelétricas, como as de Barra Bonita, Bariri, Promissão e Nova Avanhandava.

Atravessando terras de Minas Gerais e do Espírito Santo, encontra-se o rio Doce. parte de seu vale possui grande importância econômica, pois dele se extrai o minério de ferro, que é exportado para inúmeros países.

Outros rios da região que merecem destaque são: o Paraíba do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro; o Ribeira do Iguape, no sul do estado de São Paulo; e o rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais. Este último, com grande potencial hidrelétrico, comporta as usinas de Furnas, Itutinga e Marimbondo, entre outros.

A principal fonte de energia do Sudeste é a hidreletricidade obtida das inúmeras usinas dos rios da região.


Economia da Região Sudeste


Na economia, o Sudeste se destaca por ser a Região mais desenvolvida do país, abrigando o maior parque industrial brasileiro. A indústria é bastante diversificada, atuando nos segmentos siderúrgico, metalúrgico, automobilístico, informática, alimentício, petroquímico, entre tantos outros.

A agropecuária é praticada com técnicas modernas, fato que aumenta a produtividade. Outra importante fonte de recursos financeiros é o setor de serviços, com bancos, mercados de capitais e o turismo, sobretudo nas cidades litorâneas do Rio de Janeiro e o turismo de negócios em São Paulo.

Esse desenvolvimento econômico contribui para os bons indicadores socioeconômicos da Região, que detém o segundo melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. No entanto, o Sudeste não está isento de problemas sociais. Existe uma grande desigualdade social nesses estados, além da violência, desemprego, déficit habitacional, etc


Agricultura na Região Sudeste


A Região Sudeste  é a mais rica do país, formada pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Apesar de a indústria ser a principal fonte de receita para os Estados da região sudeste, a agricultura também é importante.

A agricultura no sudeste tem elevado padrão técnico e produtividade. Entre os produtos de maior destaque estão: o café, a laranja, a cana-de-açúcar e uma grande variedade de frutas.

Os solos da região sudeste do Brasil são férteis e as plantações de café são importantes no interior de Minas Gerais.

O Sudeste também é responsável pela maior parte da produção de cana-de-açúcar do Brasil, que é destaque na Baixada Fluminense, na Zona da Mata mineira e no estado de São Paulo.

Já a produção de laranjas, é realizada principalmente no estado de São Paulo, que responde por 80% da produção nacional.

Além desses produtos, a agricultura do Sudeste também é forte na produção do algodão, do milho
, do arroz, da mamona e do amendoim.


PECUÁRIA


Encontram-se no Sudeste cerca de 36 milhões de cabeças de bovinos, correspondendo a aproximadamente 24% do rebanho brasileiro.

O gado criado na região Sudeste destina-se tanto à pecuária de corte (abate) quanto ao fornecimento de leite, e suas principais áreas de criação são:

¦ Triângulo Mineiro:
¦ sul de Minas Gerais (gado leiteiro), sendo o maior produtor brasileiro de leite e seus derivados;
¦ região do rio São Francisco;
¦ São Paulo, no vale do Paraíba (gado leiteiro), e no oeste e no norte do estado (gado de corte).

A criação de gado bovino, no Sudeste, vem-se modernizando com a melhoria de raças e o desenvolvimento de novas técnicas de criação.

Algumas áreas, como Governador Valadares e Montes Claros, em Minas Gerais, e o norte e o oeste de São Paulo, vêm-se especializando na engorda de bois. Essas áreas, conhecidas pelo nome de invernadas, possuem pastagens artificiais, que propiciam o rápido aumento de peso do animal, favorecendo o abate em menor período de tempo.

Outro importante rebanho criado na região é o de suínos, destinado à obtenção de banha (toucinho) e carne. A maior parte desse rebanho encontra-se nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Com a entrada de um grande número de imigrantes japoneses na região Sudeste desenvolveu-se a avicultura. O Sudeste e o Sul são os maiores produtores de frangos abatidos em todo o país. Metade da produção brasileira de ovos cabe ao Sudeste, destacando-se nessa atividade o estado de São Paulo.


OS FARTOS RECURSOS MINERAIS E A INDÚSTRIA DO SUDESTE

Recursos Minerais

A região Sudeste constitui uma das áreas de mineração mais importantes do Brasil.

Os interesses da industrialização e da exportação associados ao desenvolvimento da tecnologia de pesquisa do subsolo propiciaram a descoberta de diversos tipos de minerais, que constituem importantes matérias-primas para a indústria. Um desses minerais é o ferro.

A jazida de ferro mais importante do país está situada numa área ao sul de Belo Horizonte, conhecida como Quadrilátero Ferrífero, constituída pelas cidades de Belo Horizonte, Mariana, Santa Bárbara e Congonhas.

A exploração do minério de ferro é realizada pela Cia. Vale do Rio Doce. 

Juntamente com o ferro, um dos principais produtos brasileiros de exportação, também foram descobertas no Quadrilátero Ferrífero jazidas de ouro, de manganês e (um dos ingredientes necessários para a fabricação do aço) e da bauxita (matéria-prima para a fabricação do alumínio).

As jazidas de calcário, material usado na fabricação de cimento, estão espalhadas pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Neste último estado encontra-se outro recurso mineral do Sudeste, o petróleo.

O petróleo é uma importantíssima fonte de energia, que, juntamente com a energia proveniente das usinas hidrelétricas, fornece condições para o crescimento industrial da região Sudeste. No estado do Rio de Janeiro, maior produtor nacional, ele é encontrado na região da plataforma continental (bacia de Campos). No estado do Espírito Santo, ele é extraído tanto na região da plataforma continental quanto no continente, nas proximidades de São Mateus.


Para refinar o petróleo extraído, transformando-o em vários subprodutos, existem importantes refinarias:
¦ Henrique Lages, em São José dos Campos (SP);
¦ de Paulínia, em Paulínia (SP);
¦ de Capuava, em Mauá (SP);
¦ Presidente Bernardes, em Cubatão (SP); 
¦ Duque de Caxias, em Campos Elíseos (RJ);
¦ Gabriel Passos, em Betim (MG).

Indústria 

Em decorrência da existência de ferrovias, capital, mão-de-obra, mercado consumidor, a atividade industrial estruturou-se na região Sudeste.

Transformando as matérias-primas fornecidas pela agricultura, desenvolveram-se inicialmente as indústrias têxteis e as alimentícias, que atualmente se distribuem por várias áreas da região.

Após a construção da primeira grande usina siderúrgica brasileira (Usina Siderúrgica Nacional), em 1946, situada em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, foi possível o desenvolvimento, com maior intensidade, das indústrias de base (siderúrgica, mecânica etc.). 

A siderurgia brasileira alcançou notável desenvolvimento, principalmente no Sudeste, que concentra 17 das 22 usinas siderúrgicas existentes no país, colocando o Brasil entre os maiores produtores de aço bruto do mundo.

A partir de 1957, com a entrada do capital externo (através de empréstimos e multinacionais) e a interferência do Estado na economia, um novo impulso foi dado à industrialização do Sudeste, propiciando condições para o desenvolvimento da indústria automobilística.

Em seguida, outras indústrias começaram a se desenvolver, como a química, a eletrônica, a naval etc.

Dessa forma, é no Sudeste que se encontra o maior parque industrial do Brasil e da América Latina, destacando-se o eixo Rio-São Paulo e a região da grande Belo Horizonte. 

A cidade de São Paulo, o ABCDM (Santo André, São Bernardo do Campos, São Caetano do Sul, Diadema e Mauá) e os centros próximos, como Campinas, São José dos Campos, Guarulhos, Osasco e Santos, apresentam uma superconcentração industrial.

Entretanto, o processo de industrialização não atinge toda a região, ocasionando a existência de espaços geográficos bem diferenciados. Existem espaços urbano-industriais de grande porte, espaços rurais que utilizam modernas tecnologias (portanto, altamente produtivos) e espaços rurais subdesenvolvidos.

Dois exemplos de áreas rurais pobres são o vale do rio Ribeiro do Iguape, no sul do estado de São Paulo, e, principalmente do vale do rio Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais.

Nos municípios do vale do Ribeira que possuem reservas ecológicas (áreas onde a vegetação não pode ser devastada, a população não pode aumentar as áreas para a agricultura e a pecuária, e, portanto, fica impedida de gerar mais renda.

O vale do Jequitinhonha é conhecido como o “Vale da Miséria”, título dado pela ONU em 1974. É uma região formada por 55 municípios que, segundo sociólogos e técnicos agropecuários, teve a sua situação de pobreza acentuada com a implantação de áreas de reflorestamento para a produção de carvão vegetal, utilizado pelas usinas siderúrgicas da região Sudeste.

As empresas de reflorestamento e as carvoarias empregam muitos trabalhadores do vale, pagando-lhes salários baixíssimos e submetendo-os a condições precárias de trabalho.

Todos os anos, nas épocas de colheita de alguns produtos agrícolas em São Paulo (cana-de-açúcar, laranja), milhares de trabalhadores migram do vale do Jequitinhonha para esse estado.

O Sudeste apresenta grandes desigualdades em relação às áreas (áreas pobres e áreas ricas) e também em relação à qualidade de vida das pessoas, pois algumas se beneficiaram com o crescimento econômico, enquanto a maioria, mesmo tendo contribuído para esse crescimento, não foi beneficiada. É o problema da repartição injusta das riquezas, que se agrava com a crescente exploração capitalista que caracteriza o mundo atual. 

TRANSPORTES

Para dar vazão à sua produção, a região Sudeste precisa dispor de bons meios de transporte e de comunicação.

Com o desenvolvimento da cultura do café, um dos setores que recebeu grande impulso foi o do transporte ferroviário, para ligar as áreas produtoras aos pontos de embarque para a exportação do produto.

A partir da década de 50, com o ingresso das empresas automobilísticas estrangeiras no Brasil o transporte ferroviário entrou em decadência. Hoje, o país tem praticamente a mesma quilometragem que possuía em 1930, ou seja, cerca de 30 mil km de ferrovias em todo o território nacional.

As ferrovias do Sudeste

Dos quase 30 mil km de ferrovias que o Brasil possui, mais da metade encontra-se na região Sudeste e pertence à RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A) ou a Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A).

Entre as mais importantes ferrovias da região pertencentes à RFFSA, destacamos:
¦ Estrada de Ferro Central do Brasil;
¦ Estrada de Ferro Leopoldina;
¦ Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que liga Bauru (SP) - Corumbá (MS) - Santa Cruz de La Sierra (Bolívia);
¦ Viação Férrea do Centro-Oeste;
¦ Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.

Outra importante ferrovia é a Estrada de Ferro Vitória-Minas, pertencente à Companhia Vale do Rio Doce, responsável pelo transporte do minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero (MG) para os portos de Vitória e Tubarão (ES).

As redes ferroviárias administradas pela Fepasa são:
¦ Estrada de Ferro Sorocabana;
¦ Companhia Paulista de Estradas de Ferro;
¦ Companhia Mojiana de Estradas de Ferro;
¦ Estrada de Ferro Araraquarense.

O sistema rodoviário do Sudeste

O Sudeste possui um avançado e extenso sistema rodoviário,

A mais importante estrada de rodagem é a via Dutra, considerada o maior eixo rodoviário brasileiro. Numa extensão de pouco mais de 400 km, liga as duas grandes metrópoles do país: São Paulo e Rio de Janeiro.

Outras importantes estradas de rodagem interestaduais situadas nessa região são: a Rio-Belo Horizonte-Brasília (BR-040); a Rio-Bahia (BR-101); a São Paulo-Brasília (BR-050); a Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba; a Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte; e o trecho da Transbrasiliana (BR-153), que cruza no sentido norte-sul o oeste do estado de São Paulo e o triângulo Mineiro.

O estado de São Paulo possui o maior número de rodovias da região, destacando-se:

¦ rodovia dos Imigrantes, inaugurada em 1976, une a cidade de São Paulo ao porto de Santos, aliviando o intenso tráfego que existia na via Anchieta;
¦ rodovia Castelo Branco, que vai da capital paulista até quase a fronteira com o Paraná (na região de Ourinhos); 
¦ rodovia dos Bandeirantes, que liga São Paulo a Campinas. Com a construção dessa rodovia, diminuiu o intenso tráfego que existia no mais movimentado trecho da via Anhangüera;
¦ rodovia Ayrton Senna (antiga Trabalhadores), que liga São Paulo ao município de Guararema;
¦ rodovia Carvalho Pinto, que liga o município de Guararema ao município de Taubaté;
¦ via Anhangüera, que liga São Paulo ao interior de Minas (Triângulo Mineiro);
¦ via Raposo Tavares (São Paulo-Mato Grosso do Sul);
¦ via Washington Luís (Limeira-Ilha Solteira, na divisa com Mato Grosso do Sul);
¦ via Marechal Rondon, que liga a região de Jundiaí a Mato Grosso do Sul.

O setor portuário do Sudeste

Os portos mais antigos e movimentados do Brasil são o de Santos e o do Rio de Janeiro (primeiro e segundo colocados em valores de cargas exportadas no país, em 1992). O terceiro porto brasileiro em valores de cargas exportadas (1992) foi o de Vitória, no Espírito Santo.

Outros portos que escoam parte da produção do Sudeste são: o porto de São Sebastião (São Paulo), que é também um terminal petrolífero; o de Angra dos Reis (Rio de Janeiro); e o de Tubarão (Espírito Santo), responsável pelo escoamento de boa parte do minério de ferro exportado pelo Brasil.

O transporte aéreo 

São Paulo possui dois importantes aeroportos: o de Cumbica (internacional) e o de Congonhas (nacional, com função comercial).

No Rio de Janeiro, há o Aeroporto internacional do Rio de Janeiro (Galeão) e o Santos Dumont (nacional, com função comercial).

Em Minas, o principal aeroporto é o de Confins, em Belo Horizonte.

Exercícios sobre a Região Sudeste

1) Quais as principais atividades econômicas desenvolvidas no Sudeste brasileiro?

2) Caracterize o clima, vegetação e relevo dos estados do Sudeste.

3) O Sudeste brasileiro é a região mais urbanizada e possui a maior concentração industrial do país. Explique os fatores que proporcionaram esse desenvolvimento industrial nos estados do Sudeste.

4) O Estado do Rio de Janeiro, apesar de sua pequena superfície, possui paisagens muito variadas, que permitem uma divisão em Regiões. Assinale a relação/característica que esta correta:

a) SERRANA - Área de cidades como Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis. Atividades principais: turismo, agricultura e indústria. Padrão de vida alto para o nível do Estado.
b) VALE MÉDIO DO PARAÍBA - Antiga zona cafeeira que, desde o século XIX vegeta na pobreza, não tendo conseguido reciclar sua economia. Hoje tem apenas a pecuária extensiva.
c) NORTE FLUMINENSE - Uma grande cidade: Campos. Região sem recursos minerais, tem no café a sua principal cultura. Sua população diminui com o êxodo rural.
d) LITORAL DA BAÍA GRANDE -Área que se dinamiza em função de usinas hidrelétricas e da exploração do petróleo. Sofre visível influência da economia paulista.
e) NOROESTE FLUMINENSE - Itaperuná é o seu maior centro. Sua economia está baseada na monocultura canavieira. As ligações econômicas se fazem sobretudo com Minas Gerais.

5) Todas as alternativas contêm características geográficas da região do vale do Rio São Francisco no norte de Minas Gerais, EXCETO

a) É parte da área de influência de Montes Claros, centro regional do norte de Minas Gerais.
b) É uma região de pecuária extensiva melhorada e desenvolve importantes projetos de irrigação.
c) É drenada por um único rio perene, sendo os demais temporários.
d) É uma região em que as médias pluviométricas anuais decrescem do Sul para o Norte.
e) É a região do Estado de Minas Gerais que faz parte do Polígono das Secas e da área de atuação da SUDENE.

6) Em relação ao Sudeste do Brasil, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
a) Apresenta um pequeno crescimento urbano, quer nas regiões agrícolas, quer nas de predomínio de atividades mercantis ou industriais.
b) É a porção do país mais integrada no sistema econômico mundial e a mais dinâmica em termos de relações externas e internas.
c) É palco de lutas e reivindicações urbanas em torno de moradia, saúde, transporte, educação e outros bens de consumo coletivo.
d) Desenvolve uma atividade agrícola importante e, em grande parte, moderna, associada aos setores secundário e terciário de sua economia.
e) Possui uma grande área industrial que, a partir da capital de São Paulo, ultrapassa os limites desse Estado, adentrando por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

7) Embora pouco extenso, o Sudeste é a mais importante região brasileira em termos econômicos e políticos. Sobre as características dessa região, julgue os itens que se seguem.

( ) A região Sudeste distingue-se do restante do Brasil por ser a área com maior proporção de terras baixas. O relevo dessa região apresenta um claro predomínio de planícies sedimentares, desgastadas pela erosão.
( ) O regime de chuvas dessa região é típico do clima temperado: as chuvas concentram-se no inverno, o verão é a época da estiagem.
( ) A devastação da mata atlântica foi provocada pela expansão da agricultura e da indústria, que deixaram apenas manchas da floresta.
( ) São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as três metrópoles da Região Sudeste. Essas cidades concentram uma grande parte da produção industrial, do comércio e dos serviços do país.
( ) O processo de industrialização não atingiu toda a região sudeste, o que produziu espaços geográficos diferenciados e grandes desigualdades dentro da própria região.

8) Entre os fatores de concentração industrial do Sudeste podemos citar, exceto:

a) acúmulo de capital comercial.
b) mão-de-obra abundante.
c) rede de transporte bem estruturada.
d) grande mercado consumidor.
e) grandes jazidas carboníferas.

9) Produto que desbravou o interior de São Paulo, vindo do vale do Paraíba, trata-se:

a) laranja.
b) milho.
c) café.
d) algodão.
e) soja.

10) Na região Sudeste, encontramos a bacia hidrográfica de maior produção energética do país, estando também apta para o transporte de mercadorias através de um sistema de eclusas. Trata-se da bacia:

a) do Paraná.
b) do São Francisco.
c) do Paraguai.
d) do Tocantins.
e) do Uruguai.

11) Uma forma de relevo comum no Planalto Ocidental da região Sudeste, inclinada devido à erosão diferencial é a:

a) cuestas.
b) planícies.
c) chapadas.
d) falésia.
e) barreira.

12) Ao longo das margens dos rios de algumas áreas do interior da região Sudeste, ocorrem:

a) matas-galerias.
b) veredas.
c) campos.
d) mata de igapó.
e) mangues. 

13) A área do Sudeste ocupada pelo clima semi-árido situa-se:

a) norte de São Paulo.
b) sul de Minas Gerais.
c) norte de Minas Gerais.
d) norte do Espírito Santo.
e) sul de São Paulo.

14) Considere o texto a seguir:

Primeira região do Sudeste do Brasil a ser organizada economicamente. A estrutura geológica da área está ligada a terrenos de formação Proterozóica (algonquiano), o que explica a grande riqueza em minerais aí existentes, principalmente o ferro. Existem inúmeras siderúrgicas na região.

Assinale a sub-região do Sudeste à qual o texto se refere:

a) Centro de Minas Gerais - Zona Metalúrgica;
b) Sudeste Ocidental - oeste de São Paulo;
c) Triângulo Mineiro;
d) Sudeste Metropolitano - São Paulo e Rio de Janeiro;
e) Norte de Minas.

15) A região Sudeste apresenta-se como sendo altamente desenvolvida, com grandes indústrias, metrópoles e agricultura com alto valor comercial. Entretanto, nesta região há uma área considerada pela ONU como uma das mais pobres do mundo.
Trata-se

a) da serra de Quebra Cangalhas (SP).
b) da serra da Canastra (MG).
c) do pontal do Paranapanema (SP).
d) do vale do Rio Jequitinhonha (MG).
e) do vale do Rio São Francisco (MG).

16) Na divisão espacial do trabalho, nos países desenvolvidos, o campo tem a função da produção primária, enquanto cabe à cidade fabricar produtos secundários e prestar serviços. Nos países subdesenvolvidos, essa divisão se concentra em determinadas regiões, em função de maior atividade econômica de acumulação de capital.
Dentro desse contexto, podemos afirmar que, no Brasil, entre outros fatores, o desenvolvimento da REGIÃO SUDESTE deu-se em função

a) da acumulação oriunda da atividade mineradora da região meridional do país.
b) do deslocamento da produção do café para São Paulo e da mão de obra imigrante.
c) do fluxo de exportação de ouro e de pedras preciosas pelo porto do Rio de Janeiro.
d) do crescimento da importação através dos portos do Rio de Janeiro e de Santos.
e) de a região possuir um contingente de consumo ideal no início do processo de industrialização.


Gabarito:

1) O Sudeste é a região brasileira que possui o maior dinamismo econômico do país. Sua economia é bem diversificada, abriga as maiores montadoras, siderúrgicas, empresas transnacionais, bancos, universidades, além de deter o maior parque industrial do Brasil. Os estados que compõem o Sudeste são responsáveis por aproximadamente 55% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Indústria – Apresenta a maior concentração industrial do país, bem diversificada e com grande uso de aparatos tecnológicos. Destacam-se os setores de telecomunicações, têxtil, informática, alimentício, metalúrgico, siderúrgico, petrolífero, mineração, etc.

Agropecuária – Extremamente diversificada, a agropecuária baseia-se principalmente no cultivo de café, cana-de-açúcar, soja, laranja, milho, arroz, algodão e mamona. A pecuária  destaca-se na região, o rebanho bovino é o segundo maior do país.

Turismo – Outra atividade econômica de fundamental importância para o Sudeste é o turismo. As belas praias atraem milhares de visitantes, além dos eventos como o carnaval, por exemplo. São Paulo é considerado a capital brasileira do turismo de negócios, concentrando 70% do movimento nacional. 

2) A região Sudeste está localizada na parte mais elevada do Planalto Atlântico. O clima predominante no litoral é o tropical de altitude, com geadas ocasionais. A vegetação do Sudeste é bem diversificada, caracterizada pelo cerrado  à mata Atlântica.
Minas Gerais.
Clima – Tropical, a temperatura média anual é de 21°C.
Vegetação – Floresta tropical (maior parte), com faixa de cerrado a nordeste.      
Relevo – Planaltos com escarpas e depressão no centro.
Espírito Santo.
Clima – Tropical úmido, com temperaturas médias anuais de 23°C e volume de precipitação superior a 1.400 mm por ano.                                                                                     
Vegetação – Floresta tropical, vegetação litorânea.
Relevo – Baixada litorânea (40% do território) e serras (interior). Ao longo da costa Atlântica encontra-se uma faixa de planície que representa 40% da área total do estado, e à medida que se avança em direção ao interior, o planalto dá origem a uma região serrana.
Rio de Janeiro.
Clima – Tropical atlântico, com temperatura média anual de 24°C.
Vegetação – mangue no litoral, mata Atlântica, floresta tropical.
Relevo – Planície litorânea com morros, lagos, várzeas e dunas, planalto no centro e depressões a oeste e a leste. 
São Paulo.
Clima – Tropical atlântico no litoral e tropical de altitude no interior. A temperatura média anual é de 20°C.
Vegetação – A vegetação é composta por mangues no litoral, mata Atlântica e floresta tropical no resto do território.
Relevo – Planície litorânea estreita limitada pela serra do Mar, planaltos e depressões.
3) Um dos principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento industrial no Sudeste foi devido à acumulação de capital proveniente da cafeicultura. Além do acúmulo de capital, durante a economia cafeeira foram criadas condições de infraestrutura que posteriormente proporcionaram condições para a instalação das indústrias. Outro fator de fundamental importância nesse processo foi a mão de obra imigrante, pois muitos europeus já trabalhavam no setor industrial em seus países.  
4) A   5) C   6) A   7) F F V V V    8) E   9) C   10) A   11) D   12) A   13) C   14) A   15) D   16) B







2 comentários:

  1. muito bom me ajudou muito!!!

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  2. Gostei muito, me ajudou muito apesar de eu ñ saber de nmada de geografia agra eu entrei neste blog e gostei muitoo muitoo

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