sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

componentes celulares e suas funções

Componentes celulares e suas funções


Membrana plasmática

A membrana plasmática envolve a célula e isola o citoplasma do meio extracelular. É formada por duas camadas de lipídios (moléculas insolúveis na água) e proteínas, sendo, por isso, chamada de lipoproteica. A composição da membrana plasmática muda conforme o tipo de célula e o organismo. Nos mamíferos, a quantidade de lipídios das membranas plasmáticas varia conforme a idade e saúde do animal. Nas plantas e nas bactérias, essa composição muda conforme as condições ambientais, como luz e temperatura.

Nos animais, as membranas plasmáticas constituem-se de fosfolipídios - principalmente glicerofosfolipídios e esfingomielinas -, glicolipídios e colesterol. Esses lipídios alinham-se em fileiras e formam duas camadas em que as cadeias carbônicas ficam frente à frente. No meio da dupla camada lipídica, existem proteínas específicas inseridas parcial ou transversalmente. Estas proteínas não são fixas: podem deslizar ao longo do plano da membrana. Este modelo de organização da membrana celular é conhecido como "mosaico fluido".

Proteínas

As proteínas da membrana realizam diversas tarefas, entre elas inclui-se a bomba de sódio e potássio - relacionada ao equilíbrio iônico celular. São elas também que concedem permeabilidade seletiva à membrana plasmática, determinando o que entra e o que sai da célula (em condições ideais).

Por meio das proteínas da membrana, as células:



  • Secretam moléculas que atuam sobre células distantes.
  • Influenciam outras células por contato físico direto.
  • Estabelecem canais de comunicação entre células próximas (há trocas de pequenas moléculas informacionais).



  • Citoplasma


    O citoplasma corresponde à região entre o núcleo e a membrana celular. Ele é formado por uma matriz coloidal (chamada de matriz citoplasmática ou hialoplasma) onde estão imersas as organelas celulares e o citoesqueleto.


    Núcleo

    É o maior organelo celular, este controla toda a atividade celular.

    Centríolos

    São cilindros que formam um ângulo reto e ficam em uma região densa do citoplasma chamada de centro celular ou centrossomo. Cada centríolo possui microtúbulos de proteínas que formam sua parede. Possuem a capacidade de duplicar-se e são necessários para a formação do fuso acromático e na formação dos cílios e flagelos.

    Ribossomos

     Esse componente é formado por grãos de RNA e proteína. Está presente nas células procarióticas e eucarióticas; nas procarióticas, eles ficam livres no hialoplasma ou associado ao retículo endoplasmático rugoso. Já nas células procariontes, cada ribossomo possui duas subunidades que têm tamanhos e densidades diferentes. É nesse componente que ocorre a síntese das proteínas e é feita com a junção de aminoácidos, sendo que esse procedimento é comandado pelo RNA. Esse recebe a ajuda do polirribossomo para que comande os aminoácidos da proteína em sequência.


    Plastos

    São organelas encontradas apenas nas células vegetais, responsáveis pela fotossíntese ou armazenamento de substâncias. São envoltos por um sistema de duas membranas e seu espaço interno é chamado de estroma. O estroma contém enzimas, material genético e uma série de vesículas achatadas chamadas de tilacoides. Nos tilacoides da maioria dos plastos encontram-se os pigmentos fotossintetizantes, dentre os quais o mais comum e importante é a clorofila (presente nos cloroplastos), que catalisa o início da fotossíntese.

    Citoesqueleto

    O citosol das células eucarióticas apresenta um quantidade enorme de tubos ocos chamados de microtúbulos. Ele também é formado por proteínas, as tubulinas. Eles possuem a capacidade de aumentar e diminuir seu tamanho. Podem-se encontrar, também, os microfilamentos formados pela proteína actina. Os dois juntos formam um verdadeiro esqueleto celular e são essenciais para manter a forma da célula e suas estruturas. O citoesqueleto também é chamado de “citomusculatura”.

    Mitocôndrias

    Organela na forma de um pequeno bastão, responsável pela respiração celular (oxidação gradual de glicose, com desprendimento de energia). Possui uma membrana externa e outra interna, provida de invaginações chamadas cristas, ao longo das quais estão fixadas moléculas de enzimas que promovem as reações geradoras de energia. O espaço interno da mitocôndria é chamado de matriz e contem uma série de enzimas além de material genético.

    Complexo de Golgi


    O complexo golgiense, ou conhecido pelas seguintes denominações: aparelho de golgi, dictiossomo, golgiossomo ou complexo de golgi, constitui uma organela citoplasmática típica de células eucarióticas, com função fundamental de eliminação de substâncias produzidas pela síntese celular através do processo de secreção.

    É formado por vesículas com morfologia de sacos achatados. Além de promover maturação e armazenamento de proteínas ribossomáticas, efetua também a distribuição das moléculas sintetizadas e empacotadas nas vesículas.

    Aderidas ao citoesqueleto, as vesículas são transportadas no interior da célula até a região basal da membrana plasmática. A partir desse instante a membrana da vesícula se funde à membrana da célula, eliminando o conteúdo proteico para o meio extracelular.

    Boa parte das vesículas transportadoras do retículo endoplasmático rugoso (RER) são transportadas em direção ao complexo de Golgi, passando por sínteses modificadas e enviadas aos seus destinos finais.

    Essa organela tende a se concentrar em células especializadas na secreção de substâncias hormonais, principalmente células de órgãos como: o pâncreas (síntese de insulina e glucagom), Hipófise (somatotrofina – hormônio do cescimento) e Tireoide (T3 e T4).

    Lisossomos


    São corpúsculos normalmente esféricos cujo interior apresenta uma grande quantidade de enzimas que degradam (quebram em pedações pequenos, ou seja, digerem ou destroem) moléculas grandes ou organelas envelhecidas. Exemplo de enzimas encontradas dentro dos lisossomos: proteases (degradam proteínas), nucleases (degradam ácidos nucleicos  DNA e RNA), glicosidases (degradam açúcares) e lipases (degradam lipídeos).

    Ocorrência – Em células animais.

    Funções:

    Digestão intracelular;

    Função heterofágica – Digerir produtos oriundos da fagocitose e da pinocitose.

    Função autofágica – Pode ser de dois tipos: autofagia (digestão de organelas e estruturas da própria célula) e autólise (pelo rompimento da membrana lisossômica, as enzimas vazam para o citoplasma destruindo completamente a célula).


    Peroxissomos

    São pequenas vesículas semelhantes aos lisossomos, porém sua enzima principal é a peroxidase. Esta enzima degrada as moléculas de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) que se formam como resultado do metabolismo (funcionamento) celular. O peróxido de hidrogênio pode ser muito tóxico para a célula porque pode levar a produção de radicais livres. Estes radicais são capazes de danificar as células, atuando por exemplo sobre o DNA e outras moléculas.


    Retículo endoplasmático liso

    Formado por membranas achatadas que formam uma rede de tubos. Sua função se relaciona principalmente ao metabolismo de lipídios, transporte e armazenamento de substâncias.

    Retículo endoplasmático rugoso ou ergastoplasma

    Estrutura similar ao retículo endoplasmático liso, porém com pequenas estruturas, chamadas ribossomos, aderidas a sua membrana. Sua principal função é a síntese de proteínas.

    Vacúolos

    Organelos de tamanho variável rodeados por uma membrana. Tem como função reserva de água.

    Parede celular

    Envolve as células vegetais conferindo-lhes proteção e suporte.



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