sábado, 12 de janeiro de 2013

Segundo reinado questões vestibular


O Segundo Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro II. Teve início em 23 de julho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou Pedro de Alcântara maior de idade com 14 anos e, portanto, apto para assumir o governo. O 2º Reinado terminou em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República.

O governo de D. Pedro II, que durou 49 anos, foi marcado por muitas mudanças sociais, política e econômicas no Brasil.



A Politica Externa do Segundo Reinado
Na politica externa mas precisamente na região platina, D. Pedro II teve que intervir militarmente para resolver impasses políticos nos governos da Argentina e Uruguai, na chamada Guerra contra Oribe e Rosas.

O Presidente Uruguaio Manuel Oribe juntamente com o Presidente Argentino Ruan Rosas planejavam unir seus governos visando a criação de uma grande nação que dominaria a Região do Plata.

Caso isso acontecesse o Império Brasileiro teria como vizinho uma poderosa nação que possivelmente disputaria com o Brasil, a termo de grandiosidade, a hegemonia sobre a Ámerica do Sul.

Sentido-se ameaçado com essa união, o Império Brasileiro agiu rapidamente, interviu militarmente no Uruguai além de dar suporte militar aos oposicionistas do Ditador Argentino Juan Manuel Rosas.

Com o consentimento do Brasil, Fructuoso Rivera tornou-se o novo Presidente do Uruguai e enquanto na Argentina o General José de Urquiza conseguiu derrubar o governo de Rosas e se transformou Primeiro Presidente Constitucional da Argentina.

O fato histórico mais marcante do Segundo Reinado ocorreu em 1865, ano em que o Império Brasileiro envolveu-se na chamada Guerra do Paraguai. Ao final da guerra o Governo Imperial perderia seu pouco prestigio que ainda restava.

A Questão Christie
No governo de D. Pedro II, o Brasil também se envolveu numa pequena crise diplomática com a Inglaterra. Três oficiais beberrões da marinha inglesa foram presos no Rio de Janeiro acusados de baderna. Logo estes marinheiros foram liberados ao serem reconhecidos como militares ingleses.

Ao ser informado do incidente, o Embaixadodor Britânico, William Christie, exigiu do Governo Brasileiro que fossem feitas desculpas formais. Christie também levantou ainda a questão de outro incidente passado. Exigiu que o Brasil indenizasse a Inglaterra pelo saque da carga do Prince of Wales, navio de carga inglês que naufragou no Rio Grande do Sul.

O Império Brasileiro não havia se curvado a tais reivindicações e por isso os ingleses valendo de uma esquadra naval aportada no Brasil apreendeu 5 navios mercantes brasileiros. O Governo Imperial afim de evitar um incidente ainda maior, pagou a indenização exigida pelos ingleses.

Não conformado com a atitude inglesa, o Brasil enviou representantes diplomáticos a Londres afim de exigir dos ingleses uma indenização por terem violado a soberania territorial do Brasil.

O Rei da Bélgica, Leopoldo I, envolve-se na crise diplomática como mediador. O soberano Belga foi favorável ao Brasil mas mesmo assim a diplomacia inglesa negou-se a pedir desculpas e por isso D. Pedro II decidiu cortar relações diplomáticas com a Inglaterra.

A Economia do Segundo Reinado
No início do Brasil Imperial o café substituiu o a cana-de-açucar como principal produto economico brasileiro.

O café inicialmente introduzido no Vale do Paraiba, São Paulo, e região fluminense do Rio de Janeiro, se expandiu rapidamente por se tornar um produto de grande aceitação no mercado mundial.

Nasce assim uma nova elite, agora concentrada no sudeste, a Elite Cafeeira, que tornou-se mais rica que os antigos senhores de engenho da elite do açúcar nordestina.

Os escravos negros que antes foram usados na indústria açucareira e na extração de ouros das minas, continuou a ser a força motora da economia ao serem redirecionados para os cafezais.

O trabalho escravo no Brasil diminuiria com o tempo devido ao capitalismo industrial, que necessitava de mais e mais compradores para absorver a produção.

O Brasil por ser um dos maiores países escravocratas do Século XIX, estava sofrendo pressões de nações capitalistas, em especial a Inglaterra.

O escravismo no Brasil diminuiria gradativamente com a aprovação de leis que buscavam o fim da escravidão. Já com poucos escravos para absolver a demanda de trabalho, a elite cafeeira teve que se adequar a nova realidade.

Partidos Políticos vigentes no segundo reinado
- Partido Liberal – constituiu-se no ano de 1837, protegia os interesses dos indivíduos que formavam a classe média da sociedade urbana e comercial, a ambição dos bacharéis, os ideais políticos e sociais avançados das classes não comprometidas diretamente com a escravidão, e cuidava também do que era importante para os donos de terras.

- Partido Conservador – pregava a conservação do poder político nas mãos dos grandes donos de escravos campestres. Não defendia o caráter revolucionário ou democrático do regime. No decorrer do segundo reinado, liberais e conservadores se revezaram no poder.

Parlamentarismo e Poder Moderador
No ano de 1847 foi implantado o Parlamentarismo, forma de governo na qual o poder responsável por criar as leis – o Legislativo -, representado pelos deputados e senadores, passa a exercer um posto muito respeitado. O parlamentarismo no Brasil iniciou-se, de fato, com a instituição da presidência do corpo consultivo de ministros e quem fixava o nome do eleito era D. Pedro II. O sistema parlamentar brasileiro tinha uma característica própria, oposta ao do regime da Inglaterra – neste país o povo tinha o direito de indicar o seu parlamentar, a quem cabia optar pela escolha do primeiro-ministro e sua deposição, caso necessário. No Brasil era o presidente do conselho quem estabelecia o quadro de ministros, motivo pelo qual historicamente ficou conhecido como Parlamentarismo às avessas. D. Pedro II, que contava com o apoio do Partido Moderador, gozava de absoluto poder sobre a Assembléia, tendo força suficiente para demitir todo o ministério e escolher outro presidente do conselho, ou até mesmo diluir a Câmara e chamar novas eleições, conforme os acontecimentos políticos do momento.

Escravidão e ausência de participação popular
O governo imperial brasileiro resistia em banir o tráfico de escravos, contando com o apoio da elite. Contudo, havia tratados, normas sociais e acordos firmados neste sentido com a Inglaterra, país que, por razões econômicas, defendeu o fim do tráfico de escravos. No dia 4 de setembro de 1850, pela lei n◦ 581, o Brasil deu-se por vencido e tornou oficialmente pública a Lei Eusébio de Queirós, a qual decidiu categoricamente eliminar o tráfico de escravos para o Brasil. Os últimos escravos que para cá foram trazidos aportaram em Pernambuco em 1855.
Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que terminou com a escravidão dos negros no Brasil. Sem a mão-de-obra escrava, a solução encontrada pelos bem sucedidos fazendeiros paulistas foi o estímulo à vinda de colonos estrangeiros, os quais introduziram o trabalho assalariado. O Brasil foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão.

Declínio do Segundo reinado

A República estava surgindo aos poucos, como conseqüência de profundas mudanças econômicas, políticas e sociais que estavam ocorrendo no País. A produção de café, em virtude do desgaste do solo, decaiu no Vale do Rio Paraíba e no Rio de Janeiro. Em contrapartida, o Oeste Paulista ampliou sua produção, favorecido pelas terras roxas, adequadas ao cultivo do café. Para os grandes proprietários de terras nordestinos a monarquia já não lhes favorecia; assim o sistema monárquico foi perdendo força perante as novas pretensões políticas e sociais emergentes. As mudanças incomodaram e através de um golpe político implantou-se a República no Brasil, no dia 15 de novembro de 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca assumiu o governo transitório da república.

questões segundo reinado

1) (Fuvest) Durante o período em que o Brasil foi Império houve, entre outros fenômenos, a

a) consolidação da unidade territorial e a organização da diplomacia.
b) predominância da cultura inglesa nos campos literário e das artes plásticas.
c) constituição de um mercado interno nacional, integrando todas as regiões do país.
d) incidência de guerras externas e a ausência de rebeliões internas nas províncias.
e) inclusão social dos índios e a abolição da escravidão negra.

2) (UFMT) Durante o Segundo Reinado, com a consolidação de um projeto político nacional, após os conturbados anos da década de 30 do século XIX, o Brasil ampliou sua projeção externa e esteve envolvido em várias questões importantes no plano internacional, principalmente na região da Bacia do Prata. Sobre a política externa do Segundo Reinado para essa região, é correto afirmar:

a) Foi negociado o fim da Guerra da Cisplatina.
b) O Brasil subjugou a Argentina na guerra contra o Aguirre.
c) Foi celebrada uma aliança com o Paraguai para conter a expansão uruguaia.
d) O Brasil promoveu a paz na região.
e) Foi criada a Tríplice Aliança contra o Paraguai.

3) A política externa do Segundo Reinado, em relação à República do Paraguai, tinha por objetivo: 

a) retomar a posse da ex-província Cisplatina;
b) assegurar a livre navegação na Bacia Platina;
c) restaurar o vice-reinado do Prata;
d) defender o sistema monárquico;
e) criar um órgão de defesa interamericano.

4)  (FEI/SP) Irineu Evangelista de Sousa, Barão e Visconde de Mauá, foi um empreendedor que investiu em vários campos: Companhia de Navegação a Vapor no Amazonas e Rio Grande do Sul, Companhia de Iluminação a gás no Rio de Janeiro, companhias de bonde e estradas de ferro e outros.
Em qual período da história do Brasil Mauá se destacou? 

a) República Velha.
b) Período Colonial.
c) Segundo Reinado.
d) Era Vargas.
e) Independência.

5) (FGV/RJ) A Questão Christie teve como efeito: 
a) o exercício de represálias navais inglesas contra o Brasil;
b) o rompimento de relações diplomáticas entre o Brasil e a Inglaterra;
c) a vitória brasileira no arbitramento do rei dos belgas, Leopoldo I;
d) o reatamento das relações entre os dois países em 1865;
e) todas as respostas combinadas. 

6) UFPR) A economia cafeeira foi o principal meio de acumulação de capital no Brasil, durante o século XIX.
“É na região do café que o desenvolvimento das relações capitalistas é mais acelerado e é aí que se encontra a maior parte da indústria nascente brasileira.”
(Silva, Sérgio. expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil. São Paulo, Alfa-Ômega, 1976)
A respeito dessas questões, é correto afirmar que: 
1 - o incremento de consumo do café na Europa e nos Estados Unidos foi um dos fatores determinantes para a expansão da lavoura cafeeira no Brasil;
2 - a lavoura cafeeira transformou a Região Sudeste na mais importante, economicamente, do país;
4 - ao se examinar o processo histórico brasileiro, nota-se que há ligação entre expansão cafeeira, imigração, urbanização e industrialização;
8 - a burguesia agroexportadora foi responsável pela industrialização maciça que antecedeu o grande impulso da economia cafeeira;
16 - apesar da dependência do mercado externo, a economia cafeeira acabou favorecendo, mesmo que indiretamente, o crescimento industrial do Brasil.
SOMATÓRIA (_____)

7)  (FGV/RJ) José Thomaz Nabuco de Araújo afirmou em famoso discurso na Câmara dos Deputados, em 6 de julho de 1853: "Senhores, a missão do governo, e principalmente do governo que representa o princípio conservador, não é guerrear e exterminar famílias, antipatizar com nomes, destruir influências que se fundam na grande propriedade, na riqueza, nas importâncias sociais; a missão de um governo conservador deve ser aproveitar essas influências no interesse público, identificá-las com a monarquia e com as instituições, dando-lhes prova de confiança para que possa dominá-las, dirigi-las e neutralizar as suas exagerações. Se representais o princípio conservador, como quereis destruir a influência que se funda na grande propriedade?"
(Joaquim Nabuco. Um estadista do Império. Rio de Janeiro, Topbooks, 1997.) A partir da leitura do texto acima, considere as afirmativas:

I. a monarquia representava a integridade do país e a estabilidade política, graças a um complexo jogo de acomodações, no seio do Conselho de Estado, dos conflitos entre as elites e as classes populares;
II. a diversidade econômica decorrente da expansão cafeeira e do crescimento urbano acabou por provocar o fortalecimento do papel de árbitro encarnado pelo monarca;
III. a maioria dos políticos pertencia à "boa sociedade", unidos muitas vezes por laços familiares e compartilhando uma mesma visão de mundo, baseada defesa da grande propriedade e do trabalho escravo;
IV. os conservadores contestavam o sistema eleitoral vigente e reivindicavam eleições diretas e não-censitárias. 

Assinale:
a) se somente a afirmativa III estiver correta;
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas;
c) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas;
d) se somente as afirmativas I, III e IV estiverem corretas;
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

8) (UPF/RS) A crise do governo Zacarias, em 1868, marcou o início do processo de decadência do regime imperial brasileiro, que findou, em 1889, com a Proclamação da República. Considere as seguintes afirmativas sobre esse processo:

I. A fundação do Partido Republicano, em 1870, teve origem na dissidência do Partido Liberal de 1868.
II. Os “barões do café”, setor oligárquico vinculado ao Império, mantiveram a sua situação econômica e política inalterada durante o processo.
III. A expansão da economia cafeeira, no oeste paulista, a partir da segunda metade do século XIX, gerou um novo setor da classe dominante: a burguesia cafeeira paulista.
IV. A extinção oficial do tráfico negreiro, em 1850, acelerou o processo de diversificação econômica, principalmente o da industrialização.
Escolha a alternativa que contém apenas os números de todas as afirmações corretas: 

a) I, II
b) I, III
c) I, II, III
d) I, IV
e) I, III, IV

9) (PUC-PR) - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - 
O Segundo Reinado (1840-1889) marcou o auge da forma de governo monárquica no Brasil. A respeito da política externa dessa época, assinale a única alternativa INCORRETA:

a) O Império, aproveitando-se da rebelião dos seringueiros e revelando traços imperialistas, obteve da Bolívia a região do Acre, formalizando a conquista com o Tratado de Petrópolis.
b) A Questão Christie culminou com o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra.
c) O Império interveio militarmente no Uruguai e provocou a queda de Aguirre, do Partido Blanco, apesar da solidariedade que este tinha de Solano Lopes.
d) O Império interveio militarmente na Argentina, juntamente com algumas províncias deste país, em rebelião contra seu presidente, João Manuel Rosas.
e) Nenhum atrito digno de registro ocorreu entre o Brasil e o Império Alemão, do qual recebemos numerosos colonos ou imigrantes.

10) (PUC-PR) O Tratado da Tríplice Aliança foi assinado em 1.º de maio de 1865 pelos seguintes países:

a) Bolívia, Brasil e Uruguai;
b) Argentina, Bolívia e Brasil;
c) Argentina, Brasil e Uruguai;
d) Argentina, Bolívia e Uruguai;
e) Argentina, Paraguai e Uruguai.

11)  (UCS/RS) Associe os períodos da História do Brasil Império, listados na Coluna A, às características que os identificam, indicadas na Coluna B.

Coluna A
1 – Primeiro Reinado (1822 a 1831)
2 – Período Regencial (1831 a 1840)
3 – Segundo Reinado (1840 a 1889)
Coluna B
( ) Período conturbado, caracterizado pelas lutas entre restauradores, exaltados e moderados, assim como pelas rebeliões provinciais que colocaram em risco a integridade territorial e política do País.
( ) Caracterizou-se por ser um período de transição, marcado por uma aguda crise econômica, financeira, social e política, com a divisão do Partido Brasileiro em duas facções: a conservadora e a liberal.
( ) Período em que a economia passou a ter o café como produto fundamental e foram realizados alguns reforços industrializadores, dentre os quais, um dos mais importantes, aquele empreendido pelo Barão de Mauá.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo:

a) 1 – 2 – 3
b) 3 – 2 – 1
c) 2 – 3 – 1
d) 3 – 1 – 2
e) 2 – 1 – 3

12) PUC-PR) Em alguns livros, o período da história do Império Brasileiro entre 1850 a 1870 tem o seu nome elogiado como “empresário moderno, empreendedor, a presença de escravos em seus negócios, após a decretação do fim do tráfico em 1850, no entanto, compromete sua fama de abolicionista”. O texto se refere à chamada Era:

a) Ubá;
b) Itajubá;
c) Penedo;
d) Cotegipe; 
e) Mauá. 

13) (UFBA) Há mais de um século, teve início no Brasil um processo de industrialização e crescimento urbano acelerado. Podemos identificar, como condições que favoreceram essas transformações:

a) a crise provocada pelo fim do tráfico de escravos que deu início à política de imigração e liberou capitais internacionais para a instalação de indústrias.
b) os lucros auferidos com a produção e a comercialização do café, que deram origem ao capital para a instalação de indústrias e importação de mão-de-obra estrangeira.
c) a crise da economia açucareira do nordeste que propiciou um intenso êxodo rural e a conseqüente aplicação de capitais no setor fabril em outras regiões brasileiras.
d) os capitais oriundos da exportação da borracha amazônica e da introdução de mão-de-obra assalariada nas áreas agrícolas cafeeiras.
e) a crise da economia agrícola cafeeira, com a abolição da escravatura, ocasionando a aplicação de capitais estrangeiros na produção fabril.

14) (UFPA) "A enorme visibilidade do poder era sem dúvida em parte devida à própria monarquia com suas pompas, seus rituais, com o carisma da figura real. Mas era também fruto da centralização política do Estado. Havia quase unanimidade de opinião sobre o poder do Estado como sendo excessivo e opressor ou, pelo menos, inibidor da iniciativa pessoal, da liberdade individual. Mas (...) este poder era em boa parte ilusório. A burocracia do Estado era macrocefálica: tinha cabeça grande mas braços muito curtos. Agigantava-se na corte mas não alcançava as municipalidades e mal atingia as províncias. (...) Daí a observação de que, apesar de suas limitações no que se referia à formulação e implementação de políticas, o governo passava a imagem do todo-poderoso, era visto como o responsável por todo o bem e todo o mal do Império." Carvalho, J. Murilo de. TEATRO DE SOMBRAS. Rio de Janeiro, IUPERJ/ Vértice, 1988. O fragmento acima refere-se ao II Império brasileiro, controlado por D. Pedro II e ocorrido entre 1840 e 1889. Do ponto de vista político, o II Império pode ser representado como:

a) palco de enfrentamento entre liberais e conservadores que, partindo de princípios políticos e ideológicos opostos, questionaram, com igual violência, essa aparente centralização indicada na citação acima e se uniram no Golpe da Maioridade.
b) jogo de aparências, em que a atuação política do Imperador conheceu as mudanças e os momentos de indefinição acima referidos - refletindo as próprias oscilações e incertezas dos setores sociais hegemônicos -, como bem exemplificado na questão da Abolição.
c) cenário de várias revoltas de caráter regionalista - entre elas a Farroupilha e a Cabanagem - devido à incapacidade do governo imperial controlar, conforme mencionado na citação, as províncias e regiões mais distantes da capital.
d) universo de plena difusão das idéias liberais, o que implicou uma aceitação por parte do Imperador da diminuição de seus poderes, conformando a situação apontada na citação e oferecendo condições para a proclamação da República.
e) teatro para a plena manifestação do poder moderador que, desde a Constituição de 1824, permitia amplas possibilidades de intervenção políticas para o Imperador - daí a ideia de centralização da citação - e que foi usado, no Segundo Reinado, para encerrar os conflitos entre liberais e socialistas.

15) (FEI) O Segundo Reinado, preso ao seu contexto histórico, não foi capaz de dar resposta às novas exigências de mudanças. Quando se analisa a desagregação da ordem monárquica imperial brasileira, percebe-se que ela se relacionou principalmente com a:

a) estrutura federativa vigente e a conspiração tutelada pelo exército.
b) bandeira do socialismo levantada pelos positivistas.
c) eliminação da discriminação entre brancos e negros.
d) forte diferenciação ideológica entre os partidos políticos.
e) abolição da escravidão e o desinteresse das elites agrárias com a sorte do Trono.

16) (FATEC-SP) A partir do golpe da maioridade, em 1840, a vida partidária brasileira resumiu-se a dois partidos: o antes partido progressista passou a chamar-se partido liberal e o regressista passou a chamar-se partido conservador. Pode-se considerar como característica desses partidos:

a) Os partidos do império sempre tiveram plataformas políticas bem definidas.
b) As divergências entre as várias classes da sociedade brasileira estavam representadas nos programas partidários.
c) Do ponto de vista ideológico, não havia diferenças entre os liberais e conservadores, pois eram "farinha do mesmo saco".
d) Os conservadores sempre estiveram no poder e os liberais sempre estiveram na oposição.
e) Ambos tinham influência ideológica externa nos seus programas, apesar de proibido por lei.

17) (UFC) Fazendo um balanço econômico do Segundo Reinado, podemos afirmar que ele foi um período no qual:

a) algumas atividades ganharam importância, como a criação do gado no Rio Grande do Sul e as lavouras de açúcar no Nordeste.
b) o Brasil deixou de ser um país essencialmente agrário, ingressando na era da industrialização.
c) a Amazônia passou a ter um grande destaque com o "boom", desde 1830, da produção da borracha.
d) ocorreram grandes transformações econômicas com as quais o centro-sul ganhou projeção em detrimento do nordeste.
e) as diversas regiões brasileiras tiveram um crescimento econômico constante, uniforme e progressivamente integrado.

18) A consolidação do Império nas duas primeiras décadas do Segundo Reinado está ligada à(ao):

a) afirmação do projeto autonomista liberal, pondo fim às Rebeliões Provinciais.
b) recuperação das lavouras tradicionais, como açúcar, eliminando-se a hegemonia do setor cafeeiro.
c) conciliação entre liberais e conservadores, para conter o crescente movimento republicano.
d) hegemonia do projeto político conservador, centralizado e que projetava a Coroa sobre os Partidos.
e) encaminhamento da abolição, garantindo-se a mão-de-obra à lavoura através da imigração

19) (UFPE) A vida político-partidária do Segundo Reinado estava marcada pela disputa entre o Partido Conservador e o Partido Liberal. Os dois partidos se caracterizavam por, exceto:
 
a) defender a monarquia e a preservação do "status quo";
b) representar os interesses da mesma elite agrária;
c) possuir profundas diferenças ideológicas e de natureza social;
d) ter origem social semelhante;
e) alternarem-se no poder, com predomínio dos conservadores.

20) (FAZU) As estradas de ferro brasileiras, no Segundo Reinado, concentravam-se, sobretudo, nas regiões de produção:
 
a) do fumo
b) do milho
c) do cacau
d) do café
e) do feijão
 

Gabarito:

1) C   2) E   3) B   4) C  5) E   6) 23   7) A   8) E   9) A  10) C   11) E  12) E   13) B   14) B  15) E
16) C  17) D  18) D   19) C   20) D

Um comentário:

  1. A questão de número 1 está com a resposta errada. O gabarito certo é a letra A. O Brasil veio de um período conturbado - período regencial - e através do ministério da conciliação conseguio estabelecer a sua diplomacia. Tanto é que não haviam diferenças percebíveis entre os conservadores e os liberais.

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